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Com o escândalo da ‘#VazaJato’, a pergunta que não que calar é: quem é a fonte do vazamento divulgado pelo Intercept? Esta é uma pergunta que ficará sem resposta até que os profissionais do site fundado e dirigido por Glenn Greenwald decidam quebrar o silêncio. Ressalvadas as proporções, é como a pergunta que, durante anos, ficou sem resposta em outro caso célebre do jornalismo: quem era o Garganta Profunda da série de reportagens produzidas por Bob Woodward e Carl Bernstein que receberam o nome de Watergate?

Os autores das reportagens tinham se comprometido com a fonte a só revelar sua identidade depois que ela morresse. Mais eis que, em 2005, 33 anos depois da publicação do primeiro texto, a fonte conta a um advogado que ela era a fonte das reportagens que levaram à renúncia do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. “Eu sou o cara a quem chamavam de Garganta Profunda”, declarou o ex-vice-presidente do FBI, Mark Felt.

O que o levou a dar informações para o repórter sobre a espionagem e corrupção praticadas com o conhecimento de Nixon para bisbilhotar os adversários políticos do Partido Democrata foi o corporativismo. Felt era o segundo no FBI e, com a morte de Edgar Hoove, ele esperava sucedê-lo ou, pelo menos, que alguém dos quadros do próprio escritório de Bureau de Investigação fosse o escolhido.

Mas Nixon acabou chamando para chefiar o escritório um advogado que nada tinha a ver com a ver com os quadros do FBI. No caso do Intercept, assim como nos Estados Unidos durante décadas, a imprensa especula sobre quem seria a fonte do vazamento. Em um especial do SBT, o repórter Roberto Cabrini entrevistou um suposto hacker que falou sobre como as mensagens secretas de Deltan Dallagnol, Moro e outros procuradores foram acessadas. O suposto hacker, Daniel Lofrano Nascimento, teoriza sobre como teria sido o acesso. “Como as mensagens de Sergio Moro foram invadidas?”, pergunta o repórter.

O suposto hacker fecha o olho e diz: “Olha, é uma pergunta muito pesada, mas eu vou tentar explicar”, diz. Então, ele fala sobre a invasão de celular e a clonagem do chip. No mundo das coisas mais simples, aplicativos de mensagens, como o Telegram, são muito mais facilmente acessados. Basta deixar a tela de computador com o aplicativo na versão web aberta para que qualquer pessoa possa fazer o espelhamento da página.

E os procuradores da Lava Jato usavam o aplicativo na versão web, como mostra o diálogo em que Deltan Dallagnol transmite ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima a sugestão de Moro de tirar Laura Tessler das audiências do caso Lula.

Deltan Dallagnol: Recebeu a mensagem do Moro sobre a audiência também?

Carlos Fernando: Não, o que ele disse?

Deltan Dallagnol: Não comenta com ninguém e me assegura que teu telegrama não está aberto aí no computador, e que outras pessoas não estão vendo por aí que falo. Você vai entender porque estou pedindo isso

Carlos Fernando: Ele está só pra mim, depois apagamos o conteúdo

“Para mim, não é ação de hacker, é fogo amigo”, disse ao DCM a jornalista Christianne Machiavelli, que foi assessora de imprensa de Sergio Moro durante seis anos, na Justiça Federal de Curitiba. Christiane deu entrevista ao Intercept em outubro do ano passado, em que falou que a imprensa comprava tudo da Lava Jato, sem um filtro crítico.

A autora da entrevista é Amanda Audi, uma das jornalistas do Intercept que assinam as reportagens sobre as conversas secretas. Por conta da entrevista que concedeu a Amanda em outubro, especula-se que Christianne Machiavelli seria a fonte dos vazamentos. “Meu Deus do Céu, eu não tenho nada com isso”, disse Christianne, acrescentando, em seguida, que não acredita na versão do hacker.

“É fogo amigo”, disse ela mais de uma vez. Como é fogo amigo, também se comenta que o vazador poderia ser o procurador Diogo Castor de Mattos, insatisfeito por ter sido afastado da Lava Jato — oficialmente, é ele quem teria pedido o afastamento por razões médicas, uma vez que estaria com estafa física e mental.

