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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta sexta (14) que pode ter cometido um “descuido formal” ao trocar mensagens com membros da Força-Tarefa Lava Jato por meio de um aplicativo de mensagens. “Eu não cometi nenhum ilícito. Estou absolutamente tranquilo em relação a todos os atos que cometi enquanto juiz da Lava Jato” , disse o ministro durante apresentação do esquema de segurança da Copa América, evento que começa na noite de hoje, em São Paulo.

“Eventualmente, pode ter havido algum descuido formal, mas, enfim, isso não é nenhum ilícito”, disse o ministro. “Temos que entender o contexto do trabalho que havia na 13ª Vara naquela época. Atendiamos a várias questões urgentes, operações que envolviam o enfrentamento a pessoas muito poderosas envolvidas em corrupção. Então, tinha uma dinâmica de trabalho que era muito intensa”, acrescentou Moro, dizendo que não considera que receber uma notícia-crime e repassá-la ao Ministério Público pode ser qualificada como conduta imprópria.

Moro voltou a afirmar que não tem como comparar as mensagens que eventualmente tenha trocado com o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa Lava Jato em Curitiba, com as reproduções de trechos dessas conversas que vêm sendo publicados pelo site de notícias The Intercept Brasil. O ministro, no entanto, reiterou que o teor das conversas, além de descontextualizado, pode ter sido alterado. O site The Intercept não revela a origem das mensagens que afirma ter recebido de uma fonte anônima. A Constituição Federal reserva a todo jornalista o direito de não revelar suas fontes de informações.

Investigação

Segundo o ministro, a Polícia Federal (PF) apura se a “invasão” do aplicativo de mensagens que ele e os procuradores da força-tarefa da Lava Jato usavam, o Telegram, foi uma ação individual ou de um grupo de hackers. Em nota divulgada esta semana, os responsáveis pelo Telegram afirmaram não haver, até aqui, evidências de que seu sistema tenha sido invadido por cibercriminosos.

Existe também a hipótese de o chip do celular do ministro, ou de um ou mais procuradores, ter sido clonado, permitindo o uso ilegal. A terceira possibilidade levantada pelo Telegram é que um dos usuários possa ter sido alvo de um vírus cibernético (malware). Ou que um dos participantes das conversas tenha vazado os diálogos.

“A Polícia Federal vem realizando suas investigações com autonomia”, disse o ministro, reconhecendo a dificuldade de rastrear a pessoa ou as pessoas suspeitas de hackear conversas de autoridades. “A PF está empenhada, mas essas investigações às vezes levam algum tempo dada a dificuldade de identificar [os responsáveis] porque eles utilizam mecanismos, links, IPs de outros países para evitar o rastreamento”, destacou.

Para Moro, a divulgação de trechos de conversas atribuídas a ele e a procuradores da Lava Jato configura um ataque às instituições brasileiras. O ministro disse considerar que a questão vem sendo tratada de forma equivocada por muitas pessoas que, segundo ele, restringem a ação dos responsáveis pelo vazamento a um ataque apenas à operação. “Acho que é muito mais que isso. O que há é um ataque às instituições brasileiras. Não é porque eu ou procuradores somos vítimas. Temos informações de possíveis ataques até mesmo a parlamentares”, disse Moro, acrescentando que continua recebendo informações sobre outras possíveis vítimas da interceptação de conversas.

“Claro que isto tem que ser verificado, mas, aparentemente, é um crime em andamento”, comentou o ministro. “As instituições brasileiras estão sob ataque de pessoas ousadas cujos propósitos não sabemos bem quais são. Se eles acham que as instituições brasileiras são frágeis, vulneráveis e vão se intimidar, eles estão completamente equivocados. O que vai acontecer é que eles serão identificados e punidos na forma da lei”, disse.

