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Um caminhão Mercedes-Benz 1620, capotou nessa quarta-feira (21) em um trecho da rodovia BA-144 no município de Morro do Chapéu, região da Chapada Diamantina.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Segundo o site Augusto Urgente, o motorista, que é do município de Jacobina, sofreu leves escoriações.

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Desassistência, subfinanciamento e invisibilidade também foram destacados

 Pouco mais de um ano de pandemia de COVID-19, como está a saúde mental da população? Esse foi o questionamento norteador da Audiência Pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa da Bahia, intitulada “Efeitos da Pandemia na Saúde Mental”. No encontro, ocorrido de forma remota, a deputada estadual Fabíola Mansur, que é presidente do colegiado, destacou a necessidade de se vencer o preconceito. Saúde mental é um problema de saúde pública que precisa ser visibilizado, debatido e acolhido pelos governos, pelos profissionais e pelas pessoas. Precisamos reconhecer que temos um problema de desassistência, subfinanciamento e invisibilidade da saúde mental. Precisamos de ações práticas de como vamos evoluir e vencer juntos esses desafios. Essa é a motivação da nossa audiência Pública”, explica Fabíola.

Professor Titular de Psiquiatria da UFMG, Humberto Correa chamou a atenção para os três ingredientes desencadeadores de problemas de saúde mental: isolamento social; excesso de informações instantâneas com fake news; e crise econômica. “No mundo as taxas de suicídio caíram nas últimas duas décadas, mas no brasil aumentaram. Se em épocas normais as nossas taxas de suicídio aumentaram 35% nos últimos anos, o que esperar nos próximos 5 anos?”. 10% do custo global das doenças no brasil se refere a adoecimento mental e o investimento é menor do que 2,5% do que é gasto em saúde, o que leva a uma carência grande no atendimento. E tem mais: 30% dos pacientes de Covid terão problemas psíquicos”, alerta Correa.

A Dra. Soraya Carvalho – Coordenadora do Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio – NEPS, da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia – SESAB, caracterizou o que ela chamou de os 3 “DS” do suicídio: Desamparo, Desespero e Desesperança, fazendo um alerta para o surgimento e agravamento dos casos de saúde mental na Pandemia. “Se a pessoa está passando por um grande sofrimento psíquico momentâneo ela precisa de acolhimento. A deputada Fabíola fez uma importante indicação solicitando ao governo do estado que transforme o “NEPS em um Centro Estadual de Prevenção do Suicídio. Se aprovado será um passo importante, uma vez que a ação pioneira do NEPS já é uma referência na prevenção do suicídio no Brasil”, destaca a Dra. 

Em sua fala, a Diretora de Gestão do Cuidado – DGC/SESAB, Liliane Mascarenhas destacou que é preciso avançar muito ainda, e que esse avanço tem que ser integrado. “É fundamental incluir nesse debate o Conselho de Secretários Municipais. Fazer acontecer a saúde não é só papel do Estado. Muito do que falamos aqui é execução direta do município, e precisamos que eles compreendam que cuidado é esse e conheçam de fato quem é essa população que necessita de assistência especializada e acolhimento”, comentou.

Com formação médica, a deputada Fabíola comentou ainda sobre um projeto de indicação que fez ao governador Rui Costa para a implementação na Bahia, de modo transitório e para fins específicos de atuação em razão do COVID-19, uma Central de Telemedicina 24 horas para realização de teleconsultas, teleorientação e telemonitoramento.  “A Telemedicina é fundamental nesse grave momento como uma alternativa para a população que enfrenta uma situação desconhecida e com possibilidades de colapso no sistema de saúde por superlotação das emergências. Seria também um importante aliado para tratar a saúde mental remotamente”, finaliza Fabíola.

Além de diversos deputados e palestrantes, a Audiência contou ainda com representantes da Defensora Pública da Bahia; da Associação Psiquiátrica da Bahia Psiquiatra e Psicogeriatria (ABP/AMB ); EBMSP e UNIFACS; Centro de Valorização da Vida Polícia Militar da Bahia; Conselho de Fisioterapia Ocupacional; UFBA; Associação de Apoio a familiares, Amigos e Pessoas com Transtornos Mentais da Bahia; Conselho de Psicologia da Bahia; Corpo de Bombeiros da Bahia; Conselho de Enfermagem da Bahia Mestrado em Saúde Coletiva da UFBA; Conselho Serviço Social; ABAPS; AMEA / PAPO DE MULHERES; Grupo Beija-flor; SJDHDS; Ministério Público da Bahia.

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O Brasil chegou a 380 mil óbitos em decorrência da pandemia de covid-19. Segundo a atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada nessa quarta-feira (21), 381.478 pessoas vieram a óbito pela doença desde o início da pandemia. Em 24h, foram registradas 3.472 mortes.

Na terça (20), o país chegou a 14 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia. Com a atualização de hoje, foram confirmados 14.122.795 casos de diagnósticos positivos desde o primeiro, em fevereiro de 2020. Em 24 horas foram registrados 79.719 novos casos.

O número de pessoas recuperadas está em 12.646.132. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.095.188.

Ainda há 3.642 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (90.627), Rio de Janeiro (42.110), Minas Gerais (30.994), Rio Grande do Sul (23.690) e Paraná (20.809). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.449), Roraima (1.466), Amapá (1.488), Tocantins (2.414), e Sergipe e Alagoas com 4.034 mortes cada.

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