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Na noite de sexta-feira (21), a diretoria da Barra AgroShow esteve reunida para uma rodada…
há 14 horas
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Empregos
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As ações da área econômica para reduzir os danos provocados pela crise do coronavírus totalizam R$ 700 bilhões, entre antecipações de recursos, liberação de linhas de crédito e aumento de gastos públicos, disse hoje (27) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em vídeo postado nas redes sociais do ministério, ele declarou que apenas a medida de renda básica para os trabalhadores autônimos, aprovada ontem(26) pela Câmera dos Deputados, resultará em gastos de R$ 45 bilhões nos próximos três meses.
Nas contas do ministro, a liberação do Bolsa Família para 1,2 milhão de famílias e as antecipações do décimo terceiro salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), somadas à ajuda aos autônomos, garantirá praticamente R$ 100 bilhões em proteção para a população mais desprotegida.
“A determinação do presidente Jair Bolsonaro é que não vão faltar recursos para defender as vidas, a saúde e os empregos dos brasileiros. Nenhum brasileiro vai ficar para trás. Nós vamos cuidar de todos e começamos justamente protegendo os mais vulneráveis”, disse o ministro.
O ministro citou ainda a liberação de R$ 200 bilhões de compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositados no Banco Central), de R$ 100 bilhões da Caixa Econômica Federal e de R$ 50 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele mencionou a ajuda de R$ 88 bilhões para estados e municípios, anunciada no início da semana.
Segundo Guedes, se forem somadas as medidas listadas, que somam R$ 538 bilhões, mais as ações a serem anunciadas em breve, a ajuda chegará a R$ 700 bilhões nos próximos três meses. O ministro não especificou o quanto desse total corresponde a recursos novos, decorrente de aumento de gastos públicos, e o quanto decorre de antecipação de benefícios ou do adiamento de pagamento de tributos, mas disse que o dinheiro ajudará o Brasil a enfrentar o que chamou de “primeira onda”, caracterizada pela pressão sobre o sistema de saúde.
“Nos próximos, três, quatro meses, esses R$ 700 bilhões vão entrar na economia brasileira para nos proteger contra esse choque da saúde que está se abatendo sobre o povo brasileiro”, destacou.
Proteção do emprego
O ministro explicou como deverá funcionar a complementação de salários proposta pelo governo para evitar demissões em massa. O patrão de empresas que tiverem de interromper ou reduzir as atividades cortará parte do salário do trabalhador, com o governo complementando um percentual do seguro-desemprego a que a pessoa teria direito equivalente ao percentual de corte sofrido. Dessa forma, caso o empresário corte o salário em 50%, o governo entraria com 50% do seguro-desemprego. Se o empresário cortar 25% do pagamento, o governo complementa os mesmos 25%.
Inicialmente, o ministro tinha informado que a empresa pagaria 50% do salário do trabalhador, com o governo completando 25%. Para setores mais afetados, cujas receitas tendam a cair a zero durante o estado de calamidade pública, o governo aumentaria a complementação para 33%. Em nenhum dos casos, o trabalhador afastado temporariamente continuaria a receber 100% do salário. Posteriormente, o ministério subiu uma nova versão do vídeo, na qual o ministro informa as regras atualizadas.
Produção
Além do choque sobre o sistema de saúde, Guedes citou uma segunda ameaça sobre a economia brasileira: o colapso do abastecimento provocado por eventuais interrupções de atividades essenciais. O ministro disse que o isolamento social é necessário para enfrentar a pandemia, mas advertiu que a população pode encontrar dificuldades em gastar a ajuda recebida caso a atividade econômica esteja desorganizada.
“Se nós não nos lembrarmos de que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica também, nós vamos ter aquele fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias porque nós deixamos a organização da economia brasileira entrar em colapso. Então, o alerta do presidente é o seguinte. Sim, vamos cuidar da saúde, mas não podemos esquecer que, ali na frente, nós temos o desafio de continuar produzindo”, declarou.
Entre as atividades consideradas essenciais pelo ministro estão a saúde, a produção rural e o transporte de cargas, principalmente por caminhoneiros. Ele encerrou o discurso com uma mensagem positiva e se disse confiante de que o Brasil se unirá para superar tanto a pandemia do novo coronavírus como os impactos econômicos provocados pela crise.
“O presidente da República, o Congresso brasileiro, o povo brasileiro, os empresários brasileiros que não vão deixar a produção ser desorganizada, os caminhoneiros que vão fazer o transporte, os produtores rurais que vão garantir o abastecimento. É o Brasil acima de tudo e o Brasil vai atravessar as duas ondas. Nós vamos furar as duas ondas e vamos sair mais fortes e unidos do lado de lá”, concluiu Guedes.
A Bahia registra 127 casos confirmados de coronavírus (Covid-19), o que representa 3,1% do total de casos notificados. Até o momento, 1380 casos foram descartados e não há óbitos. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas deste sábado (28). Ao todo, 17 pessoas estão curadas e 14 encontram-se hospitalizadas.
Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

Dentre os casos confirmados, 58,3% são do sexo feminino e 41,7% do sexo masculino. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 25,98% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (2,37) seguida da faixa de 80 e mais (1,59), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.
Ressaltamos que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Outras informações em www.saude.ba.gov.br/coronavirus.
Instituição de ensino trabalha na produção de álcool em gel
Alunos do curso de Farmácia da Faculdade Irecê – FAI, movidos pela preocupação com a população que não está conseguindo ter acesso ao álcool em gel, entraram em contato com a faculdade, para verificar a possibilidade de produção do produto, em um dos laboratórios da instituição, para doação na cidade.
A partir daí, fora feito contato com os mantenedores da Faculdade, os professores Marcos Carvalho e Jorge Edilson, por meio da coordenadora do curso de Farmácia, Joseneide Miranda, os quais autorizaram o uso de insumos e laboratório, para que fosse confeccionado o álcool em gel, sob orientação e comando do professor José Marcos Alencar, que ministra a disciplina de Farmacotécnica e Cosmetologia no curso, e que, acompanhado dos estudantes de Farmácia Dariane, Fábio, Marina, Paloma, Alivan, Vívian e Atílio, realizaram a produção. A ação aconteceu na manhã de quarta-feira (25) e juntos produziram mais de 10 L de álcool em gel, totalizando 250 unidades de álcool que serão distribuídos à população carente do município de Irecê.
A FAI, Mantenedores e Coordenação do curso agradecem todo o empenho dos alunos e do professor e se colocam à disposição para apoiar as ações sociais no território de Irecê.