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O Projeto Público de Irrigação Baixio de Irecê, implantado pelo governo federal por meio da Codevasf nos municípios baianos de Itaguaçu da Bahia e Xique-Xique, deu um importante passo nesta semana. Um dos produtores do empreendimento assinou com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) o primeiro contrato de financiamento agrícola para a área empresarial do projeto. Ao todo, o BNB já concedeu mais de R$ 2 milhões em financiamentos para agricultores do Baixio — de perfis familiar e empresarial.

 “Para nós é uma conquista muito grande porque estamos lutando há tempos. Agora, acredito que não para mais. É o primeiro, e tomara que venham logo os outros”, diz Mário Fornasier, produtor contemplado com o financiamento para a área empresarial. “Dentro da normalidade, temos a expectativa de que em agosto já possamos até começar a plantar. A gente quer começar 2022 gastando o dinheiro da safra desse ano. A produção será de áreas mistas. A minha produção será baseada em grãos, de início, até preparar o solo. Mas a vocação maior para o futuro é a fruticultura”, explica o produtor, que produzirá em área de 50 hectares.

 Em dezembro de 2020, os primeiros agricultores familiares do Baixio do Irecê também assinaram contratos de financiamento com o Banco do Nordeste do Brasil. “Agradeço, em nome dos outros produtores, à Codevasf. É realmente um sonho para a gente. Agora, vamos começar. Com o pé no chão, vamos arregaçar as mangas e ir ao trabalho”, afirmou o produtor Gilberto Bezerra da Silva, quando assinou o contrato de financiamento.

 “Esse é um dos maiores exemplos do grande potencial de parceria, sinergia e complementariedade entre as missões do Banco do Nordeste e da Codevasf. Serão cerca de R$ 80 milhões aportados pelo BNB somente nesse ano de largada, beneficiando dezenas de produtores rurais, para gerar milhares de empregos e estimular a economia de uma região que precisa de desenvolvimento e melhoria das condições de vida das pessoas”, diz José Gomes da Costa, superintendente do BNB na Bahia.

 Localizado nos municípios de Itaguaçu da Bahia e Xique-Xique, na região do Médio São Francisco, o projeto de irrigação Baixio do Irecê abrange 105 mil hectares, sendo 48 mil hectares de área irrigada. O projeto está dividido em nove etapas. Duas delas, que correspondem a 16,5 mil hectares irrigados, já estão em fase de ocupação e têm início de produção previsto para este ano.

 “Essa assinatura deve ser celebrada por todos, principalmente pelos pequenos produtores e agora os empresários que tiveram a resiliência e acreditaram no trabalho e na redenção do Projeto Baixio de Irecê. Todo o êxito desse processo se deve à grande parceria firmada entre a Codevasf e o Banco do Nordeste do Brasil. O crédito rural significa o vetor de fomento para que o Baixio de Irecê, construído pela Codevasf, transforme a vida de milhares de cidadãos dessa região tão necessitada do Brasil”, afirma Harley Xavier, superintendente regional da Codevasf em Bom Jesus da Lapa (BA).

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O Polo Agroindustrial e Bioenergético baiano é uma realidade. Prova disso, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), é a evolução que já pode ser vista no Médio São Francisco da Bahia. O primeiro empreendimento sucroalcooleiro em implantação, a Fazenda Serpasa, do Grupo Paranhos, já tem 12 pivôs de 110 hectares (ha) em operação, uma área de 1,3 mil ha de cana de açúcar plantada e as obras da usina estão avançadas. A previsão é que a primeira moagem tenha 400 mil toneladas de cana e ocorra no segundo semestre de 2021. Também estão aceleradas a implantação da Fazenda Escola Modelo CEEP Águas, que vai capacitar mão de obra da região, e a construção da ponte que liga Barra à Xique-Xique.

“Nós queremos produzir açúcar e álcool, pois importamos 90% e 80% respectivamente de cada produto. Precisamos produzir e gerar emprego. No início de tudo, contratamos a Ridesa e a Universidade Federal de Alagoas e fizemos as primeiras experiências, que tiveram resultados excepcionais, na Fazenda Serpasa, com uma produtividade média esperada de 300 toneladas/ha. Costumo dizer que o Grupo Paranhos é o nosso ‘quebra-gelo’, acreditou no projeto e está avançando em concretizá-lo”, afirma o vice-governador João Leão, entusiasta do projeto.

