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No início da noite do último domingo (30), por volta das 18h, uma equipe da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE-Semiárido),em rondas no bairro Polivalente, em Xique-Xique, ao proceder abordagem com busca pessoal em uma bar, identificou uma pessoa portando alguns invólucros de substâncias análoga à Cocaína.

A corporação informou que a pessoa e o material apreendido foram conduzidos para a Delegacia local.

Material  apresentado:

  • 04 invólucros de substância análoga à Cocaína;
  • 492 reais em cédulas;
  • 01 aparelho celular Samsung.
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Imagem ilustrativa

Três usinas de oxigênio hospitalar serão instaladas na cidades de Irecê, Barreiras e Vitória da Conquista, de acordo com informações da Secretaria da Saúde do Estado (SESAB). O objetivo é resolver questões com abastecimento do insumo.

Segundo o Secretário de Saúde Fábio Vilas-Boas, na questão do oxigênio hospitalar, a dificuldade da Bahia é garantir o ressuprimento dos cilindros em algumas regiões. “Em função disso, ao longo desses dois meses, remanejamos cilindros para essas regiões que tinham dificuldade de encher com maior frequência, de modo que eles pudessem ficar mais tempo sem entrar no limite de exaustão e esvaziamento desses cilindros”, explicou ao portal A Tarde.

Ainda conforme  a SESAB, Ministério da Saúde prometeu mandar para a Bahia concentradores de oxigênio. A solicitação feita há 45 dias foi de 400 equipamentos.

 “O Ministério da Saúde ficou de mandar para a gente. Já pedimos há 45 dias e não recebemos, mas serão muito bem-vindos”,  disse o gestor estadual.

Veja mais informações da região no Central Notícia

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Ex-prefeito de Barra-BA, Deonisio Ferreira de Assis – Foto: Reprodução

Na sessão desta terça-feira (01/06), realizada por meio eletrônico, o Tribunal de Contas dos Municípios concedeu provimento ao recurso ordinário apresentado pelo ex-prefeito de Barra, Deonísio Ferreira de Assis, e determinou a emissão de novo parecer, alterando o mérito no julgamento das contas municipais referentes ao exercício de 2019 de rejeição para aprovação com ressalvas. O relator do recurso, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, manteve, no entanto, a multa imputada inicialmente no valor de R$5 mil. Foi excluída, por fim, a representação ao Ministério Público Estadual.

O julgamento do recurso ordinário foi concluído com a apresentação do voto do conselheiro Fernando Vita, que havia pedido vistas do processo para analisar melhor os argumentos apresentados pelo ex-prefeito e o novo parecer apresentado pelo corpo técnico do tribunal. As contas de Barra foram rejeitadas – na primeira análise – em razão de abertura de crédito adicional suplementar sem a indicação dos recursos necessários para a devida cobertura. Inconformado com a decisão, o gestor apresentou recurso alegando que houve “falha na atualização do software contábil para transmissão do ‘metadados’, o que, segundo ele, comprometeu as informações registradas no Demonstrativo de Superávit/Déficit Financeiro”.

O conselheiro Fernando Vita, no seu voto, com base na nova documentação, concluiu que a análise feita pelo conselheiro relator, José Alfredo Rocha Dias, estava correta, e os créditos adicionais efetivamente estão respaldos em superávit financeiro existente nas fontes 14 (Transferência do SUS) e 18 (FUNDEB 60%), restando descaracterizada a irregularidade. Por isso, assim como os demais conselheiros, seguiu o do relator. Foi recomendado ao gestor que as contas contenham, originalmente, planilha detalhando a composição do total de excesso de arrecadação e do superávit financeiro por fonte, o que pode evitar ocorrências como as apontadas no parecer inicial.

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Estudo publicado na revista Nature revelou, pela primeira vez, que pessoas que contraíram a doença de forma ligeira ou moderada desenvolvem uma célula imunológica capaz de produzir anticorpos contra o SARS-CoV-2 para o resto da vida.

Uma das observações em pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 mostra que o nível de anticorpos – proteínas capazes de impedir o vírus de infectar as células – começa a diminuir após quatro meses. O importante é perceber se, apesar da queda de anticorpos, o doente desenvolveu também uma resposta imunológica completa, que inclui a criação de glóbulos brancos capazes de eliminar o vírus, muitos meses e até anos após a primeira infecção.

Vários estudos têm indicado que as pessoas que passam pela infecção e aquelas que são vacinadas geram uma resposta celular imune que as protege de reinfecções.

O estudo publicado pela Nature traz boas notícias. Os especialistas analisaram 77 doentes que tiveram a doença de forma ligeira ou moderada (grupo sobre o qual existiam dúvidas). Na maioria, eles notaram que os anticorpos diminuem acentuadamente após quatro meses, mas a redução é mais lenta e essas moléculas ainda estão presentes no sangue 11 meses após a doença. O estudo foi o primeiro a analisar a presença de células plasmáticas de longa vida na medula óssea.

