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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil da Bahia cumpriu, na tarde desta terça-feira (5), um mandado de prisão preventiva contra um homem acusado de homicídio ocorrido no centro de Irecê. A prisão foi realizada por equipes da 1ª Delegacia Territorial, com o apoio do CATTI Chapada.

Conforme informações da Polícia Civil, o crime aconteceu no dia 2 de agosto. A vítima, identificada como Ionario Alves Batista Neves, foi encontrada sem vida em via pública, apresentando diversas perfurações causadas por objeto perfurocortante.

Segundo as investigações, conduzidas pela equipe do Setor de Investigação da 1ª DT de Irecê, dois homens foram apontados como autores do crime. Um deles foi preso em flagrante no mesmo dia e confessou, espontaneamente, ter sido o responsável pelas facadas que mataram Ionario. Durante o interrogatório, afirmou não saber o paradeiro do segundo envolvido.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuaram de forma ininterrupta até a localização do segundo suspeito, que teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça.

Com o mandado em mãos, os agentes conseguiram encontrá-lo e realizaram a prisão, encerrando mais uma etapa do trabalho policial na busca por justiça.

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Foto: Reprodução

Um raro encontro com uma das espécies de tubarão mais ameaçadas do mundo foi registrado recentemente nas águas do País de Gales, trazendo esperança para conservacionistas e destacando a urgência de medidas de proteção marinha.

Cientistas capturaram imagens de um tubarão-anjo (Squatina squatina), espécie criticamente ameaçada de extinção, durante pesquisas na Baía de Cardigan.

O registro não foi planejado. A câmera que flagrou o animal faz parte do projeto Dolphin Diet Detectives, da Wildlife Trust of South & West Wales (WTSWW), que estuda a alimentação dos golfinhos locais e monitora a biodiversidade marinha da região.

“Ficamos emocionados ao registrar um tubarão-anjo na Baía de Cardigan, um encontro raro e emocionante. Tubarões-anjo não eram filmados na Baía de Cardigan desde 2021”, afirmou Sarah Perry, gerente de Conservação Marinha e Pesquisa da WTSWW, em comunicado.

De comum a tubarão criticamente ameaçado

O avistamento é significativo porque a espécie, antes comum em várias costas europeias e partes do Norte da África, sofreu um declínio populacional drástico. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a população de tubarões-anjo diminuiu pelo menos 80% nos últimos 45 anos, levando à classificação de “criticamente ameaçado”– apenas um nível antes da extinção na natureza.

Entre os principais fatores para este declínio alarmante estão a degradação de habitats e, principalmente, a pesca de arrasto de fundo. Os tubarões-anjos são particularmente vulneráveis a esta prática por viverem e se alimentarem no fundo do mar. Combinado com sua baixa taxa reprodutiva, isso cria condições propícias para a extinção da espécie.

Impacto devastador visível

A vulnerabilidade não é exclusiva dos tubarões-anjos. O recente documentário OCEAN, de Sir David Attenborough, mostrou pela primeira vez imagens do impacto devastador da pesca de arrasto de fundo nos ecossistemas marinhos. As gravações revelam arraias e cefalópodes fugindo desesperadamente das redes e cabos metálicos dos arrastões, que deixam um rastro de destruição por onde passam.

“Isso está acontecendo em todos os oceanos, inclusive em muitas de nossas áreas protegidas. A diferença é que isso é tão destrutivo quanto derrubar sua floresta antiga local ou a floresta amazônica”, disse Toby Nowlan, diretor e produtor de OCEAN, ao portal britânico IFLScience.

“Se a minha floresta antiga local, Leigh Woods, fosse simplesmente derrubada, toda a cidade ficaria revoltada, mas é isso que está acontecendo debaixo d’água. A razão pela qual as pessoas não se revoltam contra o arrasto é que isso permanece escondido da vista. Acontece logo abaixo da superfície. Longe dos olhos, longe da mente, então permanece oculto”, continuou Nowlan.

Perspectivas de mudança

O avistamento do tubarão-anjos pode contribuir para mudanças nas políticas de proteção marinha, especialmente em um momento oportuno de discussões legislativas.

“Esse avistamento ocorre em um momento crucial, enquanto o Senedd [Parlamento do País de Gales] e o Governo do Reino Unido discutem a proibição do arrasto de fundo em Áreas Marinhas Protegidas”, destacou Perry, acrescentando que as câmeras subaquáticas do projeto “revelam a incrível diversidade de vida no leito marinho”.

Para a pesquisadora, “essas descobertas destacam a necessidade urgente de proteger esses habitats frágeis de atividades prejudiciais como o arrasto de fundo”, sinalizando esperança para a sobrevivência não apenas do tubarão-anjos, mas de todo o ecossistema marinho que depende da saúde dos habitats de fundo oceânico. 

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Evento gratuito reunirá produtores, cooperativas e queijarias afim de discutirá temas estratégicos para fortalecer a cadeia do leite no território

O fortalecimento da cadeia produtiva do leite no território de Irecê será o foco do 1º Seminário de Leite e Derivados, que acontece no dia 13 de agosto de 2025, das 8h às 13h, no Gran Fest Irecê. O evento é uma realização do Sebrae, em parceria com a FAEB/SENAR/Sindicato Rural e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável (CDS) do Território de Irecê. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo link (clique aqui).

A programação vai abordar temas fundamentais como manejo nutricional, serviço de inspeção, outorga de águas e acesso a mercado. A proposta é oferecer informações práticas e estratégias para produtores, associações, cooperativas, queijarias e laticínios que desejam elevar o nível da produção e conquistar novos espaços de comercialização.

Para o gestor de projetos do Sebrae em Irecê, Mauro Viana, o seminário representa um marco para o setor na região e promete uma manhã rica em conhecimento, conexões e oportunidades para quem atua no setor.

“O leite é um dos pilares da economia rural no território, mas ainda há muitos desafios para agregar valor, garantir regularização e acessar mercados mais exigentes. Esse seminário vem justamente para provocar reflexões, estimular boas práticas e conectar os produtores a soluções que já estão disponíveis”, afirmou Mauro.

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