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A agricultura familiar baiana vive mais um dia de entregas para fomentar a produção de milhares de famílias agricultoras pelo estado. Nesta quinta-feira (19), o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), entregou 94 veículos tipos carreta pipa para prefeituras e organizações produtivas da agricultura familiar, com um investimento superior a R$ 4 milhões, oriundos de emendas parlamentares.

Essas carretas pipas servirão para melhorar as condições de irrigação nas plantações, no abastecimento de água e para auxiliar na limpeza das estradas vicinais. As entregas foram realizadas no Parque de Exposições, em Salvador, e contou com a participação do governador do Estado, Jerônimo Rodrigues.

“Estamos entregando esses reboques que serão acoplados aos tratores já disponibilizados, anteriormente, pelo Governo do Estado para gerar mais qualidade de vida e renda para as nossas famílias agricultoras”, afirmou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.

As organizações da agricultura familiar reforçaram a necessidade dessa carreta pipa, especialmente nesse momento de seca no Semiárido baiano. O presidente da Associação dos Agricultores do Vale do Rio das Contas em Tanhaçu, Fidelino Oliveira, comentou a importância do equipamento.

“Antes, a gente gastava cerca de R$ 700,00 por mês adquirindo caminhão-pipa particular. Agora, não vamos ter mais esse custo e poderemos utilizar a água para o que precisar, tanto para o cotidiano quanto para irrigar as nossas hortaliças e frutíferas, como limão e maracujá”, disse o representante.

Já a presidente da União das Associações dos Pequenos Agricultores de Cansanção, Anatália Meira, informou que o equipamento vai oportunizar a entrega dos produtos da agricultura familiar para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

“Estamos muito felizes com esse equipamento porque a nossa região está muito seca, então, vamos levar essa água para as famílias agricultoras poderem produzir e escoar os alimentos tanto para o PAA quanto para o PNAE da região”, falou Anatália.

O presidente da Associação Lagoa das Cacimbas, do município de Malhada de Pedras, Fernando Ataíde, valorizou a capacidade da carreta pipa para abastecer a comunidade rural.

“O povo da cidade, às vezes, não tem ideia do que significa uma carreta pipa como essa para a área rural. São quatro mil litros que, acoplados com o trator que já recebemos da CAR, vai facilitar muito a nossa vida e ajudar a manter a nossa produção e comercialização”, comemorou Fernando.

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A Bahia lidera o ranking do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas (PNRF), de acordo com dados levantados pelo Ministério da Saúde. Com 44.113 cirurgias realizadas de março a agosto, a Bahia figura em primeiro lugar no número total de procedimentos executados. O estado que ocupa a segunda posição fez 29.452 cirurgias.

O PNRF foi instituído pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano visando expandir a realização de cirurgias eletivas em todo o território brasileiro e diminuir a espera por exames e consultas especializadas. A Bahia aderiu ao programa logo no seu início, garantindo mais de R$ 42 milhões para execução das cirurgias. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) está executando cerca de R$ 27,7 milhões do total destinado ao estado, sendo responsável pela realização de procedimentos cirúrgicos em 381 dos 417 municípios.

Entre os procedimentos executados estão tratamentos cirúrgico de varicocele, plástica mamária feminina não estética, histerectomia, litotripsia, retirada de placa e/ou parafuso e ressecção endoscópica de próstata. O acesso dos pacientes aos procedimentos elencados no Programa está sendo a partir do cadastro Sistema Lista Única, no caso da gestão estadual. No caso da gestão municipal, a partir dos sistemas próprios de regulação.

Na Bahia, os procedimentos mais executados são facoemulsificacão com implante de lente dobrável, capsulotomia, Yag laser, colecistectomia por vídeolaparoscopia, histerectomia total e hernioplastia inguinal unilateral.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, afirma que a Sesab já vinha trabalhando para que a fila de cirurgias eletivas seja zerada. “Não estamos poupando esforços para que todos os procedimentos possam ser realizados. Cada cirurgia realizada é uma vida transformada”, afirma a Secretária.

Além do PNRF, a Bahia já vinha executando o Programa Estadual de Ampliação do Acesso às Cirurgias Eletivas. Iniciado em abril de 2022,o projeto tinha expectativa inicial de realizar 79 mil cirurgias, número que já foi superado, chegando a cerca de 200 mil. Estão sendo disponibilizados diversos procedimentos como cirurgia de catarata, remoção de mioma, histerectomia (remoção do útero), colecistectomia (retirada de vesícula), cirurgias de hérnias inguinais, umbilical, epigástrica dentre outros, em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia e cirurgia vascular.

A oferta das cirurgias vem ocorrendo de forma descentralizada e regionalizada, priorizando as filas de espera existentes, sendo os serviços executados por 91 unidades da rede de saúde pública, filantrópica e privada, no âmbito do Estado, de acordo com o respectivo perfil e complexidade.

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Em novo levantamento, a rede MapBiomas constatou que, entre 1985 e 2022, houve redução de 15% da área ocupada por florestas naturais no país, passando de 581,6 milhões de hectares para 494,1 milhões de hectares.

O principal fator de devastação foi a apropriação da agropecuária, e os últimos cinco anos aceleraram o processo de desmate, respondendo por 11% dos 87,6 milhões de hectares perdidos, revela a Coleção 8 do Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra no Brasil. Segundo o trabalho, os biomas que mais viram florestas sumirem nesse período foram a Amazônia (13%) e o Cerrado (27%).

O mapeamento considera diversos tipos de cobertura arbórea: formações florestais, savanas, florestas alagáveis, mangue e restinga. De acordo com o MapBiomas, esses ecossistemas ocupam 58% do território nacional. Quando todos são considerados,  a Amazônia (78%) e a Caatinga (54%) aparecem como os biomas com maior proporção de florestas naturais em 2022.

O MapBiomas observou, ainda, que dois terços da área destruída, ou seja, 58 milhões de hectares, foram de formações florestais, que são áreas de vegetação com predomínio de espécies arbóreas e dossel contínuo como as florestas que prevalecem na Amazônia e na Mata Atlântica. A diminuição das formações florestais foi de 14% nos 38 anos analisados. O Pampa foi o único em que o patamar se manteve estável, mesmo com o passar dos anos.

Pelos cálculos da organização, quase todo o desflorestamento (95%) se deu como consequência do avanço da agropecuária, que implica tanto a transformação de floresta em pastagens como a utilização das áreas para cultivo agrícola. Nas duas primeiras décadas do período sob análise, registrou-se aumento da perda de florestas, seguido de período de redução da área desmatada a partir de 2006.

As florestas alagáveis também fazem parte da paisagem da Amazônia e passaram a ser monitoradas pelo MapBiomas neste ano. Tais florestas são caracterizadas por se formar nas proximidades de cursos d’água. Nesse caso, no intervalo de quase 40 anos, foram perdidos 430 mil hectares de florestas, que ocupavam 18,8 milhões de hectares ou 4,4% do bioma em 2022.

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