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Foto: Divulgação

O fim da escala 6×1 deve ser colocado em votação na Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira, sob o argumento de que mais descanso elevaria o rendimento no expediente. Críticos da proposta, porém, alertam para o risco de o efeito líquido ser o oposto: menor produtividade da economia e, com isso, menos capacidade de crescimento do País.

Num Brasil que já terá de enfrentar o envelhecimento da população sem superar gargalos de investimento e de qualificação da força de trabalho, analistas avaliam que será difícil compensar integralmente uma redução de jornada com maior produção por hora. Isso exigiria ajustes justamente no mercado formal, onde os trabalhadores são em geral mais produtivos.

O deslocamento do emprego para a informalidade, bem como sua substituição por vínculos sem carteira assinada, é um efeito colateral citado por economistas caso o fim da escala 6×1 seja aprovado. Na prática, a redução da jornada sem corte de salários elevaria o custo da hora trabalhada. Nesse cenário, empregadores tenderiam a buscar formas de contratação mais baratas – ainda que, em média, menos produtivas -, o que dificultaria ainda mais o desafio do Brasil de sair de um período de estagnação da produtividade que já supera uma década.

Para economistas entrevistados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o fim da escala 6×1 ameaça anular avanços trazidos pela reforma trabalhista de 2017, que levou a uma maior formalização do emprego e contribuiu, na visão de alguns analistas, para melhorar o potencial de crescimento da economia.

“A literatura mostra que os países onde houve algum impacto positivo na produtividade tinham informalidade pouco significativa”, comenta o CEO da consultoria Quantivis Analytics, José Ronaldo Souza Júnior, que dirigiu por mais de cinco anos o departamento responsável por estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A cautela, acrescentam analistas, decorre do fato de que, onde a experiência foi bem-sucedida, a jornada caiu porque a economia já era mais produtiva – e não o contrário. Ou seja, a redução de horas foi mais resultado de ganhos anteriores, como tecnologia e capital humano, do que sua causa.

No Brasil, reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais exigiria ganho de produtividade de 1,4% para evitar queda do PIB, segundo cálculos da 4intelligence, considerando uma redução imediata da jornada média formal do setor privado, hoje em 41,4 horas.

Parece pouco, mas é sete vezes mais do que o avanço da produtividade nas últimas quatro décadas: 0,2% ao ano, conforme cálculo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, que leva em conta não somente a produtividade da mão de obra, mas também a eficiência do uso de capital. Se considerada apenas a métrica por hora trabalhada, a produtividade não saiu do nível de 13 anos atrás.

O economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos, afirma que é preciso esperar a versão final da proposta de emenda constitucional (PEC) sobre a escala 6×1, mas diz que estimativas preliminares apontam aumento de custos, já que a jornada cairia sem corte de salários – elevando o risco de fechamento de vagas formais e de migração para a informalidade.

“Nos últimos anos, muitos ganhos do mercado de trabalho, para além da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, vieram do aumento da formalização, que ‘conversa’ com maior produtividade e potencial de crescimento. Em razão da redução de margens esperada em muitas atividades, o aumento de informalidade volta a preocupar”, avalia Margato. “Não consigo trazer, por enquanto, uma estimativa. Esperamos mais informações Mas vemos o risco de alguma queda no PIB potencial”, acrescenta o economista da XP.

Um potencial de crescimento menor tende a aumentar pressões inflacionárias em momentos de aquecimento econômico, reduzindo o espaço para o Banco Central cortar juros. Souza Júnior, que também é professor do Ibmec, avalia que uma redução generalizada das horas trabalhadas agravaria o desequilíbrio entre demanda resiliente e oferta restrita, num mercado com desemprego historicamente baixo. “Não se ganha produtividade por restrição determinada por lei”, afirma.

Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Ibre que tem feito simulações sobre os impactos econômicos do fim da escala 6×1, o aumento da demanda por mais tempo de lazer é natural à medida que a renda dos brasileiros aumenta.

O grande problema, avalia o economista, é fazer a redução da jornada de trabalho por lei, e num momento em que a economia não apresenta ganhos de produtividade expressivos. “Quando tudo isso é negociado, a coisa funciona melhor. O problema é a legislação obrigar que todos façam, tanto as empresas que conseguem quanto aquelas que não conseguem realizar a mudança.”

Segundo ele, o histórico de produtividade não chega perto do necessário para compensar a redução da jornada. “Vai haver um estímulo à informalidade, vai haver uma perda de produtividade no agregado, e isso tende a gerar uma redução do produto potencial.”

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Foto: Divulgalção

Recém-rompido com o grupo de Jerônimo Rodrigues (PT), por onde alcançou projeção na política baiana, como a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia e o mandato de senador da República, o ex-pessedista Angelo Coronel, agora no Republicanos, tem adotado uma postura de ataque à gestão petista em entrevistas e eventos no interior durante o período de pré-campanha.

Durante o lançamento da pré-candidatura de Wagner Alves (União Brasil) a deputado estadual, na última sexta-feira (22), em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, Coronel afirmou que o PT “é igual a remédio vencido em prateleira”. Wagner Alves é marido da prefeita do município, Sheila Lemos, e um dos favoritos a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa no pleito de outubro.

