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Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, denunciou a situação de precariedade na rede estadual de saúde após receber imagens do Hospital Regional de Irecê. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele afirmou que o cenário de corredores cheios, pacientes aguardando atendimento e profissionais sem salário revela falta de gestão do governo Jerônimo Rodrigues.

“Essa é a situação da saúde na Bahia e infelizmente não é novidade. Na semana passada, vocês devem lembrar, o governador Jerônimo Rodrigues deu uma declaração desumana dizendo que pediu para a secretaria de saúde deixar pacientes nos corredores dos hospitais. Isso é grave. Corredor lotado. Pessoas abarrotadas esperando um atendimento mínimo. E o governador admitindo, sem qualquer constrangimento, que concorda com isso”, afirmou Neto.

Segundo ele, além da superlotação, profissionais de saúde estão sem receber salários desde agosto, o que compromete diretamente o funcionamento das unidades e a qualidade do atendimento prestado à população.

“Profissionais de saúde estão desde agosto sem receber salário. Desde agosto. Quem consegue trabalhar assim? Como manter um atendimento digno sem o básico, que é o pagamento em dia?”, questionou.

ACM Neto também citou problemas semelhantes em outras cidades, como Porto Seguro, Camacã e Ipiaú, ao mencionar o Hospital Regional de Porto Seguro, a Fundação Hospitalar Mata Atlântico e o Hospital Geral de Ipiaú. De acordo com ele, trata-se de um quadro espalhado por todo o estado.

“Vale lembrar que isso não é falta de recurso. É falta de gestão. É descaso com quem cuida da vida das pessoas e com quem precisa de atendimento. A saúde na Bahia virou retrato do abandono. E quem paga essa conta é o povo”, concluiu.

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Foto: Reprodução

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) do Instituto Federal da Bahia (IFBA) aprovou, por unanimidade, o Projeto Pedagógico do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) do Campus Seabra. Com início previsto para o primeiro semestre de 2026, a graduação marca um momento histórico para a unidade, que passará a oferecer seu primeiro curso superior presencial na cidade.

O processo de implantação começou oficialmente em agosto de 2024 e foi definido como prioridade pela diretora-geral Laura Neta Dias do Sacramento logo após assumir a gestão. A criação do curso responde a uma demanda expressiva da Chapada Diamantina por qualificação profissional na área de tecnologia, setor que cresce de forma acelerada e exige mão de obra especializada para atender às novas exigências do mercado.

A graduação será gratuita e estruturada para oferecer uma formação interdisciplinar e alinhada às necessidades contemporâneas da educação profissional e tecnológica. O PPC aprovado prevê uma integração entre teoria e prática, incentivando inovação, ética, responsabilidade socioambiental e o desenvolvimento de competências técnicas e empreendedoras, preparando profissionais capazes de atuar em diferentes contextos e contribuir para o desenvolvimento regional.

Com a aprovação, o IFBA Seabra inicia os preparativos para a oferta da nova graduação e reforça que o público interessado deve acompanhar os canais oficiais do campus para obter informações sobre formas de ingresso e período de inscrições. A instituição destaca que o lançamento do curso representa um avanço importante para a ampliação do acesso ao ensino superior público e de qualidade na Chapada Diamantina. 

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Foto: Divulgação

O deputado estadual Marcelinho Veiga (União Brasil) criticou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues (PT) após a divulgação da pesquisa Real Time/Big Data, que aponta o petista com a pior avaliação entre os três últimos governadores do PT na Bahia.

Para o parlamentar, o resultado confirma um sentimento que já circula entre os baianos. “O povo baiano já considera Jerônimo o pior governador dos últimos 20 anos. Os números mostram isso com clareza. Ele ficou atrás de Rui Costa e Jaques Wagner, dois nomes do próprio partido, o que revela o desgaste da atual gestão”, afirmou Marcelinho Veiga.

De acordo com o levantamento, Rui Costa foi apontado como o melhor governador por 58% dos entrevistados. Jaques Wagner aparece em segundo lugar, com 24%. Jerônimo Rodrigues obteve apenas 11% das citações, ocupando a última posição no ranking. Outros 7% não souberam ou preferiram não responder.

Marcelinho Veiga destacou que a pesquisa reflete a insatisfação com áreas básicas da administração estadual. Segundo ele, a avaliação negativa é resultado da falta de respostas para problemas enfrentados pela população, como saúde, segurança e infraestrutura.

“A violência saiu do controle, com guerra de facções tomando conta da capital e do interior, algo que a Bahia nunca viveu dessa forma. Hospitais com corredores lotados, gente esperando na fila da regulação e um governo que não reage. A pesquisa é reflexo direto desse abandono”, declarou o deputado.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores por telefone entre os dias 24 e 25 de novembro de 2025. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança do estudo é de 95%.

