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O prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (MDB), em conversa com este Política Livre na manhã desta segunda-feira (28), disse que não participou das conversas e articulações do partido que, conforme noticiado nos últimos dias, está entre a manutenção da aliança com ACM Neto (União Brasil) e a ida para a base do governador Rui Costa (PT), com consequente apoio a Jerônimo Rodrigues, pré-candidato do PT ao governo.

O nome de Hagge surge como um dos três cotados para a vice do petista – os outros dois nomes são do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr, e da secretária de Ordem Pública da capital, Marise Chastinet. Sobre este ponto, o prefeito salientou: “Não posso falar de um convite que não foi feito”.

O emedebista disse que, neste cenário de ser convidado para ser vice na chapa governista, salientou que “seriam duas decisões extremamente difíceis”. Ele enumerou: “A primeira de fazer parte de uma chapa majoritária; a segunda, a renúncia após uma reeleição com mais de 70% dos votos válidos e com muitos projetos por fazer”.

Hagge, sobre as conversas capitaneadas pelos irmãos Vieira Lima com o governo, declarou: “Não fui informado nem participei das conversas e articulações do partido. Por este motivo, não me cabe concordar ou não de uma decisão que sequer foi tomada”.

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O vice-governador João Leão (PP) disse ao jornal O Globo que pretende apoiar o ex-presidente Lula nas eleições de outubro, mesmo após romper com o PT na Bahia.

Segundo Leão, os votos deles serão de Lula caso o petista queira.

“Lula me conhece, conhece minha história, e ele quer voto. Meus votos são dele e estou à disposição para ajudá-lo a ter uma votação estrondosa na Bahia”, disse Leão.

O jornal citou que em todas as 92 cidades que o PP elegeu prefeitos em 2020 na Bahia, Fernando Haddad, candidato do PT em 2018, venceu o presidente Jair Bolsonaro, hoje apoiado pelo PP.

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O ex-ministro da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu afirmou em entrevista ao Globo nessa segunda-feira (28)  que o ministro da Economia de um eventual governo Lula seria o governador Rui Costa, da Bahia.

Rui também já foi lembrado pelo senador Jaques Wagner, da Bahia, e pelo deputado José Guimarães, do Ceará, pelo ajuste fiscal que ele fez no governo baiano.

Quando perguntado se Lula não preferia um economista ou um técnico, Dirceu responde com autoironia. Diz que os quadros do partido ou já estão velhos ou são como ele, que enfrentam problemas com a Justiça. Economistas da Unicamp não teriam espaço num próximo governo Lula, ele afirma. O ex-presidente não confia neles.

Dirceu garantiu ainda que será o fim de políticas como teto de gastos (regra que impede o crescimento das despesas da União acima da inflação) ou a regra de ouro (que proíbe o governo de se endividar para pagar gastos correntes, como salários).

Ainda segundo o petista, um futuro mandato de Lula repartiria de novo o ministério da Economia entre Fazenda e Planejamento.  Dirceu e seus colegas vem repetindo o que Lula defende em seus discursos públicos: a revogação de itens da reforma trabalhista (ressuscitando, por exemplo, o imposto sindical); a tributação de dividendos e de grandes fortunas; a retomada do controle de preços de combustíveis praticado no governo Dilma; o investimento em construção de refinarias.

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