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Na sessão desta terça-feira (23), os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia recomendaram às câmaras de vereadores a aprovação com ressalvas das prestações de contas anuais de mais três prefeituras baianas, todas referentes ao exercício de 2022.

As prefeituras com as contas aprovadas são dos municípios de Várzea do Poço (de responsabilidade do prefeito Manoel Carneiro Filho); de Capim Grosso (José Sivaldo Rios de Carvalho); e de Souto Soares (André Luiz Sampaio Cardoso).

Após apresentação dos votos, os conselheiros imputaram multas aos gestores – através de Deliberações de Imputação de Débito – nos valores de R$3 mil (Capim Grosso), R$2,5 mil (Várzea do Poço) e R$1 mil (Souto Soares).

Capim Grosso – A prefeitura de Capim Grosso apresentou, no exercício de 2022, uma receita de R$110.685.549,11 e promoveu despesas no montante de R$121.598.668,70, o que provocou um déficit orçamentário de R$10.913.119,59. A despesa total com pessoal representou 47,18% da receita corrente líquida do município, atendendo o limite de 54% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em relação aos índices constitucionais e legais, a administração de Capim Grosso utilizou 78,53% dos recursos provenientes do Fundeb no pagamento da remuneração dos profissionais do magistério, superando o mínimo exigido de 70%; e aplicou 15,77% de recursos específicos em ações e serviços de saúde, cumprindo o mínimo de 15%.

Foram ainda investidos 30,34% das receitas de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino municipal, atendendo ao limite mínimo exigido de 25%.

Cabe recursos das decisões.

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (24), que o combate à fome é uma escolha política dos governantes. “A fome não resulta apenas de fatores externos, ela decorre, sobretudo, de escolhas políticas. Hoje o mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicá-la. O que falta é criar condições de acesso aos alimentos”, disse.

“Enquanto isso, os gastos com armamentos subiram 7% no último ano, chegando a US$ 2,4 trilhões. Inverter essa lógica é um imperativo moral, de justiça social, mas também essencial para o desenvolvimento sustentável”, acrescentou o presidente no evento de pré-lançamento da força-tarefa para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no Rio de Janeiro.

A iniciativa estabelece um compromisso internacional para obter apoio político, recursos financeiros e conhecimento técnico para implementação de políticas públicas e tecnologias sociais comprovadamente eficazes para a erradicação da fome e da pobreza no mundo. Entre as iniciativas bem-sucedidas estão experiências nacionais voltadas para os mais pobres e vulneráveis, como transferência de renda, alimentação escolar, cadastro de famílias vulneráveis, apoio à primeira infância, apoio à agricultura familiar, assistência social, protagonismo das mulheres e inclusão socioeconômica e produtiva, entre outros.

“A fome não é uma coisa natural, a fome é uma coisa que exige decisão política”, reforçou Lula. “Não é possível que, na metade do século 21, quando a gente já está discutindo até inteligência artificial, sem conseguir consumir a inteligência natural que todos nós temos, a gente ainda seja obrigado a fazer uma discussão dizendo para os nossos dirigentes políticos do mundo inteiro, ‘por favor, olhem os pobres porque eles são seres humanos, eles são gente e eles querem ter oportunidade’”, completou o presidente.

A aliança está sendo proposta pelo Brasil no G20 e, no encontro de ministros no Rio de Janeiro, o bloco aprovou os documentos fundacionais da iniciativa, dando início à adesão pelos países. Qualquer país interessado pode aderir à aliança. O lançamento oficial será formalizado na Cúpula de Líderes do G20, em novembro, também na capital fluminense.

“A aliança representa uma estratégia de conquista da cidadania, e a melhor maneira de executá-la é promovendo a articulação de todos os atores relevantes. Nossa melhor ferramenta será o compartilhamento de políticas públicas efetivas. Muitos países também tiveram êxito em combater a fome e promover a agricultura e queremos que esses exemplos possam ser conhecidos e utilizados”, disse Lula, explicando que essa transferência de conhecimento não será imposta.

“Vamos sistematizar e oferecer um conjunto de projetos que possam ser adaptados às realidades específicas de cada região. Toda adaptação e implementação deverá ser liderada pelos países receptores, porque cada um conhece seus problemas. Eles devem ser os protagonistas de seu sucesso”, afirmou.

