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Foto: Prefeitura de Irecê

Após um longo período de seca, a cidade de Irecê foi contemplada com uma chuva histórica nesta sexta-feira (11). O acumulado chegou a 95mm, o maior volume registrado desde 2 de novembro de 2020.

A chuva começou a cair já na quinta-feira (10) e se intensificou no dia seguinte, atingindo diversas localidades da região.

O cenário seco deu lugar à renovação, trazendo alívio para agricultores e criadores, que enfrentavam dificuldades há dois meses.

A alegria foi visível entre os moradores, especialmente no meio rural, onde a chuva é sinônimo de vida.

 E a previsão continua animadora: segundo o site ClimaTempo, há 94% de chance de mais chuva neste sábado (12).

Veja outras informações na região no www.centralnoticia.com.br!

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Foto: Reprodução/Thiago Paixão

As escolas públicas de 5.544 municípios de todas as regiões do país terão campanha de vacinação entre os dias 14 e 25 de abril. A ação visa atualizar a caderneta de vacinação dos estudantes, com foco em crianças e jovens de até 15 anos, e integra o Programa Saúde na Escola, dos ministérios da Saúde e da Educação.

A mobilização foi lançada nesta quinta-feira (10), na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. De acordo com a pasta, os objetivos da campanha são:

• ampliar a cobertura vacinal;

• reduzir doenças que podem ser evitadas por meio da vacinação (imunopreveníveis);

• combater a desinformação e informações incorretas que possam levar à recusa vacinal;

• conscientizar sobre a importância da imunização.

A meta do governo federal é vacinar 90% dos estudantes – crianças e adolescentes menores de 15 anos – destas escolas.

As doses serão aplicadas conforme a faixa etária de indicação. Serão aplicados os seguintes imunizantes:

• febre amarela;

• tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

• DTp (tríplice bacteriana);

• meningocócica ACWY;

• HPV [Papilomavírus Humano].

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (ao centro na foto), destacou as vantagens da mobilização nacional no ambiente escolar.

“É uma grande ação de mobilização que aproxima as equipes de saúde da família e de atenção primária em saúde do espaço da escola. Também facilita a vida para os pais, porque, muitas vezes, o pai e a mãe estão na hora de trabalho e não conseguem ir à unidade básica de saúde. Então, facilita para que a sua criança seja atendida na própria unidade básica de saúde, tenha orientação de saúde bucal, orientação de saúde mental e também a vacinação na própria escola”, disse Padilha.

Aplicação das doses

A aplicação das vacinas do Programa Saúde na Escola será realizada exclusivamente por equipes do Sistema Único de Saúde (SUS). A participação dos alunos está condicionada à autorização dos pais ou responsáveis.

As imunizações poderão ocorrer dentro das próprias unidades de ensino e também nas unidades básicas de saúde, se os estudantes forem levados pela comunidade escolar até lá, mediante autorização prévia.

A secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, informou que a intensificação da ação nas instituições de ensino nas próximas duas semanas oferece mais uma alternativa aos pais dos alunos que precisam imunizar seus filhos. “Isso não restringe o acesso dos nossos estudantes dos pais, responsáveis, gestores de continuarem a vacinação nas unidades básicas de saúde nos estabelecimentos que se encontram no território.”

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falam sobre a vacinação nas escolas | FOTO: Antônio Cruz/Agência Brasil |

O ministro Alexandre Padilha explicou que as escolas devem avisar os pais e a comunidade escolar com cinco dias de antecedência sobre a visita da equipe de saúde para realização de atendimentos de saúde, como vacinação e ações de de saúde bucal.

“Nossa recomendação é que as escolas avisem quando vai ter aquela ação, exatamente para os pais poderem assinar [o termo de] consentimento, para os pais mandarem a caderneta de vacinação para que exista essa atualização”, destacou Padilha.

Se as equipes de saúde identificarem na escola uma criança que precisa ser vacinada e, por exemplo, não tem o termo de consentimento dos responsáveis ou a caderneta de vacinação não foi enviada, os profissionais terão alternativas. “Se acontecer de os pais esquecerem de mandar a caderneta de vacinação, a família pode ficar tranquila porque pode ser atendida na unidade básica de saúde ou essa equipe [de saúde] vai até a casa dessa família para explicar a necessidade de vacinar essa criança”, disse o ministro.

Para custear a vacinação nas escolas públicas, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões enviados para os estados e R$ 134 milhões destinados aos municípios. Os repasses serão feitos de acordo com o número de escolas de cada região, as dificuldades logísticas para entrega das doses e necessidades específicas.

Registro na caderneta

Uma novidade anunciada pelo Ministério da Saúde é que, a partir deste ano, as doses aplicadas nas escolas ou por encaminhamento escolar devem ser registradas na caderneta de vacinação com a opção “Vacinação Escolar”. O registro padronizado permitirá monitoramento mais preciso do impacto da iniciativa. “A vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como estratégia específica de imunização”, disse em nota o Ministério da Saúde.

