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Municípios que fazem parte da região de Irecê, Chapada Diamantina e Vale do São Francisco foram contemplados com ambulâncias, ônibus rurais escolares, tratores agrícolas e veículos administrativos em uma ação do Governo do Estado. A entrega ocorreu na manhã desta terça-feira (28) em um evento fechado no Parque de Exposições de Salvador.

Ao todo, 120 prefeituras da Bahia foram beneficiadas. Foram entregues 48 ambulâncias, 44 veículos administrativos, 37 ônibus rurais escolares e 18 tratores agrícolas, sendo oito com implementos e dez sem. O investimento foi de R$ 13 milhões. “Os recursos são fruto de emendas parlamentares e que os municípios são os que mais ganham quando há uma boa relação entre governo e parlamento”, destacou Rui Costa.

‘Dentre os veículos entregues hoje, temos ambulâncias que vão fortalecer esse momento de pandemia da Covid-19, reforçando a Atenção Básica, inclusive na zona rural de muitos municípios. Além disso, outros veículos foram entregues para dar mais mobilidade às equipes de saúde e de outras áreas pelo interior da Bahia’, explicou Rui.

As secretarias estaduais envolvidas na iniciativa são a da Saúde (Sesab), da Educação (SEC) e da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

Veja abaixo a lista de municípios da região:

  • Cafarnaum – 01 ambulância
  • Gentio do Ouro – 01 ambulância
  • Ibipeba – 01 veículo administrativo
  • Itaguaçu da Bahia – 01 veículo administrativo
  • Iraquara – 01 veículo administrativo
  • Lençóis – 01 veículo administrativo
  • Seabra – 01 trator agrícola
  • Souto Soares – 01 ambulância
  • Barra – 01 ônibus rural escolar
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Pelo menos 70.296 servidores municipais na Bahia – ativos, inativos – podem ter recebido indevidamente cotas do auxílio emergencial criado pelo governo federal para socorrer as famílias que ficaram sem renda em função da pandemia da Covid-19. O número foi levantado a partir da relação de pagamento das três primeiras parcelas do auxílio emergencial, que foram liberadas pelo Governo. Com isso, foi realizado o cruzamento de dados de beneficiados no estado com a relação dos servidores municipais do banco de dados do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-Ba), que inclui servidores concursados, ocupantes de cargos em comissão e agentes políticos (secretários municipais e vereadores).

Os indícios de fraude com o auxílio emergencial podem envolver recursos que chegam a R$117.171.600,00, pagos indevidamente aos suspeitos até agora. O resultado da pesquisa foi divulgado nesta terça-feira (28/07) pelo presidente do TCM-Ba, conselheiro Plínio Carneiro Filho e pelo superintendente regional da Controladoria-Geral da União (CGU), Ronaldo Machado de Oliveira.

A auditoria foi feita por técnicos do TCM-Ba e da CGU e, segundo eles, estes números poderão crescer ainda mais, já que ficaram de fora do cruzamento de dados os servidores de 99 órgãos e entidades municipais, de um total de 1.009 – trabalho que está em fase de conclusão.

O número de suspeitos de fraude no auxílio emergencial na Bahia, envolvendo servidores públicos, agentes políticos e ocupantes de cargos temporários ou função de confiança, foi o segundo maior entre todos os estados do país, só perdendo para o Maranhão.

O presidente do TCM-Ba, conselheiro Plínio Carneiro Filho, disse que a Corte de Contas continuará o trabalho para a identificação de possíveis beneficiários do auxílio emergencial entre os servidores dos 99 órgãos municipais que ficaram de fora neste primeiro cruzamento.

Plínio Carneiro Filho afirmou que o TCM será parceiro e irá auxiliar a CGU e os demais órgãos de controle para que todos os que receberam indevidamente o auxílio emergencial façam o mais rápido possível o ressarcimento devido dos valores. “A nossa Corte de Contas, no caso, não tem poder fiscalizatório, mas vamos alertar os prefeitos e todos os demais gestores públicos municipais da Bahia no sentido de adotar ações para cobrar dos servidores ativos, inativos ou agentes públicos que devolvam o mais rápido possível o que receberam indevidamente, advertindo-os sobre as punições a que estão sujeitos”, afirmou.

O superintendente da CGU na Bahia, Ronaldo Machado de Oliveira, explicou que, pela forma de operacionalização do benefício, é possível que o servidor não tenha feito solicitação para seu recebimento, mas que tenha sido incluído como beneficiário do auxílio emergencial de forma automática por estarem no Cadastro Único para programas sociais ou por serem beneficiários do Bolsa Família.

