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Foto: Divulgação

A Prefeitura de Morro do Chapéu distribuiu mais de 4,2 mil kits de peixe e cestas para famílias em vulnerabilidade do município, beneficiando cerca de 15 mil pessoas. A iniciativa faz parte do projeto Peixe na Cesta, que está em sua terceira edição, e foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Sedas), que finalizou nesta quarta-feira (27) a entrega na sede da cidade.

Durante 12 dias, a entrega dos produtos foi realizada em mais de 74 povoados, assentamentos e na sede do município, totalizando 8,4 mil quilos de peixe. Cada cesta contém dois quilos de peixe, arroz, feijão, farinha, macarrão, leite de coco e suco de uva. No total, foram 4,2 mil famílias beneficiadas com o projeto neste ano.

O projeto Peixe na Cesta, que é realizado pela Prefeitura de Morro do Chapéu desde 2022, tem o objetivo de garantir uma alimentação digna para as famílias em situação de vulnerabilidade na Semana Santa. São beneficiadas pessoas que estão inscritas no programa Bolsa Família, acompanhadas pelos CRAS.

“Neste período da Páscoa, é fundamental reforçarmos os laços de solidariedade e empatia, especialmente com aqueles que mais necessitam. O projeto Peixe na Cesta é uma iniciativa que permitiu levar alimento e conforto a cerca de 15 mil pessoas. Esses alimentos não apenas proporcionaram uma refeição digna às famílias beneficiadas, mas também o compromisso da nossa gestão com as pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou a prefeita Juliana Araújo (PDT).

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai lançar um novo serviço com o objetivo de inibir chamadas falsas. O lançamento foi nessa quarta-feira (27). A informação foi passada diretamente por Carlos Manuel Baigorri ao Metrópoles Entrevista.

A medida foi adotada partindo-se do pressuposto que celular ligado é quase garantia de uma ligação indesejada, de chamada de telemarketing ou de fraude. Como se não bastassem os meios tradicionais, agora criminosos conseguem fazer chamadas falsas, simulando números reais de bancos oficiais. Eles ligam como se fossem funcionários das instituições e tentam checar cartões, dados, vender produtos, com um único intuito: arrancar dinheiro de quem cai no golpe.

Foi justamente para tentar reduzir esse tipo de crime, a exemplo de quando lançou o Não Me Perturbe para bloquear chamadas de telemarketing, que a Anatel lança uma nova ferramenta. Ainda em processo piloto, a Anatel, junto com 25 operadoras de telecom vai iniciar o processo de autenticação de chamadas com a tecnologia conhecida como stir shaken.

Seria um sistema, que depende da adesão e colaboração das empresas para atestar procedência da chamada e garantir uma identificação clara do número que está chamando, sem confundir o usuário. Baigorri conversou com o Metrópoles Entrevista e explicou que a plataforma dará mais credibilidade e segurança aos contatos.

“Essa possibilidade de mudar o número, de maquiar o número que está efetivamente fazendo a chamada, o Spoofing, é um tipo de fraude. Nós estamos implementando uma solução de autenticação de chamadas para impedir que isso aconteça. É um sistema chamado Stir Shaken, que é uma tecnologia. Nós estamos implantando ela no Brasil. Estamos ainda em fase de testes, mas, em breve, o usuário vai ter certeza que se aparece 4004-0001 no telefone dele, aquele número é do Banco do Brasil, não de uma fraude”, afirmou Baigorri.

No entanto, o presidente ressaltou que precisa da cooperação das empresas para mudar os sistemas operacionais dos celulares. “Hoje a gente tem um desafio, porque os aparelhos celulares precisam fazer atualizações do seu sistema operacional. Então, nós estamos dialogando com o Google, com a Apple, Android para que façam essas atualizações. Para que essa tecnologia seja, digamos assim, reconhecida pelo sistema operacional”, afirmou à reportagem.

Baigorri ainda ressaltou que, dezenas de bilhões de chamadas foram evitadas com o Não Me Perturbe, mas ainda é um bloqueio específico para um conjunto de empresas. “Só as empresas de telecomunicações e outros setores, que se não me engano, do setor bancário, aderiram ao Não Me Perturbe. Mas se você pensar em lojas do varejo e outros setores, eles não estão no Não Me Perturbe. Ele é um bloqueio para um conjunto específico de empresas, digamos assim”, ressaltou o presidente da Anatel.