Saúde na Escola

A vacinação dentro das escolas é uma das ações do Programa Saúde na Escola, criado em 2007 para promover saúde e educação integral e que desenvolve também iniciativas de saúde mental, saúde bucal, educação ambiental, sobre tudo contra arboviroses (doenças virais transmitidas por insetos, com a dengue), entre outras.

O programa federal conta com a participação de 5.544 municípios, envolvendo 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas, que representam 80% das instituições da rede pública de ensino.

A secretária Ana Luiza Caldas apontou que a adesão dos municípios ao Saúde na Escola é histórica e que o governo federal irá atrás de municípios ainda não atendidos e interessados em participar do programa.

De acordo com a pasta, a partir da adesão ao programa, 4,3 milhões de estudantes passaram a ter acesso às ações de promoção da saúde e prevenção promovidas pela iniciativa desde 2022.

Ana Luiza Caldas esclareceu que o Ministério da Saúde priorizou a escolha de escolas localizadas em comunidades de povos tradicionais e, principalmente, aquelas que têm pelo menos 50% dos seus estudantes com algum tipo de benefício de transferência de renda. “A gente atrela [o programa] a essas ações intersetoriais e já tem alcançado, cada vez mais, saúde, educação. Gerando cidadania nesses territórios”, ressaltou a secretária.

Das 109,8 mil escolas participantes do Programa Saúde na Escola, 53,6 mil têm maioria de alunos atendidos pelo Bolsa Família. Outras 2.220 escolas estão em territórios quilombolas e 1.782, em comunidades indígenas.

Entre 2022 e 2024, os maiores crescimentos de atendimentos dos alunos foram registrados nas áreas de saúde mental (77,68%), atividade física (73,61%), saúde bucal (67,01%) e verificação da situação vacinal (35,30%).

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Foto: Reprodução

O ex-comandante-geral do Corpo de Bombeiros da Bahia, coronel Adson Marchesini, foi incluído na reserva remunerada, a aposentadoria da corporação. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (11).

Segundo o documento, Marchesini receberá de R$ 71,5 mil por mês, após a soma de todos os fatores levados em consideração, como tempo de serviço e estabilidade econômica.

A decisão é de 10 de abril deste ano, 18 dias após a data da publicação da exoneração de Marchesini do cargo que exercia, e a remuneração passa a valer desde então. A substituição pelo coronel Aloísio Mascarenhas Fernandes foi anunciada no dia 25 de março pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Marchesini, durante a posse do novo comandante, não escondeu a tristeza por estar sendo exonerado do cargo durante discurso e chegou a perguntar ao governador, o que ele tinha feito de errado.

No dia 2 de abril, o ex-comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Paulo José Reis de Azevedo Coutinho, também foi incluído na reserva remunerada. Ele receberá de R$ 64,4 mil por mês.

Além do Corpo de Bombeiros, outras três forças da Segurança Pública estadual tiveram mudanças de liderança: a Polícia Civil (PC), a Polícia Militar (PM) e o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Os nomes foram divulgados durante uma coletiva de imprensa realizada na sede do Centro de Operações Especiais da Polícia Civil (COE-PC), localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, no dia 24 de março.

As exonerações e respectivas nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia seguinte. Confira a relação abaixo:

Comandante-geral da PM: Antônio Carlos Silva Magalhães substitui Paulo José Reis de Azevedo Coutinho

Subcomandante-geral da PM: Antônio Nascimento Lopes substitui Nilton Cézar Machado Espíndola

Delegado-geral da PC: André Augusto de Mendonça Viana substitui Heloísa Campos de Brito

Delegada-geral adjunta da PC: Márcia Pereira dos Santos substitui Elaine Nogueira da Silva

Comandante-geral dos Bombeiros: Aloísio Mascarenhas Fernandes substitui Adson Marchesine

Subcomandante-geral dos Bombeiros: José Antônio Reis substitui Jorge Eduardo Piauhy De Araújo

Diretor-geral do DPT: Osvaldo Silva substitui Ana Cecília Cardoso Bandeira

Diretor-geral adjunto do DPT: Maurício Mendes substitui Zidalva de Souza Moraes

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Foto: Reprodução

Na noite desta quinta-feira (10), uma mulher identificada por Yasmin Andrade Pinheiro, de 31 anos, foi brutalmente assassinada após ser atropelada e esfaqueada pelo ex-sogro.

O crime ocorreu por volta das 20h30, na Rua Rio Capibaribe, nas proximidades do Caps, no bairro Recanto das Árvores.

Segundo informações da Delegacia de Polícia Civil de Irecê,  Yasmin foi atingida por um carro e, mesmo ferida, acabou sendo atacada com golpes de faca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas infelizmente a vítima não resistiu e morreu no local.

O filho da mulher, João Guilherme Andrade Pinheiro, de 13 anos, também foi ferido durante o ataque. Ele foi socorrido com urgência e levado ao Hospital Regional de Irecê, onde passou por cirurgia. O adolescente está fora de perigo e seu estado de saúde é considerado estável.

O suspeito fugiu logo após o crime e está sendo procurado. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.

