Foto: Reprodução
Um dos principais movimentos para modernizar o Direito do Trabalho na última década é a reivindicação do fim da escala 6 x 1.
Nascida da percepção de que se trabalha demais, essa demanda expõe uma realidade cotidiana: a combinação de longas jornadas e grandes deslocamentos urbanos deixa pouco ou nenhum tempo para que as pessoas se dediquem à família, ao lazer, aos estudos, à religião e a outros aspectos importantes da vida.
Trata-se de uma tentativa de aproximar a legislação trabalhista brasileira aos padrões internacionais que privilegiam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, afinal as pessoas querem ter vida além do trabalho.
Esse movimento segue a premissa de que é possível evoluir partindo do regramento trabalhista existente, sem ignorar toda a construção histórica que caracteriza a civilização.
Qualquer proposta que implique na retirada de direitos não pode ser considerada modernização, pois representa retrocesso ao século 19, com jornadas desumanas, acidentes frequentes, trabalho infantil (dos pobres, é claro) e condições degradantes de trabalho.
O fim da escala 6 x 1 é, portanto, um passo genuíno em direção a um Direito do Trabalho mais justo e alinhado às necessidades contemporâneas.
A limitação da jornada de trabalho não representa mera questão contratual ou econômica, configura-se como parâmetro fundamental de saúde e segurança no ambiente laboral.
Os limites estabelecidos pela Constituição Federal e pela legislação trabalhista constituem mecanismos essenciais para prevenir o adoecimento físico e mental de trabalhadores, reduzir acidentes de trabalho e preservar a integridade psicofísica daqueles que vendem a força de trabalho para sobreviver.
Contudo, paralelamente a essa discussão, observa-se um movimento preocupante no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do reconhecimento da repercussão geral do Tema 1.389, pelo qual serão definidos parâmetros para a contratação de pessoas jurídicas e trabalhadores autônomos.
Caminhar para a liberdade ampla e irrestrita de contratação, é pavimentar o caminho para a completa desregulamentação das relações de trabalho no país.
Caso o STF decida que, mesmo com a presença de todos os elementos que caracterizam o vínculo empregatício – subordinação, pessoalidade, onerosidade e não eventualidade –, uma empresa pode contratar um autônomo ou uma PJ, as normas trabalhistas se tornarão, na prática, facultativas.
Esta possível legalização de contratações fraudulentas, travestidas de empreendedorismo, representa um grave retrocesso nos direitos fundamentais conquistados ao longo de décadas de lutas sociais.
Aqui reside o foco da questão: transformar o Direito do Trabalho em uma opção para as empresas é o mesmo que aniquilá-lo.
FGTS
Um precedente histórico que ilustra bem esse risco: durante a ditadura militar, a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi apresentada como uma alternativa à estabilidade decenal (direito que impedia a demissão de quem tivesse 10 anos de serviço na empresa).
A partir de 1966, o trabalhador “escolhia” entre o FGTS ou a estabilidade. Na realidade, as empresas simplesmente não contratavam quem optava pela estabilidade. A escolha era uma ilusão.
Transportando essa lógica para a pejotização, não restará dúvidas: se for dada a opção entre ser empregado ou PJ, as pessoas, por medo de ficar sem trabalho e sem sustento, serão forçadas a optar pela pejotização. A “liberdade de escolha” se revelará, mais uma vez, uma armadilha para os mais vulneráveis.
Em um cenário de disseminação de pessoas jurídicas às custas da extinção de empregos, não restará lugar para direitos trabalhistas.
A prática demonstra que trabalhadores contratados sob regimes fraudulentos de “pessoa jurídica” ou como “autônomos” frequentemente submetem-se a jornadas exaustivas, sem direito a horas extras, adicional noturno, descanso semanal remunerado ou limitações constitucionais à duração do trabalho.
Esta realidade contrasta frontalmente com o princípio da dignidade da pessoa humana e com os objetivos fundamentais da República de construir uma sociedade livre, justa e solidária, reduzindo as desigualdades sociais.
Assim, a reivindicação pelo fim da escala 6 x 1 – que mobiliza trabalhadores e motiva diversas manifestações em todo o país – será enterrada por uma eventual legalização da pejotização, uma demanda que atende somente aos setores mais reacionários da sociedade e arremessa o nosso país para a vanguarda do atraso.