Financiamento

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza será gerida com base em um secretariado alojado nas sedes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, e em Brasília. Ela funcionará até 2030, quando será desativada, e metade dos seus custos será coberta pelo Brasil.

“Quero registrar minha gratidão aos países que já se dispuseram a contribuir com este esforço”, disse Lula, ao explicar que a iniciativa não criará fundos novos, mas que os recursos globais e regionais que já existem, e estão dispersos, serão redirecionados para as políticas de Estado de cada país.

Hoje, o Banco Mundial declarou apoio à aliança, colocando a segurança alimentar em sua agenda estratégica nos próximos anos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Africano de Desenvolvimento também anunciaram contribuições à iniciativa, com o estabelecimento de novo um mecanismo financeiro. A Associação Internacional para o Desenvolvimento também fará nova recomposição de capital para ajudar os países mais pobres.

Lula lembrou ainda que a presidência do Brasil no G20 defende a reforma das instituições de governança global, inclusive as financeiras. “A representação distorcida na direção do FMI [Fundo Monetário Internacional] e do Banco Mundial é um obstáculo ao enfrentamento dos complexos problemas da atualidade. Sem uma governança mais efetiva e justa, na qual o Sul Global [países do Hemisfério Sul] esteja adequadamente representado, problemas como a fome e a pobreza serão recorrentes”, disse.

A taxação dos super-ricos também é uma agenda proposta pelo Brasil, que está em debate no bloco. “A riqueza dos bilionários passou de 4% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial para quase 14% nas últimas três décadas. Alguns indivíduos controlam mais recursos do que países inteiros”, disse Lula.

“Vários países enfrentam um problema parecido: no topo da pirâmide, os sistemas tributários deixam de ser progressivos e se tornam regressivos. Os super-ricos pagam proporcionalmente muito menos impostos do que a classe trabalhadora. Para corrigir essa anomalia, o Brasil tem insistido no tema da cooperação internacional para desenvolver padrões mínimos de tributação global, fortalecendo as iniciativas existentes e incluindo os bilionários”, reforçou o presidente.

Fome no mundo

Precedendo a reunião ministerial de hoje, a FAO lançou seu Mapa da Fome, segundo o qual, uma em cada 11 pessoas pode ter passado fome no mundo em 2023. No ano passado, a estimativa era que 28,9% da população mundial (ou 2,33 bilhões de pessoas) estava em moderada ou grave insegurança alimentar. Tendências crescentes de obesidade de adultos e de anemia entre mulheres de 15 a 49 anos também são consideradas preocupantes, diz a FAO.

Para Lula, os dados são “estarrecedores”, sendo a fome “a mais degradante das privações humanas”. “O problema é especialmente grave na África e na Ásia, mas também persiste em partes da América Latina. Mesmo nos países ricos, aumenta o apartheid nutricional, com a pobreza alimentar e a epidemia de obesidade”, disse o presidente, lembrando ainda que a situação é mais grave para mulheres e crianças.

“A fome tem o rosto de uma mulher e a voz de uma criança. Mesmo que elas preparem a maioria das refeições e cultivem boa parte dos alimentos, mulheres e meninas são a maioria das pessoas em situação de fome no mundo. Muitas mulheres são chefes de família, mas ganham menos. Trabalham mais no setor informal, se dedicam mais aos cuidados não remunerados e têm menos acesso à terra que os homens. A discriminação étnica, racial e geográfica também amplifica a fome e a pobreza entre populações afrodescendentes, indígenas e comunidades tradicionais”, afirmou Lula.

Programas que colocam a mulher como componente central das ações também deverão fazer parte da cesta de políticas públicas da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

Em seu discurso, o presidente brasileiro afirmou que a globalização neoliberal, a concentração de riqueza e as crises recorrentes e simultâneas agravaram o quadro da pobreza no mundo. Ele citou a pandemia de covid-19, que aumentou drasticamente a subnutrição, conflitos armados que interrompem a produção e distribuição de alimentos, eventos climáticos extremos, além de subsídios agrícolas em países ricos e o protecionismo que discrimina os produtos de países em desenvolvimento.

De acordo com a FAO, no Brasil, ainda há 2,5 milhões de pessoas em insegurança alimentar severa. Em 2014, o Brasil havia conseguido deixar o Mapa da Fome, no entanto, a insegurança alimentar aumentou ao longo dos anos e o país voltou a constar no relatório em 2021.