As células plasmáticas são geradas quando um patógeno entra no organismo. No caso da covid-19 é, por exemplo, a proteína S que o vírus usa para infectar as células humanas.

Após a infecção, essas células imunes viajam pela medula óssea, onde permanecem em estado latente. Se o vírus reaparecer, as células regressam à corrente sanguínea e começam novamente a produzir anticorpos. O estudo mostra que a grande maioria dos doentes que conseguiram recolher amostras de medula óssea – 15 de 18 – gerou células plasmáticas no sistema imunológico.

Ali Ellebedy, imunologista da Escola de Medicina da Universidade de Washington e pesquisador principal do estudo, destaca, em declarações ao jornal espanhol El País: “As células plasmáticas podem durar a vida inteira. Essas células vão continuar e produzir anticorpos para sempre”.

Anticorpos e imunidade

A presença de anticorpos nem sempre significa que a pessoa está “imune” à reinfecção, embora seja provável que isso aconteça.

Ellebedy esclarece que se os anticorpos produzidos por células de longa vida não forem suficientes, o sistema imunológico ativa as células B de memória, capazes de produzir ainda mais anticorpos.

Esse estudo encontrou esses tipos de células em doentes, uma descoberta que é consistente com estudos anteriores que sugerem que a imunidade contra o SARS-CoV- 2, mediada por diferentes tipos de linfócitos e células do sistema imunológico, provavelmente dura anos.

O mesmo ocorre com outras infecções. Os anticorpos e células de memória contra o SARS, um coronavírus que provocou a morte de pelo menos 800 pessoas no início da última década, duram pelo menos 17 anos. Com a varíola, mais de 50 anos após a vacinação, as pessoas retêm células B capazes de produzir anticorpos se o vírus reaparecer no organismo.

“Essas células continuarão a produzir anticorpos eternamente”, acrescenta Ali Ellebedy ao jornal.

Uma das questões que se coloca é se esse tipo de célula do sistema imunológico é capaz de neutralizar as novas variantes que têm surgido. “Tudo depende de quanto muda a sequência genética do vírus”, afirma Ellebedy.

Estudos anteriores mostraram que o sistema imunológico dos infectados e vacinados neutraliza suavemente as variantes mais graves detectadas até agora. Existem alguns tipos de anticorpos que não conseguem neutralizar o vírus, mas o sistema imunológico nunca aposta tudo numa jogada e produz anticorpos contra muitas proteínas diferentes do vírus e das células de memória com as mesmas capacidades, de modo que é muito difícil que a variante escape a todas e, sobretudo, faça alguém adoecer, a ponto de causar graves problemas de saúde ou até a morte.

“É razoável que esse tipo de célula forneça imunidade vitalícia”, afirmou Manel Juan, chefe do serviço de Imunologia do Hospital Clinic em Barcelona.

“Essas células de longa vida são uma ajuda na imunidade contra outras doenças por muitos anos”, acrescenta.

Terceira dose

Uma das questões que se coloca é apurar se uma terceira dose da vacina será realmente necessária, conforme propõem as farmacêuticas. “Para mim está claro que não é necessário, assim como não seria necessário vacinar quem já teve a doença”, explicou Manel Juan.

África González e Marcos López-Hoyos, da Sociedade espanhola de Imunologia consideram ser “muito cedo para pensar em terceira dose”.

“É bem provável que a proteção pela doença ou pela vacina seja para toda a vida, embora seja algo que terá que ser analisado”, explicou López-Hoyos.

Para o imunologista, “é necessário estar muito atento ao que acontece com as pessoas mais velhas e com doenças de base. Em todo caso, pensamos que a necessidade de uma terceira dose não é tanta quanto dizem os CEOs da Pfizer e Moderna. Em qualquer caso, a primeira coisa é vacinar toda a população pela primeira dose. Estudos como esses mostram que a imunização gerada pela infecção é mais protetora do que se pensava”.

“O sistema imunológico gera células de curta, média e longa duração em resposta a uma infecção”, afirma África González, imunologista da Universidade de Vigo.

Segundo a especialista, “traduzidas em vacinas, existem algumas que fornecem proteção apenas temporárias para anticorpos humorais, por cerca de seis meses. São eles que carregam os carboidratos de bactérias e não ativam os linfócitos T”.

“Outras vacinas induzem respostas celulares e humorais que se mantêm por alguns anos, como a do tétano, que é recomendada de dez em dez anos. Com outras não é necessário vacinar mais, depois das três doses recebidas na infância”, conclui.

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