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A ação faz parte do Programa Qualifica Bahia, que promove formação profissional e inclusão social no interior do estado — Foto: Banco de imagens

Líder na produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, a Galvani Fertilizantes está oferecendo cursos para formação de trabalhadores nas áreas de Armação de Ferragem e Carpintaria, no município de Irecê. O curso, uma parceria com a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Fundação Antonio Almeida e Silva (Fundal), será realizado no âmbito do Programa Qualifica Bahia, iniciativa do Governo do Estado que tem como objetivo promover a formação profissional e social de trabalhadores (as) em situação de vulnerabilidade.

Com início previsto para 16 de dezembro, o curso deve capacitar 80 pessoas como parte do plano de qualificação de mão de obra para implantação do Projeto Irecê, uma nova operação de extração mineral na região. A previsão é de que o Projeto gere 600 postos de trabalho no período de implantação e mais 300 (diretos e indiretos) quando em pleno funcionamento.

O curso destina-se, prioritariamente, a populações economicamente vulneráveis, como pessoas afrodescendentes, mulheres, jovens, pessoas com deficiência e trabalhadores com mais de 40 anos, entre outros grupos em situação de vulnerabilidade social. Os candidatos devem ter mais de 18 anos e, preferencialmente, estar desempregados, em situação de subemprego, ser beneficiário do seguro-desemprego ou do Bolsa Família.

As inscrições devem ser realizadas na unidade do SineBahia (Av.  Clériston  Andrade 100 SAC  Centro. Irecê – BA). Para se inscrever, os candidatos devem ter, no mínimo, o ensino fundamental completo e apresentar cópias do RG, CPF, comprovante de endereço, NIS, PIS ou NIT, além de preencher ficha de inscrições que será disponibilizada pela Setre até 10 de dezembro (terça-feira).

O curso será oferecido na modalidade presencial, nas dependências da UNIASSELVI. Os participantes terão direito a auxílio-transporte, material didático, camisa e lanche durante as aulas.   Os que cumprirem a exigência de frequência mínima de 75% das aulas receberão o certificado de conclusão, qualificando-os para o mercado de trabalho nas áreas de Armação de Ferragem e Carpintaria.

As 80 vagas oferecidas serão distribuídas em quatro turmas de 20 pessoas, com cinco vagas de cadastro reserva por turma. Com carga horária diária de quatro horas, o curso tem duração de 40 dias, compreendendo os períodos de 16 a 20 dezembro, com retorno no dia 13 de janeiro e conclusão prevista para 28 de fevereiro de 2025. São 160 horas no total, divididas entre um Módulo Social (48 horas) e um Módulo Profissional (112 horas). As aulas práticas serão realizadas em canteiro de obras ou em um espaço simulado.

Serviço

•          Curso: Capacitação em Armação de Ferragem e Carpintaria

•          Início das aulas: 16 de dezembro de 2023

Inscrições: SINE Bahia (Av.  Clériston  Andrade 100 SAC – Centro. Irecê – BA) – até 10 de dezembro (terça-feira)

•          Carga horária: 160 horas

•          Benefícios: Auxílio-transporte, lanche, material didático, camisa e certificado

•          Público-alvo: Desempregados, subempregados e beneficiários de programas sociais (Bolsa Família, seguro-desemprego)

•          Data de conclusão: 28 de fevereiro de 2024

Sobre a Galvani

Empresa 100% brasileira de produção verticalizada de fertilizantes, operando na mineração, beneficiamento, industrialização e distribuição destes insumos. Atua no setor de fertilizantes desde a década de 1960 e é líder em produção e distribuição no Matopiba, região agrícola que compreende os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Possui um complexo industrial em Luís Eduardo Magalhães e uma unidade de mineração e beneficiamento em Campo Alegre de Lourdes, além de estar preparando uma nova fase de operação da unidade de mineração em Irecê – todos na Bahia. A companhia mantém também escritórios corporativos em Campinas (SP) e na capital paulista, além de estar desenvolvendo um novo projeto de fertilizantes no Ceará.

