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Foto: Ascom Safernet Brasil

O professor Reginaldo Silva Araújo e a estudante Poliana Fraga, do Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, localizado no município de Seabra, na Chapada Diamantina, conquistaram o primeiro lugar no Prêmio Cidadania Digital em Ação. A premiação, promovida pela Safernet Brasil em parceria com o Governo do Reino Unido, reconhece educadores que inovam no ensino sobre o uso responsável da internet. A dupla baiana disputou com 62 inscritos de 11 estados brasileiros, sendo os únicos representantes da Bahia na final.

Com apoio da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e da Coordenação Pedagógica da escola, o professor Reginaldo implementou a disciplina Cidadania Digital, engajando estudantes do Ensino Médio em temas como segurança on-line, combate ao racismo, inclusão digital e inteligência artificial. A iniciativa fortalece a formação cidadã e incentiva o protagonismo juvenil, preparando os alunos para os desafios do mundo digital. “O sucesso da disciplina está na forma dinâmica como trabalhamos os conteúdos. Os estudantes se sentem representados e entendem a importância da cidadania digital”, explicou o docente.

O projeto vencedor incluiu a criação dos jogos “Games transformadores: unindo mundos éticos-raciais e cidadãos”, que resgatam as ancestralidades negras e indígenas dos estudantes. A proposta gerou reflexões que foram transformadas no e-book “Comunicação inteligente: navegando nas redes sociais e nos jogos com responsabilidade”, no qual o uso ético da tecnologia é abordado. “Queremos que nossos estudantes do campo e quilombolas se sintam valorizados no ambiente digital, desenvolvendo práticas antirracistas e combatendo preconceitos”, ressaltou o professor. Os jogos criados são analógicos, justamente como um contraponto com o longo tempo de tela de celular que muitos jovens ficam.

A estudante Poliana Fraga celebrou o reconhecimento e destacou o impacto da iniciativa. “Fico feliz em representar nossa escola e trazer esse prêmio para a Bahia. Meu jogo reflete a identidade dos nossos povos quilombolas, negros e indígenas. É muito gratificante saber que nosso trabalho teve esse alcance”, disse. Ela acompanhou o professor na premiação, realizada em São Paulo, no Dia Mundial da Internet Segura, 11 de fevereiro, e apresentou uma atividade desenvolvida na disciplina.

Além do troféu para a escola, o professor recebeu um notebook e os participantes foram premiados com medalhas, certificados e brindes. A diretora da unidade, Agda Rodrigues de Araújo, também esteve presente na cerimônia e comemorou a conquista. “É um reconhecimento muito importante para a nossa escola e para o trabalho inovador do professor Reginaldo, que discute temas essenciais com os estudantes”, afirmou. A premiação reforça o compromisso da Secretaria da Educação do Estado em oferecer não apenas estrutura e tecnologia, mas também projetos que ampliam o conhecimento dos estudantes e incentivam a pesquisa e a cidadania digital.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende incluir os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nas negociações da reforma ministerial. Segundo informações da Folha de S.Paulo, ambos serão convocados para uma reunião com o petista para tratar do tema.

O governo busca destravar as discussões sobre a reforma administrativa, especialmente em pastas ocupadas por petistas ou ministros considerados da cota pessoal de Lula. A expectativa é que os ajustes avancem nos próximos dias.

Possíveis mudanças

Entre os nomes que podem ser substituídos está a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Para o cargo, os cotados são o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o presidente da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Arthur Chioro, ambos com passagem anterior pelo Ministério da Saúde.

Outro ministro que enfrenta um período de desgaste é Wellington Dias (PT-PI), titular do Desenvolvimento Social, que também pode ser trocado.

Além disso, Lula pretende conversar com os ex-presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para discutir a possibilidade de integrá-los ao governo.

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Foto: Saeb

O SAC Irecê oferece à população serviços do Procon, a partir desta quinta-feira (13). Na unidade de Proteção e Defesa do Consumidor, ligada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), o consumidor recebe orientações e pode fazer registros de reclamações individuais. O SAC Irecê, fica no centro da cidade, na Av. Clériston Andrade, e atende por ordem de chegada, de 7h às 13h.

O evento de inauguração da unidade aconteceu na manhã de quarta-feira (12), com a presença do superintendente do SAC, Flávio Barbosa. “A parceria com o Procon reforça o compromisso do Estado com o cidadão, não somente na excelência do atendimento, mas também na garantia de cumprimento dos seus direitos como cidadão e como consumidor”, ressaltou.

