Sábado, 25 de Abril de 2020
BRASIL

Em pronunciamento à imprensa na manhã desta sexta-feira (24), Sérgio Moro apontou mais um crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro (sem partido), fortalecendo a abertura do caminho para seu impeachment. Segundo Moro, Bolsonaro quis trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas de investigações ligadas à sua família.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF”, denunciou Moro. “Isso não é função do presidente, ficar se comunicando com Brasília para obter informações que são sigilosas. Esse é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um Estado democrático de Direito”, relatou, citando novamente o nome da ex-presidente Dilma Rousseff, sobre quem reconheceu ter dado autonomia à PF durante a Lava Jato.

“Temos que garantir a autonomia da Polícia Federal contra interferências políticas”, defendeu Moro. “Ele havia me garantido autonomia”, lembrou, sobre Bolsonaro. Moro disse ainda que “poderia ser alterado o diretor da Polícia Federal desde que houvesse uma causa consistente”, o que não era o caso. “Então realmente é algo que eu não posso concordar”, reforçou.

Antes, Moro explicou que não era verdadeira a versão de que Maurício Valeixo, demitido da diretoria da PF, teria pedido para sair. “Há informações de que o Valeixo gostaria de sair, mas isso não é totalmente verdadeiro. O ápice da carreira de qualquer delegado é o comando da Polícia Federal. Depois de tantas pressões para que ele saísse, ele até manifestou a mim que seria melhor sair”, detalhou.

“Vou começar a empacotar minhas coisas e dar sequência à minha carta de demissão”, concluiu, sendo fortemente aplaudido pelos jornalistas.

Fonte: Brasil 247



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Quarta-feira, 22 de Abril de 2020
BRASIL

O Governo Federal retirou a Medida Provisória que vetava a obrigatoriedade do Registro Profissional de Jornalistas. O documento volta a ser necessário a parti desta terça-feira (21). Contudo, ainda não há novidades sobre a reorganização para os pedidos do documento nas secretarias regionais do trabalho.

A extinção desse registros e os relacionados a outras 11 profissões foi proposta pelo governo na MP 905/19, em dezembro de 2019. A medida criou o Contrato Verde e Amarelo para aumentar a empregabilidade dos jovens.

Fonte: Bahia Notícias



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Terça-feira, 21 de Abril de 2020
BRASIL

O grupo de trabalho criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avaliar o impacto da pandemia do novo coronavírus concluiu nesta segunda (20) que as eleições de outubro devem ser mantidas. O grupo foi criado para responder aos questionamentos sobre a capacidade da Justiça Eleitoral de manter o calendário eleitoral e os procedimentos preparatórios diante das medidas de isolamento.

Pela conclusão do grupo, “a Justiça Eleitoral, até o momento, tem condições materiais para a implementação das eleições no corrente ano”. A conclusão foi tomada com base em informações enviadas pelos tribunais regionais eleitorais e setores internos do TSE. Outros encontros semanais serão realizados para reavaliação da situação.

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro. Se necessário, o segundo turno será no dia 25 do mesmo mês. Cerca de 146 milhões de eleitores estarão aptos a votar para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do país.

Fonte: Agência Brasil



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Domingo, 19 de Abril de 2020
BRASIL

O Brasil pode ter hoje ao menos o dobro de mortes pelo novo coronavírus em comparação com o número oficial divulgado pelo governo federal, aponta estudo exclusivo feito a pedido do Portal UOL pelo Observatório Covid-19 BR.

O grupo, que reúne pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, também chegou a calcular que, em um cenário mais pessimista, o número pode ser até nove vezes o dado oficial.

O levantamento levou em conta a demora entre as ocorrências das mortes e a entrada delas nas estatísticas do governo.

O estudo foi feito com dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde até a última quarta-feira (15), quando o país registrava 1.736 mortes.

Com base neste número, o país já poderia ter entre 3.800 e 15.600 mortes, de acordo com o cálculo feito pelo Portal UOL usando a análise do observatório.

Na última sexta (17), esse número oficial foi atualizado para 2.141, porém não é possível usar a projeção feita no observatório nele, pois ela levou em conta o cenário da última quarta-feira.