Desafio
A sociedade enfrenta hoje o desafio histórico de combater esse movimento de precarização que, sob o discurso da modernização e liberdade contratual, ameaça converter direitos sociais em meras recomendações desprovidas de efetividade.
A luta pela preservação de limites razoáveis à jornada de trabalho transcende a discussão técnico-jurídica, representando a defesa da saúde dos trabalhadores e da própria concepção de trabalho digno em uma sociedade democrática.
Os trabalhadores brasileiros desejam mais liberdade. Mas essa liberdade não é para escolher entre ter ou não ter direitos; é para poder ter tempo livre. O fim da escala 6 x 1 atende a essa demanda por mais tempo livre e qualidade de vida.
A pejotização, por outro lado, ameaça tirar a própria liberdade de escolha e condena o trabalhador a uma realidade de precarização. O momento obriga a uma escolha histórica sobre os rumos que o país deve seguir: o da proteção ou o da precarização? A resposta a essa pergunta, que exige a mobilização de todos, determinará se o Brasil caminhará para a modernidade ou retrocederá aos parâmetros do século 19.
• Renan Bernardi Kalil é procurador do Trabalho e coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do MPT;
• Priscila Dibi Schvarcz é procuradora do Trabalho e vice-coordenadora nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho do MPT.
Fonte: Metrópoles
Balão tripulado cai em área rural de Capela do Alto (SP) — Foto: G1 / Arquivo pessoal
Um homem foi preso em flagrante após queda de balão tripulado em uma área rural de Capela do Alto (SP), na manhã deste domingo (15), que resultou na morte de uma mulher, que estaria grávida. Ele era o responsável por conduzir o veículo, que caiu no bairro Distrito do Porto, próximo a estrada General Portela.
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, o balão levava 33 passageiros, além do condutor e um ajudante, quando caiu por volta das 7h50 da manhã. Após o incidente, o local foi isolado para a apuração do fato pelas autoridades competentes, como o Instituto de Criminalística (IC) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).
Em contato com O GLOBO, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sendo registrado pelo plantão da Delegacia de Tatuí (SP), que determinou a prisão em flagrante do piloto. Ainda segundo o órgão, o incidente "está sendo investigado como homicídio culposo".
"Durante o voo, o piloto realizou tentativas mal sucedidas de pouso em áreas inadequadas, o que resultou na queda dos ocupantes. Uma das vítimas, uma mulher, foi socorrida e levada a um hospital em Sorocaba, mas não resistiu aos ferimentos". Ainda segundo a nota da SSP, "a vítima poderia estar grávida, diante disso, a autoridade policial solicitou exames para confirmar a gestação. A Guarda Civil Municipal prestou os primeiros socorros no local", destaca o texto, que não deu detalhes sobre a identidade da vítima.
Durante o final de semana, Boituva (SP), cidade vizinha localizada a cerca de 30 km de Capela do Alto, abrigou a 38ª edição do Campeonato Brasileiro de Balonismo. Em contato com O GLOBO, a Confederação Brasileira de Balonismo, responsável pela organização do evento, esclareceu através de seu presidente, Jhonny Silva, que o "balão era clandestino e não possui qualquer relação com a entidade ou com o evento".
Ainda que a causa da queda ainda não tenha sido revelada pelas autoridades, o mau tempo e os ventos fortes na região fizeram com que as atividades deste domingo no Campeonato Brasileiro de Balonismo fossem canceladas.
Ainda de acordo com a confederação, o clima também fez com que profissionais que fazem passeios turísticos de balão suspendessem suas atividades neste domingo em Boituva. A região é nacionalmente conhecida pela cena do balonismo. Neste sábado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) acompanhou a abertura do campeonato brasileiro de balonismo e chamou a região de "Capadócia caipira", em referência à área da Turquia conhecida pelos passeios de balões.
Fonte: O Globo
Foto: Agência Brasil
Com a promessa de substituir o débito automático e os boletos, o Pix automático entra em vigor nesta segunda-feira (16). Extensão do Pix, a ferramenta permite ao usuário autorizar pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços, como microempreendedores individuais (MEI). O cliente autoriza uma única vez, com os débitos ocorrendo automaticamente na conta do pagador.
Desde o fim de maio, o Pix automático está disponível para todos os clientes do Banco do Brasil. A maior parte das instituições financeiras, no entanto, só começa a oferecer o serviço nesta segunda.
