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Eleito com mais de 67 mil votos, Cafu Barreto quer atuar como pacificador. Conheça sua trajetória de vida e saiba quais serão as prioridades do mandato!

Caçula de família com quatro filhos, Edicley Souza Barreto nasceu em Canoão, distrito de Ibititá, no final do mês de outubro, em 1979. Como todo menino de origem humilde, desde muito cedo teve de lutar para encontrar seu espaço. Aos seis anos, foi destacado para assumir uma importante função: todos os dias, tinha de acordar antes da mãe para moer o milho do cuscuz. Quando completou oito, trabalhava na roça de mamona para ajudar no sustento da casa junto com os irmãos Edimário, Edinael e Edmagno. Apesar da origem humilde, nunca faltou feijão na mesa da professora Lindalva Barreto e do lavrador Mário Marques Souza Filho, casal estimado por toda comunidade.

Para orgulho dos pais, os filhos sempre foram trabalhadores e demonstraram grande habilidade para os negócios. Antes de completar 15, o jovem Cafu tinha acumulado uma larga experiência trabalhando em empreendimentos da família. Quando completou a maior idade, já tinha labutado com quitanda, fábrica de sandálias, metalurgia, loja e construção civil. Por volta dessa época, o irmão mais velho lhe confidenciou o sonho de, um dia, ser vereador e depois prefeito de ibititá. O episódio marcou sua vida pra sempre! Assim que acordou em 07 de outubro de 2012, a lembrança do falecido Edimário veio à tona. Ao final do dia, como prefeito eleito, Cafu chorou e rezou pelo irmão. Durante a oração, agradeceu a Deus, que há muito já tinha levado seu pai, pelo privilégio de ter Dona Lindalva ao seu lado naquele momento tão importante. Humildemente, com fé inabalável, pediu saúde e sabedoria para fazer o melhor pelo povo da sua amada terra natal.

Mesmo com todas as dificuldades, afinal a Prefeitura estava endividada e sem credibilidade, logo no primeiro ano do mandato, Cafu implementou uma nova política de gestão no município, pautada, sobretudo, na legalidade, austeridade financeira e valorização dos servidores. Em pouco tempo, conseguiu “limpar o nome” da cidade e restabeleceu convênios com o Estado e o Governo Federal. Ciente da importância do funcionalismo, Cafu Barreto foi o primeiro na Grande Região de Irecê a adotar como regra a antecipação de salários e vencimentos – medida fundamental para ajudar no planejamento das famílias e fomentar a economia local.

Destaque no interior, à frente de uma administração com mais de 90% de aprovação, o segundo mandato foi uma verdadeira exigência popular. Em 2016, Ibititá já era conhecida em toda Bahia como modelo em gestão pública. Diante do cenário, a reeleição se tornou inevitável! A partir do ano seguinte, graças aos investimentos na sede e zona rural, a cidade experimentou um desenvolvimento nunca antes visto em toda sua história. Como principal legado na Prefeitura, deixou o Hospital Municipal Urbano Macêdo, patrimônio da população ibititaense. Ao longo da trajetória, formou um grande círculo de amizades que inclui desde pessoas simples, como agricultores, feirantes e cozinheiras, até autoridades a exemplo de parlamentares, congressistas, governadores e senadores da República.

ESTADO RICO, POVO FORTE

Este ano, mais uma vez por aclamação da sua base política, disputou vaga na Assembleia Legislativa. Não foi fácil! Durante a campanha, viveu uma provação inimaginável que teria lançado ao chão até o mais forte dos homens. Resistiu bravamente com honra e dignidade! No último mês de novembro, o garoto do Canoão – que arrancava mamona com as próprias mãos para ajudar a família – foi eleito deputado estadual por mais de 67 mil baianos e baianas. De forma surpreendente, num desempenho incrível, conquistou votos em 321 municípios do Estado.

“Na Assembleia, vou atuar como pacificador, dialogando com meus pares, sempre respeitando as divergências e opiniões. Claro que garantir Segurança Alimentar, Educação e Saúde de qualidade para o povo são prioridades para todos nós. Mas, também quero ajudar o governador Jerônimo a executar projetos estruturantes para melhorar a Infraestrutura Bahia e potencializar a nossa capacidade de produção e escoamento. O nosso estado é rico e o nosso povo é forte e inteligente… Precisamos é de oportunidade! Além disso, por conta do meu bom relacionamento em Brasília, pretendo auxiliar prefeitos e prefeitas da Bahia em qualquer demanda que envolva o Congresso e o Governo Federal”, afirmou o predestinado e destemido Cafu Barreto, em entrevista ao Sertão Baiano.

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A Justiça Federal decidiu autorizar a recontratação de médicos cubanos que atuaram no programa Mais Médicos.

A decisão foi assinada na sexta-feira (27) pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, e atendeu ao pedido de reintegração dos profissionais feito pela associação que representa 1,7 mil intercambistas cubanos que ficaram no Brasil.

A entidade argumentou que médicos que chegaram ao país para trabalhar no programa Mais Médicos, criado em 2013 pela então presidenta Dilma Rousseff, não tiveram o vínculo renovado durante o programa Médicos pelo Brasil, criado no governo Jair Bolsonaro.

Segundo a Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Aspromed), os profissionais cubanos selecionados no 20º ciclo do programa tinham contrato de dois anos de forma improrrogável, enquanto o edital para os demais intercambistas previa três anos de trabalho, que poderiam ser renováveis.

Ao analisar os argumentos, o desembargador destacou a importância do programa para o atendimento da população que vive em municípios carentes e para auxiliar na crise humanitária envolvendo os indígenas yanomami.

“O programa permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde”, afirmou o magistrado.

Segundo o desembargador, a decisão também envolve questões humanitárias dos médicos cubanos que ficaram no Brasil.

“Mostra-se evidente a quebra de legítima expectativa desses médicos, que, em sua ampla maioria, já constituíram famílias em solo brasileiro. Após contratações juridicamente perfeitas de seus serviços por parte da União, que se prolongaram no tempo, afigura-se verossímil imaginar que os médicos cubanos aqui representados reprogramaram as suas vidas, segundo as expectativas formadas a partir dessas contratações, e parece justo reconhecer que agora pretendem permanecer no Brasil”, concluiu.

No fim de 2018, o governo cubano determinou o retorno dos profissionais após desacordo com declarações do então presidente eleito Jair Bolsonaro em relação a mudanças sobre as regras para que os médicos permanecessem no programa, como realização das provas do Revalida, exame para avaliar os conhecimentos sobre medicina, receber salário-integral e opção de trazer familiares para o Brasil.

No atual governo, o Ministério da Saúde estuda o retorno do programa antigo.

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