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Mais de 62% da população já foi imunizada com ao menos uma dose

O Brasil chegou a 100 milhões de pessoas imunizadas ao menos com a primeira dose da vacina contra a covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 62% da população já recebeu ao menos uma dose. “Estamos cada vez mais próximos de chegar na nossa meta: até setembro, 100% dos adultos estarão vacinados com a primeira dose. E, até o final do ano, todos estarão imunizados”, afirmou o ministério, em nota à imprensa.

Ao mesmo tempo, o governo tem alertado a população sobre a importância da segunda dose. O ministério lançou no início de julho uma campanha para incentivar as pessoas que já tomaram a primeira dose a procurarem os postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Nas redes sociais, o ministério ressalta a importância de se vacinar: “Quando chegar a sua vez, vacine já!!”

O chefe da pasta, ministro Marcelo Queiroga defendeu que governo federal, estados e municípios devem reforçar a comunicação para estimular a procura das pessoas que já tomaram a primeira dose para que completem o ciclo dentro do prazo previsto. Em evento em Presidente Prudente (SP), no início da tarde de ontem (31), Queiroga destacou o avanço da vacinação contra covid-19 no país, e afirmou sua expectativa de cumprir a meta de vacinar todos os brasileiros acima de 18 anos até setembro.

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Escrito por Francisco Teixeira, ‘Chapada, Lavras, Diamantes – Percurso Histórico de uma Região Sertaneja’ preenche lacuna deixada pela falta de publicações sobre o lugar que é considerado o coração da Bahia

Localizada no centro do estado – e, por isso, conhecida sob um olhar poético como o coração da Bahia -, a Chapada Diamantina é refúgio de muita gente que quer mudar o estilo de vida ou apenas se energizar para enfrentar a rotina puxada das cidades. Vale embrenhar-se entre suas matas e rochas, banhar-se nas águas turvas, doces e frias dos seus rios e cachoeiras, sentir o afago do povo acolhedor, comer um delicioso pastel de jaca, dançar um forrozinho no São João…

Apesar de aproveitar o que o lugar tem a oferecer, o público em geral pouco sabe sobre sua história, uma vez que não temos publicações com uma abordagem mais ampla. Esta é uma das lacunas que o livro ‘Chapada, Lavras, Diamantes – Percurso Histórico de uma Região Sertaneja’ visa preencher. Escrita pelo professor e pesquisador Francisco Lima Cruz Teixeira, a obra será lançada pela Solisluna Editora, no dia 10 de agosto (terça-feira), às 19 horas, durante live no YouTube da editora baiana, com participação do autor e do sociólogo e historiador Gustavo Falcón.

Professor da Escola de Administração da UFBA por 30 anos, e, portanto, com uma profícua experiência na academia, já tendo publicado diversos artigos e textos, Teixeira optou por produzir um livro sem academicismos, voltado para todo tipo de leitor. “Destina-se ao público que se interessa pela Chapada Diamantina e pela história regional e da Bahia”, enfatiza.

Como o título sugere, a obra narra desde seus primeiros habitantes (os índios das nações maracás, paiaiás e topins), passando pelos processos de introdução da pecuária, da exploração de diamantes e decadência, do surgimento do potencial turístico da região, até os dias atuais. Após três anos de pesquisas e muitas vivências chapadeiras, Francisco Teixeira achou por bem dividir os textos em três partes, abordando elementos da formação econômica, da estrutura social, do arcabouço político e de traços culturais.

Diamante, coronelismo, jarê e conflitos por água

Na primeira fase, ele caracteriza o território (formado por rochas com mais de três bilhões de anos!) e percorre o período colonial – da conquista à ocupação e o surgimento das primeiras povoações no alto sertão baiano.  Na segunda parte, o autor se ocupa do século XIX e tem como principal episódio a descoberta de diamantes no rio Mucugê, em 1844. A terceira parte aborda o século XX, no qual o principal episódio são as guerras dos coronéis e seus impactos sociais, que têm reflexo até hoje.

Mesmo em meio às controvérsias encontradas, o trabalho não pretende defender uma única linha de análise ao processo histórico ocorrido na região, deixando fluir, desta forma, o senso crítico do leitor: “Nenhuma tese é defendida. A ideia foi descrever e interpretar, deixando, porém, largo espaço para que o leitor chegue às suas próprias conclusões. Afinal, a história resulta da articulação de narrativas criadas, com seus diferentes pontos de vista, os misteriosos aí inclusos”, explica Teixeira.

Alguns aspectos chamam bastante atenção do próprio autor, como a arquitetura (“Poucas cidades do sertão da Bahia ainda têm o casario preservado como em muitos municípios da Chapada”); o jarê, prática religiosa exclusiva da região, onde candomblé, xamanismo e espiritismo se encontram; a simplicidade e afetuosidade dos nativos; e os recentes conflitos em torno da água, que têm ganhado cada vez mais força. “Existe um paradoxo atual preocupante: apesar da abundância aquífera, a exploração destes recursos de forma predatória e desordenada vem causando conflitos envolvendo moradores, pequenos agricultores e grandes empresas agrícolas”, alerta.

Leitura agradável 

‘Chapada, Lavras, Diamantes – Percurso Histórico de uma Região Sertaneja’ tem  também em suas páginas material visual com fotos históricas e atuais (estas assinadas por Kin Guerra e Elaine Quirelli), gráficos e mapas. A capa é do  conceituado artista gráfico e designer Enéas Guerra, que utilizou a técnica aquarela digital e bico de pena para ilustrar um garimpeiro em plena atividade.

A obra possui o já conhecido selo de qualidade da Solisluna Editora, sob o comando de Valéria Pergentino, que comemora o lançamento. “O livro de Francisco Teixeira enriquece ainda mais o nosso catálogo. De leitura agradável e com uma pesquisa muito bem amparada em farta bibliografia, o autor presenteia o leitor com esta obra completa sobre a história desta preciosa região da Bahia”, garante.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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A Distribuidora Ipupiara iniciou suas atividades em 2015 e hoje é a maior distribuidora de toda a região.

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Até essa sexta-feira (30), 40 milhões de pessoas receberam as duas doses ou dose única da vacina contra a covid-19 no Brasil. O número corresponde a mais de 25% do público alvo do Programa Nacional de Imunização (PNI), que inclui 160 milhões de pessoas. Se considerada a população total do país, foram vacinados 18,7% dos habitantes.

Até o momento, de acordo com dados do Ministério da Saúde, foram aplicadas 140 milhões de doses de imunizantes, sendo 99,5 milhões da primeira dose. Foram aplicadas 1,673 milhão de doses nas últimas 24 horas.

Quando levado em consideração os números absolutos de doses, o Brasil ocupava nesta sexta-feira a quinta posição entre os países que aplicaram as duas doses, atrás de China (1ª), Estados Unidos (2º), Índia (3ª) e Alemanha (4ª).

No ranking da BBC, que toma a aplicação do total de doses, independentemente se primeira ou segunda, o Brasil estava na quarta posição, atrás de Estados Unidos (1º), China (2ª) e Índia (3ª).

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