A ferramenta pretende beneficiar tanto empresas quanto consumidores. De acordo com o Banco Central (BC), o débito automático beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.
Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque, o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.
Como funciona
• Empresa envia pedido de autorização de Pix automático a cliente
• No aplicativo do banco ou instituição financeira, o cliente acessa a opção “Pix automático”
• Lê e aceita os termos da operação
• Define a periodicidade da cobrança, o valor (fixo ou variável) e o limite máximo por transação
• A partir da data acordada, o sistema faz os débitos automaticamente
• Cobrança pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados
• Usuário pode cancelar autorização e ajustar valores e periodicidade a qualquer momento
Tipos de contas
O Pix automático só é válido para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.
Algumas contas pagas com Pix automático
• Contas de consumo (luz, água, telefone)
• Mensalidades escolares e de academias
• Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)
• Clubes de assinatura e serviços recorrentes
• Outros serviços com cobrança periódica
Algumas empresas, principalmente micro e pequenas, usavam o Pix agendado recorrente para cobranças periódicas. O Pix automático promete simplificar as operações de cobrança.
No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.
Segurança
O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático.
Bancos e instituições de pagamentos deverão checar uma série de informações das empresas, divididas em três eixos: dados cadastrais, compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço ofertado no Pix automático e histórico de relacionamento com o participante. Para impedir fraudes por empresas recém-criadas, somente empresas em atividade há mais de seis meses poderão oferecer a nova modalidade do Pix.
As regras de segurança que os bancos deverão checar são as seguintes:
• Data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ); situação cadastral dos sócios e administradores no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e outras informações da empresa;
• Compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço oferecido para o Pix automático;
• Quantidade de funcionários, valor do capital social e faturamento;
• Tempo de abertura da conta e uso de outros meios de cobrança;
• Frequência das transações com o participante.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Valter Campanato
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 se encerram às 23h59 (no horário de Brasília) desta sexta-feira (13). O prazo que terminaria em 6 de junho foi prorrogado em uma semana pelo Ministério da Educação (MEC).
A nova data limite é válida também para as pessoas interessadas em solicitar atendimento especializado no Enem e para solicitar tratamento pelo nome social.
Cada uma das situações deve ser informada no momento da inscrição diretamente na Página do Participante, preencher os dados solicitados e enviar a documentação exigida.
Com a prorrogação do período de inscrições, o pagamento da taxa de inscrição poderá ser feito até a próxima quarta-feira, 18 de junho, para garantir a participação no exame.
Todos devem se inscrever
Todos os interessados em fazer o Enem 2025 devem se inscrever exclusivamente na Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por todas as etapas do exame.
Os participantes que tiveram os pedidos de isenção da taxa de inscrição e as justificativas de ausência em 2024 aprovados pelo Inep precisam se inscrever no exame.
O exame ainda representa uma oportunidade para o participante “treineiro” testar seus conhecimentos. O Inep define como “treineiro” no Enem aquele que concluirá o ensino médio após o ano letivo de 2025; que não está cursando ou não concluiu o ensino médio e quer se autoavaliar.
Novidades
Os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, mesmo com sua inscrição pré-preenchida automaticamente, pela primeira vez, precisam atualizar os dados solicitados e confirmar a inscrição para garantir a participação nesta edição.
Estes candidatos não pagarão a taxa de inscrição. Além de ter o objetivo de facilitar o processo de inscrição, a medida pretende estimular a participação deste público no Enem.
Em 2025, o Enem tem outra novidade: o exame voltará a ser uma opção quem quer obter o certificado de conclusão do ensino médio ou a declaração parcial de proficiência. Para esta finalidade, podem se inscrever os candidatos:
• com mais de 18 anos que não terminaram essa etapa dos estudos;
• que alcançar, em cada área do conhecimento da prova, a pontuação mínima (igual ou maior que 450 pontos);
• tirar nota de menos 500 pontos na prova de redação.
Acessibilidade
As pessoas interessadas em solicitar atendimento especializado no Enem 2025 devem enviar a documentação que comprove a condição que motiva o atendimento especializado, dentro deste prazo, por meio da Página do Participante.
O Ministério da Educação (MEC) explica que o participante que teve a documentação deste tipo aprovada pelo Inep nas edições do Enem de 2021 a 2024 não precisará anexar nova documentação.
