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ÚLTIMAS NOTÍCIAS

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Foto: Reprodução/Notícias da Lapa

Cerca de 800 romeiros partirão de Xique-Xique, no norte da Bahia, no próximo dia 28 de julho, com destino ao Santuário do Bom Jesus da Lapa, no oeste do estado, durante a tradicional Romaria das Embarcações.

Realizada há mais de 100 anos, a peregrinação reúne anualmente dezenas de devotos que percorrem as águas do Rio São Francisco em uma demonstração de fé e devoção. Neste ano, mais de 40 embarcações participarão da viagem, organizada pelo advogado Almeida Filho.

A chegada dos romeiros ao porto de Bom Jesus da Lapa está prevista para o dia 1º de agosto. A partir da chegada, os fiéis participarão do Novenário da Romaria, que antecede a grande celebração em homenagem ao Bom Jesus, marcada para o dia 6 de agosto.

Entre os participantes está Dona Pretinha, de mais de 80 anos, que mantém a tradição de participar da romaria desde os oito anos de idade. Sua trajetória representa a fé transmitida entre gerações e a importância histórica e religiosa da peregrinação para os devotos do Velho Chico.

A Romaria das Embarcações é considerada uma das mais tradicionais manifestações de fé do Rio São Francisco, reunindo peregrinos de diferentes regiões em uma jornada marcada pela devoção e pela preservação da cultura religiosa ribeirinha.

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bahia tem cinco cidades incluídas no ranking nacional de índices de mortes violentas intencionais (MVI). O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (23) no Anuário de Segurança Pública, considera índices os índices municipais de mortes violentas com base na taxa de MVIs por 100 mil habitantes.

As mortes violentas intencionais (MVIs) são contabilizadas como a soma dos dados de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de agentes de segurança e fatalidades resultantes de intervenção policial. 
No levantamento das dez cidades que mais registraram mortes no país, todos os municípios estão no Nordeste, sendo cinco na Bahia, três no Ceará, uma em Pernambuco e uma na Paraíba.

Na Bahia, apareceram no ranking as cidades de Eunápolis e Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, na segunda e quarta posição; Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, na quinta posição; Jequié, no Médio Rio de Contas, na sexta posição; e Juazeiro, na região norte do estado, na décima colocação no ranking.

Confira a lista completa:  

1° lugar: Maranguape (CE) – Taxa de 100,3
2º lugar: Eunápolis (BA) – Taxa de 85,1
3° lugar Maracanaú (CE) – Taxa de 80,7
4º lugar: Porto Seguro (BA) – Taxa de 71,2
5º lugar: Simões Filho (BA) – Taxa de 68,1
6º lugar: Jequié (BA) – Taxa de 67,4
7° lugar: Caucaia (CE) – Taxa de 66,6
8° lugar: Cabo de Santo Agostinho (PE) – Taxa de 65,1
9° lugar: Santa Rita (PB) – 60,9
10º lugar: Juazeiro (BA) – Taxa de 55,8

As cidades de Jequié, Juazeiro, Porto Seguro e Simões Filho, já haviam sido citadas em um ranking de violência nacional este ano. As cidades foram mencionadas no Atlas da Violência 2026, estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – mesma entidade que realiza o Anuário – que reúne informações consolidadas entre os anos de 2014 e 2024.

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Imagem: Guilherme Soares/Marca Comunicação

O Projeto de Irrigação Baixio de Irecê já começa a transformar a paisagem e fortalecer a produção agrícola no semiárido baiano. Considerado o maior projeto de irrigação da América Latina, o empreendimento está localizado entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia e já conta com áreas em produção e dezenas de produtores atendidos.

O projeto utiliza águas do Rio São Francisco, captadas em Xique-Xique, para abastecer o perímetro irrigado. A estrutura prevê uma rede de canais com 124 quilômetros de extensão, sendo que 42 quilômetros já foram construídos. Atualmente, cerca de 40 produtores são atendidos pelo sistema.