“Saí [do grupo de Jerônimo], vim somar, me aliar a ACM Neto, a Zé Cocá e a João Roma porque me dei conta de que a Bahia precisa de uma mudança urgente. Isso é igual a remédio vencido em prateleira: quando você vê a data de validade vencida, tem que jogar fora porque não serve mais para o povo baiano”, disse Angelo Coronel diante de uma grande plateia, incluindo o pré-candidato ao governo do Estado e o vice da oposição, ACM Neto e Zé Cocá, respectivamente, além de deputados estaduais e federais.

Na semana passada, também durante agenda no interior, Angelo Coronel subiu o tom e disparou críticas ao discurso de “pobreza” adotado pelo PT, em uma indireta que acabou atingindo o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), pré-candidato ao Senado na chapa puro-sangue. Não é novidade que Costa nasceu e foi criado em uma encosta no bairro da Liberdade, em Salvador, e é filho de uma faxineira.

“Eu não aguentava mais o discurso: ‘ah, eu morei na encosta. Ah, minha mãe trouxe pelanca’. Um discurso já demodé [ultrapassado]. Um discurso de 20 anos atrás. E eu resolvi dizer: ‘eu quero alguma coisa nova para minha Bahia e para o meu Brasil’. Esse cansaço, esse discurso enfadonho, achando que falar da pobreza é um troféu. Eu queria que o PT, naquela oportunidade, falasse da prosperidade para nossa gente, e não só de pobreza. Então, eles acham que defender a pobreza é um grande mérito. Eu prefiro defender que as pessoas tenham prosperidade”, afirmou.

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Foto: Reprodução

Um ônibus do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) de Lapão foi atingido por uma possível bala perdida na última sexta-feira (22), enquanto circulava por uma área de Salvador. O caso provocou medo e correria entre os passageiros.

Segundo relatos, os ocupantes ouviram um forte estrondo e, em seguida, o motorista levou o veículo até um local seguro para verificar a situação. Ao descerem, os passageiros perceberam que a lateral do ônibus havia sido perfurada por um projétil.

A bala atingiu o vidro exatamente na altura de uma das poltronas. De acordo com testemunhas, uma passageira que estava sentada no local havia desembarcado minutos antes, evitando uma possível tragédia.

Apesar do susto e dos danos registrados no veículo, ninguém ficou ferido.

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Foto: Reprodução

Um homem, de 43 anos, investigado pela prática dos crimes de estupro e tentativa de estupro, foi preso na tarde de sexta-feira (22), na zona rural do município de Cafarnaum. Três mulheres denunciaram ter sido abusadas sexualmente pelo investigado.

As investigações tiveram início após uma denúncia recebida pela Delegacia Territorial (DT/Cafarnaum), informando que uma mulher havia sido estuprada pelo suspeito, no dia 28 de março de 2025, naquela localidade. Após o relato, outras vítimas procuraram a unidade policial informando terem sido vítimas do mesmo investigado.

Após o conhecimento dos fatos criminosos, foram representadas as medidas de busca domiciliar e prisão preventiva em desfavor do investigado junto ao Poder Judiciário. Ainda no ano de 2025, foi dado cumprimento ao mandado de busca e apreensão, contudo, o homem fugiu do local antes da chegada das equipes policiais.

Equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Chapada) localizaram o suspeito em um imóvel no Povoado do Barbosa, naquele município.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido, e o suspeito segue custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

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A convocação de Carlo Ancelotti marca a maior presença de jogadores que atuam no futebol brasileiro em uma lista final de Copa do Mundo desde 2002, quando Luiz Felipe Scolari comandou a seleção pentacampeã.

Dos 26 convocados para o Mundial de 2026, sete jogam atualmente no Brasil: Alex Sandro, Danilo, Leo Pereira e Lucas Paquetá, do Flamengo; Danilo, do Botafogo; Neymar, do Santos; e Weverton, do Grêmio. Nas últimas edições da Copa, o número de atletas que atuavam no país foi menor:

2022: Weverton (Palmeiras), Everton Ribeiro (Flamengo) e Pedro (Flamengo);

2018: Cássio (Corinthians), Fagner (Corinthians), Geromel (Grêmio);

2014: Jefferson (Botafogo), Victor (Atlético-MG), Fred (Fluminense) e Jô (Atlético-MG);

2010: Robinho (Santos), Gilberto (Cruzeiro) e Kléberson (Flamengo);

2006: Rogério Ceni (São Paulo), Mineiro (São Paulo) e Ricardinho (Corinthians).

A última vez que a seleção teve presença tão forte de atletas do futebol brasileiro foi em 2002. Na campanha do pentacampeonato, Felipão levou 13 jogadores que atuavam em clubes do país, entre eles Rogério Ceni, Anderson Polga, Belletti, Kléberson, Vampeta, Ricardinho, Juninho Paulista e Luizão.

Mesmo assim, a convocação atual segue dominada por atletas que atuam no exterior. Dos 26 nomes chamados por Ancelotti, 20 jogam fora do Brasil. A Inglaterra lidera a lista de países com mais convocados, com oito jogadores.

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