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Alan Dantas/ Ascom SSP

Um foragido da Justiça de Goiás, procurado por homicídio, foi capturado na madrugada deste sábado (21) após ser identificado pelo Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), ao passar pelo Portal de Abordagem instalado no espaço dos shows do São João do município de Irecê, no norte do estado.

Guarnições do 7° BPM foram acionadas por equipes do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICC-M) e realizaram a prisão do homicida.

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Foto: Sesab

Além do tradicional desfile de carroças e dos grandes shows que atraem milhares de turistas no mês de junho, Irecê também tem outro elemento para aquecer os corações no São João: a saúde. Com um posto de testagem rápida de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) instalado na cidade, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) tem levado mais prevenção e cuidado à população e aos visitantes.

O primeiro dia de funcionamento do posto de testagem foi na última quinta-feira (19). O primeiro paciente foi Manuel Araújo Barreto, 65 anos, comerciante que mora em Irecê e nunca havia realizado um teste para ISTs. Ele saiu do estande satisfeito com a oportunidade.

“É uma ação importante porque o cidadão fica sabendo se realmente tem alguma coisa. São exames essenciais que nós acabamos negligenciando no dia a dia, com a desculpa da rotina corrida. A Sesab está de parabéns”, afirmou.

A abertura do estande resultou em 207 atendimentos, com 10 resultados positivos: um para HIV, um para hepatite C e oito para sífilis. Para quem testa positivo, os profissionais da Sesab já realizam o encaminhamento para o início do tratamento. Em casos de sífilis, o tratamento pode ser iniciado imediatamente no próprio posto, com a aplicação de penicilina benzatina (Benzetacil).

Diante da demanda expressiva, a coordenadora do Núcleo Centro-Norte da Macrorregião de Saúde Jacobina e Irecê, Lúcia Albuquerque, afirmou que a equipe do posto de testagem está empenhada em superar os números do São João do ano passado, quando foram realizados 3 mil testes ao longo de todo o período de festejos na cidade.

“Essa é uma ação de prevenção, identificação e acolhimento. Que as pessoas venham conhecer o espaço, os profissionais, e se sintam seguras para fazer o teste conosco. Quem não tiver nenhuma patologia reagente sairá aliviado, com um diagnóstico preciso, feito por uma equipe capacitada”, destacou Lúcia.

Se depender da professora de teatro Mariana Dourado, 29 anos, a meta será superada com louvor. Além de aprovar a iniciativa, ela planeja incentivar outras pessoas a realizarem os testes. “Foi rápido. Eu cheguei, eles deram uma furadinha, coletaram o sangue e fizeram quatro testes. Em 15 minutos, os resultados saíram. É prático e eficiente para sabermos como está a nossa saúde.”

Além dos testes, há distribuição de preservativos tanto no estande quanto por equipes que circulam pelas ruas. O posto de testagem de Irecê segue funcionando nesta sexta-feira (20), das 14h às 2h da madrugada, e continuará atendendo até a madrugada do dia 25 de junho.

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Simone Mendes reencontrou avó de 92 anos – Foto: Reprodução

Simone Mendes emocionou os seguidores ao compartilhar um reencontro especial com a avó Ailza, de 92 anos, de Uibaí. Em uma carta aberta publicada nas redes sociais, a cantora relembrou os cinco anos em que foi criada pela avó ao lado da irmã, a também cantora Simaria.

A visita aconteceu horas antes de um show da artista em Irecê, interior baiano. Simone publicou fotos ao lado de Ailza e um vídeo do momento em que as duas se abraçam, com direito a beijo no rosto e palavras de carinho.

 “Vó, com todo o carinho que mora dentro do meu coração quero te agradecer. Foram cinco anos em que você me criou com seu jeito de amar, anos que me marcaram profundamente”, escreveu Simone. “Você foi mais do que uma avó. Foi abraço que confortava, foi aquela voz firme que me ensinava o certo e o errado, mas sempre com ternura, acordando a gente com seu toca-fita ao som de Luiz Gonzaga!”, completou.

