Segunda-feira, 13 de Março de 2023
BRASIL

O Ministério da Saúde reforçou a importância de completar o ciclo vacinal contra a covid-19. De acordo com a pasta, quem está com doses atrasadas pode ir a qualquer momento a um posto, com o cartão de vacinação.

No mês passado, o governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, campanha que objetiva retomar o alto índice de cobertura vacinal no país.

Na primeira etapa, será aplicada a dose bivalente do imunizante, direcionada ao grupo prioritário de idosos acima de 70 anos, pessoas com imunossupressão, indígenas e quilombolas. 

No entanto, o cidadão que ainda não completou o ciclo vacinal primário, com duas doses, ou não recebeu a terceira e quarta doses de reforço, também pode procurar unidades de saúde para ser imunizado. A vacinação desse grupo é realizada com vacina monovalente.

Segundo o ministério, a imunização completa é fundamental para manter a memória imunológica contra a covid-19.

De acordo com estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com 1,5 mil pessoas, após seis meses de imunização com a segunda dose, os anticorpos caíram entre os pesquisados. Com reforço na imunização, houve aumento considerável da proteção contra o coronavírus.

Vacina bivalente

Para tomar a vacina bivalente contra a covid-19, que previne contra as variantes mais perigosas do vírus, é necessário ter completado o ciclo vacinal de quatro doses, respeitando um intervalo de quatro meses desde a última recebida.

Em março, o governo pretende expandir a dose bivalente para toda a população acima de 12 anos de idade

Fonte: Agência Brasil



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Sábado, 11 de Março de 2023
BRASIL

O Brasil abriu 83.297 vagas de trabalho formal em janeiro, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. No mês anterior, o saldo havia sido negativo em 440.669.

O número de janeiro é resultado de 1.874.226 contratações e 1.790.929 desligamentos. O estoque de empregos formais, que corresponde à quantidade desse tipo de vaga ocupada atualmente no país, chegou a 42.527.722 em janeiro, ante 42.444.425 no mês anterior. Os pedidos de seguro-desemprego subiram de 533.028 em dezembro para 614.085 em janeiro.

Serviços foram destaque

O setor que mais sofreu com desligamentos no primeiro mês do ano foi o comércio, com saldo negativo de 53.524. Já serviços foi o que teve mais admissões, com saldo de 40.686. Construção, indústria e agropecuária também tiveram saldos positivos (38.965, 34.023 e 23.147, respectivamente).

Dentro do setor de serviços, a área que teve maior número de contratações formais foi a que engloba administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 19.463 novas posições. Na sequência, vem informação, comunicações e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo positivo de 16.447. Outros serviços foram responsáveis por 4.461 novas vagas do tipo em janeiro e transporte, armazenamento e correio, 2.688.

Salário médio

A única área de serviços com saldo negativo no mês foi alojamento e alimentação, com 2.352 de vagas formais a menos. O salário médio real de admissão em janeiro atingiu R$ 2.034,98, pouco abaixo dos R$ 2.048,08 registrado em dezembro. Para homens, o valor médio foi de R$ 2.096,25 e, para mulheres, R$ 1.887,60.

16 de 27 estados têm saldo positivo

Das 27 unidades federativas, 16 registraram saldo positivo em janeiro, com destaque para São Paulo (+18.663 postos / +0,14%), Santa Catarina (+15.727 postos / +0,67%) e Mato Grosso (+13.715 postos / +1,64%). Os estados com menor saldo foram: Paraíba (-1.717 postos / -0,38%), Pará (-1.853 postos / -0,22%) e Ceará (-3.033 postos / -0,24%).

Fonte: CNN Brasil



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Quinta-feira, 09 de Março de 2023
BRASIL

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (9) uma nova previsão para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas para este ano. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em fevereiro deste ano estimou uma produção de 298 milhões de toneladas este ano.

A previsão é 1,3% menor (ou 3,9 milhões de toneladas a menos) do que aquela estimada na pesquisa anterior, de janeiro. A redução deve-se principalmente à estiagem provocada pela La Niña, no Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor de grãos do país, de acordo com o IBGE.