Pessoas com deficiência auditiva ou surdez também podem deficiência consultar o edital do Enem 2025 na Língua Brasileira de Sinais (Libras) com todas as regras e prazos do processo seletivo.
O vídeo com o conteúdo completo do edital está disponível no canal do Inep no YouTube.
Inclusão
Sobre o nome social, esse tratamento é exclusivo de participantes travestis, transexuais ou transgêneros que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente conforme sua identidade de gênero.
O nome social deve ser o mesmo cadastrado na Receita Federal e este será apresentado em todos os documentos e materiais administrativos do Enem, como no cartão de confirmação de inscrição e nas provas.
Taxa de inscrição
A taxa de inscrição deve ser paga até a próxima quarta-feira (18) tanto pelo candidatos não isentos como pelos candidatos que tiveram a solicitação de isenção da taxa de inscrição reprovada pelo Inep ou que a justificativa de ausência nas provas de 2024 não foi aceita pela autarquia.
No boleto da Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85 ficará disponível na tela inicial da Página do Participante após finalizar o processo de inscrição.
O pagamento poderá ser feito por Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança. Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto.
O sistema não gerará boleto para duas situações, mesmo que candidato ainda que não tenha solicitado isenção da taxa de inscrição:
1. estudantes concluintes do ensino médio, em 2025, matriculados em qualquer modalidade de ensino (regular ou EJA), em escolas públicas;
2. quem informar na inscrição que usará os resultados do Enem 2025 para tentar conseguir o certificado de conclusão do ensino médio ou declaração parcial de proficiência e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Provas
Os dias de aplicação das provas do Enem 2025 em todos os estados e no Distrito Federal não mudaram. Permanecem em 9 e 16 de novembro.
As exceções, já previstas no edital desta edição, são os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde os candidatos farão provas em 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), na capital paraense, no período.
O Enem 2025 mantém o formato de quatro provas objetivas (com 45 questões cada) e uma redação.
No primeiro dia, serão aplicadas as provas de redação, língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e o Enem terá 5 horas e 30 minutos de duração.
No segundo dia, com provas com 5 horas de duração, o exame nacional avaliará os conhecimentos de química, física e biologia e matemática.
O exame
O Enem é considerado a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Fonte: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade, com ressalvas, as contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva referentes ao ano de 2024.
O relatório prévio apresentado pelo ministro Jhonatan de Jesus alertou sobre problemas relacionados a renúncias de receitas; e recomendou que sejam apresentadas, de forma mais detalhada, informações sobre emendas parlamentares.
Foi também recomendado o aprimoramento das projeções do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“A minuta desse parecer que submeto a esse plenário é no sentido de que as contas referentes ao exercício de 2024 do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estão em condição de serem aprovadas com ressalva pelo Congresso Nacional”, disse o relator.
Parecer
O parecer apontou como irregularidade a “concessão ou ampliação de benefícios tributários que decorram renúncias de receitas sem atendimento às prescrições legais”.
Apontou também duas impropriedades. A primeira, de divergência de dados relativas ao montante recuperado de créditos. Jhonatan de Jesus citou a apresentação, nas contas, de fontes de recursos com saldos negativos, o que, na avaliação dele, também representa improbidade.
No parecer, o relator recomendou que as projeções para futuros gastos com BPC sejam aprimorados; e que sejam prestadas informações mais detalhadas tanto sobre emendas parlamentares, como sobre investimentos determinados pelo Regime Fiscal Sustentável.
Restos a pagar e gastos previdenciários
Jhonatan de Jesus disse ter “grande preocupação” com o estoque de restos a pagar. “O valor escrito em 2024 para 2025 atingiu R$ 311 bilhões. É o maior número em 10 anos, dos quais 68% são nas modalidades não processadas, com a alta real de 3,8%, em relação a 2024”, disse.
Outra preocupação manifestada pelo relator foram os gastos previdenciários. “Em 2024, a despesa primária com benefícios previdenciários totalizou R$ 938 bilhões, o que representa 42,6% do total da despesa primária da União”, disse.
O déficit do regime totalizou R$ 419 bilhões, o que, segundo ele, representa uma redução de 6,5% em relação ao registrado em 2023.