Também presente ao evento, o superintendente do Procon-BA, Tiago Venâncio, destacou a ampliação da parceria com o SAC na implantação de mais uma unidade do órgão a serviço da população baiana. “Irecê é uma cidade estratégica e que tem uma relação de consumo muito intensa. Além de reclamações, o consumidor também pode utilizar o Procon para fazer renegociação de dívidas, trazendo mais dignidade ao cidadão”, destaca.

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Foto: Agência Brasil

O Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, que ocorre nesta semana, em Brasília, discutiu a promoção da integração entre os municípios de fronteira do Brasil. Reunidos nesta quarta-feira (12), prefeitos e gestores municipais de cidades de fronteira discutiram, com representantes do governo federal, projetos para integração com cidades de países vizinhos.

Cerca de 11 milhões de brasileiros vivem em municípios localizados na chamada faixa de fronteira. A área representa 16% do território nacional, com largura de 150 quilômetros a partir da linha que divide o Brasil dos seus dez vizinhos sul-americanos.

O prefeito de Bagé (RS), Luiz Fernando Mainardi (PT), que dirige um município que faz fronteira com o Uruguai, destacou a necessidade de políticas para o desenvolvimento das cidades de fronteiras.

“Nós temos um conjunto de exigências de investimentos e de compensações porque, ao longo da nossa história, nós fomos pensados para a segurança nacional, não do ponto de vista do desenvolvimento. É tanto assim que os municípios de fronteira são, em regra, os que têm os menores índices de desenvolvimento humanos e mais baixos índices de emprego comparativamente a outras regiões”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O Brasil tem 124 municípios ligados a outras nações. Além disso, existem 33 “cidades-gêmeas”, que são municípios com forte integração com cidade do país vizinho, geralmente coladas uma na outra.

Experiências

Uma das experiências compartilhadas no encontro foi a do Parlamento Internacional (Parlim), que é o organismo formado entre as cidades-gêmeas de Ponta Porã (MS), do Brasil, e Pedro Juan Caballero, do Paraguai. Já com 25 anos de funcionamento, o Parlim reúne representantes das câmaras de vereadores das duas cidades para articular projetos de leis conjuntos, aprovados no mesmo dia em ambos os parlamentos locais.

Outras iniciativas divulgadas foram as promovidas pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unilam), de Foz do Iguaçu (PR), que criou a Rede de Universidades de Fronteiras, que já reúne 14 instituições e promovem projetos para integração regional latino-americana.

A prefeita de Dionísio Cerqueira (SC), Bianca Maran Bertamonte (PL), participou do debate para conhecer projetos que fortaleçam a integração com o país vizinho.

“É muito importante visualizar outras práticas de fronteira para que a gente leve modelos para a nossa fronteira e consiga desenvolver mecanismos que nos aproximem. Hoje as leis são formuladas em Brasília e em Buenos Aires, que ficam muito distantes da nossa realidade. Então, para nós, visualizar práticas de outras fronteiras traz uma bagagem para que a gente possa implantar na nossa fronteira”, explicou a prefeita.

O município de Dionísio Cerqueira faz fronteira com o município argentino de Bernardo Birigones. Uma rua separa as cidades-gêmeas. A prefeita Bianca defendeu políticas para facilitar o trânsito entre as duas cidades.

“Nós não temos uma carteirinha, por exemplo, de cidadão transfronteiriço. Outra dificuldade que nós temos é o comércio. Tem muito descaminho ou contrabando mesmo. Isso porque somos dois países, cada um com uma legislação própria, mas o comércio é diário. Somos afetados tanto pelas políticas econômicas argentinas quanto brasileiras”, completou.

Comércio

Por sua condição de vizinhos de outros países, os municípios de fronteira enfrentam desafios próprios como imigração, contrabando internacional, forte presença do crime organizado, ausência de projetos de desenvolvimento econômico local e alta evasão escolar.

Estima-se que o contrabando de produtos movimente, por ano, centenas de bilhões de reais no Brasil, levando à sonegação de impostos que deveriam entrar nos cofres públicos.

A prefeita de Cobija, da Bolívia, Ana Lúcia Reis, que administra um município que faz fronteira com as cidades brasileiras de Brasileia (AC) e Epitaciolândia (AC), participou dos debates no encontro de prefeitos, em Brasília. Para a prefeita boliviana, deve haver flexibilização para o comércio em cidades fronteiriças.

“O Brasil, com toda razão, por ser um país de indústrias, tem um mercado bem fechado para importações. Então, acho que na área fronteiriça deveria ter uma flexibilidade. Não é que os nossos produtos tenham que ir além da fronteira, mas pelo menos para a fronteira ele deveria poder circular com taxas menores”, ponderou.

