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Até momento, já foram colhidas cerca de 33 toneladas da variedade prata rio, com média de qualidade de 50% de primeira e 50% de segunda – Fotos: Codevasf

Produtores do Projeto Público de Irrigação Baixio de Irecê, implantado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Médio São Francisco baiano, comemoram a primeira colheita de banana cultivada no local. Até momento, já foram colhidas cerca de 33 toneladas da variedade prata rio, com média de qualidade de 50% de primeira e 50% de segunda. O volume comercializado corresponde a cerca de R$ 100 mil. A produção segue para o mercado consumidor da capital baiana.

Um dos agricultores que exploram o cultivo da banana no projeto é Gilberto Alves. “Ainda não foi colhido nem 10% da nossa produção. Estou muito satisfeito com o resultado da primeira colheita. Isso mostra que a cultura da banana no Baixio tem grande viabilidade econômica, sendo um produto que dá sustentabilidade ao agricultor irrigante. Hoje, temos a prova que o projeto é economicamente viável”, ressalta o produtor.

“A colheita de banana no Baixio de Irecê demonstra a aptidão do projeto para a ampliação de culturas, que já incluem itens como abóbora, cebola, feijão e limão. Os produtores têm diversificado a produção, impulsionado a economia regional, criado novos postos de trabalho e contribuído para a ampliação da oferta de alimentos para o país. A agricultura irrigada sustentável é um motor de desenvolvimento social e econômico”, avalia o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

De acordo com a Superintendência Regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, em 2024, a produção agrícola nos lotes empresariais do Baixio de Irecê chegou a duas mil toneladas de produtos, como abóbora, cebola, soja, feijão, milho, melancia, mamona, limão e banana, numa área cultivada de cerca de mil hectares. O Volume Bruto de Produção (VBP) alcançou R$ 6,1 milhões.

“O início da operação e da produção do Baixio de Irecê marca um avanço histórico da irrigação brasileira, sendo, nesse caso, a mola propulsora do desenvolvimento regional. É um grande legado da Codevasf e do governo federal para o Brasil. São as oportunidades e a esperança de dias melhores que chegaram a esse rincão tão sofrido do vale do São Francisco”, afirma o superintendente regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, Harley Xavier Nascimento.

Segundo ele, atualmente são cerca de três mil hectares em produção. “O planejamento é chegarmos a 2029 com 48 mil hectares implantados e em produção”, informa o superintendente regional.

Sobre o projeto

O Projeto Público de Irrigação Baixio de Irecê localiza-se na Bahia, entre os municípios de Xique-Xique e Itaguaçú da Bahia. A área total é de 105 mil hectares, com área irrigável de 48 mil hectares.

Para implantação do projeto, a área foi dividida em nove etapas. A Etapa 1, com uma área irrigável de 4,3 mil hectares e 180 lotes para exploração agrícola, teve os lotes de irrigação licitados pela Codevasf em 2013. Em 2014, foi a vez da Etapa 2 passar por processo licitatório para ocupação dos lotes, cuja área irrigável é de 12,2 mil hectares com 23 lotes.

Em 2022, houve o leilão público para concessão à iniciativa privada das etapas 3 a 9 do projeto, com área irrigável de 31,5 mil hectares. O vencedor foi o BRLT 2020 Fundos de Investimento em Participações Multiestratégia e Investimento no Exterior, que deu origem à concessionária Germina, detentora do direito de explorar e investir na área por um período de até 35 anos. A concessionária deve investir cerca de R$ 1,1 bilhão ao longo desse período, dos quais R$ 800 milhões serão destinados à implantação da infraestrutura de irrigação e drenagem das Etapas 3 a 9.

O projeto foi o primeiro do país a passar por um leilão na área de agricultura irrigada por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, sendo considerado o maior projeto de irrigação da América Latina.

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O percentual de pessoas trabalhando na informalidade no país caiu para 38,3% no trimestre encerrado em janeiro deste ano. Isto significa que 39,5 milhões do total de 103 milhões de trabalhadores no país trabalhavam sem carteira assinada ou sem CNPJ, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de informalidade recuou nas comparações com o trimestre anterior, encerrado em outubro de 2024 (38,9% ou 40,3 milhões), e com o trimestre encerrado em janeiro de 2024 (39%, ou 39,2 milhões).

De acordo com o IBGE, o número de empregados sem carteira no setor privado (13,9 milhões) caiu na comparação trimestral (menos 553 mil pessoas) e cresceu 3,2% na comparação anual (mais 436 mil pessoas).

Ao mesmo tempo, o número de empregados com carteira assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos (39,3 milhões), ficou estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 3,6% (mais 1,4 milhão de pessoas) na comparação anual.

A população ocupada (103 milhões) ficou 0,6% abaixo da observada no trimestre anterior (menos 641 mil pessoas) e 2,4% acima do resultado apurado em janeiro de 2024 (mais 2,4 milhões de pessoas). O nível de ocupação ficou em 58,2%, abaixo do trimestre anterior (58,7%) mas acima do trimestre encerrado em janeiro de 2024 (57,3%).

