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Foto: Reprodução

Faleceu na noite de sábado (3), no Hospital Regional de Irecê (HRI),  o mototaxista Luciano Modesto de Lima, de 31 anos. Ele estava internado desde a tarde de sexta-feira (2), após ser baleado no centro da cidade.

Segundo relatos, Luciano estava sentado em uma calçada com colegas de trabalho quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e abriram fogo.

A vítima foi socorrida pelo Samu e submetida a procedimentos cirúrgicos, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil investiga o crime, que chocou moradores da região. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está à frente do caso.

Até o momento, os autores dos disparos não foram identificados e seguem foragidos.

Familiares e amigos lamentam a perda precoce de Luciano, descrito por muitos como trabalhador e querido na comunidade.

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Victor Ferreira / Esporte Clube Vitória

O Vitória voltou a tropeçar no Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado (03/05), o Rubro-Negro baiano foi derrotado por 1 a 0 pelo Ceará, na Arena Castelão, em Fortaleza, em jogo válido pela 7ª rodada da Série A.

O único gol da partida foi marcado no segundo tempo, aos 11 minutos, por Marllon. Ele aproveitou um cruzamento de escanteio em que a zaga do time baiano bobeou e cabeceou com tranquilidade no canto de Lucas Arcanjo.

Com o resultado, o Leão está na zona de rebaixamento com seis pontos. O time agora entra em campo na próxima terça-feira (06/05), contra a equipe do Defensa Y Justicia, no Barradão, às 19h, pela Sul-Americana.

Já o Vozão alcança o terceiro triunfo e tem 11 pontos. A equipe está em quinto lugar. O próximo compromisso da equipe cearense é contra o Santos, fora de casa, no dia 12.

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Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

O ex-deputado estadual Paulo Francisco de Carvalho Câmera faleceu neste domingo (4), em Salvador, aos 80 anos. Natural de Itabuna, no sul baiano, será cremado às 16h no Cemitério Campo Santo, na capital.

Com carreira política consolidada, Paulo Câmera cumpriu seis mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), de 1995 a 2019. Reconhecido por sua capacidade de articulação e pelo empenho no desenvolvimento do estado, destacou‑se na defesa de políticas públicas voltadas à saúde, educação e infraestrutura, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida dos baianos.

Na AL‑BA, foi 3º secretário da Mesa Diretora e presidiu comissões importantes, entre elas Finanças e Orçamento (2001–2006) e Defesa do Consumidor. Exerceu ainda papel fundamental como relator dos orçamentos estaduais e dos três Planos Plurianuais de Investimentos da Bahia. Participou ativamente de CPIs, como as que investigaram o metrô de Salvador e as escutas telefônicas ilegais, além de atuar em frentes ligadas ao meio ambiente, combate à seca, agricultura e relações de trabalho.

No Executivo estadual, Paulo Câmera ocupou os cargos de secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, secretário de Agricultura e presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), órgão da Secretaria de Desenvolvimento Rural responsável por projetos estruturantes em comunidades do interior e ações de redução das desigualdades regionais.

Formado em Administração Pública pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e com especialização na Fundação Getúlio Vargas, ficou marcado pela seriedade na gestão dos recursos públicos e pela defesa da transparência e da responsabilidade fiscal.

Paulo Câmera deixa como legado o compromisso com a vida pública, a boa política e o serviço ao povo baiano.

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Foto: Agência Brasil

Três em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos ou não sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de não conseguir compreender pequenas frases ou identificar números de telefones ou preços. São os chamados analfabetos funcionais. Esse grupo corresponde a 29% da população, o mesmo percentual de 2018.

Os dados são do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5), e acendem um alerta sobre a necessidade e importância de políticas públicas voltadas para reduzir essa desigualdade entre a população.

O Inaf traz ainda outro dado preocupante. Entre os jovens, o analfabetismo funcional aumentou. Enquanto em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos estavam na condição de analfabetos funcionais, em 2024, esse índice subiu para 16%. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, o aumento pode ter ocorrido por causa da pandemia, período em que as escolas fecharam e muitos jovens ficaram sem aulas.