Existe também a hipótese de o chip do celular do ministro, ou de um ou mais procuradores, ter sido clonado, permitindo o uso ilegal. Em 5 de junho, dias antes do site de notícias The Intercept divulgar as primeiras conversas a que teve acesso, o próprio ministério da Justiça e Segurança Pública informou, em nota, que identificou a tentativa de invasão do telefone celular do ministro e que, diante da possibilidade de clonagem do número, a linha foi abandonada.

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Veículo utilizado por Leandro no transporte de passageiros

Conforme contato com o Central Notícia, o cidadão Leandro de Souza Brito disse que está tentando trabalhar, prestando serviço com o transporte de pessoas na cidade de Central-Bahia, porém vem enfrentando diversas dificuldades.

Veja a nota:

Convenhamos que todos somos, em princípio, a favor da livre concorrência. Quem não quer ter ao seu dispor diversas opções de pães, bebidas, vestimentas, restaurantes, carros, telefones, enfim, de qualquer produto ou serviço ofertado no mercado? Quem seria contra isso?

Não tenho a pretensão de competir com os outros taxistas, sendo que o sou contratado por pessoas que trabalham na cidade de Irecê para transportá-las na ida e na volta de seus trabalhos. Entretanto venho sendo impedido de transportar essas pessoas em um veículo de maior porte, com espaço suficiente para acomodar a todos.

Essas pessoas firmaram esse contrato comigo para que possam chegar ao seu trabalho no horário correto, estabelecendo um horário de saída e de retorno para a cidade de Central.  Mas alguns não estão podendo ir comigo, pois denúncias infundadas foram feitas por parte de pessoas que estão querendo me prejudicar.

Devido o ocorrido, venho através deste espaço pedir o apoio de todos os cidadãos para que possa exercer meu trabalho livremente e de maneira digna, transportando meus clientes da melhor maneira possível, sem pretensão de atrapalhar quem quer que seja.

Atenciosamente,

Leandro Brito

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Intensificar ainda mais a qualificação de médicos e enfermeiros no atendimento às vítimas das emergências cardiológicas mais recorrentes, a exemplo da parada cardiorrespiratória, infartos e arritmias. Esse é o objetivo do curso ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), que será ministrado de sexta (14) a domingo (16), a partir das 8h, no auditório do Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, unidade administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) em Irecê. Voltado para os profissionais que atuam no complexo hospitalar, o encontro irá aliar teoria e exercícios práticos através da utilização de manequins especialmente projetados para o manejo em cenários ultrarrealistas.

O treinamento será ministrado por médicos do Curem – Cursos em Urgências e Emergências, unidade Salvador. “No cenário atual é imprescindível que as emergenciais cardiovasculares sejam bem conduzidas de acordo com os protocolos internacionais vigentes. A capacitação de profissionais médicos e de enfermagem, bem como a padronização de condutas e o gerenciamento de protocolos, sem dúvida propicia uma maior possibilidade de salvar vidas”, explica a médica Lara Azevedo, líder clínica da unidade.

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Um novo vazamento divulgado pelo site The Intercept Brasil nesta sexta-feira (14) afirma que Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública, quando ainda era juiz, pediu ao procurador da Lava Jato para que uma nota fosse emitida para a imprensa para rebater o que chamou de — segundo as mensagens — “showzinho” da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá.

A maioria dos diálogos do vazamento ocorreu entre Moro e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima no aplicativo de mensagens Telegram. “Talvez vocês devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele”, escreveu o então juiz em uma das mensagens.

Minutos depois, Santos Lima pediu para um grupo de assessores de imprensa do MPF Paraná que conseguissem arranjar uma entrevista com a Globo de Recife sobre a audiência. Em seguida, falou com Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba. “Teria que ser uma nota, para proteger e diminuir riscos”, escreveu Deltan.

Em resposta, a assessoria de Moro enviou a seguinte nota para a imprensa:

“O Ministro da Justiça e Segurança Pública não reconhece a autenticidade e não comentará supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa de hackers e que podem ter sido adulteradas e editadas. Reitera-se a necessidade de que o suposto material, obtido de maneira criminosa, seja apresentado a autoridade independente para que sua integridade seja certificada.”

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