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O prefeito de Firmino Alves, Fabiano Sampaio (PDT), eleito no último dia 3 de outubro deste ano, em pleito suplementar, foi recebido pelo governador Rui Costa (PT), nessa quarta-feira (13). O pedetista foi eleito com o apoio do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

A reunião entre o chefe do Executivo estadual e o novo mandatário da cidade do interior baiano serviu para que os dois tratassem de assuntos relacionados a obras e investimentos do Governo do Estado no município.

Depois do encontro, Sampaio agradeceu a parceria do governador. “Quero dizer ao povo que estamos aliados ao governador Rui Costa para o melhor do nosso município. Obrigado, governador, por esse apoio e essa acolhida. Iremos caminhar juntos rumo ao progresso da cidade”, disse.

Além deles, participaram da reunião os deputados estaduais Euclides Fernandes (PDT) e Niltinho (PP), e o deputado federal José Nunes (PT).

A eleição suplementar em Firmino Alves foi convocada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em função do indeferimento do registro de candidatura de Padre Aguinaldo (PDT), eleito em 2020.

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O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil/ Democratas) afirmou nessa quinta-feira (14) que ficou “perplexo e muito incomodado” com a declaração do governador Rui Costa (PT) que responsabiliza prefeitos pelos índices ruins na educação da Bahia. Em mais uma edição do movimento Pela Bahia, em Paulo Afonso, ele também disse que, se for governador, vai chamar para si a responsabilidade sobre a segurança pública e pontuou que a Embasa tem sido “perversa com os baianos”, ao ser questionado sobre problemas da empresa no município e no estado.

“Ontem eu assisti, confesso que meio perplexo e muito incomodado, as declarações do governador Rui Costa”, disse. “É engraçado porque, na educação, o governador procura transferir a responsabilidade para os prefeitos. Ontem foi o que eu ouvi. Não só eu, todos que acompanharam as declarações do governador Rui Costa ontem viram que ele, quando perguntado sobre a qualidade da educação na Bahia, disse aos jornalistas que perguntassem aos prefeitos”, acrescentou, ao ressaltar que não faz oposição atirando pedra ou só com críticas.

Neto rebateu a declaração de Rui ao citar dois pontos. Primeiro, pontuou, o processo educacional tem que ser completo. “Nós temos que olhar a criança da educação infantil, que começa com a creche e a pré-escola, até a conclusão do ensino médio ou quando, por opção, o jovem decide avançar no ensino superior. A educação tem que ter um olhar completo. Nesses últimos quinze anos, quatro governos do PT fizeram uma opção por deixar de lado a educação”, disse.

Para ele, os governos petistas se abstiveram de organizar uma política articulada com os municípios. “É uma coisa que eu pretendo fazer caso tenha a oportunidade de ser governador da Bahia, fazer um trabalho articulado, ajudando tanto com o suporte técnico e pedagógico, como desenvolvendo ferramentas para ajudar a criança desde o ensino infantil. O estado virou as costas para uma necessária e fundamental política educacional articulada com as prefeituras”, frisou, ao citar casos exitosos registrados no Nordeste, nos estados de Pernambuco e Ceará.

Sobre a Embasa, Neto disse que irá estudar profundamente a questão do saneamento no estado. “Embasa tem sido uma empresa perversa com os baianos, talvez uma das mais ineficientes do Brasil. Eu senti isso na pele durante oito anos como prefeito de Salvador, vendo os problemas que aconteceram lá, que não são diferentes em nenhuma grande cidade da Bahia que está vinculada à Embasa. A gente vai precisar fazer um estudo profundo de reorganização total da empresa, que precisa ter eficiência acima de tudo, atender bem ao cidadão, que é o que não acontece hoje”, afirmou.

Segurança pública

ACM Neto voltou a pontuar casos recentes de violência em Salvador e no interior para ressaltar a necessidade de o governador chamar para si a responsabilidade. Ele citou os mais de 40 casos de ataques a bancos registrados em 2021, o que representa um número maior do que a soma das ocorrências de 2019 e 2020. “Então nós temos que inverter essa lógica. A Bahia tem que deixar de ser o último lugar em educação para ser o primeiro. E a Bahia tem que deixar de ser o primeiro lugar de violência para ser o último”, ressaltou.

“É preciso ter o governador que chame para ser a responsabilidade, diferente do que tem feito. Sobre o problema da segurança pública, o governador não fala nada, empurra para o secretário de Segurança Pública. O secretário diz que tem que legalizar as drogas. A mesma coisa o problema da educação, o governador não fala nada, não é com ele, empurra para os prefeitos”, complementou.

Se for governador, Neto disse que pretende fazer diferente. “Se eu tiver oportunidade de ser governador, vou chamar o problema pra mim, eu vou assumir a responsabilidade, eu vou encarar o desafio. De um lado, para colocar a educação pública da Bahia em primeiro lugar, e do outro lado para colocar o bandido onde ele tem que estar, que é na cadeia ou fora da Bahia”, salientou.

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Pesquisa divulgada nessa quinta-feira (14) pelo Poder360 mostra que a reprovação do governo Bolsonaro diminuiu 5 pontos: era 63% e foi para 58%. O levantamento também mostrou que 33% dos entrevistados aprovam o governo de Jair Bolsonaro. Oscilou dentro da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais.

Esses números revelam uma melhora pontual para o governo, segundo os realizadores da pesquisa. Porém, a avaliação geral do governo anda é negativa, pois, a reprovação está 25 pontos percentuais acima da aprovação. A pesquisa foi realizada por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram realizadas 2.500 entrevistas em 469 municípios nas 27 unidades da Federação de 11 a 13 de outubro de 2021. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Os números estratificados

O trabalho pessoal de Bolsonaro também foi avaliado: hoje, 53% classificam o presidente como “ruim” ou “péssimo”, uma queda de 5 pontos em comparação a duas semanas antes. Por sua vez, o grupo que considera o trabalho do presidente “bom” ou “ótimo” foi de 25% a 29%, variou positivamente dentro da margem de erro.

Quando analisado por divisão de gênero, entre os homens 54% desaprovam, e 41% aprovam; entre as mulheres, 62% aprovam, e 26% desaprovam. Entre os jovens com idade de 16 a 24 anos, 62% consideram o trabalho do presidente “ruim” ou “péssimo”. O presidente Bolsonaro, quando os números são analisados por região, tem o seu melhor desempenho no Norte: 42% aprovam, e 48% desaprovam.

Chama a atenção que no Sudeste a reprovação ao trabalho do presidente Bolsonaro está em 59%, a aprovação em 35%. As maiores taxas de reprovação do presidente são no Centro-Oeste (60%) e Nordeste (61%). Quando o recorte é por escolaridade, o presidente tem o seu maior apoio com aqueles que têm ensino fundamenta: 39% aprovam, e 48% desaprovam; entre as pessoas com o ensino o superior está o maior índice de reprovação, 66%.

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