A solução de autenticação de chamadas vai ajudar a evitar mais fraudes, mas o presidente da Anatel pede também atenção do usuário: “Quando a gente começou a bloquear as fraudes por conta dessas cautelares que a gente bloqueava os usuários, eles começaram a migrar para a fraude para o SMS. Então, se você recebe um SMS dizendo que tem um pagamento no banco tal, que é para clicar em um link. Não clique. É um link fraudulento”.

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Foto: Ricardo Stucker/PR

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron, lançaram nesta terça-feira (26) em Belém um programa de investimentos de € 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em projetos de bioeconomia (economia sustentável) para a Amazônia Legal brasileira e, também, da parte da Amazônia da Guiana Francesa.

O objetivo é levantar os recursos com investimentos públicos e privados em bioeconomia nos próximos quatro anos. A ação faz parte do Plano de Ação sobre a Bioeconomia e a Proteção das Florestas Tropicais, assinado pelos dois países.

No encontro com o presidente francês, Lula convocou outras nações a contribuírem para a preservação do bioma. “A gente vai acabar [com o desmatamento até 2030] para provar ao mundo que nós vamos preservar a nossa Amazônia e nós queremos convencer o mundo de que o mundo que já desmatou tem que contribuir, de forma muito importante, para que os países que ainda têm florestas as mantenham em pé.”

Macron reconheceu o compromisso do atual governo brasileiro na preservação do ecossistema. “Eu me felicito, hoje, ao ver que o presidente Lula no governo federal protege a Amazônia. O desenvolvimento do futuro dos povos autóctones e da biodiversidade não é apenas uma questão de resistência, é uma causa defendida pelo próprio governo federal”. O presidente francês também comentou os investimentos de € 1 bilhão.

Na ocasião, houve ainda o lançamento de uma coalizão para combater o greenwashing (maquiagem verde) no mercado voluntário de carbono, que ocorre quando marcas criam uma falsa aparência de sustentabilidade sem, necessariamente, colocá-la em prática.

Os governantes também pretendem finalizar até a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão, as negociações sobre o Artigo 6 do Acordo de Paris. O objetivo é estabelecer um mercado de carbono regulado, eficiente e transparente.

Bioeconomia

A bioeconomia na Amazônia é apontada como geradora de desenvolvimento sustentável da região, nos setores econômico e social, em harmonia com a proteção do meio ambiente. O modelo adota o uso racional de recursos naturais renováveis, conservação da integridade da floresta, processos sustentáveis na produção de bens, energia e serviços.

Alguns exemplos de bioeconomia são o extrativismo sustentável de produtos da floresta com a garantia de preservação dos recursos naturais; agricultura sustentável que respeita a biodiversidade e os ciclos naturais da região – como cultivo de espécies nativas e sistemas agroflorestais; manejo florestal para uso sustentável da madeira e outros produtos florestais; biotecnologia, com pesquisas e desenvolvimento de produtos a partir de recursos naturais da região; e reuso de matéria e energia, entre outros.

Como resultados, a bioeconomia pode promover a transição justa para modelos energéticos de baixo carbono; mitigar as emissões de gases de efeito estufa; contribuir para valorizar e conservar a biodiversidade da região; reduzir o desmatamento e prevenir a degradação do solo; diminuir a concentração de riqueza e renda e, consequentemente, as desigualdades socioeconômicas; ganhos de produtividade e redução de custos.

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Foto: Dayvison Oliveira/ TV Chapada

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aprovou, durante a sessão do Pleno, a elevação da comarca de Morro do Chapéu de entrância inicial para entrância intermediária. A decisão foi fundamentada nos critérios já atendidos pela comarca, conforme destacado pela relatora da ação e presidente da Corte, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende.

Morro do Chapéu atende a requisitos como extensão territorial superior a 5 mil quilômetros quadrados, uma população que ultrapassa os 64 mil habitantes ao somar os números das cidades de Morro, Cafarnaum e Mulungu, no interior da Bahia, além de registrar mais de 1 mil feitos julgados anualmente.

Essa reclassificação representa um avanço significativo para a jurisdição local, promovendo maior eficiência na prestação jurisdicional e garantindo uma resposta mais ágil e efetiva à comunidade.

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