Encontro de prefeitos

Mais de 20 mil prefeitos e gestores municipais participam do encontro que tem o objetivo de aproximar as prefeituras dos programas federais, com a ampliação de investimentos locais, capacitação de gestores na captação de recursos e fortalecimento do pacto federativo.

O evento ocorre até a próxima quinta-feira (13), com conferências, oficinas e estandes de apresentação de diversos órgãos públicos. Todos os ministérios farão atendimento aos gestores municipais no local do encontro.

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A Missão acontece de 13 a 28 de fevereiro; expectativa é atender 500 pessoas por dia com serviços de saúde, pequenas cirurgias e cuidados mentais

Em um momento em que o Brasil está estreitando relações diplomáticas com Benin, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, leva seus estudantes e professores de Medicina para prestarem atendimento médico em vilarejos da região africana, para uma população de extrema vulnerabilidade. A 2ª edição da Missão África tem também como objetivo oferecer aos participantes uma oportunidade de desenvolvimento profissional e humanitário.

A Missão acontece de 13 a 28 de fevereiro, período em que os missionários visitarão e receberão pessoas de cinco diferentes vilarejos das cidades de Adjarra e Ganvie com a expectativa de atender 500 pessoas por dia com serviços de saúde e pequenas cirurgias. O hospital Centre de Santé de Adjarra, já em funcionamento na região, servirá como base, mas a expedição será dividida em grupos com diferentes atuações para prestar atendimento aos vilarejos locais. Além de procedimentos cirúrgicos e visitas domiciliares, os missionários também atuarão em um Centro de tratamento para pacientes com problemas de Saúde Mental. 

Durante a expedição, os consultórios serão organizados em galpões ou debaixo de árvores sombreiras próximas ou dentro de paróquias e cada um contará com um tradutor do dialeto Fonue para o francês, colaborador da própria comunidade. Os alunos se comunicarão por meio do francês básico. Está prevista a realização de diversas pequenas cirurgias e outros atendimentos. 

Em Benin, a mortalidade infantil chega próximo dos 50% no primeiro ano de vida e a expectativa de vida é em média 53 anos. A maioria da população em Benin vive em extrema pobreza, não possuem saneamento básico, pouquíssimos têm acesso à energia elétrica e com acesso extremamente restrito à educação e saúde, já que não possuem escolas ou hospitais públicos.

Rodrigo Dias Nunes, diretor de Extensão Curricular, Extra-curricular e Travessia Humanitária da Inspirali, acredita que, para a maioria, esse seja o único atendimento que estas pessoas vão ter ao longo da vida.

“Aqui no Brasil, temos algo que faz toda a diferença para as pessoas: o SUS. Nas missões que realizamos por aqui, por mais difícil que seja, a população tem acesso a medicação e a exames. Em Benin, as pessoas nascem e morrem e não há registro dessas informações. Não adianta prescrever uma receita para continuidade de medicação pois não possuem dinheiro ou acesso para comprar. Muitas enfermidades poderiam ser solucionadas com uma boa alimentação ou o simples ato de beber água, mas lá eles não possuem estes recursos básicos”, conta.

Participarão da Missão 28 alunos, cinco egressos e oito professores das escolas UniBH (MG), Unisul (SC), Universidade São Judas Tadeu (SP), Universidade Anhembi Morumbi (SP), UniFacs (BA), Faseh (MG), UnP (PE) e Ages (BA).

O docente de Medicina da Ages de Irecê e coordenador de estágios, Thiago Magalhães, conta que participou de duas missões humanitárias na Amazônia, experiências que marcaram profundamente sua trajetória. “Nessas missões tivemos a oportunidade de atender as comunidades ribeirinhas da Amazônia. Agora, inicio o ano com um novo desafio que, com grande entusiasmo, aceitei: a Missão África. Desde dezembro, temos nos reunido virtualmente, com preparações e orientações detalhadas para garantir que a missão seja bem-sucedida e que possamos atender às necessidades da população com a maior eficiência possível. Para aprimorar a comunicação, estamos tendo aulas de francês, já que a língua oficial do país é o francês, embora a maioria da população fale dialetos locais”, revela. 

Ainda segundo o médico, cada missão é uma oportunidade de aprendizado e evolução, tanto para os que atendem quanto para os que são atendidos. “Participar de uma missão como esta representa não apenas um desafio pessoal e profissional, mas também a oportunidade de fazer a diferença na vida de muitas pessoas. A experiência adquirida em cada missão, o aprendizado coletivo e as histórias de vida que compartilhamos são, sem dúvida, os maiores legados que podemos levar conosco. É uma oportunidade única de contribuir, mas também de crescer enquanto ser humano”, finaliza.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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