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Foto: Reprodução

Uma nova frente fria se aproxima do estado da Bahia e deve mudar o tempo em várias regiões nos próximos dias.

Segundo imagens de satélite, o sistema chega ao Extremo Sul já neste domingo (19/10), trazendo chuva forte e risco de raios e ventanias.

Na segunda (20/10) e terça-feira (21/10), a frente fria avança para o Sul, Baixo Sul e Salvador, onde também há previsão de precipitações intensas. Regiões como a Chapada Diamantina, Recôncavo, Vale do Jiquiriçá, Região do Sisal, Feira de Santana e o Oeste Baiano devem registrar pancadas de chuva.

Em seguida, o fenômeno avançará para o Norte do estado. A população deve ficar atenta às atualizações e evitar áreas de risco durante as tempestades.

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Foto: Divulgação

A ACP Bioenergia, uma das maiores empresas agrícolas do país, que produz em 125 mil hectares de terras no Cerrado e na Amazônia e tem receita líquida anual de R$ 750 milhões, está agora dando seu primeiro passo na Caatinga. A companhia firmou uma parceria com a Germina Baixio, do grupo Equipav, para viabilizar a produção de grãos e algodão em uma área de 15 mil hectares localizada entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçu, no sertão baiano.

Conhecida como Baixio do Irecê, a região é uma das áreas no Vale do Rio São Francisco em que a Germina Baixio obteve concessão da Codevasf para instalar um projeto de irrigação. Na parceria agrícola, a Germina Baixio entrará com a infraestrutura de irrigação, e a ACP atuará com seu conhecimento de gestão de agricultura.

Esse é o décimo polo de produção agrícola da ACP, empresa dos irmãos Alexandre e André Candido de Paula, que desde 2021 têm como sócio minoritário o empresário Dimitrios Markakis. A empresa começou como uma fornecedora de cana-de-açúcar para a então Destilaria Alcídia e chegou a ser dona da usina, mas saiu do negócio industrial em 2013, e desde então vem ampliando suas operações agrícolas. A partir de 2014, a companhia passou a instalar um novo polo de produção por ano. A ACP começou sua jornada no mercado de grãos em 2019 já no Matopiba, mais especificamente em Tocantins.

O novo polo de produção na Bahia é o terceiro voltado a grãos, mas será o primeiro no bioma que é o mais desafiador do Brasil para a agricultura — e o primeiro a utilizar irrigação em toda a área. Até então, a área era tomada pela vegetação da Caatinga. O plano é replicar no médio São Francisco o mesmo modelo de agricultura que floresceu em Petrolina, onde a irrigação converteu a região no maior polo de produção de frutas do Brasil.

“Devemos operar nos primeiros quatro anos com soja, milho e feijão. Depois, vamos alternar com algodão”, conta Alexandre Candido de Paula. A produção da pluma é o grande objetivo para o sertão baiano da ACP, que planeja exportar a pluma pelo porto mais próximo, de Salvador. Mas, antes, é preciso “amansar a terra” para deixá-la preparada para o algodão, explica.

“Vai levar de três a quatro safras para adaptar o solo e revitalizar”, afirma. A ACP já começou os trabalhos de correção de solo, e nesta primavera começa a dar início aos plantios de grãos em uma área coberta por pivô de mil hectares. A ideia é plantar soja para a colheita de verão e milho para a colheita de inverno. Na safra seguinte, a ACP pretende plantar grãos em uma área de 3 mil hectares irrigados, e ir aumentando progressivamente até alcançar os 15 mil hectares.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o programa que pretende reduzir a fila de espera de benefícios como aposentadorias e auxílios. Segundo ofício, assinado pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Junior, a falta de recursos no Orçamento é a principal responsável pela interrupção do programa.

No documento, Waller pede a suplementação (remanejamento) de R$ 89,1 milhões do orçamento do Ministério da Previdência para dar continuidade ao Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), que paga bônus de produtividade a servidores e peritos para reduzir a fila de pedidos de benefícios previdenciários.

