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Na sessão desta quinta-feira (25/11), os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia acataram termo de ocorrência apresentado contra a prefeita de Sento Sé, Ana Luíza da Silva Passos, em razão de irregularidades no contrato firmado com a empresa “CF Consultoria Tributária Municipal”, no exercício de 2018. O relator do processo, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual, para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa pela gestora.

Também foi determinado o ressarcimento solidário entre a prefeita e a empresa contratada da quantia de R$2.578.778,58 aos cofres municipais, tendo em vista a discrepância entre o valor efetivamente recuperado para o município de Sento Sé e o valor pago à empresa. A gestora ainda foi multada em R$20 mil.

De acordo com o termo de ocorrência, lavrado pela 21ª Inspetoria Regional do TCM, a contratação questionada visava a realização de auditorias, supervisão, acompanhamento e controle fiscal na Prefeitura de Sento Sé, “voltados para o incremento do ingresso e combate à sonegação do ISS ou ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) incidente sobre grandes obras e sobre os serviços prestados por instituições financeiras localizadas no município”.

Para os auditores do tribunal, os serviços não foram plenamente prestados, vez que município só teria efetivamente incrementado ou recuperado, no exercício de 2018, o montante de R$769.448,94, muito aquém da expectativa que havia sido apresentada quando da contratação (R$45.491.867,86) e também menos do que alegado pela prestadora de serviços (R$16.498.042,69). Assim, entendem que o pagamento efetuado pela Administração Municipal à empresa, no montante de R$2.578.778,58, é indevido e desproporcional aos benefícios auferidos pela municipalidade.

O valor correto desse pagamento, pelos cálculos dos auditores, seria de R$115.417,34, ou seja, 15% dos reais benefícios auferidos pelo município com o acréscimo das arrecadações do ISSQN, conforme o contrato celebrado, o que provocou um dano à municipalidade no montante de R$2.463,346,24.

O conselheiro José Alfredo afirmou, em seu voto, que as planilhas de arrecadação apresentadas como suposta comprovação de recolhimento dos recursos do ISS, trazidas pela defesa para justificar os pagamentos realizados, não comprovam a participação da empresa contratada naqueles resultados. Isto porque, os recursos referentes ao ISS eram recolhidos espontaneamente pelas empresas tomadoras de serviços, por meio de retenção do tributo no ato do pagamento dos serviços, na condição de contribuintes substitutos e, quando efetuados posteriormente, com a devida correção com base na taxa SELIC. Concluiu, desta forma, ser incabível que a municipalidade tivesse realizado os pagamentos sem fazer a correlação entre o alegado trabalho e aqueles números planilhados.

A relatoria, como bem destacou o Ministério Público de Contas, também chamou a atenção para as discrepâncias entre os valores relatados na defesa, os constantes dos extratos bancários e registros do sistema SIGA, do TCM, o que demonstra que a empresa “CF Consultoria Tributaria Municipal” não apurou todas as grandes obras realizadas no município de Sento Sé, confirmando, mais uma vez, a ausência de conhecimento preciso acerca de todas as empresas que atuam regularmente na municipalidade e dos valores arrecadados a título de ISS no ano de 2018.

E, por fim, diante do grave quadro de absoluta falta de controle e fiscalização quanto aos serviços supostamente prestados e, como visto, a realização de pagamentos sem a contrapartida da contratada, considerou descabida a celebração do termo aditivo no montante de R$568.738,35.

O Ministério Público de Contas, através da procuradora-geral Camila Vasquez, também se manifestou pela procedência do termo de ocorrência, sugerindo a imputação de multa à prefeita Ana Luíza da Silva Passos, bem como o ressarcimento dos pagamentos efetuados à empresa “CF Consultoria Tributária Municipal”.Cabe recurso da decisão.

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O ex-juiz e pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos), em busca de se consolidar como o nome da chamada “terceira via”, defendeu a privatização da Petrobras, mas não soube explicar como se daria isso.

“Eu não tenho nenhum problema em privatizar a Petrobras. Mas isso tem que ser feito com base em estudo, com base numa forma certa”, declarou o pré-candidato do Podemos à Presidência da República.

Além disso, Moro também afirmou que, “se do ponto de vista econômico fizer sentido a privatização da Petrobras, se isso gerar eficiência, a decisão tem que ser tomada”.

Em entrevista à CNN Brasil, o ex-juiz, depois de defender a privatização da Petrobras, contemporizou sobre o assunto. “Não se pode fazer uma afirmação categórica a esse respeito. Mas, tem que haver um estudo. Política pública tem que ser baseada em evidências, fatos, ciência. E isso tem faltado, lamentavelmente, nos últimos tempos no Brasil”, disse.

Estado mínimo

Após defender a privatização da Petrobras, Moro também afirmou que o papel do Estado diante da economia deve ser “limitado, apenas regulador” e defendeu a iniciativa privada como protagonista na economia.

“Eu acho que o papel de uma iniciativa privada que busca inovação, que busque abertura de mercados, é fundamental”, revelou.

Posteriormente, ele retomou a questão sobre a privatização da Petrobras, mas, novamente, completamente genérico. “Qualquer decisão de privatizar a Petrobras depende de uma análise de como isso vai ser feito”.

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Acompanhado do deputado federal João Bacelar, chefe do executivo municipal foi recebido pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho

Em visita a Brasília, o prefeito de Itaguaçu, Adão Alves de Carvalho Filho, mais conhecido como Adãozinho (PSD), foi recebido pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho e pelo deputado federal João Bacelar (PL) nesta quinta-feira (25).

O chefe do executivo itaguaçuense está na capital federal desde quarta-feira  para uma série de compromissos oficiais em busca de investimentos para o desenvolvimento do município.

Durante a audiência, foi autorizado a liberação dos recursos para a pavimentação asfáltica da segunda etapa da estrada que liga o projeto de irrigação Baixio de Irecê à BA-052, conhecida como “Estrada do Feijão”, no município de Itaguaçu da Bahia.

“Foi uma reunião objetiva e com bons resultados. Estamos avançando. Conseguimos hoje recursos para realização do segundo trecho desta estrada que vai promover grande desenvolvimento para Itaguaçu e região”, disse Adãozinho.

A segunda etapa que se inicia no povoado de Lajes até o Baixio de Irecê, corresponde a mais de 20 quilômetros de extensão. O primeiro trecho da estrada já está com as obras bem adiantadas, de acordo com informações repassadas pela prefeitura de Itaguaçu à reportagem.

O projeto público de irrigação Baixio de lrecê, está localizado nos municípios de Itaguaçu da Bahia e Xique-Xique, no Médio São Francisco baiano, a 500 quilômetros de Salvador. O projeto abrange 105 mil hectares, sendo 48 mil de área irrigada. A área está dividida em nove etapas. Duas delas, que correspondem a 16 mil hectares irrigados, já estão em fase de ocupação.

“Aqui temos terras férteis e um enorme potencial na agricultura. Portanto, esta estrada é fundamental para o escoamento da nossa produção”,  ressalta  o secretário de Agricultura do município de Itaguaçu da Bahia, Joelson Santos.

O trabalho em Itaguaçu não para

No mês passado, Adãozinho assinou ordem de serviço para a realização de obra de pavimentação asfáltica da estrada que liga a sede do município ao povoado de Barreiros. O investimento é de R$ 7.220.318,03 (sete milhões, duzentos e vinte mil, trezentos e dezoito reais e três centavos). A obra vai beneficiar centenas de famílias.

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