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Ao todo, foram investidos R$ 160 milhões na aquisição do equipamento e outros R$ 20 milhões na logística de transporte, que envolve, pelo menos, 14 veículos especiais.

Desenvolvido pela Galvani em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), o projeto Irecê receberá o forno calcinador, que chegou no dia 3 de junho no Porto do Pecém, no Ceará. Com tecnologia inédita no Brasil, o equipamento, importado da China, tem capacidade para processar até 1,25 milhão de toneladas anuais de fosfato. O forno calcinador será transportado em partes por modal rodoviário até o município de Irecê, região norte da Bahia, onde será montado e integrado ao complexo de beneficiamento mineral. Ao todo, foram investidos R$ 160 milhões na aquisição do equipamento e outros R$ 20 milhões na logística de transporte, que envolve, pelo menos, 14 veículos especiais.

O presidente da CBPM, Henrique Carballal, disse que o Projeto Irecê representa uma nova fronteira para a mineração alinhada à agenda ESG e o modelo adotado dispensa o uso de barragens de rejeitos e garante o reaproveitamento de 100% do resíduo mineral da operação, que é o calcário, amplamente utilizado como remineralizador de solo na agricultura. “A CBPM, junto com a Galvani, construiu uma parceria e, no município de Irecê, encontrou as condições ideais para estar hoje recebendo esse equipamento, que é de alta tecnologia. É a mineração sustentável e inclusiva, de fato, chegando ao estado da Bahia”, destacou Carballal. O projeto vai tornar a Bahia independente da importação de fertilizantes fosfatados, garantir a produção de calcário remineralizador de solo e dar à agricultura familiar condições de amplo desenvolvimento.

Outro grande destaque do Projeto Irecê é seu impacto positivo na agricultura familiar. Como parte do compromisso com a inclusão social, a CBPM doará 10 mil toneladas anuais de calcário remineralizador para pequenos produtores da região por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). “Esse calcário tem potencial para triplicar a produção da agricultura familiar na região. Estamos falando de geração de riqueza, renda, emprego e, principalmente, de investimento social vinculado diretamente à atividade mineradora. Isso é mineração inclusiva”, destacou o presidente da CBPM.

Com investimento total R$ 1,4 bilhão e início das operações previsto para abril de 2026, o Projeto Irecê garantirá que o estado atenda 30% da demanda das regiões norte e nordeste. Para o diretor-presidente da Galvani, Marcelo Silvestre, além do impacto regional, o projeto também reforça a segurança alimentar do Brasil. “A chegada do forno calcinador é um marco importante para o Projeto Irecê, que se destaca como um dos mais estratégicos da indústria de fosfato no Brasil. Mais do que aumentar a produção, o projeto reforça a competitividade do setor e contribui para a redução da dependência externa de fertilizantes, fortalecendo a segurança alimentar do Brasil”, ressaltou.

A chegada do forno calcinador ao Brasil indica o cumprimento do cronograma do Projeto Irecê e fortalece a credibilidade da parceria público-privada entre a CBPM e a Galvani. “Em breve, estaremos recebendo esse equipamento em solo baiano, no município de Irecê, ao lado do prefeito Murilo e do ex-prefeito Elmo. Esse momento simboliza o avanço concreto de um projeto que nasceu com compromisso e planejamento, e que está sendo executado com responsabilidade e transparência”, considerou o presidente da CBPM. “Quando falamos em mineração sustentável e inclusiva, estamos falando de ações concretas, como essa. A Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, está assumindo seu lugar de protagonismo na mineração brasileira, com um novo modelo de mineração que integra desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e transformação social”, completou o presidente da CBPM, Henrique Carballal.

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Foto: Reprodução

Uma mulher identificada por Rosana Gama, moradora de São Gabriel, na região de Irecê, faleceu nesta sexta-feira (6) após complicações relacionadas à COVID-19.

De acordo com informações iniciais, Rosana testou positivo para o vírus e apresentou agravamento no quadro clínico há dois dias. Ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Irecê (HRI), onde precisou ser entubada.