Teste

O indicador classifica as pessoas conforme o nível de alfabetismo com base em um teste aplicado a uma amostra representativa da população. Os níveis mais baixos, analfabeto e rudimentar, correspondem juntos ao analfabetismo funcional. O nível elementar é, sozinho, o alfabetismo elementar e, os níveis mais elevados, que são o intermediário e o proficiente correspondem ao alfabetismo consolidado.

Seguindo a classificação, a maior parcela da população, 36%, está no nível elementar, o que significa que compreende textos de extensão média, realizando pequenas interferências e resolve problemas envolvendo operações matemáticas básicas como soma, subtração, divisão e multiplicação.

Outras 35% estão no patamar do alfabetismo consolidado, mas apenas 10% de toda a população brasileira estão no topo, no nível proficiente.

Limitação grave

Segundo o coordenador da área de educação de jovens e adultos da Ação Educativa, uma das organizações responsáveis pelo indicador, Roberto Catelli, não ter domínio da leitura e escrita gera uma série de dificuldades e é “uma limitação muito grave”.

Ele defende que são necessárias políticas públicas para garantir maior igualdade entre a população.

“Um resultado melhor só pode ser alcançado com políticas públicas significativas no campo da educação e não só da educação, também na redução das desigualdades e nas condições de vida da população. Porque a gente vê que quando essa população continua nesse lugar, ela permanece numa exclusão que vai se mantendo e se reproduzindo ao longo dos anos”.

A pesquisa mostra ainda que mesmo entre as pessoas que estão trabalhando, a alfabetização é um problema: 27% dos trabalhadores do país são analfabetos funcionais, 34% atingem o nível elementar de alfabetismo e 40% têm níveis consolidados de alfabetismo.

Até mesmo entre aqueles com alto nível de escolaridade, com ensino superior ou mais, 12% são analfabetos funcionais. Outros 61% estão na outra ponta, no nível consolidado de alfabetização.

Desigualdades

Há também diferenças e desigualdades entre diferentes grupos da população. Entre os brancos, 28% são analfabetos funcionais e 41% estão no grupo de alfabetismo consolidado. Já entre a população negra, essas porcentagens são, respectivamente, 30% e 31%. Entre os amarelos e indígenas, 47% são analfabetos funcionais e a menor porcentagem, 19%, tem uma alfabetização consolidada.

Segundo a coordenadora do Observatório Fundação Itaú, Esmeralda Macana, entidade parceira na pesquisa, é preciso garantir educação de qualidade a toda a população para reverter esse quadro que considera preocupante. Ela defende ainda o aumento do ritmo e da abrangência das políticas públicas e ações:

“A gente vai precisar melhorar o ritmo de como estão acontecendo as coisas porque estamos já em um ambiente muito mais acelerado, em meio a tecnologias, à inteligência artificial”, diz. “E aumentar a qualidade. Precisamos garantir que as crianças, os jovens, os adolescentes que estão ainda, inclusive, no ensino fundamental, possam ter o aprendizado adequado para a sua idade e tudo aquilo que é esperado dentro da educação básica”, acrescenta.

Indicador

O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrupção. Esta edição contou com a participação de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regiões do país, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e três pontos percentuais, a depender da faixa etária analisada, considerando um intervalo de confiança estimado de 95%.

Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transformações tecnológicas interferem no cotidiano.

O estudo foi coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edição de 2024 é correalizada pela Fundação Itaú em parceria com a ⁠Fundação Roberto Marinho, ⁠Instituto Unibanco, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

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Foto: Reprodução/TV Globo

A Chapada Diamantina foi protagonista de uma reportagem especial do Globo Repórter, exibida na última sexta-feira (2). O programa ressaltou a importância do território, que é reconhecido como um verdadeiro santuário natural, abrigando três biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

A repórter Camila Marinho percorreu a região, onde o Parque Nacional, um dos maiores do Brasil, se apresenta como um verdadeiro paraíso natural. Com suas paisagens de tirar o fôlego, trilhas que desafiam os mais experientes, cachoeiras espetaculares e uma biodiversidade única, o parque se tornou um destino indispensável para aventureiros e entusiastas da natureza, oferecendo experiências inesquecíveis em meio à grandeza do cenário.