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Foto: Reprodução

Uma iniciativa que promove a proteção de crianças e adolescentes brasileiros a fim de deixá-los no centro das políticas de justiça e segurança pública no país. Essa é a tônica da proposta do programa Crescer em Paz, apresentada nesta última quinta-feira (10) no ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Presente no evento, o ministro Ricardo Lewandowski destacou o histórico de avanços da legislação e a necessidade de garantir os direitos da infância e da adolescência. Ele salientou a orientação para que esses grupos sejam ouvidos e sejam protagonistas dessas transformações. “Tenho certeza que esse programa terá sucesso e que atingirá os objetivos”, disse.

Iniciativa inédita

O programa foi inspirado na estratégia global do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC), para eliminar violência contra crianças e adolescentes com programação que teve início em 2023 e vai até 2030. O governo defende que o Brasil é o primeiro país do mundo a implementar oficialmente a estratégia global no enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes.

A estratégia Crescer em Paz propõe 45 ações prioritárias que se baseiam na compreensão de violências sofridas por crianças e adolescentes. No primeiro ano, são cerca de R$ 82 milhões investidos nas ações planejadas.

Evidências

Para a coordenadora do UNODC, Alessandra Martins, que atua no programa global para a eliminação da violência contra crianças e adolescentes, o programa é a consolidação de uma política pública que se ancora em evidências e em experiências internacionais reconhecidas.

“Foram adaptadas com sensibilidade e competência ao contexto brasileiro, em um cenário marcado por múltiplas crises e ameaças tradicionais e emergentes, como o aliciamento de crianças e adolescentes por organizações criminosas”, disse.

Ela avalia que o Brasil avança com uma resposta que inova ao integrar segurança pública, proteção social e Justiça, com foco na infância. “Crianças e adolescentes estão cada vez mais expostos a múltiplas formas de violência, como a violência sexual, o aliciamento pelo crime organizado, abusos em plataformas digitais”.

Vítimas na adolescência

Um estudo global sobre homicídios do UNODC revelou que, em 2023, 15% de todas as vítimas de homicídios intencionais no mundo tinham menos de 18 anos. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 1 bilhão de crianças todos os anos sofrem algum tipo de violência ou negligência.

“Não podemos nos esquecer que a violência não termina quando o abuso cessa”. Ela pondera que é preciso entender que, quando uma criança se envolve com o crime, não significa que ela escolheu esse caminho. O programa brasileiro, segundo considera Alessandra Martins, não tem relação com resolver problemas pontuais, mas de interromper ciclos de exclusão com respostas sistêmicas.

“Seu foco está em prevenir, fortalecer mecanismos de proteção, responsabilizar autores de crimes de forma efetiva e promover a recuperação e reintegração de crianças e adolescentes que já foram afetados”, pontua.

Causas estruturais

Por isso, a especialista identifica que, mais do que combater sintomas, o programa propõe abordagem em causas estruturais, como a violência armada, a insegurança digital, os desafios no sistema de justiça, os deslocamentos forçados, as desigualdades e a emergência climática.

Também presente ao lançamento do programa Crescer em Paz, a chefe de Proteção de Crianças e Adolescentes do UNICEF no Brasil, Sónia Polónio, contextualizou que, entre 2021 e 2023, foram registadas mais de 15 mil vítimas de mortes violentas intencionais entre crianças e adolescentes menores de 19 anos. “Na sua maioria, meninos negros, sendo que 17% dessas mortes foram também decorrentes de intervenções policiais”.

Para ela, esforços como os liderados pelo Ministério da Justiça são cruciais para fazer frente ao fenômeno da violência contra crianças no país. Sônia Polónio destacou a iniciativa de criação de centros integrados de atendimento a crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência.

Prevenção

De acordo com a secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, os resultados do programa vão além da prevenção às drogas. Já há resultados das ações de prevenção com redução significativa de 30% de perpetuação de bullying nas escolas. “Há também uma redução muito significativa de mais de 60% menos chances de que pais e mães tenham episódios de embriaguez na frente de seus filhos”, disse.

A representante especial das Nações Unidas sobre Violência contra Crianças e adolescentes, Najat Maala, destacou que a estratégia enfatiza a importância de conectar o sistema de justiça com outros setores. “O Brasil sublinhou seu compromisso de proteger os filhos e seus direitos. O lançamento de hoje continua esse trabalho crucial”.

No evento, o ministro Ricardo Lewandowski entregou ao universitário paranaense Raul Zainedin Rocha, representantes do Comitê de Participação de Adolescentes do Conanda, um exemplar do sumário executivo da Estratégia Crescer em Paz e do Estatuto da Juventude.

Participação

No evento, o jovem alertou para o fato de que as crianças e adolescentes estão vulnerabilizados e cercadas de estigmas. Por isso, precisam ter garantida a participação também nas decisões e nos programas.

“Se nós quisermos uma participação verdadeiramente efetiva de crianças, é necessário abdicarmos dessa visão adultocêntrica e arcaica de que a participação só pode ser validada nos moldes da excelência acadêmica ou oratória dos adultos”.

Os adultos, avalia o rapaz, precisam ouvir mais as crianças. 

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