Apesar disso, a safra deste ano deve ser 13,3% superior (34,9 milhões de toneladas a mais) à observada no ano passado.

O recuo de janeiro para fevereiro deve-se principalmente à redução das previsões nas safras de soja (-1,7% em relação a janeiro), arroz (-2,5%), milho 1ª safra (-2,5%) e milho 2ª safra (-0,4%).

Mesmo com os ajustes na previsão, esperam-se aumentos, em relação a 2022, nas safras de soja (21,3%), milho (10,2%) e algodão herbáceo (1,4%). “A safra [de 298 milhões de toneladas] é recorde na série histórica do IBGE. As produções de soja e de milho também são recorde na série histórica”, afirma o pesquisador do instituto, Carlos Barradas.

Por outro lado, são esperadas quedas nas safras de lavouras como o arroz (-6%) e o trigo (-13,8%).

Em relação a área colhida, o IBGE estima crescimentos, em relação ao ano passado, nos cultivos de soja (4,8%), milho (4,1%) e algodão herbáceo (1,2%). São esperadas quedas nas áreas a serem colhidas nas lavouras de arroz (-5,8%) e de trigo (-2,8%).

Fonte: Agência Brasil



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Quarta-feira, 08 de Março de 2023
BRASIL

Até 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produção nacional de feijão para atender a demanda do mercado. Isso significa 1,5 milhão a mais por ano. É o que mostra pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo.

Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores terão de enfrentar uma elevação na temperatura de até 2,8ºC nas próximas duas décadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas.

A região Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as áreas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calendário para plantio.

Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentração de gás carbônico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a formação de vagens e grãos de feijão. Por isso, a tendência é cair a produtividade nos próximos anos. Mas os produtores podem se adaptar às novas condições plantio com a escolha de grãos mais resistentes.

“O feijão tipo preto apresenta uma tolerância maior a situações adversas. Então, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condições. Então, tem diferença entre os tipos de feijão. A questão toda é que o mercado é restrito. Feijão preto, basicamente, é consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e, no resto do Brasil, é o carioca e esse é um problema”.

Alexandre Bryan destaca também que a queda de produtividade e aumento de demanda é um assunto que deve passar por políticas públicas, tanto em relação ao investimento em pesquisa para a geração de plantas mais adaptadas, quanto em relação à agricultura familiar.

“Então, é interessante ter uma política pública para a agricultura familiar, na qual ela possa produzir feijão em conjunto com outras culturas, ou em rotação com outras culturas, tendo também floresta no meio, tendo um planejamento que tenha diversidade. Porque se você tem diversidade tem maior, tem também maior sustentabilidade. A gente sabe que diversidade diminui, é uma forma minimizar o impacto das mudanças climáticas.”

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, hoje, a produção anual de feijão no país é de R$ 12 bilhões por ano, chegando a 2,8 milhões toneladas.

Fonte: Agência Brasil



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Terça-feira, 07 de Março de 2023
BRASIL

O combate à prática de crimes de sonegação fiscal e estelionato é o objetivo da Operação Dark Book, da Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal nesta terça-feira (07).

Segundo a PF, as investigações revelaram que com ajuda de um consultor financeiro e de um contador, declarações de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF - de profissionais liberais, foram retificadas de modo a obterem ilegalmente um valor maior a ser restituído pelo Leão ao contribuinte. A estimativa é de que o prejuízo ao erário chegue a R$ 62 milhões.

“Durante os trabalhos, identificou-se que a consultoria também atuou junto a outras categorias profissionais. Foram empregados esforços para evitar o recebimento indevido de restituições”, informou a Receita.

Na ação, da qual participaram 10 auditores-fiscais e analistas-tributários e 16 policiais federais, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, em Minas Gerais, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte.

A Justiça também decretou o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos envolvidos. Os responsáveis pela consultoria tributária poderão responder judicialmente pelos crimes de estelionato e contra a ordem tributária.

A pena prevista para o crime de estelionato majorado é de até cinco anos de reclusão e multa.

