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Barra AgroShow 2026 supera expectativas e organização já planeja novidades para 2027
Na noite de sexta-feira (21), a diretoria da Barra AgroShow esteve reunida para uma rodada…
há 11 horas
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Depois de receber críticas, o presidente Jair Bolsonaro decidiu revogar trecho de uma medida provisória que permitia a suspensão do contrato de trabalho por quatro meses.
O Ministério da Economia apresentou a medida provisória como uma medida para garantir empregos e a renda durante o período de calamidade pública. Mas a medida provisória causou um grande debate assim que foi publicada no Diário Oficial no domingo (22).
A MP flexibiliza regras trabalhistas para combater os efeitos do novo coronavírus sobre o emprego: autoriza o trabalho a distância, inclusive de aprendizes e estagiários; a suspensão de férias para trabalhadores da área de saúde e de serviços considerados essenciais como segurança pública e privada, transporte de passageiros, transporte e entrega de cargas em geral, produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados, distribuição de água e energia, telecomunicação e internet, e imprensa; e a antecipação de férias individuais, mesmo para quem ainda não tem tempo adquirido – o trabalhador deve ser avisado com no mínimo 48 horas de antecedência.
Quem está no grupo de risco para o coronavírus terá prioridade para sair de férias. A MP autoriza ainda a concessão de férias coletivas, o pagamento do um terço de férias até o dia 20 de dezembro, folga para descontar nos próximos feriados, adiamento do recolhimento do FGTS pelas empresas.
Acordos individuais entre patrões e empregados estarão acima das leis trabalhistas ao longo do período de validade da MP para “garantir a permanência do vínculo empregatício”, desde que não seja descumprida a Constituição.
A principal mudança na medida provisória está no artigo 18, que permitiria suspender, por acordo direto entre patrão e empregado, o contrato de trabalho por até quatro meses sem pagar salário. Benefícios como o plano de saúde teriam que ser mantidos.
“Flexibiliza mais a CLT, é uma maneira de preservar empregos, diminui o tempo do aviso prévio, permite que se entre em férias agora, que é melhor do que ser demitido. Basicamente, é por aí”.
A autorização para suspender os contratos de trabalho por quatro meses sem o governo garantir uma renda mínima para o trabalhador recebeu muitas críticas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que negociou as medidas com a equipe econômica, mas que o texto da MP não seguiu o que estava no acordo.
“O governo prometia anunciar que nesta medida provisória vinha aquela redução do 50%, com o governo pagando 25% até dois salários. Inclusive, acho que está até na exposição de motivos essa parte onde o governo entraria com R$ 10 bilhões. Mas, sumiu do texto”, disse Maia.
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, declarou que “é preocupante e urgente que seja interditado o art. 18 da MP, que prevê quatro meses de suspensão do contrato do empregado e não prevê nenhuma contrapartida do Estado”.
“Não temos como aceitar propor que o trabalhador fique sem receber por até quatro meses em meio a uma crise como esta é absolutamente impróprio, indo em sentido contrário às medidas de proteção social que devem ser tomadas”.
O presidente Jair Bolsonaro rebateu as críticas afirmando que o governo daria uma ajuda aos trabalhadores que tivessem os contratos suspensos, mas não explicou como essa ajuda seria paga nem o valor.
Pouco depois, no início da tarde, o presidente mandou retirar da medida provisória o artigo que permitia a suspensão dos contratos.
Mais tarde, o secretário de Previdência, Bruno Bianco, disse que o trecho foi revogado porque gerou confusão.
“Tão logo fosse editada essa medida, haveria outra que traria, aí sim, as possibilidades de ajuda por parte do estado para com empregados e empregadores, e esse plano continua absolutamente de pé. Portanto, o que acontece é o seguinte, o presidente da República pediu que nós suspendêssemos esse artigo porque houve uma má interpretação”.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira (23) que o sistema financeiro brasileiro é sólido e está bem capitalizado. Ele afirmou também que o Banco Central tem grande arsenal para enfrentar qualquer crise.
Roberto Campos Neto anunciou medidas para aumentar em mais de R$ 1 trilhão o dinheiro disponível nos bancos.
“O maior plano de injeção de liquidez e de capital da história do país. Vamos atravessar essa crise com facilidade, o BC está atento, se antecipou, acho que, em grande parte, inclusive, a vários outros setores nesse entendimento”.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou também que enviou à equipe econômica uma proposta para criar um orçamento de guerra, que seria voltado exclusivamente para ações de combate à pandemia.
Segundo Maia, a ideia é separar o orçamento da crise do orçamento fiscal do ano, para não gerar um impacto de aumento de despesa num momento de desaceleração da economia.
A Prefeitura Municipal de Jussara por meio da Secretaria de Saúde e do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19, montaram nesta segunda-feira (23), barreiras sanitárias nas principais entradas da cidade. As barreiras funcionarão todos os dias, durante às 24 horas, com três equipes em revezamento e com apoio da Polícia Militar.
No município, alguns decretos já foram emitidos para tentar impedir a proliferação do novo coronavírus, como o cancelamento de festas, suspensão das aulas e do atendimento às pessoas em repartições públicas, fechamento do comércio em geral, cancelamento do transporte Intermunicipal, entre outras medidas.
Para o prefeito Hailton Dias (PSD), “o momento é delicado e exige medidas radicais para conter o vírus, por isso, precisaremos de união de todos”.
De acordo com a Secretaria de Saúde, o município de Jussara tem um caso suspeito doença. Ainda conforme a pasta, a pessoa não circulou na cidade e está em isolamento domiciliar, sendo também, monitorada pela a equipe de saúde.
A fim de facilitar a comunicação com a população, a Prefeitura criou uma Central de Atendimento para Enfrentamento do novo coronavírus, através do WhatsApp (74) 9.9920-0754. O objetivo é receber informações de pacientes com suspeita ou para realização de monitorando de pessoas que chegaram recentemente de outras cidades.
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou a Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada no Diário oficial da União na noite de domingo (22) que suspende contratos de trabalho e salários por 4 meses. O parlamentar baiano considera que a MP, ao retirar salários, desencadeará uma epidemia econômica e social no Brasil.
Para o deputado, ao invés de cortar salários, a MP deveria proteger a renda dos trabalhadores formais e criar um seguro para quem está no mercado informal no valor de um salário mínimo. “Sem renda, a população pobre ficará ainda mais vulnerável ao coronavírus,” afirmou Robinson.
“Bolsonaro é desumano, não enxerga a necessidade de proteger as vidas dos trabalhadores e não tem a menor capacidade para liderar o Brasil e cuidar do nosso povo na crise”, refletiu Robinson.
“Ao invés de apresentar a nação um plano de contenção, que minimize os impactos econômicos e sociais, Bolsonaro trabalha, na calada da noite, como um defensor de ricos e poderosos, para agravar o quadro nacional e a crise que vivemos”, enfatizou o petista.