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Portaria do Ministério da Educação publicada na quinta-feira (6) no Diário Oficial da União autoriza a abertura de novas vagas de cursos de medicina em regiões do país onde faltam médicos. De acordo com o texto, a abertura de vagas de medicina deve ser feita por meio de chamamentos públicos que priorizem regiões com menor relação de vagas e médicos por habitante.

A publicação define ainda que esses chamamentos devem considerar a relevância e a necessidade social da oferta de cursos de medicina e a existência de equipamentos públicos adequados, suficientes e de qualidade. Os chamamentos públicos relativos à estrutura de serviços conexos à saúde e à formação médica deverão considerar os seguintes critérios:

– integração ao sistema de saúde regional por meio do estabelecimento de parcerias entre a instituição proponente e unidades hospitalares que possibilitem campo de prática durante a formação médica;

– vagas a serem preenchidas com base em objetivos de inclusão social;

– integração a unidades vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS);

– oferta de formação médica especializada em residência médica.

Em ambas as modalidades, os processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de medicina deverão utilizar instrumentos de avaliação definidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“O fluxo, os procedimentos, o padrão decisório e o calendário para protocolo dos pedidos de aumento de vagas dos cursos de medicina ofertados por instituições vinculadas ao sistema federal de educação superior serão estabelecidos por meio de ato Ministério da Educação, ouvida a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde, de que trata o Decreto nº 11.440, de 2023, no prazo de 120 dias, a partir da publicação desta portaria”.

Proibição

A abertura de vagas de medicina no Brasil estava proibida desde abril de 2018, quando uma portaria do Ministério da Educação com validade de cinco anos foi publicada como forma de controlar a qualidade dos novos cursos no país. A suspensão da medida foi antecipada na quarta-feira (5) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que afirmou que a proibição teve efeito contrário ao pretendido, já que acabou sendo superada por meio de decisões judiciais.

“Houve uma portaria de moratória, em 2018, com o objetivo de suspender a ampliação de vagas e cursos de medicina no Brasil. O que aconteceu de 2018 pra cá? Foi o período que mais se criou vaga de medicina no Brasil. Saímos praticamente de 109 mil vagas das [faculdades] privadas para 158 mil. Foi um aumento de quase 50 mil vagas. E temos 225 processos judiciais para serem definidos”.

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O Flamengo não conseguiu manter a vantagem conquistada no primeiro jogo (2-0) e viu o Fluminense reagir de forma avassaladora no segundo e decisivo duelo da final do Campeonato Carioca, no último domingo. O placar de uma goleada de 4 a 1 para o Fluminense deixou o treinador Vítor Pereira em uma posição delicada, sendo alvo de muita contestação por parte dos torcedores durante toda a partida.

No retorno ao Maracanã, o ex-jogador do Real Madrid, Marcelo, foi o primeiro a balançar as redes aos 30 minutos do jogo, e logo em seguida, aos 34 minutos, German Cano empatou o confronto com o gol de 2 a 0, igualando o placar agregado.

A segunda etapa iniciou com alta intensidade, porém, as críticas direcionadas ao treinador português afetaram negativamente o desempenho do Flamengo, que viu o Fluminense ser premiado com um pênalti. German Cano converteu e colocou o Fluminense à frente com 3 a 0 no jogo e na soma dos placares, conquistando a virada na eliminatória.

Em um confronto verdadeiramente emocionante, Alexsander marcou um belo gol aos 65 minutos, ampliando ainda mais a vantagem do Fluminense para 4 a 0.

O Flamengo ainda conseguiu diminuir o placar para 4 a 1 (4 a 3 no agregado) com um gol de Ayrton Lucas aos 90+9′, porém, a insatisfação foi evidente, e Vítor Pereira corre o risco de ser demitido nas próximas horas, diante do resultado desfavorável.

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“Construção de Rede Solidária na Preservação das Sementes Crioulas na Agricultura Familiar do Território de Identidade de Irecê -TII”, iniciativa da Universidade Estadual da Bahia – UNEB, fez-se presente no projeto Resiliências Climáticas e alcançou comunidades tradicionais em Morro do Chapéu. Em entrevista, a Professora Maria Dorath Sodré relata a importância da construção de redes para trocas de sementes crioulas para “qualidade do alimento a ser produzido, do reconhecimento dos saberes dos agricultores, das condições biogenéticas da fauna e flora adaptada ao ambiente específico, a biodiversidade e, especialmente, por permitir ações que possam assegurar soberania e segurança alimentar”. As sementes crioulas são, normalmente, fornecidas por agricultores familiares e, em seguida, é aplicado teste de transgenia pela UNEB campus Irecê.

Durante a Formação em Análise e Gestão de Dados Socioambientais do Projeto Resiliências Climáticas, as comunidades participantes do projeto, entre elas Ouricuri II, Passagem Velha, Veredinha, receberam sementes crioulas da Rede Solidária. Como resposta, alguns dos participantes forneceram novas sementes,perpetuando a troca para novos testes. A professora ressalta que uma das características comuns da origem destas sementes é a ancestralidade, pois, normalmente, os agricultores identificam seus pais e avós como responsáveis pelos primeiros cultivos.

A troca de sementes crioulas é identificada pelo Resiliências Climáticas como uma boa prática, respeitando o saber ancestral e a soberania alimentar. Para o projeto, “boas práticas trazem a soma de aprendizados das memórias que formam o agora. Ou seja, elas conectam o que estou vivendo agora com o que mudou”, comenta Rafael Freire, coordenador do projeto. É ainda produto do projeto Resiliências Climáticas, o fortalecimento da capacidade de implementação de boas práticas de adaptação às mudanças climáticas contextualizadas aos desafios socioambientais dos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e área costeira, por parte dos grupos vulneráveis.

Neste momento, as pessoas das comunidades estão colhendo o resultado das sementes plantadas em outubro de 2022. Amostras das novas sementes serão novamente testadas para continuidade do projeto.

Resiliências Climáticas é um projeto realizado em parceria por Cospe e Gambá, co-financiado pela União Européia, com o objetivo de valorizar as boas práticas de adaptação à mudança do clima em áreas costeiras e nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga baianos. Atualmente, o projeto está no seu segundo ano e finalizou recentemente a primeira fase de formação. Para realização das atividades e operacionalização do projeto, as universidades UNEB – Universidade do Estado da Bahia, UNIVASF – Universidade Federal do Vale do São Francisco, UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, e UFOB – Universidade Federal do Oeste da Bahia são parceiros locais, atuantes em cada território. Nos próximos passos do projeto, estão previstos desenvolvimento de Planos Locais de Adaptação às Mudanças Climáticas; formação para desenvolvimento e submissão de projetos; publicação com mapeamento de boas práticas, entre outros.

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