Fonte: Agência Brasil



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Sexta-feira, 03 de Março de 2023
BRASIL

As inscrições do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o primeiro semestre deste ano terminam hoje (3). O prazo começou na última terça-feira (28) e os estudantes interessados devem acessar a página do Prouni no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Ministério da Educação.

O resultado da primeira chamada sai no dia 7 de março e as matrículas, com a comprovação das informações da inscrição, deverão ser realizadas entre 7 e 16 de março. Já o resultado da segunda chamada será divulgado em 21 de março, com matrículas entre 21 e 30 de março.

Nesta edição, serão disponibilizadas 288.112 bolsas no total, sendo 209.758 integrais e 78.354 parciais.

Para quem não for selecionado nas chamadas regulares, o programa oferece ainda a oportunidade de participar da lista de espera. Para isso, o estudante deve manifestar o interesse nos dias 5 e 6 de abril. A divulgação do resultado da lista de espera e as matrículas ocorrerão de 10 a 19 de abril.

O que é o ProUni

O ProUni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo - integrais e parciais (50%) - em instituições particulares de educação superior, para cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Para se inscrever é preciso que o candidato tenha feito uma das duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no caso 2021 ou 2022, e tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média nas notas e não tenha tirado zero na redação.

Outras exigências são não ter tirado zero na redação e não ter participado do Enem na condição de treineiro. No caso de o participante ter feito as duas últimas edições do Enem, será considerado aquele com a melhor média de notas.

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Fonte: Publicidade



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Quarta-feira, 01 de Março de 2023
BRASIL

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou aumento de R$ 0,47 no imposto sobre a gasolina e de R$ 0,02 sobre o etanol. O detalhamento sobre a reoneração dos impostos federais PIS/COFINS sobre os combustíveis foi feito em coletiva de imprensa nesta terça-feira (28).

Segundo Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu aguardar a decisão da Petrobras sobre o preço médio dos combustíveis em março para tomar a decisão sobre a reoneração dos impostos federais.

Com a divulgação, nesta terça, de que o preço médio da gasolina A da Petrobras sofrerá uma redução de R$ 0,13 por litro em março, Haddad explicou o preço final da gasolina e do etanol.

Ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, Haddad justificou que, desde as articulações feitas pela equipe de transição, o objetivo da equipe econômica era recompor o orçamento público para corrigir medidas tomadas pela gestão anterior.

Haddad explicou ainda que para manter a arrecadação prevista de mais de R$ 28 bilhões até o fim do ano, com a reoneração dos combustíveis, o governo vai aumentar o Imposto de Exportação de petróleo cru em 9,2% por quatro meses.

Fonte: Agência Brasil



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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2023
BRASIL

A taxa de desemprego do Brasil foi estimada em 7,9% no quarto trimestre de 2022, informou nesta terça-feira (28) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Antes da divulgação do resultado, analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 8%.

O desemprego marcava 8,7% no terceiro trimestre de 2022, o período anterior da mesma série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). No trimestre até novembro, que integra outra série da Pnad, o indicador já estava em 8,1%.

Com os novos dados, a taxa de desemprego fechou 2022 em 9,3% na média anual. É o menor nível desde 2015.

O número de desempregados, por sua vez, foi estimado em 8,6 milhões no quarto trimestre de 2022. O contingente somava 9,5 milhões no terceiro trimestre e 8,7 milhões no intervalo encerrado em novembro.

A população desempregada, conforme as estatísticas oficiais, é formada por pessoas de 14 anos ou mais que estão sem trabalho e seguem à procura de novas vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra nesse número.

A Pnad retrata tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, abrange desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.

Após os estragos causados pelo início da pandemia, em 2020, a geração de vagas foi beneficiada pela vacinação contra a Covid-19 a partir de 2021. A imunização permitiu o retorno da circulação de pessoas e a reabertura dos negócios, intensificada em 2022.

A recuperação do trabalho foi acompanhada em um primeiro momento pela queda da renda média, que desabou com a disparada da inflação.