Para fazer a análise, o observatório utilizou as informações da data de óbito apresentadas pelo governo nos boletins dos dias 29 e 30 de março e 2, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 11, 13, 14 e 15 de abril.

Fonte: Ministério da Saúde e Observatório Covid-19 BR



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Sábado, 18 de Abril de 2020
BRASIL

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou nesta sexta-feira (17), durante live em uma rede social, a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na versão imprensa, com prova prevista para os dias 1º e 8 de novembro. Segundo ele, até lá, a quarentena já terá passado e não há motivo para o adiamento do exame.

“Vai ter Enem, essa quarentena vai acabar em breve, eu acredito”, afirmou. “A crise já vai ter passado”. Pela primeira vez, o Enem terá também aplicação de provas digitais, em fase experimental. De acordo com o ministro, a prova digital será realizada por cerca de 100 mil voluntários. A data dessas provas está prevista para os dias 22 e 29 de novembro. Se houver algum problema na aplicação da prova digital, os candidatos poderão refazer o exame na versão impressa, em data posterior.

“Se der problema, faz a reaplicação em papel, junto com quem teve problema [com a prova] em papel”, explicou o ministro. Weintraub informou que a pasta concedeu cerca de 1 milhão de isenções da taxa de inscrição do Enem 2020. O prazo para fazer o pedido termina às 23h59 desta sexta-feira. O participante que deseja solicitar o direito de não pagar a taxa e estiver dentro dos critérios do edital deve acessar a página do Enem 2020 e se inscrever. O resultado será divulgado no dia 24 de abril.

Fies

O ministro também garantiu que o governo vai suspender temporariamente o pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em decorrência da crise econômica causada pelo novo coronavírus. A regulamentação do adiamento está em fase final de tramitação no ministério e será, inicialmente, por 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60. “Já está encaminhado o pedido, tramitando no Ministério da Economia e no MEC. Serão 60 dias e, se precisar mais 30 e, depois, mais 30”, detalhou.

Ano letivo

Ainda durante a live, Weintraub disse que não há comprometimento do ano letivo por causa da suspensão das aulas que ocorre em todo o país. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória (MP) para flexibilizar o número mínimo de 200 dias letivos previstos em lei. “O ano letivo não está comprometido. A gente flexibilizou a questão dos 200 dias. Com a flexibilização dos 200 dias, a única coisa que a gente pede é que as escolas deem um currículo de 800 horas/aulas, e isso pode ser feito de uma forma mais flexível”, disse.

Fonte: Agência Brasil



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Sexta-feira, 17 de Abril de 2020
BRASIL

Há poucas horas ocupando o cargo de ministro da Saúde, um vídeo polêmico do oncologista Nelson Teich já circula nas redes sociais. Nas imagens, o médico aparece explicando qual seria a escolha dele se tivesse que salvar um paciente quando se tem recursos limitados: um idoso ou um adolescente? Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, da revista Época, o vídeo foi gravado em 2019, durante o IX Fórum Nacional Oncoguia, em Brasília.

“Quando você tem dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas. Você vai ter que definir onde vai investir. Tenho uma pessoa mais idosa, que tem uma doença crônica, avançada, e teve uma complicação. Para ela melhorar, vou gastar o mesmo que gastarei para salvar um adolescente que está com um problema. Só que um é um adolescente, que vai ter a vida inteira pela frente, e o outro, é uma pessoa idosa, que pode estar no final da vida”, diz o ministro, deixando claro o posicionamento dele, nas entrelinhas.

Fonte: Bnews



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Terça-feira, 14 de Abril de 2020
BRASIL

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 1.355, um acréscimo de 105 óbitos nas últimas 24 horas. A nova totalização foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta segunda (13). O resultado marca um aumento de 9% em relação ao último domingo (12). São Paulo concentra o maior número de casos (8.895) e de mortes (608), com mais da metade do total contabilizado na atualização. Em seguida, os estados com os maiores números de mortes são Rio de Janeiro (188), Pernambuco (102), Ceará (91) e Amazonas (71).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (31), Maranhão (27), Santa Catarina (24), Minas Gerais (23), Bahia (22), Rio Grande do Norte (17), Rio Grande do Sul (16), Distrito Federal (15), Pará (15), Espírito Santo (14), Goiás (15), Paraíba (13), Piauí (8), Amapá (5), Sergipe (4), Mato Grosso do Sul (4), Mato Grosso (4), Alagoas (3), Acre (3), e Roraima (3) Rondônia (2).