No texto, Simone também destacou o valor das lembranças dessa fase da vida. “Te ver ali todos os dias, cuidando de mim e da minha irmã com aquele jeito único, é uma lembrança que guardo como um dos maiores presentes da vida. Vó, eu te amo com uma força que as palavras nem conseguem explicar direito.”

Nos comentários, os fãs se comoveram com a homenagem. “O abraço e o carinho delas é surreal e o mais sincero da vida”, escreveu uma seguidora. “Só quem é avó sabe o valor desse amor”, comentou outra. “Vó deveria ser eterna”, disse uma fã.

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Foto: Reprodução

A escalada dos ataques entre Israel e Irã aumentou a pressão para que os Estados Unidos se envolvam diretamente no conflito. Na última quarta-feira (18), o presidente Donald Trump se reuniu com integrantes do Conselho de Segurança Nacional e sinalizou a possibilidade de uma ação militar.

Em resposta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu que qualquer ofensiva americana terá “consequências sérias e irreparáveis” e prometeu reagir caso o país seja alvo de bombardeios.

Entenda abaixo por que o envolvimento dos EUA no conflito parece inevitável, segundo especialistas ouvidos pelo g1.

 Aliança histórica entre EUA e Israel

• Os Estados Unidos são aliados estratégicos de Israel e, tradicionalmente, se posicionam ao lado do país em conflitos no Oriente Médio.

• Em fevereiro, o presidente Donald Trump retomou a política de “pressão máxima” sobre o Irã, com o objetivo de forçar um novo acordo nuclear.

• Trump também já havia declarado que, se as negociações fracassassem, poderia atacar o Irã com apoio de Israel.

• O uso da palavra “nós” em postagens recentes sobre o controle do espaço aéreo iraniano acendeu alertas sobre a possível entrada dos EUA no conflito.

 Movimentação militar e sinais de preparação para a guerra

• Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de caças e aviões estratégicos. Aeronaves também foram deslocadas da Europa para a região.

• Para especialistas, trata-se de um movimento que vai além da intimidação.

• “Pela escala dos deslocamentos e pelo tipo de armamento, são todos sinais de uma preparação para a guerra”, analisa Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil.

• Ele destaca também o uso de navios especializados em desminagem como um indicativo de preparação para um conflito naval no Golfo Pérsico.

• Segundo o professor, mesmo que a movimentação seja uma forma de o governo americano pressionar o Irã, trata-se de “um teatro bem caro e expressivo”.

 Capacidade bélica exclusiva contra o programa nuclear iraniano

• Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, explica que o fim do programa nuclear iraniano também é de interesse do governo americano.

• “Por mais que o secretário de Defesa não queira se envolver em mais uma guerra no Oriente Médio, não tem como não ajudar o governo israelense a eliminar esse programa nuclear, que há muito tempo representa uma ameaça aos Estados Unidos”, afirma. “O equipamento militar americano está saindo ainda mais valorizado do que antes.”

• De acordo com especialistas, só os EUA têm armamento capaz de destruir os bunkers subterrâneos onde o Irã mantém seu programa de enriquecimento de urânio.

“Os Estados Unidos são os únicos atores competentes no cenário internacional para neutralizar o programa nuclear iraniano, já que possuem artilharia para tanto, diferentemente de Israel”, afirma Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional.

 Custo político para o governo Trump

• Os especialistas ouvidos pelo g1 divergem, no entanto, sobre o impacto político de um envolvimento para Trump.

• Segundo a professora Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional, entrar no conflito significaria descumprir promessas de campanha de não gastar dinheiro com guerras. “Acho que vai pegar muito mal para ele, em uma perspectiva de não corresponder ao que seus eleitores e a sua base eleitoral estão justamente esperando dele”, afirma a especialista.

• Já o professor Gunther Rudzit avalia que o impacto eleitoral pode ser mais limitado. Segundo ele, é preciso lembrar que o republicano voltou atrás por diversas vezes em suas promessas.

“Ele tem um controle sobre a maior parte desse eleitorado do movimento MAGA. Eu não me surpreenderia que, se ele agir militarmente contra o Irã e criar toda uma nova narrativa, o eleitorado aceite isso”, analisa. 

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