Recentemente, o rendimento deu sinais de melhora com a trégua de parte dos preços e a volta do emprego formal.

A recuperação do mercado de trabalho, contudo, tende a perder velocidade em 2023, segundo economistas. A projeção está associada ao efeito dos juros elevados, que costuma esfriar a atividade econômica e, consequentemente, a abertura de vagas.

Fonte: Folhapress



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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2023
BRASIL

Começa a ser aplicada hoje (27) em todo o país a vacina bivalente contra a covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina melhora a imunidade contra o vírus da cepa original e também contra a variante Ômicron e tem perfil de segurança e eficácia semelhante ao das vacinas monovalentes.

“A vacina monovalente, como o próprio nome diz, tem um tipo só do vírus que causa a covid. Ela foi originalmente desenhada com aquele chamado vírus ancestral, o primeiro que apareceu na China no fim de 2019. Então, todas as vacinas que a gente tinha e usou até agora eram monovalentes, independentemente do laboratório fabricante”, explicou o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha.

Inicialmente, a vacina será aplicada somente nos chamados grupos de risco. Conforme divisão anunciada pelo ministério, a imunização será feita da seguinte forma: na fase 1, pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas; na fase 2, pessoas com idade entre 60 e 69 anos; na fase 3, gestantes e puérperas; e na fase 4, profissionais de saúde.

“Essas populações, do que a gente tem nesses três anos de pandemia, são as pessoas que mais sofreram e mais sofrem com a doença. É importante termos um planejamento porque não tem vacina suficiente para incluir toda a população com a bivalente. A tendência é que, com o passar do tempo, a gente vá aumentando os grupos que vão receber.”

No Brasil, duas vacinas bivalentes, ambas produzidas pelo laboratório Pfizer, receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. Elas são indicadas como dose única de reforço para crianças e adultos, após dois meses da conclusão do esquema vacinal primário, ou como última dose de reforço.

“Para quem é recomendada a bivalente? Só como reforço. Para pessoas que foram plenamente vacinadas com o esquema primário que, em geral, são duas doses ou dose única. Mesmo para aquelas que já fizeram a terceira e a quarta doses, dois reforços”, disse Juarez. “Essas pessoas que têm essa vacinação já feita, desde que tenham se passado quatro meses da última dose, podem receber a bivalente.”

O ministério reforça que as vacinas monovalentes contra a covid-19 seguem disponíveis em unidades básicas de Saúde (UBS) para a população em geral e são classificadas como “altamente eficazes contra a doença”, garantindo grau elevado de imunidade e evitando casos leves, graves e óbitos pela doença.

“A aplicação da bivalente não significa que as vacinas monovalentes não continuam protegendo. Elas continuam protegendo, mesmo para a variante Ômicron, mas, claro, tendo a possibilidade de uma vacina desenhada mais especificamente para a variante circulante, a tendência é termos melhor resposta.”

Fonte: Agência Brasil



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Domingo, 26 de Fevereiro de 2023
BRASIL

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cogita os nomes de Luiz Awazu Pereira da Silva e Tony Volpon, ex-diretores do Banco Central na gestão Dilma Rousseff (PT), para a diretoria de Política Monetária da instituição. O mandato do atual titular, Bruno Serra Fernandes, expira na próxima terça-feira (28).

A escolha do futuro diretor cabe ao chefe do Executivo, que protagonizou embates com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, nas últimas semanas. Aliados de Lula defendem um nome que seja “equilibrado”.

Apesar de o fim do mandato de Serra estar próximo, integrantes do governo acreditam que a decisão sobre quem será o novo membro da cúpula da instituição pode ser adiada. Isso porque o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), terá como prioridade resolver o impasse em torno da possibilidade de voltar a cobrar impostos federais sobre combustíveis, como gasolina e diesel.

Ministros e aliados no Palácio do Planalto avaliam que este deve ser o foco de Haddad e Lula para os próximos dias e que a decisão a respeito do BC só deve ser tomada depois.