Do total de casos suspeitos de recebimento irregular de uma ou mais parcelas do auxílio, 18.203 servidores municipais estavam inscritos no Cadastro Único do governo, e receberam R$30.374,400,00. Outros 20.274 estavam relacionados entre os beneficiados do Bolsa Família, e receberam um total de R$47.377,200,00.

Os demais 31.819 servidores municipais, cujo pagamento alcançou o montante de R$39.420.000,00, receberam o auxílio por terem solicitado o benefício pelo site ou pelo aplicativo da Caixa, ou por terem sido vítimas de fraude com a utilização indevida do CPF por terceiros.

Excepcionando os casos de fraude com a utilização do CPF, o servidor que espontaneamente solicitou pelo site ou aplicativo fez uma declaração falsa ao se inscrever, e pode ser processado e punido por improbidade administrativa ou penalmente, pelo crime de falsidade ideológica e estelionato. Além disso, pode ter cometido uma infração disciplinar e, como servidor público, é passível de punição, até mesmo com a demissão a bem do serviço público.

Nestes casos, com o objetivo de nortear os entes federados quantos aos procedimentos para responsabilização administrativa de servidores que receberam indevidamente o auxílio emergencial, a CGU publicou no Portal de Corregedorias um passo a passo para orientar as corregedorias estaduais e municipais, acessível pelo seguinte endereço.

O superintendente da CGU disse que o resultado da auditoria realizada pelos técnicos do TCM-Ba e da Controladoria já foi encaminhado ao Ministério da Cidadania para bloqueio do pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial de R$600,00 (no caso de mulheres provedoras, monoparental, R$1.200) e adoção de medidas para o ressarcimento dos valores indevidamente recebidos aos cofres públicos. As instruções para a devolução voluntária – disse – estão no site do Ministério da Cidadania e podem ser acessadas no link: devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br.

Por fim, Ronaldo Machado elogiou a parceria com o TCM-Ba e o empenho de seus técnicos para a identificação dos servidores municipais baianos que podem ter recebido ilegalmente o benefício emergencial para o enfrentamento da crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19.

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Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Divulgação

A região de Irecê registrou 3122 casos notificados de dengue em 2020, de acordo com informação do Núcleo Regional de Saúde Centro Norte/Irecê. Os dados atualizados há cinco dias apontam ainda que 2682 pessoas foram diagnosticadas com chikungunya na região.

Em comparação com as outras duas doenças que também são transmitidas pelo mosquito pelo Aedes aegypti, apenas 18 casos de zica vírus foram registrados nas cidades de América Dourada (05), João Dourado (10), Mulungu do Morro (01), Presidente Dutra (01) e Uibaí (01).

Veja abaixo a lista das cidades com o número de casos de dengue e chikungunya, respectivamente.

  • América Dourada: (66) (19)
  • Barra do Mendes: (106)
  • Barro Alto: (122) (04)
  • Cafarnaum: (15)
  • Canarana: (177)  (04)
  • Central: (55) (12)
  • Gentio do Ouro: (13)
  • Ibipeba: (115)  (11)
  • Ibititá: (116)  (01)
  • Irecê: (620)  (144)
  • Itaguaçu da Bahia: (13)
  • João Dourado: (32)  (20)
  • Jussara: (43)  (01)
  • Lapão: (128)  (07)
  • Mulungu do Morro: (104)  (01)
  • Presidente Dutra: (738)  (714)
  • São Gabriel: (104)  (03)
  • Uibaí: (543)  (1707)
  • Xique-Xique: (14)  (07)
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O Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda, denunciou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo cometimento de crimes contra a humanidade e genocídio. A denúncia foi protocolada no último domingo (26) e é liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil. A informação foi dada no final da tarde pelo colunista do UOL Jamil Chade.

As entidades que apoiaram a medida acusam o líder brasileiro de ter cometido “falhas graves e mortais” na condução da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. A doença já infectou quase 2,5 milhões de pessoas e resultou na morte de 86 mil pessoas.

“No entendimento da coalizão, há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crime contra a humanidade durante sua gestão frente à pandemia, ao adotar ações negligentes e irresponsáveis, que contribuíram para as mais de 80 mil mortes pela doença no país”, afirmaram.

Em 2019, a ONU recebeu mais de 35 queixas, apresentadas formalmente, contra Bolsonaro. O texto da denúncia aponta que “a omissão do governo brasileiro caracteriza crime contra a humanidade – genocídio”.

“É urgente a abertura de procedimento investigatório junto a esse Tribunal Penal Internacional, para evitar que dos 210 milhões de brasileiros, uma parcela possa se salvar das consequências desastrosas dos atos irresponsáveis do senhor Presidente da República”, apontam os acusadores.

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