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O decreto nº 445, de 19 de dezembro, publicado no Diário Oficial de Ibititá, é um documento que, sem dúvida alguma, entra para a história da Administração Pública baiana. Numa só “canetada”, a prefeita Nilvinha dos Santos (PSD) demitiu todos os “agentes políticos” e ocupantes dos “cargos de provimento em comissão e função de confiança”.

No texto, ela sustenta a “necessidade de adoção de medidas imediatas para redução de despesas com pessoal”, sob o pretexto de “reanalisar a estrutura para melhor utilizar todo o quadro de servidores”. O decreto exclui apenas 87 funcionários, que serão mantidos no trabalho apenas até o dia 31 de dezembro deste ano.

Depois da virada, a cidade estará praticamente à deriva. A grande questão é: como a medida vai impactar a vida dos quase 20 mil habitantes, sobretudo da Zona Rural, dependentes dos serviços oferecidos pelo município?

De acordo com dados disponíveis no TCM-BA, no final de 2022, a Prefeitura de Ibititá possuía 802 homens e mulheres no quadro pessoal. Do total, cerca de 300 em cargos comissionados – aproximadamente 37,5%. Mantida a proporção, a perspectiva é desesperadora – levando em conta as demandas de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Assistência Social típicas do final do ano, quando a população flutuante aumenta consideravelmente. Além disso, com as chuvas e o déficit de servidores na Saúde, a situação ganha dimensão dramática, devido ao impulso dos casos de dengue, Zika e chikungunya no período do verão.

No final de setembro deste ano, segundo a portaria nº 461, a prefeita Nilvinha já havia demitido quase 100 funcionários em cargos de confiança. Agora, no que a gestora classificou como “exoneração coletiva”, ela fechou a conta e passou a régua! Falta só decretar falência.

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Em entrevista ao programa Conversa Franca, da TV Chapada, o empresário Érico Sampaio fez duras críticas à gestão da prefeita Juliana Araújo (PL), da cidade do Morro do Chapéu. Segundo ele, todo dinheiro do município está sendo levado para empresas de fora. No entanto, em entrevista ao Jornal da Chapada, a gestão municipal negou a versão contada pelo empresário.

“A gestão vendeu todos os carros. Até setembro deste ano já foram gastos mais de R$ 10 milhões com locação de veículos leves. Este dinheiro daria para comprar mais de 130 carros novos”. Segundo Érico, a prefeitura já gastou neste mesmo contrato mais de R$ 4 milhões com manutenções destes veículos.

De acordo com Érico, a prefeitura de Morro do Chapéu também já investiu outros 10 milhões com aluguel de máquinas pesadas. “Este valor daria para adquirir mais de 40 retroescavadeiras. Depois que passar essa gestão vai ficar só o osso. Não vai ficar um carro”, destaca o empresário.

Segundo Sampaio, enquanto centenas de pessoas passam fome e sede em virtude da seca, a Prefeitura investiu R$ 400 mil na decoração natalina. “Onde está a ordem de prioridade. Primeiro temos de cuidar das pessoas”, afirma.

Outra denúncia grave feita por Érico Sampaio, foi que a prefeita Juliana Araújo estaria se promovendo às custas da distribuição de kits natalinos para parte da população. “Quem está pagando essa conta somos nós. Este dinheiro é do povo. É uma vergonha ajudar uma família e obrigá-los a tirar fotos com ela. A prefeita está se auto promovendo com nosso dinheiro”, frisa.

Prefeitura refuta acusações

Em contato com o Jornal da Chapada, a Secretaria de Comunicação de Morro do Chapéu refutou todas as denúncias feitas por Érico Sampaio. Ressaltou que o valor licitado não corresponde ao valor efetivamente utilizado e que a estratégia de recorrer à locação de carros foi adotada em função do cenário devastador encontrado pela gestão na frota de veículos entregue pela administração anterior em janeiro de 2021.

Secretaria de Comunicação de Morro do Chapéu revela estado de veículos deixados pela gestão anterior – Foto: Divulgação

Sobre o suposto gasto exacerbado com a decoração natalina no município, a Secretaria frisou que o valor já havia sido delimitado e que a prefeitura tem desenvolvido ações emergenciais de combate à seca. “A gestão presta diariamente serviços diretos e indiretos no combate à estiagem. Nessa administração, foram perfurados mais de 20 poços com vazão de água, realizados serviços diários de manutenção das bombas de água e enviado auxílio por meio de carros-pipa para a zona rural”, finalizou a Secretaria.

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Câmaras são orientadas a aprovar com ressalvas contas referentes a 2022; Multas são aplicadas em decorrência de apontamentos técnicos.

Em sessão realizada nesta terça-feira (19/12), o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia fez recomendações às câmaras de vereadores para a aprovação com ressalvas das contas de duas prefeituras baianas relativas ao exercício financeiro de 2022.

Nesse sentido, destaque- se as contas do Gentio do Ouro, administradas pelo prefeito Robério Gomes Cunha, e de Jussara, sob a gestão de Taciano Mendes da Silva.

Após a aprovação dos votos, os conselheiros emitiram Deliberação de Imputação de Débito, aplicando multas nos valores de R$ 3 mil (Gentio do Ouro) e R$ 2 mil (Jussara) aos gestores, em virtude das ressalvas identificadas no relatório técnico.

É importante ressaltar que as decisões podem ser objeto de recurso.

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