Além do caso de Serra, o mandato do diretor de Fiscalização, Paulo Souza, também termina na próxima terça. A tendência é que ele seja reconduzido no cargo. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Campos Neto afirmou que o diretor tem intenção de permanecer por mais quatro anos.

“Ele [Paulo Souza] queria sair por motivos de saúde, melhorou e me disse que não quer mais sair. É um ótimo caso de recondução, mas de novo, a prerrogativa é do governo”, disse.

Integrantes do BC demandam que o diretor de Fiscalização seja um nome de carreira do órgão, e o mais cotado é o próprio atual titular do cargo.

“A gente tem uma parte dos diretores que são muito mais técnicos e ligados a áreas que precisam de ter uma continuidade de gestão maior. Espero que isso tudo seja levado em consideração”, ressaltou Campos Neto em dezembro de 2022.

Mesmo que não sejam reconduzidos, os diretores podem aguardar no cargo a nomeação dos novos membros. Serra sinalizou no início de fevereiro que ficará no posto até que seu substituto seja indicado pelo governo.

A lei da autonomia da autoridade monetária, aprovada em 2021, determinou que cabe ao presidente da República a indicação dos nomes dos diretores.

Posteriormente, eles passam por sabatina no Senado Federal. A oficialização de quem assumirá a presidência da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) também pesa sobre os próximos passos da discussão.

A ideia inicial do governo Lula era discutir a escolha com Campos Neto, que, por sua vez, tinha a expectativa de tomar uma decisão em consenso com a gestão Lula.

O presidente do BC chegou a iniciar conversas com economistas da iniciativa privada em busca de um novo nome para a diretoria de Política Monetária. Como mostrou a Folha, um dos sondados foi o economista Sandro Mazerino Sobral, líder de mercados do Santander Brasil. Segundo Campos Neto, a função exige uma interação grande com o mercado financeiro por lidar com câmbio e leilões.

“Precisa ser uma pessoa que tenha uma experiência técnica de mesa de operações. A única coisa que eu disse é que é importante ter uma pessoa que tenha essa experiência. Se precisar de sugestões, eu envio. Se quiser sentar e conversar sobre sugestões que já existem, também estou aberto”, disse o chefe da autarquia também no Roda Viva.

Depois de ir a campo buscar nomes, Campos Neto se retraiu na esteira das desavenças públicas com Lula. Integrantes do governo chegaram a dizer que o presidente do BC teria perdido a capacidade de influenciar os novos nomes em meio aos ataques.

Campos Neto, porém, fez sinais de reconciliação que funcionaram, segundo aliados de Haddad. Por esta razão, ele deve ser ouvido na escolha dos novos diretores. Ainda assim, nomes ligados ao mercado enfrentam mais resistência por parte dos petistas.

Ao longo do último mês, o presidente da República deu declarações críticas à postura de Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL) para o comando da instituição. O tensionamento na relação ocorreu após o BC ter mantido a taxa básica de juros em patamar elevado pela quarta vez seguida e sinalizado que pode postergar o início de cortes da Selic.

À época, integrantes do governo avaliaram que Campos Neto foi inábil com as decisões do Copom. Para aliados de Lula, o presidente do BC confundiu a autonomia da autoridade monetária com isolamento.

Diante do impacto negativo que a rusga estava gerando no mercado financeiro, aliados de Lula e Campos Neto agiram para pacificar o cenário.

O principal gesto partiu do presidente do BC. Em entrevista ao Roda Viva, ele afirmou que faria o possível para aproximar a autoridade monetária da gestão petista. Dias depois, Campos Neto disse ainda que é preciso ter um “olho mais especial no social”.

Os gestos serviram para melhorar o clima com Haddad e com a ministra do Planejamento, Simone Tebet. No último dia 16, os três tiveram um almoço reservado de cerca de duas horas, considerado bom por interlocutores. O titular da Fazenda afirmou que o tema da reunião, que ocorreu antes do encontro do CMN (Conselho Monetário Nacional), foi o alinhamento das políticas fiscal e monetária.

Fonte: Folhapress



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