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Roça de milho na divisa de Ibititá e Ibipeba – Foto: Reprodução/Facebook

Na região de Irecê, no sertão baiano, as chuvas chegaram em volume e distribuição ideais para as lavouras. Depois de um ano amargando um dos maiores prejuízos com a quebra de safra, os agricultores voltam a sonhar com uma colheita farta e estão bastante otimistas com as previsões. A expectativa é que nesse ano sejam colhidas mais de 350 mil toneladas do grão – um dos melhores resultados já obtidos.

De acordo com um levantamento preliminar, para este ciclo agrícola, a região destinou 120 mil hectares para o cultivo do milho, cerca de 15% a mais que o ano passado. Devido às boas condições climáticas, os agricultores acreditam que terão uma produtividade média de 50 sacas por hectare, o que também é um recorde para a região majoritariamente de sequeiro. 

Everaldo Dourado, um dos produtores que apostam numa supersafra, contou que as lavouras estão em diferentes estágios, mas com desenvolvimento vegetativo satisfatório para o cenário atual. “Algumas áreas já estão em fase de floração e bonecagem e o solo está bastante molhado ainda, podendo suportar um intervalo de até 15 dias de sol. A previsão é de finalizar o plantio nos próximos dias. Contudo, podemos dizer que já temos boa parte da safra garantida”, comemora.

O milho produzido em Irecê abastece o mercado baiano e de outros estados do Nordeste, a exemplo de Pernambuco. O item é destinado para o consumo humano e animal. Apesar do custo de produção ter se elevado, o preço da saca acompanhou os reajustes e promete ser um bom negócio para os produtores rurais.

Segundo Dourado, o otimismo se dá também para outras culturas. Após 30 anos, a região volta a produzir, ainda que timidamente, o grão pelo qual ficou conhecida como polo produtivo: feijão. Além dele, alguns produtores também apostaram na mamona para diversificar a cultura. 

“Como bem descreveu o escritor Euclides da Cunha, há 120 anos, o sertanejo é, antes de tudo, um forte. Essa descrição nunca esteve tão atual. É preciso força e muito trabalho para sair de um cenário adverso e continuar apostando na atividade. É preciso mesmo muita força para não desistir”, disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda.

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Um homem identificado como Ronaldo Mendes de Araújo, 48 anos, está em situação de rua em Luís Eduardo Magalhães, em busca de familiares. O mesmo que se encontra nessa situação, iniciou tratamento de dependentes de álcool e drogas no CAPS.

Segundo Ronaldo, é filho de Amanda Mendes de Queiroz, os irmãos moram em Irecê/BA e os filhos em Goiânia.

Conforme informações, Ronaldo está precisando do apoio da família, o seja, restabelecer contato com os familiares visto estar em situação de vulnerabilidade. O médico Dr. Dhiogo entrou em contato com a redação, na tentativa de encontrar os familiares do homem (paciente) com as informações, divulgação da sua foto e por meio desse veículo de comunicação localizar os familiares.

Quem tiver qualquer informação sobre os parentes de Ronaldo, pode entrar em contato com o CAPS, que fica atrás da UPA em Luís Eduardo Magalhães ou pelo telefone (77) 3628-3712.

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Dos 417 municípios da Bahia, 164 já decretaram situação de emergência devido às consequências das fortes chuvas que atingiram o estado no último mês.

Segundo a superintendência estadual de Proteção e Defesa Civil (Sudec), mais de 822 mil pessoas foram, de alguma forma, afetadas pelas cheias de rios, inundações, alagamentos ou transtornos causados pela força das águas.

O boletim situacional que a Sudec divulgou no fim da tarde desta quinta-feira (6) indica que 27.205 pessoas estão desabrigadas em todo o estado. São pessoas que tiveram que deixar suas casas e, sem ter para onde ir, foram acolhidas em abrigos públicos. Outras 69.132 pessoas desalojadas estão em casas de parentes, amigos, vizinhos ou em hospedagens particulares.

As chuvas e seus reflexos também já causaram 26 mortes, além de ferir ao menos 520 pessoas. Outras duas pessoas estão desaparecidas. Uma delas reside na cidade de Mirante, a cerca de 130 quilômetros de Vitória da Conquista. O município, de pouco mais de 10 mil habitantes, foi o último dos a declarar situação de emergência.

“Solicitamos a decretação devido às péssimas condições das nossas estradas”, disse à Agência Brasil a coordenadora da Defesa Civil municipal, Elisângela Carvalho Silva.

Segundo ela, não há, até o momento, pessoas desabrigadas ou desalojadas na cidade, mas os danos à infraestrutura local foram grandes. Ao menos quatro pontes foram danificadas e riachos que transbordaram causaram estragos às estradas, deixando algumas comunidades isoladas.

“Como a dificuldade para chegar a alguns pontos é enorme, temos apenas um levantamento preliminar e relatos. Estimamos que mais de 6 mil pessoas foram afetadas de alguma forma. Principalmente na zona rural, onde muitos produtores rurais estão isolados, sem conseguir escoar seus produtos e, com isso, tendo prejuízos econômicos”, declarou Elisângela.

De acordo com a coordenadora, além de um homem ter desaparecido enquanto tomava banho de rio, outro morreu após mergulhar nas águas do Rio do Peixe, que corta a cidade. O óbito, contudo, não está sendo tratado como uma consequência das chuvas, explicou Elisângela.

“O nível do rio subiu como há mais de 30 anos não se via, atraindo a curiosidade da população. Para evitar acidentes, passamos um cordão de isolamento e alertamos as pessoas. Ainda assim, segundo testemunhas, uma pessoa, um homem, pulou no rio – não sabemos o motivo – e foi arrastado pela forte correnteza. Seu corpo só foi encontrado no dia seguinte”, acrescentou a coordenadora.

Para a Defesa Civil estadual, as 26 mortes relacionadas às chuvas e suas consequências ocorreram em Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (3), Aurelino Leal (1), Itabuna (2), São Félix do Coribe (2), Ubaitaba (1) e Belo Campo (1).

Em todo o estado, havia, até ontem, 15 pontos onde o trânsito em rodovias estaduais atingidas pelas chuvas estava interrompido.

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