De forma desagregada, o déficit distribuiu-se na seguinte maneira:
• R$ 303 bilhões no regime geral da Previdência Social;
• R$ 56 bilhões no regime próprio da Previdência Social dos Servidores civis da União;
• R$ 51 bilhões no sistema de proteção social dos militares das Forças Armadas;
• R$ 8 bilhões relacionadas ao fundo constitucional do Distrito Federal e a Previdência dos Servidores vinculadas ao ex-território.
TCU
O TCU faz anualmente análise técnico-jurídica das contas do presidente da República e verifica se foram respeitadas, nos gastos públicos, as principais regras fiscais e orçamentárias, como, por exemplo, o alcance das metas fiscais, os níveis de endividamento, a aplicação mínima de recursos na saúde e na educação, as renúncias de receitas, entre outros.
Essa análise resulta na emissão de dois documentos: o relatório e o parecer prévio. No parecer prévio, o TCU emite opinião sobre os Balanços Gerais da União (BGU) e sobre a execução orçamentária, indicando a aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (11) o julgamento que pode mudar as regras sobre a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos ilegais publicados por usuários. Está em debate a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que estabelece que empresas só podem ser responsabilizadas se descumprirem ordem judicial. Como o caso tem repercussão geral, a decisão valerá para todo o Judiciário brasileiro.
Até agora, apenas o ministro André Mendonça defendeu a manutenção do artigo, afirmando que as plataformas só devem responder se ignorarem decisões judiciais. Já os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso entendem que esse modelo protege demais as empresas de tecnologia.
Toffoli sugeriu adotar o Artigo 21, que permite a exclusão de conteúdo após simples notificação do usuário. Fux propôs retirada imediata de postagens ofensivas à honra ou imagem, além do bloqueio automático de publicações ligadas a crimes como racismo, apologia à ditadura e pedofilia. Barroso adotou posição intermediária, avaliando que o sistema atual não garante adequadamente os direitos fundamentais.
O julgamento analisa dois casos específicos: um envolvendo o Facebook, que questiona a exclusão de um perfil falso, e outro com o Google, condenado por manter uma comunidade ofensiva no extinto Orkut. Ainda faltam os votos de sete ministros para a definição final.
Fonte: Bahia.ba
Foto: Reprodução
Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 2.874 da Mega-Sena, sorteadas nesta terça-feira (10). O próximo sorteio será na quinta-feira (12) e pagará um prêmio de R$ 90 milhões.
Foram sorteadas as dezenas 04 - 05 - 09 - 17 - 49 - 53.
A quina teve 133 apostas ganhadoras e cada uma vai receber R$ 29.299,33. Os 9.080 ganhadores da quadra terão o prêmio individual de R$ 613,09.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.
Fonte: CEF
Foto: TV Justiça
O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu desculpa ao ministro Alexandre de Moraes (STF), nesta terça-feira (10/6), por ter dito em uma reunião fechada que o magistrado “levou US$ 50 milhões” para fraudar as eleições de 2022.
Disse Bolsonaro a integrantes do governo antes do pleito presidencial: “Pessoal, perder uma eleição não tem problema nenhum. Nós não podemos é perder a democracia numa eleição fraudada. Os caras não têm limite. Eu não vou falar que o Fachin tá levando US$ 30 milhões. Não vou falar isso aí. Que o Barroso tá levando US$ 30 milhões. Não vou falar isso aí. Que o Alexandre de Moraes tá levando US$ 50 milhões. Não vou falar isso aí. Não vou levar pra esse lado. Não tenho prova, pô! Mas algo esquisito está acontecendo”.
Durante o depoimento de Bolsonaro no Supremo, Moraes questionou quais seriam os indícios que levaram o então presidente a fazer a declaração, registrada em vídeo pelo então ajudante de ordens Mauro Cid.
“Não tenho indício nenhum, senhor ministro. Tanto que era uma reunião para não ser gravada. Foi um desabafo, uma retórica que usei. Se fossem outros três ocupando, eu teria falado a mesma coisa. Me desculpe. Eu não tinha a intenção de acusar, de qualquer desvio de conduta, os senhores três”, respondeu Bolsonaro.
Reclamação e resposta
Em seguida, Bolsonaro sustentou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria favorecido Lula em decisões ao longo da campanha.