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Vila do Vale do Capão Crédito: Reprodução/Redes sociais

Moradores do Vale do Capão, vilarejo na região da Chapada Diamantina, têm notado um grande aumento no quanto pagam em produtos básicos para a alimentação. A guinada nos preços acontece meses após a requalificação da estrada — um trecho da BA-849 — que liga a cidade Palmeiras ao local. Antes esburacada e com péssimas condições de tráfego, a via de 19 quilômetros ganhou asfalto e sinalização em maio deste ano e trouxe consigo um crescimento no fluxo de turistas de diversas partes do mundo.

A pesquisadora e multiartista Alice Cunha mora no vilarejo há 12 anos e nos últimos meses têm sentido cada vez mais o peso dos preços no bolso, ele vem acompanhado de uma sensação crescente de insegurança econômica. “Para eu que vim de fora também já não é uma coisa mais tão simples fazer essa manutenção da sobrevivência no Capão. Eu saio bastante para trabalhar, mas agora cada vez mais me sentindo expulsa do lugar”, diz.

Ela tem notado que os valores até de produtos básicos, como frutas, produzidos na região têm crescido por conta da chegada de turistas estrangeiros. Um exemplo é banana. Ela conta ter encontrado uma penca sendo vendida a R$ 4 há alguns meses. Hoje o valor passa de R$ 10. O impacto também chega nos doces que costuma vender. Segundo ela, em menos de três meses, o preço do pacote de cacau em pó subiu de R$ 26 para R$ 39.

Alice e o cenógrafo Adson Lima Leite — que entre mudanças para outras cidades, chegou no vilarejo há 31 anos — concordam em um ponto quando o assunto é alimentação. A subida exorbitante no preço do prato feito. “Você não compra o PF por no mínimo R$ 30. Com raríssimas exceções”, destaca o profissional. Para evitar gastar mais nos dez mercados e minimercados do vilarejo, ele prefere fazer as compras maiores em um atacarejo no município de Seabra, a 50 quilômetros do Capão.

“Antes, no geral, você ia para o mercado, gastava R$150, R$200, agora você gasta R$300, R$400, e compras bestas do dia a dia, que não compensa você viajar para a Seabra”, explica. A combinação de alta temporada com a chegada de turistas europeus agrava ainda mais a situação dos moradores mais antigos. “A galera chega com o euro, seis vezes mais forte do que a nossa moeda. E eles estão acostumados ao preço de lá, então o custo aumenta muito”, complementa Adson.

Já o assistente de desenvolvimento infanto-juvenil Jefferson Santos, natural de Feira de Santana, chegou ao Capão há 5 anos e diz ter dificuldades para se sustentar com um salário mínimo na vila turística. “Acabo tendo que recorrer ao CRAS [Centro de Referência da Assistência Social] e às vezes a cestas básicas”. O aperto é equilibrar as contas como aluguel e internet, que deixam pouco para alimentação. Por isso, faz compras coletivas com os amigos e busca sempre o básico, mantendo uma dieta de baixa proteína.

“Eu não consigo comprar proteína o mês todo. O quilo de peito de frango aqui é R$ 32, e carne mesmo é uma coisa que não é tão barata aqui. Pra você ter uma ideia, nem reparo esses preços, porque eu não consumo, não sobra meu dinheiro pra fazer essas compras”, desabafa. Em junho, outros moradores do Capão demonstraram apreensão com a revitalização da estrada, como se prevessem o resultado do projeto.

“Não sou contra a estrada, mas acredito que o Vale do Capão não comportará o fluxo do turismo e dos novos moradores que a proposta da estrada traz. O centro, a vila em si, é um local pequeno que não comporta esse fluxo, e as ruas internas comportam menos ainda”, disse Ludmila Cunha, moradora do Capão, ao CORREIO em junho.

A preocupação, na época, era se o pequeno distrito sustentaria a chegada de uma grande quantidade de pessoas de fora para os festejos juninos. “⁠Sem dúvidas o número [de turistas] será muito maior. Até a estrutura de palco e atrações do São João aumentaram por aqui”, revela Ludmila. Agora, revela-se nos gastos exorbitantes com alimentação básica de moradores relativamente antigos.

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Foto: Divulgação/PM

Na manhã desta sexta-feira (28), uma guarnição da CIPE/Semiárido recuperou um veículo com restrição de roubo na cidade de Ibipeba. A equipe realizava rondas quando abordou uma Chevrolet Montana LS, de cor branca. A informação é da CIPE Semiárido.

Durante a verificação do chassi e da plaqueta do câmbio, os policiais confirmaram que o veículo possuía registro de roubo no estado de Minas Gerais, conforme boletim de ocorrência nº 2023-004364000-001.

Diante da situação, o carro e o proprietário foram encaminhados à Delegacia Territorial de Ibipeba, onde as medidas legais foram adotadas.

A ação contou com o apoio do 7º BPM/Irecê. O veículo recuperado é uma Chevrolet Montana LS, ano 2013.

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