“Eu amo mostrar o que a Bahia tem de bom e o que ela pode oferecer, seja para o turista ou para quem quer empreender. Esse programa é o retrato de uma nova chapada, que abre caminhos para quem deseja prosperar na região ou simplesmente desbravar. Estivemos na Chapada por quase 20 dias e encontrei um lugar promissor, rico e bem preservado, que tem atraído cada vez mais gente, não só pelas trilhas e cachoeiras, mas pelos bons vinhos, frutas, refúgio, boas energias. Tenho certeza de que o baiano vai se orgulhar e quem ainda não conhece vai se encantar”, ressalta a jornalista Camila Marinho.

Parque Nacional da Chapada Diamantina

O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi o foco principal da reportagem, onde foi abordada sua história fascinante e destacada a grande riqueza natural presente na região e a relação do parque com a história do garimpo de diamantes, evidenciando como o legado mineral moldou a paisagem e a cultura local.

Roy Funch, biólogo americano e um dos pioneiros na criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, teve um papel fundamental na preservação e recuperação ambiental da região. No programa, ele compartilha como a descoberta de diamantes na área atraiu uma grande quantidade de garimpeiros, que alteraram drasticamente a paisagem local em sua busca pelo precioso cristal.

A história do garimpo na Chapada Diamantina foi abordada na reportagem especial do Globo Repórter – Foto: Reprodução/ TV Globo

A reportagem ainda abordou a chegada dos primeiros visitantes à região na década de 70, que impulsionaram o crescimento do turismo na Chapada Diamantina. Em Igatu, distrito de Andaraí, fundado durante o ciclo do garimpo, Chiquinho de Igatu e Dona Áurea abriram um restaurante que se tornou um marco, combinando o turismo gastronômico com o misticismo local.

“O maior tesouro de Igatu hoje é o turismo. De dia eu vou para a trilha, à noite eu vou para a luz”, conta Chiquinho, referindo-se aos objetos não identificados que avista no céu. “Ah, eu já vi várias vezes, de pertinho”, completa.

Camila Marinho aproveitou a chance para saborear a tradicional feijoada de garimpeiro, preparada pela Dona Áurea, e também teve a oportunidade de acompanhar o processo de preparo de um prato típico feito de xique-xique, um cacto utilizado na culinária nordestina.

A flor ‘sempre-viva’ desempenha um papel fundamental na história da Chapada Diamantina –  Foto: Reprodução/ TV Globo

Atrativos e paraísos naturais

A história da flor “sempre-viva” emocionou os telespectadores, revelando seu papel crucial na economia local por quatro décadas, muito antes do turismo chegar à região. Alian Silva, coordenadora de um projeto para recuperar uma espécie rara dessa flor, explicou que um buquê de meio quilo chegava a custar 300 dólares. Hoje, a flor está ameaçada de extinção, e o projeto visa preservar os campos nativos ainda existentes.

O Pantanal dos Marimbus, um ecossistema único e vital para a comunidade quilombola de Remanso, também foi explorado na visita. Durante o passeio pelas águas, Camila Marinho conheceu a bióloga Adriana Caribé, que criou o jogo da memória das aves da região, baseado na pedagogia griot e nos valores ancestrais da comunidade.

Outro destaque do programa foi o poder terapêutico das orquídeas da Chapada, com um casal que administra um espaço de proteção com 1.600 espécies nativas. O local também oferece voos de balão e vistas do Morro do Pai Inácio. A Fazenda Pratinha, com suas cavernas e águas cristalinas, foi igualmente abordada, além da produção de frutas vermelhas como morangos e mirtilos, que atraem turistas e trazem benefícios à saúde.

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