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Material apreendido durante a revista pela CIPE-Semiárido – Foto: Polícia Militar

Noves facas, celulares, carregadores, droga e outros materiais foram apreendidos pela polícia durante uma revista realizada na carceragem da Delegacia Territorial (DT) de Xique-Xique, cidade a cerca de 110 quilômetros de Irecê, nesta terça-feira (27). Todas a celas foram revistadas.

A ação aconteceu durante a realização do IV Ciclo de Treinamento da CIPE-SEMIARIDO, no Módulo de Instrução de Intervenção Prisional, conforme informou a corporação.

“Ressaltando que em atenção às medidas de prevenção ao contágio da Covid-19, todos os envolvidos na ação estavam usando material de proteção individual adequado para o tipo de intervenção”, disse a Polícia Militar em nota.

O material apreendido durante a revista será encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por perícia.

Material Apreendido

  • 08 Aparelhos Celulares;
  • 06 Baterias para celular;
  • 72 Invólucros de Maconha;
  • 01 Tablete de Maconha prensada pesando 267 gramas;
  • 09 Facas;
  • 01 Alicate;
  • 09 Carregadores de Celular;
  • 01 Tereza (corda de tecido);
  • 01 Caderno de anotações do tráfico;
  • 05 Chunchos ( faca artesanal);
  • 04 Pacotes de papel de seda.
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Poder ouvir a voz do filho que ficou em casa, ver a esposa sorrir, assim como o olhar de esperança de um amigo pela sua recuperação. É o que possibilita a visita virtual para pacientes internados na UTI Covid e UTI Adulto do Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, unidade administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). O projeto criado pela Comissão de Humanização da unidade entrou em vigor no final de julho e, tendo a tecnologia como aliada para aproximar familiares e pacientes que precisam estar em isolamento, já contabiliza inúmeros momentos inesquecíveis através das videochamadas realizadas com muito amor, emoção e palavras de incentivo.

“Assim como experiências similares adotadas em outros hospitais do país, estamos tendo ótimos resultados com a implantação das visitas virtuais em nossa unidade. O bem-estar do paciente é o nosso maior objetivo”, ressalta Celso Rangel Júnior, líder geral da unidade.

“O isolamento é uma medida de fundamental importância, do ponto de vista de prevenção e proteção contra o coronavírus. No entanto, os efeitos psicológicos negativos desse isolamento, como tristeza, depressão, ansiedade e irritabilidade são fatores que também preocupam. Com o uso da tecnologia temos a oportunidade de encurtar distâncias entre pacientes e seus familiares queridos, fortalecendo sua confiança, fé e coragem para continuarem superando o adoecimento”, explica Ângela Raquel, psicóloga da unidade.    

A aposentada Adélia Santos Pereira, 71 anos, residente na cidade de Xique-Xique, contou o que sentiu após ver seus filhos através da tela.  “Gostei muito da visita virtual, consegui matar um pouco da saudade dos meus filhos. Até dormi melhor após conversar com eles. A saudade aumentou, assim como a vontade de voltar para casa”, comenta a paciente, que ficou cerca de três meses internada na UTI Adulto.

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A vacina contra covid-19 que será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a farmacêutica Astrazeneca e a Universidade de Oxford deve chegar a 30 milhões de brasileiros a mais em 2021, aumentando o total de pessoas alcançadas no país até o fim do ano que vem para cerca de 130 milhões. O ganho de 30% deve ocorrer porque dados dos testes clínicos divulgados na segunda-feira (23) mostram que o protocolo de vacinação mais eficaz inclui uma dose reduzida na primeira aplicação, em vez de uma dose completa.

A Astrazeneca e a Universidade de Oxford anunciaram que o esquema de vacinação que prevê uma dose reduzida e uma dose completa, com um mês de intervalo, obteve eficácia de 90%. Já o protocolo com duas doses completas e o mesmo intervalo atingiu eficácia de 62%. Os dados analisados envolveram 11 mil voluntários, cerca de 2,7 mil com o protocolo mais eficaz e quase 8,9 mil com o protocolo de duas doses completas.

