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Feira de Agronegócio deve reunir cerca de 12 mil pessoas em Barra/BA e movimentar o calendário agro da região

Barra/BA – Os portões do Complexo Barra Agroshow serão abertos nesta quinta-feira, 4 de setembro, para a estreia da Barra Agroshow 2025, feira de agronegócio que reunirá mais de 80 expositores e cerca de 12 mil visitantes de diversas regiões do País. O evento, que se consolida como novo marco no calendário agro da Bahia, tem foco na agricultura irrigada e nas cadeias produtivas do Médio São Francisco.

A Feira funcionará de 4 a 6 de setembro, sempre das 8h às 22h, oferecendo ao público uma ampla programação de painéis, workshops e minicursos voltados à produção agropecuária e à fruticultura regional.

A cerimônia oficial de abertura está marcada para as 18h do primeiro dia, com a presença de prefeitos da região, autoridades, lideranças políticas, deputados estaduais e federais, secretários de governo e representantes do setor produtivo, além do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda.

“Contaremos com a presença dos prefeitos de toda a região neste momento de abertura, junto com a comissão organizadora do evento e os produtores que compõem o nosso Sindicato”, destaca Marco Caviola, presidente do Sindicato dos Produtores de Barra e da Barra Agroshow.

Programação diversificada

Durante os três dias de realização, a Barra Agroshow contará com espaços de difusão de conhecimento técnico e troca de experiências. Entre os destaques estão o Encontro das Mulheres do Agro (5 de setembro) e o II Seminário da Fruticultura Irrigada (5 e 6 de setembro), reunindo especialistas e produtores para debater desafios e inovações no setor.

“Estamos vivenciando um momento único para o produtor de Barra e do Médio São Francisco. Esta é a oportunidade de atrairmos investimento e tecnologia para expandir ainda mais nossa produção”, reforça Caviola.

A programação completa de cada dia de evento pode ser encontrada no site oficial ou nas redes sociais da Barra Agroshow.

Sobre a Barra Agroshow

Realizada de 4 a 6 de setembro, a Barra Agroshow estreia em 2025 com foco na fruticultura irrigada e no fortalecimento das cadeias produtivas da região do Médio São Francisco baiano, incluindo cacau, uva, citros, manga e pecuária. A entrada da Feira é gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível por pessoa, a cada dia de evento. Já o Seminário de Fruticultura Irrigada será pago, com vendas pelo site Sympla.  Crianças de até 12 anos têm acesso livre.

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Crédito: Divulgação

O vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, fez um apelo público nas redes sociais sobre a situação crítica da barragem de Mirorós, na região de Irecê, que atualmente está reduzida a apenas 10% da sua capacidade. O ex-prefeito de Salvador classificou o cenário como “dramático” e disse que milhares de famílias estão sem acesso à água em casa, além de produtores perderem plantações inteiras.

Segundo Neto, municípios como Irecê, América Dourada, São Gabriel e Ibipeba estão entre os mais atingidos. Ele destacou que em América Dourada, por exemplo, boa parte da população vive sem água encanada, o que considerou “desumano”.

“O Sertão da Bahia vive hoje um momento dramático. A barragem de Mirorós, que deveria ser a principal garantia de água para milhares de famílias e para a agricultura, está reduzida a apenas 10% da sua capacidade. O resultado está diante de todos: milhares de pessoas sem água em casa, plantações inteiras perdidas, famílias e produtores vendo sua sobrevivência ameaçada”, declarou.

O ex-prefeito ressaltou que há anos é discutida a interligação de bacias para levar a água do Rio São Francisco até Mirorós. Ele citou que já existem estruturas como a Adutora do Feijão e uma central de tratamento pronta, mas, segundo ele, falta vontade política para viabilizar o projeto.

“Que o governador tenha sensibilidade para agir e socorrer essas famílias. Eu peço a Deus que sensibilize o coração do governador para enxergar o sofrimento do nosso povo. O povo do sertão segue esquecido, dependendo de caminhão-pipa e de promessas que nunca saem do papel”, completou Neto.

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Foto: Reprodução

As colheitas de inverno começaram mais tardiamente na Região de Irecê (BA), em função da estiagem – agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea indicaram que as chuvas ficaram abaixo da média histórica.

Diversos municípios da região baiana decretaram estado de emergência no início do ano, o que afetou as lavouras. No decorrer do ciclo de verão, o desenvolvimento das raízes ficou aquém do ideal, principalmente em relação ao calibre.

Houve brusco recuo nas áreas plantadas, inclusive neste inverno, e, consequentemente, ajuste de calendário. A colheita dos materiais de inverno geralmente se inicia em meados de junho; mas, como o plantio se iniciou somente no final de abril, a safra teve atraso.

Até o momento, o abastecimento da região estava sendo majoritariamente feito pelo Cerrado, mas, agora, a participação da Bahia deve aumentar nos centros de comercialização nordestinos.

Em relação ao mercado, os preços subiram nesta semana. A oferta nacional e a regional mais controladas favoreceram as altas.

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Foto: Reprodução

Dados divulgados nesta terça-feira (2) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o planeta vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão. O cenário causa imensos prejuízos humanos e econômicos, alerta a instituição.

“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a agência das Nações Unidas.

Segundo a OMS, transtornos de saúde mental como ansiedade e depressão são altamente prevalentes em todos os países e comunidades, afetando pessoas de todas as idades e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, acentuou a OMS.

Desafios

“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública”, destacou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar”, acrescentou.

“Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos”, concluiu Tedros.

Análise

Os números apresentados revelam que a prevalência de transtornos de saúde mental varia de acordo com o gênero e que mulheres são desproporcionalmente mais impactadas. Ansiedade e depressão figuram como os dois tipos de transtorno mais comuns tanto entre homens como entre mulheres.

“O suicídio permanece como uma consequência devastadora, ceifando cerca de 721 mil vidas apenas em 2021 em todo o planeta”, alertou a OMS, ao citar o suicídio como uma das principais causas de morte entre jovens em todos os países e contextos socioeconômicos.

“Apesar dos esforços globais, o progresso na redução da mortalidade por suicídio é insuficiente para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas que prevê uma redução de um terço nas taxas de suicídio até 2030. Na trajetória atual, apenas uma redução de 12% será alcançada até esse prazo.”

Impacto econômico

A agência avalia o impacto econômico dos transtornos mentais como impressionante. Embora os custos com saúde sejam substanciais, os custos indiretos, sobretudo os que envolvem perda de produtividade, são muito maiores. A estimativa é que depressão e ansiedade, juntas, custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano.

“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a OMS.

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