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Rui Costa, ministro da Casa Civil – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O incômodo do Congresso com a articulação política do Palácio do Planalto, conduzida pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reforçam a abertura para o titular da Casa Civil, Rui Costa, entrar em campo. O ex-governador da Bahia já havia sido escalado pelo presidente Lula para ajudar no diálogo com os parlamentares.

Neste segunda-feira (19), no programa Roda Viva, Padilha disse achar “ótimo o ministro Rui Costa estar ajudando e querer ajudar, se dispor a ser um interlocutor”. “Quando mais ministro conversando com o presidente da Câmara, o presidente do Senado, com lideranças, para mim melhor”.

No entanto, Padilha disse o contato entre ministros e líderes partidários será coordenado pela sua pasta “e sob a liderança do presidente Lula”. A declaração é vista como uma marcação de território por parte do ministro, alvo da maior parte das reclamações de deputados e senadores.

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O Governo da Bahia não tem poupado esforços quando o assunto é o combate à Dengue. Nesta segunda-feira (19), mais três cidades baianas vão iniciar o uso do Ultra Baixo Volume (UBV), também conhecido como “fumacê”, estratégia de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, que consiste na pulverização de inseticida para eliminar a maior parte dos mosquitos adultos presentes na região.

Além de Wanderley, Lajedão e Morro do Chapéu, que passam a contar com a estratégia, mais sete municípios baianos também receberam o reforço do fumacê no combate ao Aedes aegypti, são eles: Salvador, Piripá, Encruzilhada, Bonito, Feira de Santana, Jacaraci e Juazeiro.

Secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, explica que, para que o uso do fumacê seja iniciado, o município precisa preencher uma série de critérios técnicos e epidemiológicos a fim de assegurar a efetividade da ação.

“O uso de fumacê é feito em áreas onde há uma alta infestação de mosquitos ou um surto de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, mas é preciso destacar que antes de recorrer ao fumacê, outros métodos de controle de vetores, como eliminação de criadouros, tratamento larvicida e educação da comunidade, devem ser avaliados ou utilizados. O fumacê é o que chamamos de último método a ser utilizado, recorremos a ele quando os outros métodos de controle não são suficientemente eficazes ou viáveis”, destaca.

No período de 1º de janeiro a 10 de fevereiro de 2024, a Bahia registrou 7.355 casos de Dengue, um incremento de 4,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Atualmente, 23 municípios se encontram em epidemia. São eles: Anagé, Belo Campo, Bonito, Botuporã, Brejões, Condeúba, Encruzilhada, Feira da Mata, Ibiassucê, Ibicoara, Ibitiara, Igaporã, Ipiaú, Iramaia, Irecê, Jacaraci, Matina, Morro do Chapéu, Mortugaba, Novo Horizonte, Piripá, Rodelas e Vitória da Conquista. Outras 20 localidades são consideradas áreas de alerta.

“O Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde, não tem poupado esforços para combater o aumento do número de casos através de plano de contingência com ações efetivas em todas as regiões da Bahia. Além das ações que já vínhamos realizando desde o ano passado, também adquirimos novos veículos de fumacê e faremos a distribuição de aproximadamente 12 mil kits para os Agentes de Combate às Endemias”, completa a secretária, reforçando ainda que estão sendo intensificados os mutirões de limpeza com o auxílio das forças de segurança e emergência, além do uso de bombas costais por agentes de saúde em diversas cidades baianas.

Para a diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, municípios e a própria população precisam auxiliar no combate ao mosquito. “A grande maioria dos criadouros está dentro das casas. Não podemos deixar acumular água em recipientes como garrafas, pneus e pratos usados para plantas. Outra medida essencial é cobrir as caixas de água”, lembra.

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Foto: Crédito/FreePik

Uma pesquisa demonstrou a viabilidade econômica da restauração florestal em áreas produtoras de café na Mata Atlântica. Publicado na revista científica One Earth, o estudo é assinado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e pelo diretor-executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto.

Os pesquisadores apontam que o aumento dos serviços ecossistêmicos impulsionados pelo reflorestamento, entre eles a polinização, pode levar à maior produtividade cafeeira, compensando os custos referentes à restauração da floresta. Além disso, um valor de CO₂ de pelo menos 20 dólares por tonelada melhoraria a viabilidade financeira da restauração, por meio do pagamento de carbono.

“Nossa pesquisa mostra que, ao impulsionar os rendimentos das colheitas e combinando ganhos provenientes do sequestro de carbono, a restauração se torna uma abordagem economicamente eficaz em paisagens agrícolas, indo na contramão do senso comum que considera o agronegócio e a conservação ambiental como atividades incompatíveis”, disse, em nota, Francisco d’Albertas, doutor em Ecologia pela USP e um dos pesquisadores que assina o artigo.

Os pesquisadores analisaram diferentes cenários de restauração de mata nativa em fazendas produtoras de café para estimar a compensação dos custos, que ocorreria ao longo de um período de 20 anos. Os resultados foram satisfatórios quando as áreas tinham mais de 10% de cobertura florestal e a restauração pretendia alcançar 25%.

Segundo d’Albertas, são necessárias ainda medidas adicionais, como a consolidação do mercado de carbono “para tornar a restauração amplamente viável e imediatamente atraente para os agricultores”. O estudo ressalta que a restauração florestal é fundamental para reverter a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas.

A Fundação SOS Mata Atlântica avalia que os resultados do estudo podem ajudar os formuladores de políticas públicas a promover a adoção generalizada da restauração em paisagens agrícolas. Dessa forma, seria possível aliar mitigação das mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e produção agrícola. A entidade lembra que, no Brasil, a legislação ambiental já prevê a restauração e conservação de vegetação nativa em propriedades rurais.

Guedes Pinto afirma que, para atender aos compromissos do Acordo de Paris, o Brasil deve eliminar completamente o desmatamento e restaurar em grande escala. Ele acrescenta que as metas de reflorestamento só poderão ser atingidas com o apoio do agronegócio. “E agora está evidente que o reflorestamento é uma abordagem positiva para todas as pessoas e setores econômicos”, finalizou. 

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Com apoio do Nuref do Tribunal de Justiça do Estado e Cartório de Imóveis, a Prefeitura de Presidente Dutra inicia procedimentos para regularização dos móveis urbanos. Em mais uma edição da ação, o prefeito Robertão reuniu vereadores, técnicos e famílias do Bairro BNH, onde destacou a importância da Regularização dos Imóveis.

“Através da regularização dos imóveis, as famílias tem mãos a verdadeira comprovação de propriedade, podendo realizar operações financeiras com segurança. Mais que isso, a regularização demonstra para os agentes públicos estadual e federal, a realidade habitcional do município, permitindo melhor acesso a políticas públicas estruturantes, tanto para realização de obras que valorizam os imóveis, como para ações de interesse social.” Disse Robertão.

Foi o quarto encontro com o mesmo tema, preparando as famílias para os procedimentos de regualarização urbana (Reurb) contemplando mais de 400 famílias do bairro BNH.

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