Apesar da assistência médica, a paciente não resistiu. O caso chamou a atenção da população local, onde Rosana era bastante conhecida.

Informações sobre o velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

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Torneio que virou tradição reforça integração e fortalecimento da advocacia baiana — Foto: CAAB

O time da subseção da OAB-BA de Irecê confirma participação na VII Copa CAAB de Futebol, o maior evento esportivo da advocacia do Norte-Nordeste do Brasil. Realizada pela Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB), a competição é aguardada com grande expectativa por advogados de todo o Estado. A edição deste ano, que ocorrerá no início do segundo semestre, promete repetir — e até superar — o sucesso das anteriores, reunindo mais de 600 advogados inscritos.

Mais do que uma disputa esportiva, a Copa CAAB é reconhecida como uma importante iniciativa de promoção da qualidade de vida, bem-estar e integração da classe jurídica, envolvendo não apenas os advogados, mas também seus familiares. As partidas são organizadas por zonais, o que fortalece o caráter regional e democrático da competição.

Segundo o presidente da CAAB, Maurício Leahy, a realização de mais uma edição do torneio reafirma o compromisso da entidade com o fortalecimento dos laços entre os profissionais do Direito em todo o Estado.

“A Copa CAAB já faz parte do calendário esportivo da advocacia baiana. É um momento de promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida. E esse projeto vai muito além do esporte: ele celebra a força da nossa categoria e o espírito coletivo que nos une”, afirma Leahy.

Desde o início da gestão atual (2022-2024 e reeleita para 2025-2027), a diretoria da CAAB tem priorizado a valorização da advocacia do interior. Em 2022, a final do torneio foi realizada em Feira de Santana; nos anos seguintes, a abertura ocorreu em Jacobina (2023) e Paulo Afonso (2024), reforçando a descentralização do evento.

A diretora de Esportes da CAAB, Juliana Camões, destaca a importância da Copa como ferramenta de saúde física e mental para os advogados. “Sabemos das pressões da rotina da advocacia. A Copa CAAB é um respiro saudável, um momento de lazer e superação. Nosso objetivo é sempre oferecer uma experiência esportiva segura, acolhedora e de alto nível técnico”, diz Juliana.

O advogado Igor Miranda, delegado da CAAB na subseção, lembra que o time de Irecê sempre disputou o torneio com muita determinação e esse ano não será diferente. “Mais uma vez, participamos da copa prestigiando a Caixa de Assistência e reforçando a confraternização com os demais colegas. Estamos treinando forte e na expectativa de chegar às finais em busca do tão almejado título de campeões do torneio”.

A expectativa é de que, assim como nas edições anteriores, a VII Copa CAAB de Futebol consolide ainda mais seu papel como símbolo de integração, saúde e união da advocacia baiana.

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Fonte: Agência Brasil

A proporção de evangélicos na população brasileira continua crescendo, segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 26,9% dos brasileiros, ou seja, mais de um quarto da população, se identificavam como seguidores dessa denominação religiosa.

O Censo incluiu no levantamento apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O grupo dos evangélicos foi o que mais cresceu entre 2010 e 2022 (5,3 pontos percentuais), segundo o IBGE, já que, segundo o Censo anterior, de 2010, eles representavam 21,6% dos brasileiros, um pouco mais de um quinto da população.

“Os evangélicos estão se impondo mais na sociedade, colocando mais seus valores, suas ideias, sua fé”, afirma a pesquisadora da IBGE Maria Goreth Santos.

Apesar disso, o instituto mostrou que o ritmo de crescimento dessa religião caiu. De 2000 para 2010, por exemplo, a alta havia sido de 6,5 pontos percentuais (de 15,1% para 21,6%). De 1991 para 2000, o avanço tinha sido de 6,1 pontos percentuais (de 9% para 15,1%).

