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O Governo do Estado busca aprimorar os processos de produção de alimentos da agricultura familiar baiana, sempre com o olhar voltado para a sustentabilidade e preservação da biodiversidade. Nesta segunda-feira (22/5), Dia Internacional da Biodiversidade, diferentes projetos em diversos territórios de identidade da Bahia mostram o sucesso das ações da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em prol do desenvolvimento rural sustentável.

Só por meio de projetos como o Bahia Produtiva, a CAR está investindo mais de R$ 34 milhões em ações que promovem a inclusão socioprodutiva e a geração de emprego e renda, de forma ambientalmente sustentável.

Uma dessas ações é a que está sendo realizada no território de Irecê, por meio da Cooperativa de Trabalho Agropecuária Mista de Barro Alto (Agrocoop), com investimentos de R$ 402,8 mil, via projeto Bahia Produtiva. Os recursos são aplicados na construção de entreposto de seleção e fracionamento dos vegetais, além de assistência técnica qualificada. Lá, a contaminação por uso de agrotóxicos e a monocultura estão perdendo espaço para o surgimento de produtos orgânicos certificados de forma participativa.

Um dos casos de sucesso é o do jovem Antônio Aloísio que, depois que passou a produzir de forma orgânica, melhorou a sua renda, que hoje chega a R$ 6 mil. Tudo isso com um cuidado especial com o meio ambiente. “Produzo um alimento sustentável e mais nutritivo. Ouvimos muito falar dos casos de câncer nessa região e a gente sabe que tem muita relação com o alimento. Além disso, eu não agrido o meio ambiente e os animais. Por exemplo, se eu acho uma cobra, eu não mato, ela ajuda também, é uma predadora. Se tem rato que está me dando prejuízo, ela come. A gente zela por esses animais e eles ajudam no controle de pragas”, comenta.

Outro exemplo de sucesso na conservação e valorização da biodiversidade está na comunidade de Campinhos, no município de Canavieiras, Sul da Bahia. Em um local de natureza pulsante, está sendo montada uma unidade de conservação envolvendo as comunidades no projeto de Turismo de Base Comunitária (TBC), que tem o acompanhamento de assistência técnica e extensão rural (ATER) da Humana Brasil.

Em um cenário paradisíaco, com rio que deságua no mar, manguezal e uma biodiversidade intensa, os recursos de R$ 465,4 mil do Bahia Produtiva colaboraram com atividades tradicionais no local, como o extrativismo, pesca e turismo de forma sustentável. “Tem que preservar. O oxigênio que esses manguezais têm é para todos nós, não só para o pescador”, comentou o ribeirinho João Gonçalves, conhecido por “João Barba”.

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Moradores da comunidade de Lagoinha, ao sul de Morro do Chapéu realizaram protestos por três dias consecutivos, interditando a estrada vicinal que passa pela região e conecta a cidade do ‘disco voador’ até Cafarnaum. Segundo moradores, essa não é a primeira vez que a manifestação ocorre devido à construção de polo de energia eólica na localidade.

Inicialmente, as explosões eram a principal causa da revolta, pois afetavam a segurança dos moradores. No entanto, atualmente, as explosões cessaram, mas as estradas parecem ter sido danificadas pelos mesmos incidentes, apresentando uma condição deplorável, com buracos e dificuldades para trafegabilidade.

Os moradores decidiram interditar a estrada em dois pontos: o primeiro próximo ao clube de tiro ACAFAM, em Morro do Chapéu, e o outro próximo à cidade de Cafarnaum. Eles aguardam a intermediação das administrações das cidades envolvidas, mas até o momento isso não ocorreu. Também exigem a presença da prefeita Juliana Araújo (PL) para negociações.

O trecho interditado tem sido utilizado por caminhões que transportam equipamentos, postes e outros materiais para a construção e implantação de uma rede de transmissão de energia gerada a partir dos ventos, já convertida em energia elétrica.

Diversas empresas estão envolvidas nesse projeto e já enviaram representantes para dialogar com os moradores. Entre as empresas mencionadas estão a Concremant Engenharia e Tecnologia, CYMI Brasil, Argo, Neoenergia, SINDI, BSB, Rio Energy e a Eneel.

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou na sexta-feira (19) investimentos no valor de R$ 300 milhões para amplificação na rede de saúde pública do Estado da Bahia. Segundo ela, os recursos serão distribuídos em diversas áreas.

“É recurso para policlínicas do estado da Bahia, também para assistência hospitalar, dentro do que foi apresentado de demandas pelo governo do estado. Então vai favorecer as policlínicas, vai contribuir para essa política entre o governo do estado e os prefeitos, através dos consórcios. É um recurso muito importante. Nós também vamos anunciar uma portaria que sairá nos próximos dias com recursos na ordem de 27 milhões de reais para serem utilizados na atenção oncológica no estado da Bahia”, disse Nísia Trindade em entrevista ao bahia.ba na cerimônia de assinatura de um protocolo de intenções, no auditório da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), no CAB, em Salvador.

Ainda no evento desta sexta-feira, a ministra falou sobre um modelo de “regionalização para otimização” em cada município.

“É um modelo excelente que já tem mostrado resultados, a saúde precisa chegar aonde os cidadãos estão, precisa também haver esse modelo de regionalização, para otimizar em cada município, os municípios se unindo e o exemplo dos consórcios é curvar nessa direção, eles se unindo podem ter uma melhor saúde. Não precisa ter todos os serviços em cada município, é esse o conceito de região da saúde, muito bem aplicado aqui na Bahia”, afirmou.

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Ao participar da 76ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, a ministra Nísia Trindade disse nesta segunda-feira (22) que “o Brasil está de volta”, o que, segundo ela, significa a retomada da defesa da equidade em saúde, da cultura da paz e do multilateralismo, “fundamentais neste tempo”.

Em seu discurso, Nísia lembrou os 6 milhões de mortos pela pandemia de covid-19 em todo o planeta, sendo 700 mil apenas no Brasil, “com grave impacto nos sistemas de saúde, na saúde mental e na economia”. “Precisaremos de sistemas nacionais de saúde mais preparados para as emergências que virão”.

A ministra da Saúde defendeu ainda o enfrentamento de desafios relacionados a mudanças climáticas e seus impactos na área de saúde. “Recordemos que mais da metade do tempo para realizar os ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] já transcorreu e, a despeito de alguns avanços, estamos em grande parte do mundo em situação pior do que antes da covid-19”.

A saída, segundo Nísia, é fortalecer sistemas de vigilância e de saúde como um todo, além de mais inovação, transferência de tecnologia e financiamento voltados para sistemas de saúde mais equitativos. “Em tempos de inteligência artificial e avanços na saúde digital, é crucial que essas sejam ferramentas acessíveis e eticamente orientadas”.

“Temos que descentralizar a produção de medicamentos, vacinas e insumos estratégicos para garantir o acesso equitativo em todo o mundo. Trabalhar para reduzir as desigualdades e, diante e entre elas, a desigualdade de acesso aos benefícios do conhecimento científico e tecnológico. Desigualdade faz mal à saúde.”

Para a ministra, não será possível alcançar tais objetivos sem o que ela chama de reforma da arquitetura global da saúde que a torne mais ágil e coesa, que coloque a Organização Mundial da Saúde (OMS) no centro desse processo e que reduza as desigualdades entre países e regiões.

“Reforço a proposição que o Brasil traz a essa assembleia, de uma resolução com defesa do respeito às especificidades da saúde dos povos indígenas”, disse. “O Brasil voltou para somar sua voz e sua atuação em defesa da equidade em saúde, da paz e da solidariedade internacional”, concluiu.

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