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Foto: Reprodução

Terra de prosperidade e abundância! É assim que a Chapada Diamantina deve ser mostrada na próxima edição do “Globo Repórter”, que vai ao ar nesta sexta-feira (2), a partir das 22h25. A região, que no passado foi famosa pela força do garimpo, agora se firma como um polo nacional de produção de vinhos e frutas vermelhas, como morangos e amoras.

Enviada especialmente pela TV Globo, a jornalista Camila Marinho passou 15 dias na Chapada Diamantina, visitando lugares icônicos como a vinícola UVVA e a Fazenda Pratinha, famosa por suas grutas de águas cristalinas.

“É uma região que não para de surpreender e oferecer muitas possibilidades, seja para quem visita ou para quem busca empreender. Encontrei uma Chapada da prosperidade, cada vez mais voltada para preservação e negócios promissores, sem perder a essência, a raiz”, disse Camila em declaração exclusiva ao Alô Alô Bahia.

Com o objetivo de revelar uma Chapada além das trilhas e da natureza exuberante, a reportagem também vai apresentar um mosteiro localizado no município de Mundo Novo, um refúgio de paz e espiritualidade procurado por quem deseja se reconectar e fugir da correria das grandes cidades. “Volto encantada e muito feliz de poder mostrar essa região tão linda da nossa Bahia pro Brasil e pro mundo”, finalizou a jornalista.

O “Globo Repórter” é apresentado por Sandra Annenberg e tem direção geral de Mônica Maria Barbosa. O programa vai ao ar na TV Globo, às sextas-feiras, a partir das 22h25, logo após a novela “Vale Tudo”.

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Foto: Reprodução

Para marcar o 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulga um panorama do mercado de trabalho baiano, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações são do ano de 2024, em relação ao ano de 2023, e foram sistematizadas pela Diretoria de Pesquisas da SEI. Confira a seguir.

MERCADO DE TRABALHO DA BAHIA PANORAMA RECENTE: O ANO DE 2024 EM COMPARATIVO AO DE 2023

No geral, sem desconsiderar a ocorrência de retrocessos pontuais, pode-se dizer que o trabalhador teve motivos para celebrar em 2024. Em síntese, a economia brasileira não enfrentou o prenunciado revés, a despeito de algumas previsões em sentido contrário. O que de fato ocorreu foi que a economia cresceu de forma robusta.

Diante desse contexto, o mercado de trabalho baiano continuou em rota de progresso em 2024, absorvendo mão-de-obra e gerando renda ao longo do referido ano. Entre os principais pontos positivos constatados para a Bahia, vale destacar:

1- a taxa média anual de desocupação (ou desemprego) recuou pelo terceiro ano consecutivo, atingindo 10,8% da população na força de trabalho e alcançando a segunda menor taxa da série (maior apenas do que a de 2014, estimada em 9,8%);
2- o recuo da taxa média anual de desemprego (de 13,2%, em 2023, para 10,8%, em 2024) incorporou outra dimensão positiva, pois decorreu de dois movimentos favoráveis: o aumento do número de ocupados e o recuo do total de desocupados;
3- o ritmo de queda da taxa de desocupação aumentou, já que o recuo anual foi maior em 2024 do que em 2023;
4- a população ocupada aumentou pelo quarto ano seguido e chegou a 6,420 milhões em 2024, registrando o maior montante de trabalhadores da história e demarcando a maior sequência de altas na série;
5- o crescimento da ocupação de 2023 a 2024 se deu predominantemente pelo aumento da formalidade, já que a informalidade cresceu em menor magnitude;
6- o aumento anual da ocupação foi maior em 2024 do que em 2023, indicando ampliação do ritmo de crescimento de um ano para o outro;
7- o crescimento relativo da população ocupada de 2023 a 2024 foi maior na Bahia (+5,7%) do que no país (+2,6%) e no Nordeste (+4,8%);
8- o desemprego atingiu 779 mil indivíduos em 2024, menor marca desde 2014 (quando havia 685 mil desocupados à época) e o segundo menor patamar da série;
9- o número de desempregados caiu pelo terceiro ano consecutivo, catalogando três recuos anuais seguidos pela primeira vez;
10- a queda anual da desocupação foi maior em 2024 do que em 2023;
11- o recuo relativo da população desocupada de 2023 a 2024 foi maior na Bahia (-15,5%) do que no país como um todo (-13,2%);
12- o quantitativo de pessoas em situação de desalento (aquelas fora da força de trabalho que estavam disponíveis para assumir um trabalho, mas não tomaram providência por algum dos motivos associados ao mercado) diminuiu de 2023 a 2024 e contabilizou 540 mil pessoas, menor montante desde 2016 (com 523 mil desalentados à época);
13- a taxa média anual de informalidade recuou pela segunda vez seguida, atingindo 51,4% da população ocupada em 2024 – o que indica um menor percentual de trabalhadores sob proteções legais como benefícios previdenciários e direitos trabalhistas;
14- em 2024, o percentual dos ocupados na informalidade (51,4%) se revelou o segundo menor da série;
15- a taxa anual de informalidade recuou mais na Bahia (-2,3 p.p.) do que no país (-0,2 p.p.) e no Nordeste (-0,7 p.p.) na passagem de 2023 a 2024;
16- o rendimento médio anual real de todos os trabalhos aumentou pela segunda vez consecutiva, chegando a R$ 2.165 e alcançando o maior valor desde o ano de 2020 e o terceiro maior montante da série;
17- o rendimento médio anual real cresceu mais na Bahia (+11,8% ou mais R$ 228) do que no país (+3,7% ou mais R$ 115) e no Nordeste (+8,4% ou mais R$ 174);
18- o crescimento percentual do rendimento médio real baiano (+11,8%) foi o quinto maior do país na passagem de 2023 a 2024;
19- a massa de rendimento real de todos os trabalhos aumentou pelo terceiro ano consecutivo, contabilizando R$ 13,634 bilhões em 2024 e demarcando o maior montante da série;
20- de 2023 a 2024, a variação da massa de rendimento real decorreu de dois movimentos positivos, já que houve aumento concomitante do rendimento médio real e da ocupação;
21- a variação relativa da massa de rendimento real da Bahia (+19,0%) se mostrou maior do que a da região nordestina (+13,9%) e a do país (+6,5%) na passagem de 2023 a 2024; e
22- das unidades da Federação, de 2023 a 2024, a Bahia (+19,0%) registrou a quinta maior ampliação percentual da massa de rendimento real.