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, na madrugada desta terça-feira (10), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a uma craniotomia para drenagem de hematoma. A cirurgia transcorreu sem intercorrências. O presidente está bem e é monitorado em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Segundo boletim divulgado pelo hospital, Lula esteve ontem à noite na unidade de Brasília do Sírio-Libanês, para exame de imagem, após sentir dor de cabeça. A ressonância magnética mostrou hemorragia intracraniana, decorrente do acidente domiciliar sofrido em 19 de outubro. O presidente foi transferido para a unidade do hospital, em São Paulo, onde passou pelo procedimento cirúrgico.

Um boletim médico atualizado será divulgado agora de manhã. Maiores detalhes serão informados em entrevista coletiva prevista para as 9h, no Hospital Sírio-Libanês, Unidade Bela Vista.

O presidente segue sob acompanhamento da equipe médica, sob os cuidados de Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio.

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Foto: Josê Cruz/Agência Brasil

O número de trabalhadores com carteira assinada que não precisam pagar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) deve dobrar em 2026, quando deverá estar em vigor a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, conforme prometido pelo governo federal na “reforma da renda” que deverá tramitar no Congresso Nacional no próximo ano.

A projeção de contribuintes beneficiados é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), fornecida à Agência Brasil. Segundo a entidade, atualmente 10 milhões de pessoas estão dispensadas do recolhimento do tributo. Com a proposta, a faixa de isenção deverá passar dos atuais R$ 2.824 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil, assim serão adicionadas mais 10 milhões de pessoas dispensadas da tributação.

A isenção do imposto favorecerá os trabalhadores de menor rendimento e também alcançará assalariados da classe média em outras faixas de rendimento. “Entre os que têm renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7,5 mil, também há o impacto positivo da redução das tarifas, e este grupo representa por volta de 16 milhões de pessoas”, calcula Mariel Angeli Lopes, supervisora técnica do escritório regional do Dieese no Distrito Federal.

Crescimento econômico

Os dados do Dieese divergem dos números da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, a Unafisco. Em estudo feito em setembro, a associação estimou alcance maior: 30,6 milhões de contribuintes estariam desobrigados de pagar o IRPF se a tabela de tributação fosse atualizada com a correção integral da inflação. Nesse cálculo, o valor limite para ter isenção no recolhimento do imposto seria um pouco maior do que o proposto posteriormente pelo governo, R$ 5.084,04.

A Unafisco trabalha na atualização dos dados para dezembro, mas prevê ingresso de R$ 50 bilhões no bolso dos trabalhadores com a liberação do imposto de renda, aumento de consumo e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o presidente da associação, Mauro Silva, 65% do PIB brasileiro vem do consumo das famílias.

Para ele, a isenção do IRPF acabará por dinamizar a economia. “Essa faixa de renda tem uma poupança muito pequena. Acaba consumindo tudo que ganha. Essas pessoas vão reformar suas casas e utilizar mais serviços. Vai haver um transbordamento para as famílias de menor poder aquisitivo também”.

Fora da meta

O economista João Leme, analista de contas públicas da Tendências Consultoria, concorda que haverá aceleração da atividade econômica. “A demanda mais alta acaba pressionando a oferta e faz com que a atividade gire”, explica. O especialista, no entanto, teme que o aumento de consumo possa pressionar a inflação.

“Algumas casas [de avaliação econômica] já estão olhando aqui o IPCA [índice de Preço ao Consumidor Amplo] de 2024 indo fora da meta, e para o ano que vem também já se vê [a inflação] descolando um pouco do centro da meta estabelecida pelo Comitê Monetário Nacional”, ressalta o economista. Para ele, eventual ciclo inflacionário poderá forçar “aperto monetário” e aumento da taxa de juros.

Outro temor de João Leme é o impacto da isenção do IRPF nas contas públicas, calculado entre R$ 35 a R$ 45 bilhões. Para ele, essas projeções levaram “à deterioração de expectativas, justamente porque o governo falava de um plano de corte de despesas de mais ou menos R$ 70 bilhões divididos em R$ 30 bi para 2025 e R$ 40 bi para 2026.”

Sobre os efeitos nas contas públicas, o governo argumenta que a compensação dos recursos não tributados com isenção serão compensados com a ampliação da contribuição efetiva para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil por ano).

“A nova medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais”, explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no dia 27 de novembro.

Efeito distributivo

No pronunciamento, Haddad salientou que a reforma da renda, combinada com a reforma tributária, “fará com que grande parte do povo brasileiro não pague nem imposto de renda, nem imposto sobre produtos da cesta básica, inclusive a carne. Corrigindo grande parte da inaceitável injustiça tributária, que aprofundava a desigualdade social em nosso país.”