Além dos Paranhos, explica Leão, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico, a Bevap Bioenergia já assinou protocolo de intenções para instalar a segunda usina sucroalcooleira no Polo. “Visitei recentemente usinas de açúcar e etanol de Pernambuco e Alagoas, na semana passada, em busca de novos investidores. Queremos montar, no mínimo, 10 usinas sucroalcooleiras”, ressalta.

A previsão da SDE é que sejam instalados 15 empreendimentos agrícolas, pecuários e agroindustriais no Polo Agroindustrial e Bioenergético do São Francisco. Já estão em implantação também os projetos de grãos Barracatu e Canto da Salina e agropecuário Euroeste e Cativa Agroindustrial, todos em Barra.

Primeira usina

O Grupo Paranhos, que está implantando a primeira usina do projeto, tem a perspectiva de gerar 1 mil empregos diretos e 3 mil indiretos, na primeira safra. Além de 300 empregos na indústria e 700 empregos no campo. Atualmente gera cerca de 500 empregos em todo o empreendimento. A Fazenda Serpasa tem uma área total de 8.310 ha, cultiva as canas do tipo RB 92579, VAT e RB931003 e pretende instalar ainda outros 48 pivôs. A usina terá capacidade instalada para moer 2 milhões de toneladas de cana e 300 mil litros de etanol por dia, além de produzir etanol hidratado e anidro.

Construção da usina na Fazenda Serpasa (Divulgação)

“Nós temos 12 pivôs com produção estimada de 400 mil toneladas para o primeiro ano e a ideia é chegar em terra própria até 50 pivôs. Estamos em processo árduo de implantação. Não é fácil implantar uma unidade industrial em uma área nova, mas estamos muito satisfeitos com o desenvolvimento da cana, a perspectiva de mercado e tenho certeza que teremos sucesso nesta empreitada”, afirma Sérgio Paranhos, CEO do Grupo.

A gerente Agrícola da Fazenda Serpasa, Cristiane Cacique, explica que o grande diferencial da região é o solo fértil e a possibilidade de irrigação. “Nossa expectativa é atingir médias acima de 250 toneladas por hectare e extrair todo potencial genético que a variedade pode nos oferecer. Temos canas adultas e maduras, só esperando a indústria ficar pronta para a gente começar a rodar”, diz.

Fazenda Escola

O agrônomo Nelson Meira, que atua na implantação da Fazenda Escola Modelo, em Barra, explica que foi concluído o plantio de 150 hectares de capim e que daqui 3 meses será feita a incorporação da matéria orgânica do capim, para então iniciar o plantio das diferentes culturas. “O objetivo da gente é fazer a reestruturação do solo. Daqui três meses, aproximadamente, vamos incorporar todo o material no solo para daí entrarmos com a cultura de interesse”, afirma.

O projeto, com área de 250 hectares, vai desenvolver técnicas agropecuárias irrigadas, de sequeiro, agroindustriais e servirá como suporte de formação, capacitação profissional e de experiência para o Polo Agroindustrial e Bioenergético.

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O Rock in Rio, um dos principais festivais de música do mundo, adiou sua próxima edição, marcada para setembro e outubro deste ano, para setembro de 2022. O adiamento foi provocado pela pandemia de covid-19.

“O Rock in Rio mobiliza pessoas dentro e fora da Cidade do Rock. Recebemos turistas de absolutamente todos os estados, além do Distrito Federal, e também de mais de 70 países. São 28 mil pessoas trabalhando para levar festa e alegria para as 700 mil pessoas que nos visitam. Vamos preservar vidas neste momento. Em setembro de 2022, estaremos juntos de novo e prontos para o melhor Rock in Rio de todos os tempos, quando vamos celebrar a paz e a vida”, informou o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, em nota publicada no site do evento.

A próxima edição do festival será realizada nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022. Segundo os organizadores, as negociações com as atrações estão em andamento e algumas já devem ser anunciadas no primeiro semestre deste ano.

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