Tocantins é o único estado onde ainda não houve morte. Já o número de casos no país somou 23.753. O número representa um crescimento de cerca de 6% em relação a domingo, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 22.169. A taxa de letalidade do país ficou em 5,7%. Sobre o perfil das vítimas, 58,9% eram homens e 41,1%, mulheres. Do total, 74% tinham acima de 60 anos e 75% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, pneumopatia, diabetes e doenças neurológicas.

Tratamento

O secretário de Ciência e Tecnologia do ministério, Denizar Vianna, voltou a falar que não existem evidências suficientes sobre a hidroxicloroquina, cuja adoção é recomendada em casos de média e alta gravidade: “Ainda não há estudos definitivos. Nos casos graves e críticos, quando se pesam riscos e benefícios, no uso compassivo podemos usar”. Ele chamou a atenção para o fato de novos tratamentos estarem em avaliação por pesquisadores, como é o caso de transfusão do plasma de pessoas que se curaram da Covid em infectados.

Quando indivíduo tem infecção e se cura disso, o sistema de defesa dele gera anticorpos. “Qual é a ideia da transfusão do plasma? Oferecer uma imunidade passiva, colocar anticorpos. Começamos força-tarefa no Brasil que está tentando dar resposta a isso. Em 30 dias vamos ter respostas preliminares para que possamos utilizar isso de forma segura para pacientes”, comentou.

Fonte: Agência Brasil



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Segunda-feira, 13 de Abril de 2020
BRASIL

Moraes Moreira, cantor e compositor baiano, morreu na manhã desta segunda-feira (13), no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista ao Portal Metro1. “Ele estava bem, ninguém sabe as causas”, informou um familiar do cantor. Conforme a assessoria do artista, ele morreu por volta das 6h depois de sofrer um infarto agudo do miocárdio.

Segundo Eduardo Moraes, irmão do cantor, o corpo de Moraes Moreira foi encontrado após a chegada da emprega doméstica no apartamento em que ele morava. O artista vivia sozinho, segundo o irmão. Ainda de acordo com a assessoria, as informações sobre o enterro não serão divulgadas para evitar aglomerações, recomendação de vários órgãos de saúde como prevenção à Covid-19.

Um dos mais importantes artistas da música brasileira, o autor de ‘Sintonia’ e ‘Pombo Correio’ morreu dormindo em sua casa na Gávea. Moraes Moreira deixa uma história de muitos sucessos e atuação importante também no Carnaval de Salvador, onde é considerado o primeiro cantor de trio-elétrico.

Nos últimos anos, Moraes Moreira se envolveu em shows de reunião dos Novos Baianos e também de trabalhos solo. O artista também se dedicou a trabalhos com o filho. No total, ele lançou mais de 60 discos entre a carreira solo, Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar, além da parceria com o guitarrista Pepeu Gomes. Em março deste ano ele fez a última postagem no Instagram falando sobre a quarentena que o mundo vive por causa da Covid-19.

Perfil

Moraes Moreira começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João e outros eventos de Ituaçu, no sul da Chapada Diamantina, onde nasceu. Na adolescência, ele aprendeu a tocar violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé, também na Bahia. Mudou-se para Salvador e lá conheceu Tom Zé, e também entrou em contato com o rock n’roll.

Mais tarde, ao conhecer Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, formou o conjunto Novos Baianos, onde ficou de 1969 a 1975. Juntamente com Luiz Galvão, foi compositor de quase todas as canções do grupo.

Fonte: Metro



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Domingo, 12 de Abril de 2020
BRASIL

Pesquisa do Instituto Paraná encomendada por Veja avaliou a relevância dos ex-presidentes brasileiros após eles terem ocupado mais alto posto da República. Aos 2.082 entrevistados, o órgão fez uma série de perguntas que abarca o grau de conhecimento sobre a gestão dos ex-mandatários, a avaliação do desempenho de cada um e a importância dada às opiniões que eles emitem. O resultado, é lógico, varia entre eles, mas uma constatação resume bem a situação de todos: a maioria da população não dá a menor atenção aos ex-presidentes.