O economista Ricardo Gonçalves, do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), e doutorando de Economia na Unicamp, salienta que a isenção do IRPF sem a compensação teria efeito concentrador, porque mesmo as pessoas de maior renda teriam um desconto de R$ 5 mil no pagamento do imposto.

“Toda vez que aumenta a faixa de isenção por si só, sem mudar a tabela progressiva de imposto de renda, gera um efeito concentrador. A minha preocupação é que, além das faixas de 27,5% [hoje alíquota máxima) tivesse outras taxas mais elevadas para as pessoas mais ricas, para ter essa compensação.”

A economista Clara Brenk, professora da UFMG e coordenadora da área de política fiscal do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP, concorda com a necessidade de combinar a isenção com o aumento da tributação sobre quem tem mais renda. “Isso faz com que a gente tenha uma redução da desigualdade”, pondera.

Brenk traçou os distintos perfis econômicos de quem se beneficia com a isenção e quem terá de pagar mais impostos. “A gente olhou aqui pelos dados da PNAD [Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar] e mais de 70% dessas pessoas que ganham até R$ 5 mil são trabalhadores. Ao contrário de quando a gente olha para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês, quase a metade são donos de empresas”.

O economista João Leme concorda que a reforma da renda terá “efeito distributivo”. “A progressividade tributária não só é uma coisa que é boa por ser moralmente correta, mas também por ser uma determinação da própria Constituição. Ter uma estrutura de tributação progressiva faz com que, de fato, a gente consiga ter um maior bem-estar social. As pessoas que podem mais pagam mais.”

O presidente da Unafisco, Mauro Silva, ressalva que um número muito pequeno de pessoas tem renda acima de R$ 50 mil e terão de pagar mais IRPF. “Se eu for considerar aqueles que hoje declaram como rendimento tributável mais de R$ 50 mil, aí eu acho que não dá nem 100 mil pessoas”, estima.

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A funcionária pública Railda Ferreira, de 67 anos, descobriu um câncer de bexiga em março de 2022, e após um período de tratamento e cirurgia encontrou na atividade física um importante aliado para a manutenção da saúde. “Hoje, faço caminhada todos os dias, além de musculação e zumba. Passei a ter qualidade de vida, a partir do momento em que comecei a cuidar de mim”, afirma. Dona Rai, como é carinhosamente conhecida, foi um dos 360 participantes do 1º Regional Run, corrida promovida pelo Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho, unidade vinculada ao governo do estado e administrada pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) em Irecê.

Realizado no último dia 1º, o evento esportivo teve como objetivo despertar a atenção do público para a importância na adoção de hábitos saudáveis de vida, seja através da atividade física, de uma alimentação balanceada ou de momentos de lazer. Lição essa defendida pelo aposentado Brivaldo Moitinho, de 86 anos, que participou da corrida em Irecê já de olho no próximo desafio. “Já estou me preparando para disputar, ainda este ano, a 99ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo”, revela.

De acordo com o ortopedista Emerson Gadea, um dos organizadores do 1º Regional Run, a atividade física segue sendo um importante aliado para as pessoas que buscam se livrar de questões como o sedentarismo, o peso excessivo e o uso de medicamentos. “Foi o que aconteceu comigo. A partir da prática regular de atividade física não precisei mais tomar remédios para hipertensão”, relata. Reunindo participantes de todas as idades, a corrida promete entrar de forma permanente no calendário de eventos anuais promovido pelo Hospital Regional de Irecê. “A primeira edição foi um verdadeiro sucesso, e agora é nos prepararmos para a próxima corrida. O propósito do Regional Run é justamente motivar a população a ter na saúde o seu foco de vida”, explica Ingrid Rafaelly, líder geral da unidade hospitalar.

A corrida resultou em 24 ganhadores nas categorias 18 a 29, 30 a 39, 40 a 49, 50+ e convidados para o masculino e feminino. A classificação geral do Regional Run levou Frederic Melo ao primeiro lugar, Jarlon de Souza para o segundo e Emerson Gadea no terceiro lugar no masculino. A classificação geral feminino ficou com Cibele Menezes alcançando o primeiro lugar, Camila Barreto conquistou a segunda colocação e Jennifer Gomes o terceiro lugar.

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