Por fim, tudo indica que os indicadores fundamentais do mercado de trabalho devem permanecer melhorando durante o ano de 2025, mas de forma relativamente mais comedida do que outrora, já que há chances de materialização de um cenário marcado por um dinamismo um pouco menor. 

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Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou de forma unânime, nesta terça-feira (29), os três projetos de lei com proposta de reajuste salarial escalonado de servidores da segurança pública do estado, enviados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Os projetos foram divididos da seguinte forma: o primeiro contemplava a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, o segundo era reajuste da Polícia Civil e o terceiro era da Polícia Penal.

O projeto dos PMs e Bombeiros, n.º 25.761/2025, prevê reajuste do salário-base e gratificações de ambas as classes. O reajuste dos salários já é atualizado a partir de 1º de março de 2025 e a atualização das Gratificações de Atividade Policial Militar (GAP) começa a valer a partir de 1º de maio do mesmo ano. Com a aprovação, o salário de um Coronel V será de R$ 2.511,60 e a gratificação chegará a R$ 13.516,35.

A PL da Polícia Civil, n.º 25.762/2025, acaba reestruturando a remuneração de delegados, escrivães, investigadores, peritos técnicos, peritos criminais, médicos legistas e odontologistas.

O Projeto n.º 25.763/2025, da Polícia Penal, traz um aumento de salários e gratificações, que são reajustadas conforme a classe e nível dos oficiais.

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Foto: Acervo Schmidt Agrícola

O produtor Moisés Schmidt, dono da Schmidt Agrícola, em Barreiras, no oeste da Bahia, está investindo em um projeto ousado: construir a maior fazenda de cacau do mundo. A família tem tradição no cultivo de soja e algodão na região e desde 2018, planta e exporta bananas para outros países.

No ano seguinte, em 2019, a empresa começou a cultivar cacau, com plano de chegar a 10 mil hectares para a fruta. Atualmente, são 400 hectares, sendo 70% implantados. A ideia de cultivar cacau é uma maneira também de preservar o chocolate. “Há um risco real de que as próximas gerações não conheçam o chocolate como ele é hoje”, diz o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

O cultivo da fruta vive uma crise séria. “A falta global de cacau é tão severa que já se fala em uma nova geração de doces, feitos majoritariamente de açúcar, gordura de palma e trigo. A escassez é tamanha que algumas indústrias admitem que, se não agirem agora, terão de reformular completamente seus produtos.”

O projeto de expansão de lavouras de cacau tem como modelo o sistema de pleno sol com irrigação tecnificada, em vez do cacau de cabruca, ou floresta, porque o objetivo é escalar a produção. O custo não é pequeno.

Na área piloto, a empresa faz um investimento da ordem de R$ 200 mil por hectare, o que inclui o preparo de solo, a irrigação, as mudas e os tratos culturais nos primeiros três anos. A empresa teve que investir também R$ 25 milhões por causa da falta de mudas de qualidade no mercado. A solução foi montar o maior viveiro de cacau do mundo. Batizado de BioBrasil, a atual produção é de 3,5 milhões de mudas por ano, com meta de chegar a 10 milhões até 2027. “O cacau é uma cultura que sempre foi vista como de pequenos produtores, mas que tem um enorme potencial de escala, porque o mercado é deficitário no Brasil e a demanda internacional cresce em ritmo acelerado”, diz Schmidt.

No começo deste ano, ele esteve em Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal e voltou convencido de que a tecnologia, a irrigação e a escala produtiva brasileiras podem transformar o país em um dos maiores produtores mundiais de cacau. A previsão é retornar ao continente para prestar atenção a outros detalhes. “Temos tecnologia, temos gente capacitada e agora existe um desafio global que só pode ser enfrentado com eficiência. O Brasil domina as condições para assumir esse papel na cacauicultura mundial – e vamos cumprir o dever de casa”, diz.

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