A medida tem efeito imediato. A interrupção paralisa o principal esforço do governo para reduzir a fila de mais de 2,63 milhões de solicitações, segundo os dados mais recentes, de agosto. Pressionada por uma greve de 235 dias de médicos peritos do INSS, a fila de espera aumenta desde o ano passado.

Segundo o ofício, a suspensão é necessária para evitar “impactos administrativos” caso o programa fosse mantido sem verba garantida.

O ofício determina que:

Novas análises sejam interrompidas;

Tarefas em andamento retornem às filas ordinárias;

Agendamentos do Serviço Social fora do expediente sejam suspensos ou remarcados.

O INSS informou que pediu uma suplementação orçamentária de R$ 89,1 milhões para retomar o programa “o mais breve possível”.

Como funcionava o programa

Criado por medida provisória em abril e transformado em lei em setembro, o PGB paga R$ 68 por processo concluído a servidores e R$ 75 por perícia médica. O bônus é pago a quem ultrapassasse as metas diárias de trabalho, mas o valor total, somando salário e gratificações, não podia ultrapassar o teto do funcionalismo (R$ 46,3 mil).

O PGB substituiu o Plano de Enfrentamento à Fila da Previdência, encerrado em 2024. Originalmente, o programa tem orçamento de R$ 200 milhões para este ano e vai até 31 de dezembro de 2026.

Segundo o próprio INSS, a iniciativa era essencial para reduzir o tempo médio de análise dos pedidos, mas a verba disponível foi totalmente consumida antes do fim do ano.

Fila em alta

Com a suspensão, o governo enfrenta o risco de novo aumento na fila de benefícios. Segundo dados internos, o estoque de pedidos passou de 1,5 milhão em 2023 para 2,6 milhões em agosto de 2025, chegando a 2,7 milhões em março.

O Ministério da Previdência Social havia prometido zerar a fila até o fim do mandato, mas o problema se agravou em meio à escassez de recursos e à lentidão na recomposição orçamentária.

Desafios fiscais

A falta de verba reflete o cenário de restrição fiscal do governo, que busca fechar as contas e atingir um superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026. O bloqueio de recursos para o INSS ocorre após a perda de validade de uma medida provisória que aumentaria tributos sobre bancos e apostas online.

Sem o pagamento dos bônus, especialistas alertam que o ritmo de análise de processos deve voltar a cair, afetando sobretudo aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que dependem do dinheiro como principal fonte de renda.

Próximos passos

No ofício, o INSS afirmou que trabalha junto aos ministérios da Previdência e do Planejamento para recompor o orçamento e restabelecer o programa ainda neste ano. “A suspensão é temporária e necessária diante da atual indisponibilidade orçamentária”, diz trecho do comunicado interno.

Enquanto isso, os servidores devem atuar apenas na rotina regular, sem pagamento adicional por produtividade.

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Foto: Divulgação

O município de Barra recebe, pela primeira vez, a Carreta-Escola de Alimentos do SENAR, uma iniciativa do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, em parceria com o Sistema FAEB/SENAR, que traz capacitações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e ao desenvolvimento econômico local.

Entre os dias 14 e 24 de outubro, a carreta oferecerá cursos gratuitos nas áreas de panificação, derivados da mandioca, doces em corte e cocada, e produção de polpas de frutas.

As atividades têm como objetivo promover a qualificação profissional, incentivar o empreendedorismo e ampliar as oportunidades de geração de renda para os produtores e moradores da região.

A ação reforça o compromisso do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e do Sistema FAEB/SENAR em levar conhecimento, tecnologia e oportunidades para o campo, contribuindo para a transformação social e econômica da local.

“Essa é mais uma importante conquista para o nosso município. A carreta do SENAR é um espaço de aprendizado e inovação que chega para transformar vidas e fortalecer o desenvolvimento local”, destacou o Sindicato dos Produtores Rurais de Barra”.

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