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Foto: PRF

Um homem que estava em um carro levado de uma locadora de Lauro de Freitas, na Bahia, foi detido na sexta-feira (01), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 242, em Seabra, na Chapada Diamantina.

Durante a abordagem no km 408 da rodovia, a equipe da PRF descobriu que o carro havia sido alugado no dia 11 de agosto do ano de 2022, mas não foi devolvido no prazo acordado. O veículo possuía queixa de apropriação indébita.

Os policiais constataram também que o CRLV entregue pelo motorista era falso. O automóvel circulava com placas falsas. Em consulta, foi descoberto ainda que ele possuía passagem na polícia por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e homicídio.

Na entrevista, ele informou que alugou o HB20 com uma pessoa que mora em Irecê. Disse também, que pagou o valor de 450 reais pelo prazo de 20 dias.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Seabra, que irá investigar o caso.

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Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve redução de 3,8% para 3,76% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (15), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a projeção da inflação permaneceu em 3,51%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com a mesma tolerância.

Em janeiro, pressionada pela alta dos alimentos, a inflação do país foi 0,42%, abaixo do apurado em dezembro, de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o IPCA soma 4,51%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela quinta vez consecutiva, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. A segunda reunião do ano do Copom está marcada para 19 e 20 de março.

Em comunicado, o Copom indicou que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista “necessária para o processo desinflacionário”. O órgão informou que a interrupção dos cortes dependerá do cenário econômico “de maior prazo”.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 8,5% ao ano e se mantenha nesse patamar em 2026 e 2027.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Já a projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 1,75% para 1,77%. Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro projeta expansão do PIB também em 2%, para os dois anos.

No ano passado, a economia brasileira cresceu 2,9%, de acordo com o IBGE. Em 2022, o PIB havia sido 3%. A alta em 2023 foi puxada pelo crescimento recorde de 15,1% do setor agropecuário, o maior avanço desde o início da série histórica da pesquisa, em 1995. Também apresentaram aumentos os setores da indústria (1,6%) e de serviços (2,4%).

No caso do dólar, a previsão de cotação está em R$ 4,93 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

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Foto: Adriel Francisco

A chinesa BYD iniciou, nesta terça-feira (5), as obras da primeira fábrica de carros elétricos no Brasil. O complexo será construído do zero em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, na área que antes era usada pela Ford até a pandemia.

O empreendimento começa a ser instalado após o Governo da Bahia desclassificar uma proposta da brasileira Lecar.

Ao anunciar a escolha da BYD na segunda-feira (4), a administração estadual afirmou, em nota, que “nenhuma outra empresa apresentou projeto efetivo econômico que pudesse demonstrar competitividade e necessidade de seleção, caracterizando inexigibilidade licitatória”.

A fábrica em Camaçari é o primeiro passo para uma era de sustentabilidade e progresso – Foto: Adriel Francisco

Uma cerimônia foi realizada na tarde desta terça em Camaçari, com a presença de integrantes da BYD e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).

O governo do estado autorizou oficialmente, na segunda, a alienação da área localizada no polo petroquímico de Camaçari pertencente ao estado da Bahia, à empresa BYD.

Com a formalização, o gigante chinês ficou legalmente autorizado a instalar o complexo fabril que irá produzir veículos elétricos e híbridos.

A empresa asiática também vai fabricar chassis de ônibus e processar lítio e ferro fosfato, que são usados nas baterias dos veículos.

Segundo envolvidos nas negociações, a BYD só pagará 5% do ICMS à Bahia e ficará livre do Imposto de Renda. Em contrapartida, serão gerados 5.000 empregos.

Procurada, a Lecar não se manifestou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

O investimento da BYD é de R$ 3 bilhões. A expectativa é iniciar a produção entre o fim de 2024 e o início de 2025, com capacidade instalada próxima de 150 mil veículos por ano durante a primeira fase de implantação.

BYD dá início à construção da primeira fábrica de carros elétricos no Brasil – Foto: Adriel Francisco

A BYD anunciou também nesta terça que pagou ao Governo da Bahia o valor de R$ 287,8 milhões pela compra do complexo que possui 4,6 milhões de metros quadrados de área total.

Na primeira fase de obras, serão 26 novas instalações entre galpões de produção, pista de testes e outras estruturas que vão ocupar uma área de cerca de 1 milhão de metros quadrados.

As antigas instalações do complexo serão destinadas a fornecedores que vão ajudar na produção de partes e peças dos novos veículos.

Os primeiros carros fabricados na Bahia pela BYD serão o elétrico BYD Dolphin, o híbrido BYD Song Plus e o também elétrico BYD Yuan Plus, além do BYD Dolphin Mini, veículo elétrico lançado no dia 28 de fevereiro no Brasil.

No fim de janeiro, a BYD entregou um SUV elétrico para a Presidência da República.

Já os futuros veículos da Lecar seguem em fase de desenvolvimento e homologação. Antes do modelo compacto, está previsto o sedã médio 459. A empresa brasileira espera lançar o primeiro modelo ainda em 2025.

De acordo com o empresário Flávio Figueiredo Assis, da Lecar, a empresa nacional apresentou uma proposta ao Governo da Bahia.

BYD escolhe a Bahia para impulsionar a revolução elétrica – Foto: Adriel Francisco

O documento dizia que a BYD havia manifestado interesse no complexo industrial de Camaçari, mas havia margem para uma outra proposta.

De acordo com o texto, outros interessados poderiam “manifestar interesse em relação ao imóvel indicado e/ou apresentar impedimentos legais à sua disponibilização, no prazo de 30 (trinta) dias, contado a partir desta publicação”.

O aviso de chamamento público feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia estava aberto até a quarta-feira (28). Assis aproveitou a brecha e elaborou uma proposta.

O dono da Lecar pretendia adquirir o espaço para construir o futuro hatch elétrico da marca, que deve ter preço abaixo de R$ 100 mil.

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