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O pré-candidato à reeleição ao Senado, Otto Alencar (PSD), comentou, nesta segunda-feira (4), sobre uma eventual abertura da CPI para investigar supostos casos de corrupção envolvendo o Ministério da Educação (MEC). Para o parlamentar, apesar da importância, a CPI não deve ser aberta pela proximidade das eleições.

“Essa CPI do MEC, em condições normais, teria que ser feita e investigada. Com a prisão, pela primeira vez na história do Brasil, da prisão de um ministro da Educação. Os casos são graves. Eu acho que vai ser um debate importante. Mas fazer faltando 90 dias da eleição não vai ter condição de prosperar”, disse o parlamentar, em entrevista à rádio Metrópole.

“For que existe um grupo muito forte de senadores que defendem o presidente Bolsonaro, e são um grupo muito forte. Mas os fatos são muito graves e envolvem diretamente o Ministro da Educação”, acrescentou Otto, que ainda citou outro escândalo recente envolvendo o governo Bolsonaro.

“Tem o caso de assédio envolvendo o presidente da Caixa Econômica Federal, que é absurdo também. Eu combato as mazelas desse governo, mas não as pessoas”, disse.

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O baiano Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, concedeu, na semana passada, uma entrevista exclusiva ao Fantástico, da Rede Globo, para falar sobre a relação com o ex-empresário Allan de Jesus. A reportagem, no entanto, não foi exibida na íntegra por conta de uma liminar da Justiça. A decisão irritou Luva, que foi para as redes sociais desabafar sobre o caso. 

Visivelmente chateado, Iran disse em redes sociais que estão tentando lhe calar. “Aí, minha tropa, agora foi o que deu: estão tentando calar minha boca, de falar a verdade. Quem sentiu foi eu, quem sofreu eu. Entraram com uma liminar aí, que não é para passar a entrevista falando sobre um assunto que todo mundo sabe, na Globo e na Record. Não vai passar mais não. Estão tentando me calar a boca. Quem tá com medo é porque deve. Mas é assim, mesmo: estão tentando me calar. É embaçado, galera. Estou indignado”, desabafou Iran nos stories do Instagram.

Iran Ferreira citou ainda a Record, que também exibiu reportagem com trechos editados por conta de uma liminar que partiu de Allan Jesus. As decisões vetavam  tanto a menção ao ex-empresário do influenciador quanto às polêmicas recentes envolvendo os dois.

O influenciador explicou ainda que os programas estavam tentando resolver a situação para exibir o material. “Estão tentando cortar a parte em que falo a verdade toda. Mas o Fantástico está tentando resolver e ver se vai passar essa parada. Sacanagem. Também vai passar lá no Cabrini, na Record, mas também tentaram me calar lá. Não pode, não, é falar a verdade”, afirmou Luva de Pedreiro.

No Fantástico, a apresentadora Poliana Abritta informou que o material iria ao ar com edições por conta liminar judicial. A jornalista informou ainda que a emissora considera a decisão como “censura” e que irá recorrer.

“Na sexta-feira, a TV Globo foi notificada de uma liminar concedida a Allan Silva Jesus. Na decisão, a juíza Maria Cristina de Brito Lima, do Rio de Janeiro, impede a divulgação de informações sigilosas do contrato entre os dois e proíbe que seja exibida qualquer manifestação que fomente discurso de ódio contra o ex-empresário, que vem sofrendo ameaças nas redes sociais”, iniciou Poliana.

“A TV Globo não compactua com discurso de ódio, ameaças são inaceitáveis em qualquer situação e quem as pratica está sujeito às consequências legais. Divergências de decisões contratuais devem ser decididas pelo poder judiciário, que é responsável pela aplicação da lei às partes. O jornalismo apura com isenção todos os lados da notícia e produz conhecimento sobre os fatos. É direito da sociedade ter conhecimento de todos os fatos relevantes. A TV Globo entende que a liminar concedida viola a liberdade de imprensa e expressão, pilares da democracia e protegidas pela constituição brasileira, por isso, vai recorrer da decisão”, finalizou.

Durante a reportagem, o ex-empresário de Iran foi mencionado nominalmente, mas não houve qualquer declaração de acusação a Allan de Jesus. A TV Globo informou ainda que ele foi procurado pela reportagem, mas optou por não conceder entrevista.

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O empresário Ângelo Dourado, de Irecê, indicado pelo PDT para a vice de ACM Neto (União) na disputa pelo governo da Bahia, pediu no 2 de Julho apoio ao presidenciável pedetista Ciro Gomes.

Ontem, em coletiva de imprensa na capital baiana, Ciro disse que a vontade dele é que o PDT feche com Neto, sem condicionantes, mas salientou que a decisão cabe ao partido na Bahia, comandado pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior.

“Essas discussões na Bahia estão sendo comandadas por Félix, inclusive sobre a questão da chapa. Repito que a minha vontade é que o partido esteja com Neto, que transformou Salvador quando foi prefeito”, declarou Ciro hoje no 2 de Julho.

“Não estamos condicionando o apoio a Neto à questão da vice. Estamos tratando de projetos para a Bahia. O próprio Ângelo, importante empresário e comunicador de Irecê, que tem o apoio de lideranças de várias siglas nessa empreitada, estará com Neto de qualquer jeito. Mas não escondemos o desejo de integrar a chapa majoritária”, complementou Félix.

Ângelo Dourado afirmou que o PDT seria um diferencial na chapa de Neto. “Temos um partido leve, querido por todos, de centro esquerda, com bandeiras caras como a defesa da educação e do trabalhismo. Além disso, represento uma região forte politicamente e que deseja ser representada”, salientou.

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