Terça-feira, 03 de Março de 2026
Chapada Diamantina

Foto: Montagem/JC

As cachoeiras de Morro do Chapéu registraram aumento expressivo no volume e na força das quedas d’água no último sábado (28), reflexo direto da intensidade das chuvas que atingiram a região. Vídeos publicados por internautas mostram cenários impactantes, com a água descendo com grande pressão, formando névoa e criando uma paisagem de forte beleza natural.

Cachoeira do Ferro Doido

Entre os destaques está a Cachoeira do Ferro Doido, que apresentou fluxo intenso e chamou atenção pela imponência. Com a elevação do volume, as águas seguem em direção à Barragem do França, responsável pelo abastecimento de municípios como Piritiba, Mundo Novo, Miguel Calmon e Mairi, o que reforça a importância hídrica do sistema natural.

Com aproximadamente 98 metros de altura, a Ferro Doido é considerada um dos principais cartões-postais da unidade de conservação onde está inserida. A queda livre da água, combinada com o contraste entre formações rochosas e vegetação, intensifica a sensação de grandiosidade e reforça o apelo paisagístico do local, especialmente em períodos chuvosos.

Cachoeira do Agreste

Outra atração que também ganhou destaque foi a Cachoeira do Agreste, que apresentou aumento expressivo no volume após as chuvas, transformando completamente a paisagem ao redor. Com cerca de 58 metros de queda d’água, o fluxo mais intenso criou uma cortina volumosa e constante, levantando névoa e espalhando umidade pela vegetação, o que deixou o cenário ainda mais imponente e visualmente marcante.

A trilha de aproximadamente três quilômetros que leva até a Cachoeira do Agreste, considerada de nível moderado, tornou a experiência ainda mais intensa com o cenário pós-chuva. O percurso passa por paisagens naturais diversificadas e reforça o contato direto com o ambiente, atraindo visitantes em busca de aventura e tranquilidade.

Atenção redobrada

O aumento do volume nas cachoeiras evidencia o impacto positivo das chuvas na paisagem natural da região, que ganha novos contornos e revela a força dos cursos d’água. Ao mesmo tempo, o cenário reforça a necessidade de atenção redobrada durante visitas, já que a intensidade do fluxo e o solo úmido podem alterar as condições de acesso aos atrativos naturais.

Fonte: Jornal da Chapada



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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
Chapada Diamantina

Foto: Marcel Ribeiro

Em meio à mata densa e preservada de Seabra, na região da Chapada Diamantina, a Cachoeira Véu de Noiva se destaca como um dos cenários mais encantadores da Serra do Araújo, área reconhecida como Refúgio de Vida Silvestre (REVIS).

Inserida em uma Unidade de Conservação, a área tem como finalidade proteger ambientes naturais essenciais para a existência e a reprodução de espécies da fauna e da flora locais. A cachoeira simboliza essa proposta de preservação, reunindo beleza cênica e equilíbrio ambiental em um espaço cuidadosamente protegido.

A visitação pública é permitida, desde que respeitadas as diretrizes estabelecidas no Plano de Manejo e as normas definidas pelo órgão responsável pela administração da unidade. O controle busca garantir que o turismo ocorra de forma sustentável, sem comprometer os ecossistemas existentes.

Além de proporcionar contemplação da paisagem, a visita ao Véu de Noiva representa uma oportunidade de contato direto com a biodiversidade regional e reforça a importância das políticas de conservação ambiental. A unidade demonstra como a proteção de áreas naturais contribui para a manutenção da vida silvestre e para a promoção da educação ambiental na região.

Fonte: Jornal da Chapada



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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026
Chapada Diamantina

O plantio de mirtilo começou a se expandir na região da Chapada Diamantina - Foto: Reprodução/ Javier Maciel

O cultivo de frutas vermelhas começa a ganhar espaço na Chapada Diamantina e se consolida como uma nova frente de diversificação agrícola na região. Conhecida nacionalmente pela produção de cafés especiais, vinhos, hortaliças e flores, a Chapada passa a experimentar o plantio de culturas de clima temperado, impulsionada por condições favoráveis de solo e altitude e pelo crescimento do mercado de alimentos premium.

A abertura desse novo nicho produtivo tem contribuído para o fortalecimento da agricultura regional e da economia local, ampliando oportunidades de renda, atraindo investimentos e estimulando a adoção de tecnologias no campo. O avanço das frutas vermelhas também amplia o potencial de inserção da Chapada em cadeias de maior valor agregado, criando novas possibilidades de negócios e de expansão para produtores de diferentes portes.