Um dos agricultores que apostaram no projeto desde o início é Vanderlei Luiz da Silva. Segundo ele, a chegada ao Baixio foi marcada por expectativas e incertezas, mas os resultados atuais são positivos, apesar de alguns desafios durante o período chuvoso.

“Vim pra aqui, pra esse projeto, do início, naquela esperança. Foi como um tiro no escuro, que a gente não sabia nada ainda o que ia dar certo aqui. Hoje já está bem melhor. Tem alguns entraves ainda, como no período de chuva, mas a maior parte já foi resolvida”, relatou.

Obras continuam avançando

As obras seguem em expansão com a implantação das fases 3 e 4. Segundo Naara Dioclecio, supervisora de planejamento e engenharia, novas estruturas hidráulicas estão sendo construídas para integrar o sistema já existente ao canal principal.

O perímetro irrigado possui 199 lotes, dos quais 34 já estão em operação. Entre as culturas produzidas estão banana, citros, abóbora, milho e mamona. Também existem áreas experimentais com maçã e pera, além da produção de soja e milho para sementes.

Projeto prevê 48 mil hectares irrigados

Segundo a Germina Baixio, o projeto prevê irrigar cerca de 48 mil hectares, com investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o empreendimento está dividido em nove fases e tem previsão de conclusão até 2031.

Entre as condicionantes está o monitoramento do uso da água. Os produtores, principalmente os de maior porte, devem informar à ANA o volume efetivamente captado, garantindo que o consumo permaneça dentro dos limites autorizados.

Localizado em uma região de Caatinga e marcada por longos períodos de estiagem, o Baixio de Irecê é apontado como um importante vetor de desenvolvimento econômico. A expectativa é de que a expansão do projeto atraia novos investimentos para a produção de grãos e algodão, além de gerar empregos, renda e novas oportunidades para a população.

O secretário de Agricultura de Xique-Xique, Neilton Ferreira, destacou que os investimentos podem fortalecer a economia regional e defendeu parcerias para a capacitação profissional dos jovens.

A expectativa é que os impactos do projeto ultrapassem os limites do perímetro irrigado, contribuindo para o desenvolvimento econômico de municípios do sertão baiano e ampliando a participação da região na produção agrícola.

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Estudante de 13 anos estava internado na UTI do Hospital do Oeste, em Barreiras, desde o dia 12 de julho.

O adolescente Alerrandro Marques de Sousa, de 13 anos, natural de Xique-Xique, morreu na manhã desta quarta-feira (22), após permanecer dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Oeste, em Barreiras.

Embora fosse natural de Xique-Xique, Alerrandro residia em Luís Eduardo Magalhães, onde ficou gravemente ferido durante uma briga ocorrida no dia 12 de julho. A confusão aconteceu enquanto o adolescente participava de uma partida de futebol em uma quadra localizada no bairro Solar dos Buritis.

Segundo informações, o óbito foi confirmado às 8h47 desta quarta-feira. Após a confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passou por exame de necropsia.

O velório de Alerrandro está previsto para ocorrer na manhã desta quinta-feira (23), na Igreja Jesus Bom Pastor, em Luís Eduardo Magalhães.

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Três pessoas foram apresentadas à polícia e cerca de 300 sacos de milho foram recuperados durante uma ação realizada na tarde de terça-feira (21), em uma fazenda localizada na zona rural de Lapão, na região de Irecê.

Segundo informações da Polícia Militar da Bahia, equipes da CIPE/Semiárido e da CIPT/Centro Norte receberam informações de que uma carreta, de placa BZK-8D35, carregada com milho e que teria sido roubada na estrada entre Barra e Xique-Xique na semana anterior, estaria na propriedade rural.

Ainda de acordo com a polícia, ao chegarem ao local, os agentes encontraram indivíduos transferindo sacas de milho para um caminhão de placa PGP-5I61. Durante a abordagem, dois deles teriam informado aos policiais que não teria ocorrido o roubo da carreta e que a carga de milho teria sido desviada pelo próprio motorista. Conforme o relato repassado à PM, a carreta estaria na cidade de Ibititá.