“Este é o compromisso mais urgente do meu governo: acabar com a fome no Brasil, como fizemos em 2014. Meu amigo, diretor-geral da FAO [Qu Dongyu], pode ir se preparando para anunciar em breve, ainda no meu mandato, que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome.

O Brasil está na presidência do G20, grupo composto por 19 países e dois órgãos regionais (União Africana e a União Europeia). Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos mundialmente) e mais de 75% do comércio mundial, e cerca de dois terços da população do planeta.

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Foto: Prefeiura de Gentio do Ouro

O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento, ajuizou uma ação civil pública contra Gentio do Ouro, pedindo que a Justiça determine ao município a adequação ao Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua). A ação, expedida em 22 de julho, visa garantir à população local acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente, conforme os padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação vigente.

A ação solicita que o município implemente, em até 90 dias, todas as medidas necessárias para a conformidade com o Vigiágua, incluindo a inserção de dados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água (Sisagua). A demanda surgiu de um Procedimento Administrativo que investigou a conformidade do serviço de fornecimento de água e esgoto com as normas do Ministério da Saúde. Apesar das alegações do município e da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) sobre o monitoramento da qualidade da água, foi constatado que Gentio do Ouro não cumpria integralmente os requisitos do Vigiágua.

Relatórios do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (Ceacon) e da Embasa indicaram falhas na inserção de dados no Sisagua e na infraestrutura laboratorial, além de possíveis problemas na aplicação das normas de potabilidade. “Diante da persistente omissão do município, o MP optou por judicializar a demanda para imprimir celeridade ao processo”, salientou Marco Aurélio Nascimento.

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Convenção homologa candidaturas e reafirma continuidade dos investimentos no município

No próximo dia 5 de agosto, às 11h, Ipupiara será palco de um importante evento político: a convenção partidária que oficializará a candidatura de Emiliano Neto à prefeitura. O evento contará com a presença de figuras de destaque, como os parlamentares Ricardo Rodrigues e Cláudio Cajado, deputado estadual e federal, respectivamente.

Além disso, serão homologadas as candidaturas de Alcides Rodrigues, popularmente conhecido como Sidu, para a chapa de vice-prefeito de Emiliano Neto, além dos candidatos ao cargo de vereador.

Emiliano Neto é um jovem que vem ganhando destaque no cenário político local, com diversas adesões à sua pré-candidatura. Uma recente pesquisa aponta sua liderança esmagadora, com 52,73% das intenções de voto. Ele representa a continuidade do trabalho do atual prefeito, Ascir Leite, que tem realizado importantes investimentos em infraestrutura, saúde, esporte e educação.

O prefeito Ascir Leite destacou: “Estamos juntos para garantir que Ipupiara continue crescendo. Emiliano é um jovem comprometido com nosso município e, tenho certeza, dará continuidade ao nosso trabalho, sempre visando o bem-estar da população.”

Emiliano Neto, por sua vez, reafirmou seu compromisso: “Ipupiara é minha casa, minha vida. Quero trabalhar incansavelmente para que nossa cidade continue avançando em todas as áreas. Agradeço a confiança de todos e estou pronto para esse desafio.”

O evento promete reunir apoiadores e lideranças locais, marcando um importante passo na corrida eleitoral de 2024 em Ipupiara.

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Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fio Cruz

A Bahia constatou a segunda morte por Febre Oropouche no estado. A confirmação foi feita pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta terça-feira (23). A paciente era uma mulher de 21 anos, residente de Camamu, no baixo sul baiano.

Segundo as informações, o óbito teria acontecido em maio, no entanto só foi divulgado nesta semana, após a realização de exames para apurar o motivo da morte.

De acordo com a Sesab, “foram feitas análises criteriosas realizadas pela Câmara Técnica de Análise de Óbitos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Os dois óbitos foram em mulheres, não gestantes, sem comorbidades, idades de 21 e 24 anos.”

A pasta informou que os óbitos apresentaram sintomas como: febre, cefaleia, dor retroorbital, mialgia, náuseas, vômitos, diarreia, dores em membros inferiores, astenia.

Outros sintomas mais graves, a exemplo de manchas vermelhas e roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonolência e vômito com hipotensão, sangramento grave, apresentando queda abrupta de hemoglobina e plaquetas também foram observados.

A morte da primeira vítima aconteceu em março deste ano, mas só foi divulgada em junho. Até a última atualização da Sesab, o estado tem 835 casos confirmados pela doença.

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