Um dos projetos mais ambiciosos é liderado pelo produtor Javier Maciel, que cultiva 113 hectares de mirtilo na região serrana do Rio de Janeiro e decidiu investir em uma fazenda de 150 hectares dedicada à fruta em Piatã. Segundo ele, o plantio será feito com clones das variedades que já utiliza no Sudeste e que exigem menor quantidade de frio para produzir.

Maciel buscou orientação na Embrapa Clima Temperado e viajou ao Peru, considerado o maior exportador mundial de mirtilos, para conhecer técnicas de manejo. O preparo da área começou há dois anos e, atualmente, 20 hectares já estão plantados, com previsão de que toda a área esteja em produção dentro de cinco anos. “A Chapada tem condições favoráveis de solo e clima. O desafio é o acesso à água. Por isso, faremos as instalações aos poucos, por um manejo responsável dos recursos hídricos. A região possui água subterrânea de boa qualidade e nosso acesso progressivo está regulamentado”, afirma.

Embora ainda não existam dados específicos do IBGE sobre frutas vermelhas na Chapada, levantamentos técnicos indicam que a região produz entre 200 e 400 toneladas anuais de morango, concentradas em Mucugê, Ibicoara e Morro do Chapéu. Amora-preta e framboesa aparecem em projetos menores, muitas vezes ligados à produção artesanal, enquanto o mirtilo ainda não tem volume expressivo, mas já desperta interesse pelo alto valor de mercado.

O agrônomo Paulo Sérgio Ramos explica que uma das estratégias para ampliar a atividade é criar estruturas coletivas e unidades-piloto para difusão de tecnologias, como o cultivo suspenso de morango. “A perspectiva é encurtar o tempo de transição de manejos e escolha de cultivos ao mostrar ao agricultor familiar novas técnicas mais rentáveis”, afirma.

Ele ressalta que os investimentos em fertirrigação, estufas e logística ainda são desafios para pequenos produtores, motivo pelo qual a secretaria e o Sebrae incentivam arranjos produtivos e consórcios. “Esses arranjos têm potencial para fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade das frutas vermelhas da Chapada no mercado nacional”, diz Ramos.

Na prática, o movimento já impacta a rotina de agricultores. Em Ibicoara, Isabel Fernandes da Costa apostou na amora-preta como alternativa às hortaliças em seu sítio de seis hectares. “Parte da produção enviamos para indústria e parte fica aqui, para produzirmos geleia artesanal, que vendemos para turistas ou alguns comércios. Tem ajudado no aumento da nossa renda, então pretendo continuar nos cursos para aprender, quem sabe, o cultivo de outras frutas”, conta.

Já em Mucugê, João Aparecido Gomes iniciou o cultivo de morango há cinco anos após observar a demanda crescente em pousadas e restaurantes. “Começamos devagar, temos dez hectares, mas já fornecemos para algumas cidades próximas. Os locais voltados ao turismo dão prioridades para produtos locais, e isso tem nos ajudado”, avalia.

Com projetos em expansão e interesse crescente de produtores e instituições, as frutas vermelhas se firmam como uma nova aposta para diversificação produtiva, agregação de valor e fortalecimento da economia rural da Chapada Diamantina.

Fonte: Jornal da Chapada



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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
Chapada Diamantina

Foto: Divulgação

Seabra, no coração da Chapada Diamantina, será o centro das atenções do esporte a motor neste sábado, 24, ao receber a edição 2026 do Rally da Chapada. Considerado o principal evento de aventura da Bahia, a prova promete unir competição, turismo e ações socioambientais ao longo de um percurso de aproximadamente 100 quilômetros pelas estradas vicinais do município.

Disputado no formato de gincana automotiva, o rally reúne competidores nas categorias 4×2 e Adventure 4×4. Além do desafio de navegação e condução, os participantes também precisarão cumprir tarefas com impacto social e ambiental, como o plantio de mudas nativas da Chapada Diamantina e a doação de alimentos.

O evento conta com o apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Para o diretor-geral do órgão, Vicente Neto, a competição cumpre um papel estratégico para o desenvolvimento regional.

