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Pedreiros de municípios do Território de Identidade Piemonte da Diamantina participaram de oficina para construção de biodigestores, tecnologia que possibilita o reaproveitamento do esterco para gerar o biogás e biofertilizantes. A capacitação faz parte de estratégia do Governo do Estado, executada por meio do projeto Pró-Semiárido, para reduzir os impactos ambientais na região semiárida da Bahia, gerar economia financeira e mais qualidade de vida para as famílias agricultoras.
O Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), estabeleceu metas ambientais a serem executadas até março de 2022, entre elas, a capacitação de profissionais para construção de tecnologias simples e de baixo custo, porém eficientes no combate à degradação do meio ambiente e que gerem autonomia econômica às famílias.

“Com a capacitação dos pedreiros da região, pretendemos difundir o uso dessa tecnologia social, pois acreditamos que ela será de fundamental importância para o agricultor e a agricultora”, explica Rejane Magalhães, técnica responsável pelo escritório do projeto no Piemonte da Diamantina.
Com o uso do biodigestor, a família irá produzir o seu próprio gás para uso doméstico e ainda biofertilizantes para adubar canteiros, hortas e fruteiras, tornando a propriedade familiar cada vez mais autossustentável. “O uso do biodigestor irá eliminar o gasto com o botijão de gás, item que tem impacto grande na renda da família, e o uso da madeira no fogão a lenha, uma das principais causas de desmatamento da Caatinga”, acrescenta Rejane. Ela explica ainda que a instalação de um único biodigestor pode abastecer a casa do pai, do filho e/ou de outro parente que esteja no mesmo terreno. A produção do gás é feita com o esterco dos animais, como porcos, aves, caprinos e ovinos e o do gado.
O pedreiro Jovar Tinel, do município de Mirangaba, já foi capacitado pelo projeto para construção de cisternas, bioágua e fala do aprendizado adquirido na oficina para instalação de biodigestores. “É um conhecimento muito importante para o futuro, pois acredito que as famílias irão se beneficiar bastante, e a gente como pedreiro só tem a ganhar. Sairemos daqui certificados para trabalhar não só na região, mas no Brasil inteiro”, enfatizou.
Fonte: Ascom - SDR
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