“Acredito, senhor ministro, que foi um pouco desfuncional. Eu não pude fazer live no Alvorada. Tive que ir na casa de conhecido fazer live. Não pude usar as imagens do 7 de Setembro, usar imagens minhas na ONU, usar imagens do outro candidato no morro usando gorro do CPX. Não pude usar imagens do enterro da Rainha Elizabeth. Eu não podia fazer nada, quase tudo era proibido. Mas o outro lado podia tudo, até me acusar de genocida e de pedofilia”, disse Bolsonaro.
“Quando não pude usar imagens do Lula defendendo aborto e ao lado de ditadores, isso prejudicou a minha campanha. Com todo respeito, acredito que isso tudo pesou contra a gente”, concluiu o ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, destacou que quando Bolsonaro foi acusado por opositores de pedofilia, o TSE proibiu a veiculação das imagens no debate que seria exibido no domingo seguinte.
Os réus do núcleo 1 da trama golpista
• Jair Bolsonaro
• Mauro Cid
• Alexandre Ramagem
• Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa
• Walter Braga Netto, ex-chefe da Casa Civil.
Fonte: Metrópoles
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade aproximou-se da marca de 280 milhões de transações em 24 horas.
Somente na última sexta-feira (6), foram feitas 276,7 milhões de transferências via Pix para usuários finais. O recorde diário anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro de 2024, dia do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário, com 252,1 milhões de movimentações.
Em valores, foram movimentados R$ 135,6 bilhões na última sexta-feira. O montante é o quarto maior da história para um dia. O recorde em valores também foi registrado em 20 de dezembro, quando foram movimentados R$ 162,9 bilhões.
“Os números são mais uma demonstração da importância do Pix como infraestrutura digital pública, para a promoção da inclusão financeira, da inovação e da concorrência na prestação de serviços de pagamentos no Brasil”, informou o BC em comunicado.
Criado em novembro de 2020, o Pix acumulou, no fim de maio, 175,47 milhões de usuários, conforme as estatísticas mensais mais recentes. Desse total, 159,92 milhões eram pessoas físicas; e 15,56 milhões, pessoas jurídicas.
Em abril, segundo os dados consolidados mais recentes, o sistema superou a marca de R$ 2,677 trilhões movimentados.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a utilização do medicamento Mounjaro para auxiliar na perda de peso. Fabricado pela farmacêutica americana Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e é mais uma das chamadas canetas emagrecedoras, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida).
O fármaco já estava autorizado para uso no Brasil desde 2023, mas era indicado em bula apenas para o tratamento do diabetes tipo 2.
Agora, também poderá ser prescrito para o emagrecimento de pessoas sem a doença, desde que elas tenham índice de massa corpórea acima de 30 kg/m², o que caracteriza obesidade, ou acima de 27 kg/m², na faixa de sobrepeso, em conjunto com alguma comorbidade.
De acordo com o diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Alexandre Hohl, a inclusão da nova indicação terapêutica para tirzeptatida “consolida a geração de medicamentos que podem modificar totalmente a vida das pessoas que vivem com excesso de adiposidade”.
“A tirzepatida é inovadora, pois utiliza um duplo mecanismo hormonal (GLP-1 e GIP), enquanto as moléculas anteriores utilizam apenas o GLP-1. Todas são moléculas eficazes e seguras, sendo que agora temos um arsenal terapêutico mais amplo e com isso mais pessoas podem ser beneficiadas”, complementa.
Preço e tratamento
O Mounjaro começou a ser vendido no começo deste mês, mas o preço das canetas continua sendo uma barreira de acesso.
A dose mensal do Mounjaro pode custar de R$ 1,4 mil a R$ 2,3 mil, dependendo da dose. Já os medicamentos com outros princípios ativos variam de R$ 600 a cerca de R$ 1 mil.
O diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Fábio Moura, ressalta que essas drogas já se mostraram eficazes e seguras, mas o tratamento ainda demanda mudanças no estilo de vida.
“Tem que manter uma alimentação adequada, tem que fazer exercício físico. Ou seja, não adianta só tomar esse remédio e não fazer outra parte. E por melhor que essas drogas sejam, elas têm seus efeitos colaterais, principalmente gastrointestinais, embora possivelmente tenham um efeito de proteção renal e hepática e sejam seguras do ponto de vista cardiovascular e psiquiátrico”, explica.
Moura lembra também que as canetas não foram testadas em gestantes ou lactantes, logo, essas pessoas não devem usar o medicamento.
Fonte: Agência Brasil
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