Os sem religião, que incluem qualquer pessoa que não se identifica com nenhuma denominação e aquelas que não têm qualquer fé (ateus e agnósticos), também cresceram, de 7,9%, em 2010, para 9,3%, em 2022.“Se a pessoa se declara sem religião, a gente registra que é sem religião, mas não tem uma pergunta que busque especificar por que motivo a pessoa se declarou sem religião”, afirma o também pesquisador do IBGE Bruno Perez.Outro fenômeno percebido pela pesquisa foi o crescimento das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, que passaram de 0,3% em 2010 para 1% em 2022.

“Um movimento tem sido feito nos últimos contra a intolerância religiosa. E essas pessoas estão se colocando como umbandistas, candomblecistas, estão se voltando para essa religiosidade. A gente pode ter também uma migração das pessoas [que já seguiam essas religiões, mas] que se declaravam como espíritas ou como católicas, em função do medo ou da vergonha de se declararem como umbandistas ou candomblecistas”, destaca Maria Goreth.

Católicos

Por outro lado, os católicos apostólicos romanos recuaram no país, de 65%, em 2010, para 56,7%, em 2022. A queda da participação dos católicos no total da população do Brasil vem sendo registrada em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 1872.

Naquele ano, por exemplo, eles representavam a quase totalidade da população (99,7%). Em 2000, passaram a ser três quartos da população (74,1%), chegando a dois terços em 2010 e se aproximando da metade, em 2022.

O Nordeste e o Sul eram as regiões com maior participação de católicos, em 2022: 63,9% e 62,4%, respectivamente. Já o Norte tinha a menor participação: 50,5%. No Centro-Oeste e no Sudeste, os percentuais eram de 52,6% e 52,2%, respectivamente.

Os católicos ainda eram maioria em 4.881 municípios brasileiros. Em 20 deles, dos quais 14 estão no Rio Grande do Sul, os católicos superavam 95%. As maiores proporções estavam naqueles locais gaúchos com imigração italiana e/ou polonesa: Montauri, Centenário, União da Serra e Vespasiano Corrêa.

Entre aqueles municípios com mais de 100 mil habitantes, Crato (CE) tinha a maior proporção de católicos em 2022 (81,3%).

Analisando-se as unidades da federação, a maior proporção de católicos apostólicos romanos foi observada no Piauí (77,4%), enquanto a menor foi registrada em Roraima (37,9%).

De acordo com o Censo, a proporção de católicos aumenta de acordo com a idade, a partir 30 anos. Entre os que têm 20 a 29 anos, por exemplo, 51,2% diziam seguir essa denominação. Na população com 80 anos ou mais, o percentual chegava a 72%.

Evangélicos

A distribuição dos evangélicos por faixa etária é mais uniforme, mas é um pouco maior entre as faixas etárias mais jovens. Entre aqueles que têm de 10 a 14 anos, por exemplo, 31,6% declararam ter essa religião, em 2022.

O percentual varia entre 27,5% e 28,9%, na faixa de 15 a 49 anos. A partir daí, os evangélicos têm ligeira queda conforme a idade avança, chegando à parcela de 19% entre aqueles com 80 anos ou mais.

A Região Norte possuía maior proporção de evangélicos na população (36,8%), seguida pelo Centro-Oeste (31,4%). Sudeste e Sul tinham, respectivamente, 28% e 23,7%. O Nordeste apresentava a menor proporção: 22,5%.

Entre os estados com maior população de evangélicos, destaca-se o Acre (44,4%). Piauí tinha a menor proporção de seguidores dessa denominação na sua população (15,6%).

Os evangélicos eram maioria da população em apenas 58 municípios, com destaque para aqueles de colonização alemã/pomerana: Arroio do Padre (RS), Arabutã (SC) e Santa Maria de Jetibá (ES). Em 244 municípios, eles não eram maioria, mas representavam a principal religião. Manacapuru (AM) era o município com mais de 100 mil habitantes que registrou a maior proporção de evangélicos (51,8%).

