O município de Lençóis, na região da Chapada Diamantina, recebeu, na última sexta-feira (17), o projeto Escolas Culturais, que foi lançado no Centro Educacional Renato Pereira Viana. O evento contou com apresentações de música, teatro, dança, poesia, vídeo e outras formas de manifestações culturais, evidenciando as experiências artísticas dos estudantes da rede estadual de ensino.
Cada uma das 85 escolas onde o Projeto está sendo desenvolvido passa a contar com um coordenador cultural, numa parceria com a Iaspm/Neojibá [Instituto de Ação Social Pela Música/Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia], além de ações de requalificação e aquisição de novos equipamentos para projeção de audiovisual, apresentações artísticas e internet banda larga para o desenvolvimento de programas de rádio e ações de estímulo ao empreendedorismo. O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, falou da importância do projeto.
“As Escolas Culturais já existiam, pois temos a prática de cultura em cada Território e o que faltava muito era um olhar mais criterioso para a gente ir ligando as diversas experiências, juntando os órgãos que a gente tem em cada local, fazendo o envolvimento, trazendo as instituições, criando um pouco dessa química e mistura, aqui em Lençóis, principalmente, que virou cidade turística por conta exatamente da sua cultura. Então, portanto, a gente não pode perder isso de vista e, também, trabalhar no eixo pedagógico”, ressaltou Pinheiro.
A apresentação do grupo de Maculelê, formado por crianças e jovens as Associação de Capoeira Corda Bamba de Lençóis, abriu a programação do evento. Além disso, quadros com pinturas desenvolvidas pelos estudantes para o projeto Artes Visuais Estudantis (AVE) foram apreciados pelos participantes do evento.
O grupo de dança da unidade escolar conhecido como “Recriart” se apresentou com uma coreografia da música “Secret Love Song”. A integrante do quarteto Iana Martins, 20, 3º ano, falou da emoção de se apresentar no evento. “Descobri meu talento para a dança em uma apresentação da disciplina de Inglês e estou muito contente de poder mostrar o nosso trabalho em um evento tão especial como este”, afirmou a estudante.
O estudante Raio Ferrabras, 18, 3º ano, soltou a voz ao cantar o rap de sua autoria “Parafina”. “Eu canto desde os 12 anos e componho desde os 15 e, para mim, é uma satisfação poder mostrar a minha arte através do rap. Este projeto é essencial para os estudantes e a escola sem isso não faz o menor sentido”, comentou.
O projeto Escolas Culturais é resultado de parceria entre as Secretarias da Educação (SEC), de Cultura (Secult), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Casa Civil. O evento também contou com as presenças da secretária de Cultura do Estado, Arany Santana; da secretária de Política para as Mulheres do Estado, Julieta Palmeira e de autoridades locais.


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A cela do prisioneiro mais famoso do Brasil costuma ficar aberta. Para os guardas é mais fácil deixá-la assim e trancá-la somente de noite e finais de semana para que, diariamente, flua a carreata de advogados, senadores, bispos, netos etc. que já é rotina no quarto andar da sede da polícia federal em Curitiba. Todas essas pessoas têm algo a falar com o preso, Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente e ainda o político mais popular da história recente do Brasil. Sentados na mesa retangular da cela que Lula transformou em seu novo escritório, cada um traz suas notícias. Uns, para contá-lo sobre os recursos da condenação de 12 anos por corrupção que o ex-presidente cumpre aí há quatro meses. Outros, das eleições presidenciais de outubro, em que Lula é, desde quarta-feira, candidato e também favorito com sobras nas pesquisas. E outros, sobre a batalha jurídica que significará fazer campanha da prisão em um país onde a lei jurídica não permite que um condenado em segunda instância como ele seja candidato.