A polícia informou ainda que os envolvidos apontaram o motorista, responsável pelo registro do boletim de ocorrência sobre o suposto roubo, e outro homem, que estaria em Irecê, como possíveis mentores do esquema. As equipes se deslocaram até o endereço indicado e, segundo a PM, o proprietário do imóvel apresentou o suspeito aos policiais.

Ao todo, três pessoas e o material apreendido foram encaminhados ao Plantão Central da 14ª COORPIN, onde a ocorrência foi registrada.

Material apreendido

  •  Um caminhão de placa PGP-5I61;
  •  Três celulares tipo smartphone;
  •  Cerca de 300 sacos de milho, contendo parte da carga apontada como desviada.

A ocorrência foi registrada como receptação. As informações foram divulgadas pela CIPE/Semiárido e pela CIPT/Centro Norte.

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Entrou em vigor nesta quarta-feira, 22, a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A taxação foi justificada pelo governo americano como uma “punição” por práticas comerciais consideradas desleais após uma investigação que envolveu temas díspares como o Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a nova tarifa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano – o equivalente a US$ 7,4 bilhões,  considerando os embarques registrados em 2024. Se considerada a pauta exportadora de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida cai para 15% das vendas aos Estados Unidos, correspondendo a US$ 5,8 bilhões.

Isso porque junto com o anúncio da nova tarifa veio também uma grande lista de exceções. Ao todo, 2.126 produtos brasileiros ficaram de fora da sobretaxa de 25%. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) justificou a isenção afirmando que tais insumos são matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia americana caso fossem submetidas à nova tarifa. Dentre os produtos que ficaram de fora estão café, suco de laranja e carne bovina.

O governo brasileiro considerou a taxação injustificável do ponto de vista técnico, uma vez que os Estados Unidos têm superávit no comércio com o Brasil. Mas especialistas consideram improvável que haja uma retaliação na mesma moeda, com o Brasil sobretaxando produtos americanos.

Nesta terça-feira, 21, após reuniões com o setor privado afetado pela tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse que a Lei da Reciprocidade Econômica é um processo que tem etapas. Ele foi indagado por jornalistas sobre o fato de alguns dos setores se posicionarem contra a aplicação da lei.

“Foi aprovada uma lei, a Lei da Reciprocidade, por unanimidade (pelo Congresso). É um processo que tem um conjunto de etapas, passando por audiências públicas, enfim. A ideia não é retaliação. Dizem que olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos”, disse Alckmin. “A reciprocidade é: ‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada'”, continuou.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que não há prazo para anunciar as medidas em resposta à tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. “Não tem prazo. Nós estamos colhendo as informações, colhendo os dados”, afirmou o ministro.

“Continuar negociando, essa é a orientação e, mais do que isso, continuar dialogando aqui internamente com o setor produtivo de modo a assimilar essa decisão do governo norte-americano, que não deixa de ser injusta, indevida, descabida”, disse. E prosseguiu: “Mas o fato de ser injusta, descabida, indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa do governo brasileiro, o nosso setor produtivo, e, ao mesmo tempo, tentar reverter a decisão”.

Nova tarifa deve ser anunciada nesta semana

Além da taxa que entrou em vigor nesta quarta-feira, os EUA devem anunciar ainda nesta uma nova tarifa sobre produtos brasileiros no âmbito de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão. A expectativa é de que a nova tarifa, de 12,5% seja confirmada até a próxima sexta-feira (24), quando se encerra o prazo para conclusão da investigação.

Lideranças empresariais acreditam que a sobretaxa será cumulativa às alíquotas existentes e apostam em uma lista ampliada de exceções. A avaliação é de que essa tarifa será inevitável e de difícil reversão porque não atinge apenas o Brasil. Nesta terça-feira, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse que o governo americano anunciará a nova taxa “em breve”

A provável tarifa resultante da investigação sobre o trabalho forçado não é específica para o Brasil, alcançando 59 países e também a União Europeia (UE). Em seu relatório preliminar, de 3 de junho, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais aos países e à UE por conta da “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Segundo o órgão, a prática “onera ou restringe” o comércio americano.

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