“A prova fomenta o turismo esportivo numa das principais regiões turísticas e de esportes radicais do nosso estado, o que gera ainda mais emprego e economia para os locais, principalmente o município de Seabra, um dos maiores do centro da Bahia e da Chapada Diamantina. Esse é o papel de uma política pública do esporte para o desenvolvimento como um todo do nosso estado”, garantiu.

Ao longo do trajeto, os competidores e convidados terão a oportunidade de conhecer pontos históricos e culturais do município. Estão previstas passagens pelo sítio arqueológico do bairro da Caixa D’Água, pela Estrada Real, pela Vila Campestre e pelo povoado de Lagoa Boa Vista, onde ficam a Igreja do Bom Jesus e o Cemitério Bizantino.

Além da prova competitiva, a programação inclui um passeio guiado, voltado a convidados e participantes, conduzido por profissionais da organização do rally. Um dos organizadores do evento, Roberto Nunes, destaca a relevância da Chapada Diamantina no cenário nacional do ecoturismo: “O nosso evento tem procurado valorizar os passeios em atrações turísticas como grutas, cachoeiras e montanhas”.

A edição 2026 do Rally da Chapada também conta com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur), da Prefeitura de Seabra, da Petrobahia, do Instituto de Desenvolvimento de Pesquisa (IDP) e da Calcário do Rio Preto, reforçando a integração entre esporte, turismo e desenvolvimento local.

Fonte: As informações são de assessoria.



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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026
Chapada Diamantina

Foto: Reprodução/JC

As fortes chuvas registradas na última segunda-feira (19) provocaram alagamentos em diversos bairros do município de Itaberaba, causando prejuízos significativos a estabelecimentos comerciais, residências e até unidades de saúde. De acordo com informações preliminares, choveu por mais de três horas contínuas, com volume médio estimado em cerca de 150 milímetros, o que comprometeu o sistema de escoamento da cidade.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram ruas completamente tomadas pela água, evidenciando a fragilidade da infraestrutura urbana diante do grande volume de chuva. Em várias localidades, a água invadiu imóveis e vias públicas, dificultando a mobilidade e colocando moradores em situação de risco.

Um dos casos que mais chamou atenção foi o alagamento do Instituto do Rim, onde um grande volume de água invadiu as dependências da unidade. A situação causou pânico entre pacientes e profissionais de saúde, além de comprometer atendimentos e danificar equipamentos essenciais para o funcionamento do serviço.

Bairros alagados e críticas à infraestrutura

Outras imagens divulgadas mostram veículos parcialmente encobertos pela água, em um cenário de completo caos. No bairro Grande Bahia, a força das águas deixou ruas alagadas e resultou na destruição de duas casas. Um morador gravou um vídeo relatando a situação da localidade, com residências invadidas pela água e imóveis sendo perdidos. Ele criticou a falta de infraestrutura no bairro: “Fizeram um bairro sem drenagem e o resultado está aí: duas famílias desoladas e sem casa”, afirmou.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Itaberaba informou que mobilizou equipes integradas, envolvendo secretarias municipais, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, para atender às ocorrências. No entanto, moradores relatam que as ações não foram suficientes para prestar o apoio necessário às famílias afetadas e minimizar os impactos causados pela falta de drenagem e estrutura em bairros e ruas do município.

O ex-prefeito Ricardo Mascarenhas (PP) também se manifestou sobre a situação, por meio de uma publicação nas redes sociais, criticando a condução da gestão municipal diante do ocorrido. “Graças a Deus, até o momento não há registro de vítimas fatais, mas os prejuízos são grandes. É inaceitável o silêncio do poder público neste momento. Sem ataque, mas com responsabilidade: acorde! A população precisa de resposta imediata”, destacou, ao apontar a ausência de um canal de comunicação, divulgação de telefone de plantão, acionamento da Defesa Civil e registro das ocorrências em tempo real.

Fonte: Jornal da Chapada



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Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026
Chapada Diamantina

Foto: Divulgação

O Rally da Chapada inicia 2026 com a edição Seabra, capital da Chapada Diamantina. Considerado o principal evento de aventura da Bahia, o rally acontece no dia 24 de janeiro e terá um percurso de aproximadamente 100 km pelas estradas vicinais do município. A prova, no formato de gincana automotiva, reúne praticantes do esporte a motor e amantes do turismo de aventura, que precisam cumprir uma série de tarefas sociais, como a doação de alimentos, e ambientais, a exemplo do plantio de mudas nativas da região da Chapada Diamantina.

