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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner, compõem o quarteto que orienta o presidente Lula (PT) em suas escolhas para tribunais federais e cortes superiores em Brasília – os outros dois que compõem o grupo de orientadores são os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Flávio Dino (Justiça). Segundo a Revista Veja, os quatro substituem as funções desempenhadas pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o advogado Sigmaringa Seixas, mortos em 2014 e em 2018, respectivamente.

“A escolha dos quatro como interlocutores para as vagas a serem preenchidas no Judiciário”, prossegue a publicação, “tem potencial de provocar uma romaria de candidatos que não esperavam, por exemplo, ter de pedir a tradicional audiência de ‘beija-mão’ a um auxiliar, por exemplo, cuja função primordial é negociar a relação do governo com o Congresso Nacional”. No caso de Flávio Dino, os pedidos de audiência de candidatos são corriqueiros, informa a Veja.

A publicação ressalta ainda que o quarteto não tem a mesma ascendência sobre o presidente que a dupla Thomaz Bastos-Sigmaringa, mas aponta que a escolha de apenas um – Jaques Wagner – que tem longuíssima relação com o presidente é resultado do diagnóstico de que o presidente tem poucos companheiros históricos que hoje poderiam aconselhá-lo sobre temas estratégicos, como, por exemplo, o preenchimento de vagas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja também pontuou que um dos candidatos à sucessão do ministro Ricardo Lewandowski na Corte ouviu de um auxiliar do presidente que o nome do advogado do petista, Cristiano Zanin, já teria sido escolhido. Serão também preenchidas outras duas vagas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de outras três no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o tribunal de segunda instância mais poderoso do país.

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O papa Francisco disse, em entrevista ao canal de TV argentino C5N e veiculada nesta sexta-feira (31), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado sem provas.

“O caminho é aberto com os meios de comunicação. Deve-se impedir que este chegue a tal posto. Então o desqualificam e metem sobre ele a suspeita de um delito. E fazem todo uma denúncia criminal, uma denúncia enorme, onde não se encontram [provas]. Mas para condená-lo basta mostrar o tamanho da denúncia. Onde está o delito? Aqui? Sim, parece que sim. Assim foi condenado Lula”, disse.

A entrevista foi gravada antes da internação do pontífice. Francisco foi internado nesta semana em um hospital em Roma, com quadro de bronquiolite viral. O papa teve alta neste sábado (1º) e voltou ao Vaticano.

Na mesma entrevista, o papa afirmou que a ex-presidenta Dilma Rousseff sofreu o impeachment, mesmo sendo inocente. “O que aconteceu com Dilma? Uma mulher de mãos limpas, mulher excelente”, disse o pontífice, logo após falar sobre Lula.

Segundo ele, é preciso que a sociedade levante a voz e aponte as irregularidades em situações como essas. O pontífice disse ainda que os políticos têm uma missão de desmascarar uma “justiça que não é justa”. Para o papa, juízes podem criar jurisprudências, mas isso deve ser feito sempre de forma “harmônica com o direito”.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, compartilhou a entrevista nas redes sociais. “Em entrevista, Papa Francisco comenta manipulação do sistema judiciário que fizeram no Brasil, diz que condenaram o presidente Lula sem provas e que a presidenta Dilma é uma mulher exemplar, de ‘mãos limpas’”.

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Os agricultores e agricultoras familiares da Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos (Cooperbio), dos municípios de Seabra, Piatã, Abaíra, Bonito e Lençóis, estão prestes a receber uma Unidade de Beneficiamento de Café, localizada na comunidade do Churé, em Seabra.

Com um investimento total de R$ 872 mil, entre estrutura e equipamentos, o objetivo da unidade é fomentar a cadeia produtiva local, qualificando tecnologicamente os cooperados e garantindo melhorias em suas produções. Além da instalação de equipamentos, estão sendo construídos uma sede administrativa com laboratório de prova, um galpão de beneficiamento de café e outro de rebeneficiamento. A ação também contempla 94 terreiros cobertos que servirão como suporte na garantia da qualidade do café especial.

“Os investimentos vêm para a unidade de beneficiamento com o intuito de melhorar a qualidade do café e isso vem desde a base de produção, porque a gente também está fazendo investimentos nas propriedades desses beneficiários com a construção de terreiros cobertos. Como a gente está numa região úmida, a ideia é fazer com que esses cafés possam maturar e secar no tempo certo para ter a qualidade desejada. A Cooperbio vem nessa busca por inserção em novos mercados e tanto a construção desses terreiros cobertos, quanto a implantação da unidade, vão ser um divisor de água” explica Cristiane Nascimento, assistente territorial do Bahia Produtiva no Território Chapada Diamantina.

Segundo Stênio Erson, diretor comercial da cooperativa, “tudo está encaminhando para que os cooperados possam se apossar dessa economia popular, solidária. Participar do projeto Alianças Produtivas foi muito significativo porque a cooperativa, o coletivo Cooperbio, está qualificando tecnologicamente, tendo uma base, uma estrutura de tecnologia para que esses agricultores familiares possam qualificar ainda mais a sua produção, qualificar ainda mais os cafés”.

A COOPERBIO

A Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos (Cooperbio) é uma das principais produtoras de café com selo da agricultura familiar na Bahia e já soma mais de R$ 3,3 milhões em investimentos pelo Governo do Estado. Assistida pelo Bahia Produtiva, projeto da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) em parceria com o Banco Mundial, hoje a entidade tem seus produtos comercializados em cafeterias de Salvador, Brasília e São Paulo e exportados para países como Portugal, Austrália, Inglaterra, Alemanha e Lisboa.

Ela faz parte do edital Alianças Produtivas, que dá apoio às cooperativas da agricultura familiar e incentiva sua inclusão no mercado, atraindo empresas privadas para as oportunidades de negócio.

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