Christianne hoje tem uma empresa de assessoria de imprensa e se afastou da Justiça Federal antes de Moro aceitar o convite para ser ministro de Jair Bolsonaro. Ela não responde se ficou frustrada por não ter sido convidada para ser assessora de Moro no Ministério da Justiça. Disse apenas que o lugar está sendo ocupado por Giselly Siqueira, esposa do jornalista Vladimir Netto, da Globo, autor da biografia do ex-juiz. Por conta da nomeação de Giselly, Vladimir Netto foi afastado da cobertura do seu biografado.

Filha de juiz, Christiane conta que, nos seis anos em que trabalhou com Moro, ela acumulou experiência e histórias que estarão em um livro que começou a escrever. Pode ser ela a fonte? “Não”, refuta. Mas este será um mistério que permanecerá, até que a própria fonte um dia diga: “Fui eu”. Enquanto isso aparecerá na imprensa hackers ou supostos hackers para contar histórias mirabolantes.

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A cidade de Irecê

Irecê aparece em 4º lugar entre os municípios do estado da Bahia, no ranking divulgado pelo IGM-CFA (Conselho Federal de Administração), entre as cidades de 50 a 100 mil habitantes.

Desenvolvido para avaliar a gestão pública dos municípios brasileiros, o IGM-CFA é elaborado tendo como base as dimensões fiscais, de gestão e de desempenho do município.

Dentro deste tripé, são analisados diferentes indicadores que influenciam no ranqueamento nacional de cada cidade avaliada. O ranking ajuda a identificar quais os municípios desenvolvem uma boa ou má gestão.

Com base nesses indicadores, Irecê aparece alcançando o 4° lugar no Estado. Considerando o ranking nacional, por sua vez, o município está em 30º lugar.

O prefeito do município, Elmo Vaz (PSB), lembra que a educação pública de Irecê é uma das melhores da Bahia, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2017, que apontou que a média alcançada foi 5,5, superando a prevista para ser alcançada no ano de 2021. “Esse resultado expressivo é fruto do trabalho sério e focado da nossa gestão”, ressaltou.

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O ministro do STF, Gilmar Mendes, em entrevista ao programa Central Globo News no dia 26 de junho, comentou as conversas vazadas entre o ex-juiz federal Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, deixando sem reação o time de jornalistas da GloboNews, comandados por Merval Pereira. Na entrevista, Gilmar Mendes disse que o conteúdo do Vaza Jato “não é normal” e elencou em diversas ocasiões casos concretos e arbitrariedades da operação Lava Jato e de Sergio Moro.

“Se essas conversas são normais, vamos ver quantas tem com o [Cristiano] Zanin? Veja como era o tratamento que dava nas sessões. Esse modelo de juiz e promotor ficarem trocando figurinha é errado, porque o juiz é órgão de controle, não é sócio da investigação”, disse em trechos do programa.

O ministro ainda comparou a divulgação dos diálogos com os vazamentos de documentos pela Procuradoria. “Vazamento de documento oficial é crime. Não quero justificar hackeamento, e nem sei o que realmente se deu”, afirmou. Uma edição da entrevista, que circula nas redes sociais, faz um resumo das declarações do ministro, que deixa os repórteres estupefatos.

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Ao realizar a operação Impactos no município de Irecê, ação da Rondesp Chapada, unidade pertencente ao Comando de Policiamento da Região da Chapada, em conjunto com a CETO do 7º BPM, resultou na prisão em flagrante de uma pessoa por envolvimento no tráfico de drogas.

O ocorrido se passou na Rua Luiz Mário Marques Dourado, bairro Boa Vista, na tarde da última sexta-feira (28).

Em nota, a polícia informa que houve a apreensão de 02 balanças de precisão, 1,013 kg de crack, 228 g de cocaína, R$ 495,00 em espécie e diversos objetos de origem duvidosa.

O indivíduo agiu de forma suspeita e ao avistar as guarnições, motivando a abordagem, encontrando parte da droga.

Por haver indícios de que na casa do suspeito teria mais drogas, o imóvel foi localizado e da revista foram encontrados os outros itens apreendidos, evidenciando o crime.

Sendo levado para registro que resultou na apreensão da droga. Em seguida, o suspeito e o material apreendido, foram apresentados na delegacia territorial de Irecê.

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