Com o apoio da Prefeitura de Seabra, o Rally da Chapada chega à sua nona edição com o objetivo de fomentar o turismo de aventura e destacar os principais destinos da Chapada Diamantina. As inscrições já estão abertas na plataforma Sympla para duplas, nas categorias Turismo 4×2 e Adventure 4×4. O evento contará ainda com um passeio guiado para convidados e participantes, conduzido pela equipe de profissionais experientes do rally.

De acordo com Roberto Nunes, um dos organizadores do Rally da Chapada, a região chapadeira é um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil. “O nosso evento tem procurado valorizar os passeios em atrações turísticas como grutas, cachoeiras e montanhas”, afirma. Após a participação na gincana, os competidores costumam aproveitar a programação para curtir com amigos e familiares atrativos como banhos de cachoeira e visitas às diversas grutas e paisagens naturais da região. “A Chapada Diamantina também é rica em gastronomia, e municípios como Seabra têm fortalecido a sua infraestrutura hoteleira”, destaca Nunes.

A edição Seabra do Rally da Chapada vai passar por locais históricos, como o sítio arqueológico do bairro da Caixa D’Água, a Estrada Real, a Vila Campestre e o povoado Lagoa Boa Vista, onde estão a Igreja do Bom Jesus e o Cemitério Bizantino.

O Rally da Chapada conta com o apoio da Prefeitura de Seabra e o patrocínio do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Turismo e da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB), além da Petrobahia, Instituto de Desenvolvimento de Pesquisa (IDP) e Calcário do Rio Preto.

Fonte: As informações são de assessoria.



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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2025
Chapada Diamantina

Foto: Reprodução

O Rally da Chapada está de volta e promete muita emoção no dia 15 de novembro, no Vale do Capão, município de Palmeiras. Em sua oitava edição, o maior evento de aventura da Bahia segue no formato de gincana automotiva, oferecendo aos participantes uma trilha divertida, com belas paisagens pelas estradas vicinais da região.

As disputas serão divididas em duas categorias: Adventure 4×4, voltada para veículos traçados, e Turismo 4×2, destinada a carros convencionais. O percurso será marcado pela diversidade de cenários, com trechos que valorizam a beleza natural da Chapada Diamantina.

O evento é uma realização da N2 Comunicação Integrada & Eventos, com apoio da Prefeitura de Palmeiras, e já faz parte do calendário turístico da região. A organização ressalta que a nova data é uma oportunidade para atrair visitantes, movimentar a economia local e consolidar ainda mais o Vale do Capão como destino para o turismo de aventura.

De acordo com os organizadores, o Rally da Chapada tem como objetivo unir esporte, lazer e integração, proporcionando aos competidores e visitantes uma experiência segura e inesquecível. A expectativa é de grande participação de equipes de diversas cidades da Bahia e de outros estados.

Com o anúncio oficial, a equipe organizadora convida os amantes de aventura e automobilismo a se prepararem para mais uma edição do evento, que promete emoção e desafios em meio às trilhas da Chapada Diamantina.

Fonte: Jornal da Chapada



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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2025
Chapada Diamantina

Foto: Reprodução

A prefeitura de Lençóis anunciou a realização do evento “Pedal na Trilha”, marcado para o dia 21 de setembro, oferecendo aos participantes uma experiência que une esporte e cultura. O percurso será realizado na trilha Lençóis x Andaraí, reunindo ciclistas e amantes da natureza para um momento de integração e lazer.

Após o pedal, a programação seguirá no Mercado Cultural de Lençóis, onde acontecerá uma confraternização aberta ao público com apresentações musicais das bandas Oz Tops e O Forasteiro, a partir das 17h30.

O evento busca incentivar a prática esportiva e valorizar os atrativos naturais e culturais da região, fortalecendo o turismo e promovendo a interação entre moradores e visitantes.

Fonte: Jornal da Chapada



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Domingo, 17 de Agosto de 2025
Chapada Diamantina

Foto: Reprodução

Com mais de 47 anos de experiência no combate e monitoramento de incêndios florestais, o brigadista e pesquisador Homero Vieira dos Santos, conhecido como Velho Urso, lançou um manifesto em que denuncia o que chama de ‘Indústria do Fogo’. O documento aponta que muitos incêndios não são acidentes da natureza, mas fazem parte de um ciclo de interesses econômicos e políticos que se beneficia da destruição ambiental.

