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Foto: Reprodução

Os pecuaristas da microrregião de Irecê têm enfrentado sérias dificuldades em consequência da estiagem prolongada que atinge o semiárido baiano. A região enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos. A escassez de chuvas comprometeu a produção e aumentou os custos com a alimentação animal, colocando em risco a manutenção do rebanho e a subsistência de centenas de famílias que dependem da pecuária e da agricultura.

Diante desse cenário, produtores aguardam o apoio junto ao Governo Federal e ao Governo da Bahia para garantir o fortalecimento do Programa de Distribuição de Milho. O objetivo é assegurar que o insumo chegue de forma emergencial, ajudando a reduzir os prejuízos causados pela seca.

A situação já afeta a economia regional, que tem forte dependência da atividade agropecuária. “Se não houver uma ação imediata, muitos pequenos e médios produtores correm o risco de perder seus animais e acumular dívidas”, destacou um produtor.

Os pecuaristas aguardam uma resposta dos governos e defendem medidas estruturantes para garantir maior segurança hídrica e alimentar para os rebanhos, além de políticas permanentes que reduzam a vulnerabilidade em períodos de estiagem.

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Foto: Reprodução

Um homem preso em Iraquara, na Chapada Diamantina, foi novamente autuado em flagrante, desta vez por corrupção ativa. O caso aconteceu na terça-feira (30), quando ele tentou subornar um carcereiro oferecendo R$ 5 mil para facilitar sua fuga da Delegacia Territorial do município. A informação é da Polícia Civil.

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O suspeito já estava custodiado desde o dia 12 de setembro, após ter a prisão preventiva decretada por uma tentativa de homicídio registrada no povoado de Matinha do Cerco. O crime ocorreu em 16 de agosto, durante um desentendimento com a vítima. Em depoimento, o investigado alegou que teria agido por se sentir ameaçado de morte.

Após a nova ocorrência, o homem passou pelos procedimentos de praxe e continua detido, à disposição da Justiça. Agora, além da acusação de tentativa de homicídio, ele também responderá por corrupção ativa.

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Foto: Divulgação/Agência Brasil 

O botão de contestação de transações do Pix já está disponível aos usuários, a partir desta quarta-feira (1º), com a finalidade de facilitar a devolução de valores para as vítimas de fraude, golpe e coerção.

Formalmente chamado de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o botão pode ser acionado pelo aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário tenha relacionamento.

Assim, o MED, criado em 2021, passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com a central de atendimento pessoal da instituição.

As mudanças nas regras do Pix foram publicadas em agosto pelo Banco Central.

Contestação

De acordo com a autarquia, ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam, inclusive valores parciais.

Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação.

O BC explicou que o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

O MED, bem como seu botão de contestação, não se aplica a casos de desacordos comerciais, arrependimento e erros no envio do Pix (como erro de digitação de chave) ou que envolvam terceiros de boa-fé, por exemplo. O BC ressalta que ele é específico para fraude, golpe e coerção.

Caminhos do dinheiro

Outra mudança no MED é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Esse recurso estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

Até então, a devolução dos recursos poderia ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos após a contestação.

O BC espera que isso aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. Segundo o banco, o compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR e Reprodução/White House

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos estão trabalhando em conjunto para organizar o encontro presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, com a possibilidade do encontro ocorrer em um terceiro país, é o que afirmam diversos funcionários brasileiros familiarizados com a situação, segundo informações do portal Bloomberg.

Brasília tem indicado a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá neste mês, na Malásia, como um local ideal para as conversas, disseram os funcionários, que pediram anonimato para discutir assuntos sensíveis. A ideia é proporcionar a oportunidade para que os líderes se encontrem em um local neutro, em vez da Casa Branca ou do Palácio do Planalto.

As relações entre EUA e Brasil se deterioraram acentuadamente nos últimos meses, após Trump impor tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Corte em setembro por tentativa de golpe.

No entanto, sinais de uma reaproximação entre os dois países surgiram durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York na semana passada, quando Trump disse ter se encontrado com Lula, e fez elogios ao petista, dizendo que eles tinham “boa química” e que haviam discutido rapidamente a possibilidade de uma reunião para conversar sobre suas diferenças.

Trump ainda não confirmou oficialmente sua participação na cúpula da ASEAN, mas é esperado que ele visite a Malásia como parte de uma viagem programada pela Ásia, que também incluiria paradas no Japão e na Coreia do Sul. Lula seguirá para Kuala Lumpur, capital da Malásia, após uma visita de Estado à Indonésia, parte de seus esforços para aprofundar os laços comerciais com a região.

O encontro com Trump é tratado como prioridade máxima pelo presidente brasileiro, segundo dois funcionários familiarizados com a situação. Mas o líder brasileiro também está focado em garantir que o encontro seja eficaz, e quer ter certeza de que terá dados e informações suficientes para apresentar a Trump antes de agendar o encontro, disse um dos funcionários.

Na quarta-feira (1º), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou ter conversado com assessores de Trump sobre um possível encontro, e sugeriu que este poderia ocorrer em um terceiro país.

“Pode ser uma ligação telefônica, uma videochamada, assim como um encontro em um momento específico em que ambos estejam presentes no mesmo evento internacional”, disse Vieira durante uma aparição no Congresso, acrescentando que atualmente não há arranjos para Trump visitar o Brasil ou para uma viagem de Lula a Washington.

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