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A ex-vereadora de Irecê, Margarida Cardoso, foi nomeada nesta quinta-feira (20), para o cargo de Gerente de Departamento de Atenção Integral à Saúde, vinculado à Secretaria da Saúde de Irecê. Quadro histórico da saúde ireceense, Cardoso é mais um nome a figurar entre as nomeações da reforma administrativa do prefeito Elmo Vaz, anunciada recentemente para o primeiro e segundo escalões do governo municipal.

Margarida Cardoso foi vereadora por dois mandatos consecutivos, entre 2013 e 2020, tendo sido uma das principais correligionárias do ex-prefeito de Irecê, Luizinho Sobral. Na Câmara de Vereadores, ela atuou fortemente junto com o então vereador Léo da Unibel, líder da bancada de situação.

Mesmo após a derrota de Luizinho em 2016, Margarida manteve a postura de opositora do governo Elmo Vaz, tendo travado discussões calorosas no plenário da Câmara Municipal.

Com isso, de acordo com a filosofia política, o egresso de Margarida do grupo oposicionista dificulta ainda mais a possibilidade de uma nova investida de Luizinho Sobral na tentativa de disputar a prefeitura de Irecê.

A portaria de nomeação foi assinada pelo Prefeito de Irecê, Elmo Vaz, nesta quinta-feira (19). A ex-vereadora deve atuar em Salvador junto à Casa de Apoio à Saúde do município de Irecê, na capital baiana.

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Importante estatal do governo federal, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) ganhou os holofotes políticos mais uma vez nesta quinta-feira (20) por supostas irregularidades. A companhia tem influência do deputado federal Elmar Nascimento (União), atual líder do União Brasil na Câmara, e um familiar do parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal na Bahia.

Segundo informações do site UOL, Thiago Nascimento Vieira, primo de Elmar, admitiu aos investigadores no âmbito da operação que cometeu fraudes em ofícios de deputados para desviar tratores bancados pela estatal e vendê-los a particulares, ganhando dinheiro no negócio.

Ainda conforme a matéria, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 380 mil, mas parte dos bens foi recuperada. Thiago foi preso pela PF no dia 11 de janeiro e foi solto um mês depois. A Polícia Federal concluiu o inquérito em fevereiro e indiciou o primo de Elmar Nascimento pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos), destruição de documentos públicos e associação criminosa.

As informações do site apontam que Thiago Nascimento Vieira, de 40 anos, trabalhou entre fevereiro de 2021 e outubro de 2022 como terceirizado da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro e que foi o foco dos desvios. Integrantes da estatal dizem que a contratação de Thiago ocorreu por indicação do líder do União Brasil.

Até o momento, não foram encontrados indícios da participação de parlamentares nos desvios investigados.

Em nota enviada à reportagem do UOL, o advogado de Thiago Nascimento, Vinícius Assumpção, afirmou que: “Os elementos produzidos na fase policial ainda serão apreciados pela Justiça e a defesa pretende se manifestar apenas nos autos”.

Em depoimento aos investigadores, Thiago Nascimento admitiu que pediu ajuda a um amigo, Saulo Marques de Carvalho, para realizar as operações. De acordo com as informações, a primeira fraude envolvia bens que seriam doados pelo deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA). Thiago afirmou que “orientou Saulo como ele deveria proceder, tendo pego os modelos dos ofícios nos próprios arquivos da Codevasf e repassado para Saulo”.

Posteriormente, o mesmo sistema foi supostamente usado para fraudar um ofício do então deputado federal Uldurico Junior (MDB-BA). No entanto, em agosto de 2022, o deputado visitou a Codevasf e constatou a suspeita de fraude na doação de maquinário em seu nome. Com isso, a estatal encaminhou o caso para investigação da Polícia Federal.

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