Vice-governador João Leão - Foto: Reprodução
Após o anúncio do senador Jaques Wagner de que o PT terá candidato próprio ao governo da Bahia, o PP, um dos principais aliados dos petistas no estado, ameaça romper a parceria e até pular no barco do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), maior adversário do PT na eleição deste ano e favorito nas pesquisas de intenção de voto.
A sinalização pela quebra da aliança foi dada nessa quarta-feira, 9, pelo vice-governador da Bahia, João Leão, presidente do PP no estado. Ele se reuniu em Brasília com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do PP, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), um dos cabeças do partido e aliado do presidente Jair Bolsonaro. Em caso de apoio a ACM Neto, o nome do próprio Leão é cogitado como possível candidato ao Senado.
Um arranjo inicial previa que o governador baiano, Rui Costa (PT), renunciasse ao cargo em abril para concorrer ao Senado, abrindo espaço para que João Leão completasse o mandato até o final do ano. Conforme anunciou Wagner, no entanto, Costa vai continuar no governo e não disputará a eleição, diante da decisão do senador Otto Alencar (PSD) de não concorrer ao Executivo estadual e focar em sua reeleição ao Senado pela chapa governista – o PSD compõe, ao lado de PT e PP, a tríade que dá sustentação política à gestão Costa. O PT cogita três nomes para a cabeça de chapa.
“Após as declarações do senador Jaques Wagner, em entrevista no início da semana, descumprindo alinhamentos construídos fruto de amplo diálogo, o PP da Bahia precisa refletir sobre seu futuro nas eleições estaduais deste ano”, disse João Leão.
Fora o cenário em que se cogita compor a chapa de ACM Neto, Leão afirmou que seu partido pode ter candidatura própria ao governo baiano. Ele próprio vinha falando em se lançar à sucessão de Rui Costa. O vice-governador, contudo, não bateu o martelo e citou conversas com o governador e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Qualquer decisão que o PP venha tomar sobre nossos rumos no estado será alinhada com as nossas bancadas, e também passará por uma conversa com o governador Rui Costa e com o ex-presidente Lula. Trabalhamos muito pelo nosso estado e o legado do PP precisa ser respeitado, da mesma forma como temos nutrido respeito por todos os nossos aliados”, afirmou.
Há dezesseis anos no poder na Bahia, o PT terá na eleição de 2022 a mais dura a ser enfrentada pelo grupo hegemônico desde que assumiu o poder, em 2007. ACM Neto deixou a prefeitura com uma gestão bem avaliada e conseguiu a eleição do sucessor, o prefeito Bruno Reis, ainda em primeiro turno. Neto é herdeiro político do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), cujo grupo político foi desbancado do poder na Bahia pelo petista Jaques Wagner na eleição de 2006.
Fonte: Revista Veja
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