Outras denominações

O Censo mostrou ainda o crescimento de pessoas que declaram ter outras religiosidades (como judaísmo, islamismo, budismo, tradições esotéricas ou várias religiões), que passaram de 2,7%, em 2010, para 4%, em 2022; e tradições indígenas (de 0 para 0,1% no período).

Os espíritas, por outro lado, reduziram sua presença na matriz religiosa brasileira, passando de 2,1% para 1,8%, entre os dois censos.

Em 2022, Roraima era o estado com maior proporção de pessoas com tradições indígenas na população (1,7%), de outras religiosidades (7,8%) e sem religião (16,9%). Neste último caso, o posto é dividido com o Rio de Janeiro, que também possuía 16,9% de pessoas sem religião. O Rio também tinha a maior proporção de espíritas na população (3,5%).

Já o Rio Grande do Sul apresentou a maior proporção de praticantes de umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana (3,2%).

Cor e sexo

De acordo com o IBGE, as mulheres eram maioria em quase todos os grupos de religiões, em 2022, com exceção das pessoas sem religião, em que os homens representavam 56,2%, e de tradições indígenas, onde os homens eram 50,9%.

No catolicismo, elas representavam 51% do total dos seguidores desta religião, percentual inferior à participação feminina na população total com mais de 10 anos (51,8%).

O grupo com maior percentual de mulheres é o de espíritas, em que elas representavam 60,6% do total. Em seguida, aparece o grupo umbanda e candomblé, em que elas eram 56,7%. Entre os evangélicos, elas respondiam por 55,4% do total de fiéis.

Em 2022, o catolicismo predominou em todas as categorias de cor ou raça. Dentre os que se declararam brancos, 60,2% se identificavam como católicos apostólicos romanos, 23,5% como evangélicos e 8,4% como sem religião.

Entre as pessoas que se declararam pretas, 49% eram católicas, 30% evangélicas e 12,3% sem religião. Já entre os pardos, as proporções eram de 55,6% de católicos, 29,3% de evangélicos e 9,3% sem religião.

O Censo mostrou que a população com maior percentual de evangélicos são os indígenas (32,2%). Entre eles, 42,7% são católicos e apenas 7,6% seguem as tradições religiosas indígenas.

Escolaridade

No recorte de escolaridade, o Censo observou que, entre aqueles com 15 anos ou mais, a maior taxa de analfabetismo foi observada naqueles que seguem tradições indígenas (24,6%) e nos católicos (7,8%). Entre os evangélicos, que aparecem em terceiro lugar, a taxa era de 5,4%.

Nos demais grupos, a taxa era de 5,3% para os sem religião, de 3% para outras religiosidades, de 2,4% para umbanda e candomblé e 1% para os espíritas.

Analisando-se a escolaridade da população com 25 anos ou mais, o Censo constatou que o grupo religioso com maior número de pessoas com ensino superior completo era o de espíritas (48%), seguido por umbanda e candomblé (25,5%), outras religiosidades (23,6%) e sem religião (20,5%).

Entre os católicos, o percentual era de 18,4%, enquanto que, entre os evangélicos, era de 14,4%. No grupo daqueles que declararam seguir tradições indígenas, 12,2% tinham ensino superior completo.

As proporções de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em cada grupo de religião foram: espíritas (11,3%), umbanda e candomblé (19,9%), outras religiosidades (23,6%), sem religião (30,1%), evangélicos (34,9%), católicos (38%) e tradições indígenas (53,6%).

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Foto: Reprodução

Um grave acidente foi registrado na tarde de quinta-feira (5), em Xique-Xique, região do Vale do São Francisco. Um carro capotou enquanto trafegava por uma estrada da zona rural do município.

No veículo, estavam um homem, sua esposa e o filho do casal, uma criança. A mulher e a criança foram arremessadas para fora do carro e morreram no local. O motorista, pai da criança, sobreviveu.

De acordo com informações preliminares, a família seguia para um velório no momento do acidente. As causas do capotamento ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

Populares que passavam pela via acionaram os serviços de emergência, mas não houve tempo para resgate das vítimas fatais.

Os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por exames. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias do ocorrido.

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