Não houve registro de eventos graves relacionados à segurança da vacina e nenhum dos voluntários que recebeu a vacina desenvolveu casos graves da covid-19 ou precisou ser hospitalizado.

O vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fundação Oswaldo Cruz, Marco Krieger, classificou a divulgação como uma boa notícia, já que confirmou a eficácia de 90% e trouxe um ganho adicional, uma vez que as 210 milhões de doses que a Fiocruz prevê fabricar no ano que vem poderão chegar a mais pessoas, caso os dados sejam confirmados na conclusão e publicação do estudo.

Em vez de termos vacina para 100 milhões de brasileiros, poderíamos vacinar 130 milhões. O que é um ganho adicional. Foi uma boa notícia, disse Krieger, em entrevista à Agência Brasil.

Produção e registro

A partir de acordo com o governo federal, os desenvolvedores da vacina já iniciaram o processo de transferência de tecnologia para que a Fiocruz produza o imunizante no país. No primeiro semestre, a fundação prevê disponibilizar 100 milhões de doses a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, e, no segundo semestre, cerca de 110 milhões de doses serão fabricadas já com IFA produzido na Fiocruz. Krieger explica que a previsão está mantida, e o que deve ocorrer é o fracionamento de doses.

Todo esse processo depende da confirmação e publicação dos resultados dos testes em humanos, e do registro do imunizante na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de produzir a vacina, a Fiocruz também está encarregada de protocolar esse pedido de registro, que tem sido feito de forma parcelada desde outubro, em um processo chamado de submissão contínua.

A Anvisa já recebeu em outubro e novembro informações como os resultados dos estudos pré-clínicos e dados sobre manufatura e controle nas plantas industriais. No mês que vem, a Fiocruz deve encaminhar os resultados dos testes clínicos, o que inclui o protocolo recomendado a para vacinação. 

“Durante o peticionamento para as autoridades sanitárias, no nosso caso a Anvisa, será colocado que a eficácia de 90% foi utilizada com esse protocolo [com dose reduzida]. E esse protocolo que será o registrado. É muito importante que a gente utilize a vacina de acordo com os resultados no estudo clínico, porque ele garante duas informações: primeiro essa eficácia, que é muito alta; e, segundo, a segurança”, disse Krieger, que mais uma vez pondera que isso depende da confirmação dos resultados.

A Fiocruz deve protocolar o último bloco de documentos em janeiro do ano que vem, quando também deve começar a produzir a vacina, antes mesmo da aprovação final Anvisa. O imunizante será produzido no Complexo Industrial de Bio-Manguinhos, que fica junto à sede da fundação, na zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo de antecipar a produção é ter ao menos 30 milhões de doses até o fim de fevereiro, quando deve ficar pronto o parecer final da Anvisa com o registro da vacina, caso todos os testes confirmem a segurança e a eficácia da vacina. Se esse cronograma se confirmar, Bio-Manguinhos deve entregar em março as primeiras 30 milhões doses ao Ministério da Saúde, para que sejam disponibilizadas à população.

Como funciona a vacina?

A vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford utiliza a tecnologia de vetor viral, em que uma sequência genética do novo coronavírus é inserido em outro vírus, incapaz de se replicar, para, então, ser injetada no corpo humano e gerar a resposta imunológica.

O vetor usado é um adenovírus (vírus de resfriado) de chimpanzé, que transporta a sequência da proteína S do novo coronavírus. Essa é a proteína que forma a coroa de espinhos que dá o nome ao microorganismo, e esses espinhos são fundamentais no processo de invasão das células humanas. Os testes clínicos buscam comprovar que, uma vez vacinado, o corpo humano reconhecerá essa proteína e poderá produzir defesas que neutralizem sua ação, dificultando que uma pessoa adoeça ao ter contato com o novo coronavírus.

Até o momento, a mutabilidade do vírus não é considerada uma ameaça à eficácia da vacina, já que as mutações que têm sido observadas pela ciência não apresentam mudanças estruturais na proteína S, o que indica que vacinas que a adotem como alvo podem ser eficazes mesmo diante de mutações do novo coronavírus.

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