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Morreu na manhã desta quinta-feira (27/02), aos 72 anos, Valdir Espinosa, técnico campeão carioca pelo Botafogo em 1989 e da Libertadores pelo Grêmio em 1983. Recentemente, pediu para ser afastado do cargo de gerente de futebol do alvinegro, para fazer uma cirurgia na região do abdômen. O ex-treinador estava internado no CTI desde o último fim de semana e o quadro piorou devido a uma pneumonia. Ele acabou não resistindo à operação. O Glorioso ofereceu General Severiano para o velório. O clube está em contato com a família e em breve vai dar mais detalhes.

Valdir Espinosa começou a carreira como lateral-direito, em 1970, pelo Grêmio. Mas, não atuou muito tempo como atleta. Foram apenas 8 anos de jogador profissional. Ele se destacou mesmo como treinador. Assumiu o comando do Esportivo, time do Rio Grande do Sul, estado em que Espinosa nasceu. Em 1980 foi para o Ceará, onde foi campeão cearense e, no ano seguinte, comandou o Londrina para o título do paranaense.

Em 1982, Espinosa foi contratado pelo Grêmio. Lá, ele fez história. Foi campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes, contra o Hamburgo, em 1983. Teve uma passagem pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita, entre 1984 e 1985, retornou ao Grêmio em 1986 e conquistou o Campeonato Gaúcho daquele ano em cima do Internacional, maior rival.

Ele teve uma passagem de duas temporadas no Cerro Porteño, do Paraguai, até assumir o Botafogo, em 1989. O alvinegro estava numa seca de 21 anos sem títulos. Então, com Espinosa no comando, a equipe conseguiu conquistar o Campeonato Carioca daquele ano, em cima do maior rival, Flamengo, com uma vitória por 1 a 0, gol de Maurício.

Valdir Espinosa ainda passou por alguns grandes clubes, como Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e Vasco da Gama. Mas, os títulos que conquistou como treinador foram o Supercampeonato Paranaense, em 2002 pelo Athletico, e o Campeonato Brasiliense de 2005, pelo Brasiliense.

Em 2016, assumiu o cargo de coordenador técnico do Grêmio, trabalhando ao lado de Renato Gaúcho, função que já tinha feito quando o treinador comandou o Vasco, em 2007, e o Fluminense, em 2009. No imortal, Espinosa conquistou a Copa do Brasil de 2016 e participou de parte da campanha do título da Copa Libertadores da América de 2017. Após ser demitido, ficou sem trabalhar até este ano, quando foi contratado pelo Botafogo para a função de Gerente de Futebol.

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Um abaixo-assinado online proposto pela direção do Instituto de Consulta, Estudos e Pesquisas do Militar Estadual da Bahia (ICEME-BA), pede a cassação do mandato do cantor e deputado federal Igor Kannário (DEM), após ofensas a policiais militares em sua passagem no Campo Grande na última segunda-feira (24) de Carnaval.

O documento requer ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que seja instaurado um processo para apurar possível quebra de decoro parlamentar. Kannário, que em outro momento chegou a elogiar a atuação da PM nos circuitos, disparou contra os militares que atuaram para conter uma briga: “Vem, seu bund* mole”.

“Chamamos a atenção desta respeitosa casa [Câmara dos Deputados] para o perigo do comportamento do deputado federal Igor Kannário incitando uma multidão de dois milhões de pessoas contra os policiais militares em um espaço que apesar de aberto é confinado pela quantidade de pessoas ocupando cada metro quadrado, onde sabemos que o inconsciente coletivo pode pender para a selvageria quando incitadas para isso, o que poderia provocar conflitos entre as forças de segurança e a multidão enfurecida tendo por consequência lesões e mortes de foliões e policiais”, diz o texto.

A página inclui ainda, na parte de “Observações”, instruções a policiais militares e bombeiros, que assinem a petição e coloquem o seu “nome de guerra”. A direção do ICEME-BA convida ainda as instituições oficiais a aderirem à petição, assim como qualquer “cidadão de bem” que quiser apoiar a causa.

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