Homero alerta que tratar os incêndios florestais apenas como consequência das mudanças climáticas ou do aquecimento global serve para mascarar responsabilidades locais, deixando de apontar e punir aqueles que provocam as queimadas ou se beneficiam economicamente da destruição da floresta. “Nem todo incêndio é acidente. Nem toda tragédia é natural. Nem toda fumaça é inocente”, alerta o brigadista em seu manifesto.

Para ele, a propagação das chamas não deve ser encarada apenas como uma tragédia inevitável da natureza. Muitos dos incêndios que acontecem na Chapada Diamantina têm origem intencional e, em diversos casos, não são combatidos adequadamente, permitindo que se espalhem com maior intensidade.

Homero alerta que, para determinados interesses, o fogo pode ser até bem-vindo, funcionando como parte de um ciclo que começa na omissão das autoridades e termina gerando lucro. Esse padrão evidencia como alguns incêndios florestais deixam de ser apenas um problema ambiental para se tornar um instrumento de exploração econômica.

O brigadista afirma que o fogo se tornou instrumento de especulação e de dominação territorial, em um processo que envolve a flexibilização de leis ambientais, a chegada de empreendimentos e loteamentos, além de contratos que transformam áreas queimadas em oportunidade de negócio. “A floresta não é combustível para lucro. A crise climática não pode ser usada como desculpa para apagar responsabilidades locais”, reforça.

Apesar do cenário preocupante, Homero lembra que existem caminhos possíveis para prevenir e reduzir os incêndios. Técnicas de manejo adequado, monitoramento antecipado, integração de comunidades tradicionais e valorização da ecologia do fogo são estratégias já conhecidas, mas pouco aplicadas.

Fonte: Jornal da Chapada



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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2025
Chapada Diamantina

Foto: Reprodução

A riqueza dos sabores da Caatinga ganhará destaque na Chapada Diamantina com a participação de chefs de sete casas do Vale do Capão, que apresentarão criações inéditas e originais no cenário gastronômico em 2025, durante o 8º Tempero Bahia, que acontece de 28 de agosto a 7 de setembro. O evento promete uma experiência única, unindo ingredientes típicos da região a técnicas sofisticadas para surpreender o paladar dos visitantes.

Além da Chapada Diamantina, o circuito gastronômico do festival se estende a restaurantes e hotéis em Salvador, Feira de Santana, Vera Cruz, Itaparica e Morro de São Paulo. Pratos elaborados com ingredientes como licuri, umbu, mandioca, cana-de-açúcar e castanha de caju estarão presentes em versões que contemplam opções com carne e vegetarianas, garantindo diversidade e autenticidade na mesa.

Restaurantes, chefs e pratos:

• Alma Bistrô: Carré de Cordeiro com toque de melaço de cana, cabotiá assada com especiarias e cuscuz marroquino com farofa de licuri e castanha, comandado pela Chef Ecatharine Santos

• Ana Sempre Viva: Ravióli de abóbora, gorgonzola e nozes com massa de cacau e molho de castanhas de caju, umbu e capim-santo, sob o comando da Chef Anabel Acosta

• Bistrô Orquídea Negra: Arroz negro com frutos do mar ao leite de licuri, comandado pela Chef Jakie

• Charrúa: Bife de Chorizo com aipim frito e molho provençal, acompanhado de legumes grelhados e farofa de licuri, comandado pelo Chef Pablo Barbosa

• Gatto Sete: Black Bahia – Filé Mignon ao molho de umbu, vinho e melaço de cana, acompanhado de arroz com licuri e ervas, tuile com azeite de licuri e dendê, trapoeraba e capuchinha,

comandado pelo Chef Ton Rosa

• Herbívoras: Flor da Caatinga – Panqueca de shitake com espinafre e molho branco de castanha de caju, acompanhada de salada fresca com molho agridoce de maracujá-do-mato, comandado pela Chef Larissa Almeida.

• Pizza Lab: Regina da Caatinga – Pizza de Carne de sol desfiada com milho e cebola roxa, comandado pelo Chef e Pizzaiolo Igor Martinovic

O Tempero Bahia

A 8° edição do Tempero Bahia é uma realização da 2D Projetos Culturais e Eventos com patrocínio do Sebrae, Bahiagás, Assaí Atacadista e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda. Mais informações no Site www.temperooficial.com.br/bahia.

Fonte: As informações são de assessoria.



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