O Brasil tem, hoje, seis ex-mandatários vivos. Nenhum, no entanto, consegue capitalizar uma boa avaliação ou ter uma marca muito positiva sobre seus mandatos.

Trinta anos após deixar o governo, José Sarney amarga o maior índice de desconhecimento: 82,4% disseram conhecer pouco ou nada sobre o período em que ele ocupou a Presidência – marcado, principalmente, pelo processo de redemocratização e pela construção da Constituição Federal de 1988, em vigor até hoje. O índice cai para 74,5% quando se trata do ex-presidente Fernando Collor, 70% quando avalia Fernando Henrique Cardoso, 35,3% no caso de Lula, 37,3% para Dilma Rousseff e 48,6% para Temer.

Considerando os resultados, poderia-se dizer que os ex-presidentes petistas se saíram melhor na pesquisa. Mas o fato de a população ter conhecimento sobre a gestão deles não é, necessariamente, positivo. Dos entrevistados, 36% não souberam dizer ou avaliam que não há nenhuma área de destaque da era Lula. Outros 24,1% ressaltaram a área social.

Mas, quanto ao pior desempenho do petista, a memória não se deixa falhar: quase 40% das pessoas ouvidas citam a corrupção como um retrato de sua gestão. Já para Dilma, 65,6% não souberam dizer ou avaliam que não há nenhuma área de destaque em seu período. O aumento da corrupção é lembrado por 30% dos avaliados.

O avanço da corrupção também foi lembrado na gestão de Temer, com menção entre 25,6% dos entrevistados, e de Fernando Collor, com a margem de 16,3%. Na era Sarney, a maior crítica trata-se da dificuldade do emedebista em conter o avanço da inflação.

Sobre FHC, 58% não souberam dizer ou avaliam que não há nenhuma área de destaque em seu período. Outros 10% mencionam a economia e 8,8% destacam o Plano Real entre os feitos positivos.

Na avaliação geral, 37,7% consideraram a administração de Lula ótima ou boa – o melhor índice alcançado. Na sequência estão FHC, com 30%, Dilma, com 22%, Sarney, com 14,9%, Temer, com 10,3%, e Collor, com 9,4%.

A variação nos números diminuiu quando os entrevistados foram questionados sobre a importância que eles dão quantos às entrevistas ou pronunciamentos feitos pelos ex-presidentes. A irrelevância atinge a todos: 85,1% afirmaram dar pouca ou nenhuma importância às falas de Sarney. Para Collor, o índice é de 89,2%. FHC fica com 81,2%, Lula com 71,2%, Dilma com 81,4% e Temer com 90,3%.

Fonte: Revista Veja



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Domingo, 12 de Abril de 2020
BRASIL

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que nesta sexta-feira (10) a doença deve atingir a marca de mil mortos no Brasil. Segundo o chefe da pasta da Saúde do governo federal, um mês após o primeiro registro da doença no país, ainda não é possível usar somente o fator tempo para calcular quantas mortes deverão ocorrer em território brasileiro.

“Maio, junho e julho serão meses piores. Quem dita o ritmo da doença é o quanto teremos de equipamentos. O quanto estamos dispostos a fazer em nome do social, do ir e vir”, afirmou o ministro em entrevista à CNN Brasil.

Para o ministro, qualquer outro assunto fica menor diante da doença, o que ele chamou de ruídos paralelos. “É uma doença nova que cada dia vai mostrando sua face. Jogar todo mundo em atividade é o que o vírus quer”, afirmou Mandetta sobre a flexibilização do isolamento social, em cidades como Brasília.

“Cada governador está lendo seu sistema de saúde. Se ele acha que está bem… Essa é uma doença que vai pegar. Não é o sistema de um país frágil, que estamos falamos. Mas dos sistemas de países como Itália, Inglaterra, Estados Unidos que colapsaram. Talvez esse ou aquele governador não ache que vai colapsar”, acrescentou.

Fonte: Metro1



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