“A queda dos trabalhadores informais [-2%] foi maior do que a queda da população ocupada [-0,6%]”, afirmou o pesquisador do IBGE William Kratochwill. “A desocupação aumentou basicamente nos empregos sem carteira”.

Desemprego

A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre, acima dos 6,2% do trimestre anterior, mas abaixo da observada no trimestre encerrado em janeiro de 2024 (7,4%). A população desocupada (7,2 milhões) cresceu 5,3% em relação ao trimestre anterior mas caiu 13,1% na comparação anual

Kratochwill diz que um dos motivos para a alta da taxa, na comparação trimestral, foi a troca de governos municipais, que gerou perda de postos de trabalho na área de administração pública. Isso porque a troca dos gestores envolve, geralmente, demissões de trabalhadores de gestões anteriores.

“Nesse último ano, tivemos as eleições municipais, então há uma nova administração pública e esse movimento [de aumento da taxa de desemprego] se repete a cada ciclo de quatro anos”, explicou.

Segundo o IBGE, a alta trimestral na taxa de desemprego, de 0,3 ponto percentual (de 6,2% para 6,5%) é a maior para um trimestre encerrado em janeiro desde 2017 (0,7 ponto percentual).

Apesar disso, a taxa de desemprego de 6,5% é a menor para um trimestre encerrado em janeiro desde o início da série histórica, em 2012, igualando-se à taxa de janeiro de 2014.

Atividades

Na comparação trimestral, nenhum grupamento de atividade teve crescimento na população ocupada, mas houve quedas em agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas).

Já na comparação anual, houve crescimento em cinco áreas: indústria geral (2,7%, ou mais 355 mil pessoas), construção (3,3%, ou mais 246 mil pessoas), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 654 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,9%, ou mais 373 mil pessoas) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 523 mil pessoas). Nenhum grupamento teve perda significativa de postos de trabalho.

Subutilização

A população subutilizada, ou seja, a parcela dos desempregados e daqueles que poderiam trabalhar mais do que trabalham atualmente, ficou em 18,1 milhões, mantendo estabilidade na comparação trimestral e recuando 11% na comparação anual.

Já a população desalentada, que inclui aqueles que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas que não buscaram trabalho por vários motivos ficou em 3,2 milhões, um crescimento de 4,8% no trimestre (mais 147 mil pessoas) e uma redução de 10,9% (menos 389 mil pessoas) no ano.

Rendimento

O rendimento médio real habitualmente recebido pelo trabalhador atingiu R$ 3.343, ficando acima do trimestre anterior (1,4%) e do ano anterior (3,7%). “Esse é o maior valor da série”, afirmou Kratochwill. O recorde anterior era de julho de 2020 (R$ 3.335).

A massa de rendimento real habitual (R$ 339,5 bilhões) ficou estável no trimestre e aumentou 6,2% (mais R$ 19,9 bilhões) no ano. 

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O município de Presidente Dutra segue colhendo os frutos de uma gestão comprometida com a qualidade de vida da população.

Sob o comando do prefeito Roberto Carlos Alves de Souza, o Robertão, a cidade alcançou o primeiro lugar na microrregião de Irecê no ranking do Previne Brasil no terceiro quadrimestre de 2024.

Além disso, ficou em quarto na macrorregião Centro-Norte e na 50ª posição entre os 417 municípios da Bahia.

Robertão, que está em seu quarto mandato, tem promovido uma verdadeira transformação em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e esporte. “Mais uma vez, mostramos que o compromisso com a atenção primária faz a diferença na vida de nossa gente”, destacou o prefeito.

Ele atribui o resultado à colaboração dos profissionais de saúde e à prioridade dada à atenção básica. “Seguimos firmes, garantindo um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado para a nossa população”, reforçou.

A conquista reafirma o compromisso da gestão municipal em oferecer serviços públicos de qualidade e melhorar a vida dos cidadãos.

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Foto: Reprodução

O cenário financeiro dos cebolicultores do Nordeste ficou bastante desfavorável durante quase todo o segundo semestre de 2024, justamente por conta das produtividades, que foram mais altas no período – em função tanto de aumento de área plantada quanto de ganho produtivo.

Agora, as expectativas são outras; muitos produtores tentam negociar as suas dívidas de 2024, e para isso, as expectativas iniciais são de diminuição de área plantada com cebola em 2025 – tanto no Vale do São Francisco (BA/PE), como a Região de Irecê (BA) e Baraúna (RN).

Por conta dos resultados financeiros baixos e também das expectativas de supersafra do Sul, os produtores dessas regiões reduziram as áreas plantadas – que já estão sendo colhidas agora com baixo volume e que também devem diminuir os investimentos para 2025.

Assim, com uma menor quantidade de bulbos disponíveis na roça, as cotações registradas esta semana (24 a 28/02) no Vale e em Irecê foram de R$ 66,67 (+11,10%) e R$ 65,00/sc (+10,40%) de 20 kg, respectivamente.

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