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No início da tarde desta segunda-feira (22), dois presos identificados por Evilásio Rosa da Conceição e David Nunes da Silva que estavam custodiados na delegacia de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, foram transferidos para a Delegacia de Polícia Civil da cidade de Xique-Xique, no Vale do São Francisco.

A medida foi tomada pelo delegado Marcus Edmundo Pina, após os presos incitarem a rebelião na unidade prisional.

A escolta dos presos entre as duas cidades, que tem aproximadamente 267 quilômetros de distância, foi realizada por duas Guarnições Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Semiárido

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O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, discutiu a possibilidade de realização de uma cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), durante reunião com o coordenador do setor de Comunicação e Informação da entidade, Adauto Cândido Soares, ocorrida nesta segunda-feira (22), na sede da Secretaria do Planejamento (Seplan), em Salvador.

De acordo com o secretário Walter Pinheiro, a ideia é que a cooperação possa contribuir para o desenvolvimento da gestão governamental, possibilitando a melhoria dos serviços públicos para o cidadão. “A Unesco apresentou uma proposta no sentido de viabilizar algo que é essencial: o aprimoramento da gestão. Então vamos, inclusive, buscar o apoio também do Governo Federal, até porque vários dos projetos que foram apresentados exigem um nível de capacitação que é o que a Secretaria do Planejamento está buscando  fazer na elaboração do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias, capacitação para o Plano Estratégico Organizacional, que é nosso plano para que as secretarias possam, cada vez mais, usando as ferramentas de gestão, ter um melhor desempenho e, consequentemente, uma maior eficiência na execução dos serviços para o cidadão. Então nós estamos discutindo e vamos avaliar a proposta da Unesco e ver as condições para implementação disso, sejam condições materiais, financeiras e até operacionais”.

Durante a reunião, Soares destacou as áreas de atuação da Unesco no Brasil e as vantagens que uma cooperação técnica pode propiciar para o estado da Bahia. “Temos conversado com a Seplan, visando a modernização do estado, e a cooperação técnica nacional é uma forma de trabalho conjunto da Unesco com o Governo da Bahia, intermediado pelo Ministério das Relações Internacionais”, disse.

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Um relatório divulgado pelo Banco Mundial afirma que a pobreza aumentou no Brasil entre 2014 e 2017, atingindo 21% da população (43,5 milhões de pessoas).

O documento intitulado Efeitos dos ciclos econômicos nos indicadores sociais da América Latina: quando os sonhos encontram a realidade, demonstra que o aumento da pobreza nesse período foi de 3%, ou seja, um número adicional de 7,3 milhões de brasileiros passou a viver com até US$ 5,50 por dia.

No ano de 2014, o total de brasileiros que viviam na pobreza era de 36,2 milhões (17,9%). O quadro negativo teve início com a forte recessão que o país atravessou a partir do segundo semestre daquele ano, que durou até o fim de 2016.

O Banco Mundial avalia que o fraco crescimento da América Latina e Caribe, especialmente na América do Sul, afetou os indicadores sociais no Brasil, país que possui um terço da população de toda a região.

Mesmo assim, o Banco Mundial manteve as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com altas de 2,2% em 2019 e 2,5% em 2020. As projeções são melhores do que as de outros países, como o México (1,7%), mas ficam abaixo de nações como a Colômbia (3,3%). Os países com previsão de queda no PIB são a Argentina (- 1,3%) e a Venezuela (-25%).

Para a região da América Latina e Caribe, o crescimento deve ser menor do que o do Brasil. As estimativas iniciais eram de 1,7%, mas, no mais recente relatório, elas despencaram para 0,9%, puxadas pelo péssimo desempenho da Venezuela. O crescimento da América do Sul também deverá sentir os efeitos da crise venezuelana, ficando em apenas 0,4%.

O relatório destaca as incertezas quanto à reforma da Previdência, afirmando que sua aprovação “depende da formação de coalizões”, uma vez que o partido governista não tem maioria no Congresso. A instituição elogia o Brasil por buscar um programa “ambicioso” de reformas, mas afirma que o país é o caso mais preocupante na região depois da Venezuela.

O Brasil deverá ter um déficit fiscal de 6,9% do PIB em 2019 e um déficit primário de 1,2% do PIB. A dívida pública deve corresponder a 80% do PIB.

“As perspectivas de crescimento para este ano não mostram uma melhora substancial em relação a 2018, como consequência do crescimento débil ou negativo nas três maiores economias da região – Brasil, México e Argentina – e do colapso total na Venezuela”, afirma o relatório. Se excluídos os números venezuelanos, o PIB da América do Sul teria alta de 1,8% em 2019.

O relatório afirma que os programas sociais podem ser os mais eficazes amortecedores dos choques econômicos. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Carlos Végh, essas iniciativas são comuns em países desenvolvidos, mas não nessa região.

“A região deve desenvolver, além dos programas estruturais existentes, ferramentas de rede de segurança social que possam apoiar os pobres e os mais vulneráveis durante o ciclo de baixa nos negócios”, afirma o relatório.

O Banco Mundial afirma que a América latina e Caribe é a região com os indicadores mais voláteis em todo o mundo por ser exposta a fatores externos (como preços das commodities e liquidez internacional) e instabilidades institucionais e políticas.

O Banco Mundial analisou três indicadores: taxa de desemprego, pobreza e necessidades básicas insatisfeitas (habitação, educação e saneamento).

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O café da Chapada Diamantina está entre os melhores do mundo e a região tem investindo na produção de cafés especiais, essencialmente o gourmet, e visa a exportação do produto para outros estados do país e até para o exterior. É assim com a Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), que se mantém entre os 10 melhores produtores de café do principal concurso de qualidade no mundo, o Cup of Excellence da BSCA – Brazilian Speciality Coffee Association. A Coopiatã recebeu também o selo da Agricultura Familiar e está investindo cada vez mais no café gourmet. Nesta cooperativa, segundo o governo, foram investidos mais de R$1,2 milhão. O presidente da cooperativa, Rodolfo Moreno, destaca que, com o recurso, foi possível melhorar e aumentar as vendas.

Em Seabra, a Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio) é outra que se destaca. Produzido por agricultores e produtores de café orgânico dos municípios de Abaíra, Bonito, Ibicoara, Piatã, Rio de Contas e Seabra, o café já é exportado para a Alemanha, Inglaterra e Austrália, e comercializado em cafeterias de Salvador, São Paulo e Brasília. Na cooperativa de Seabra, o investimento feito pelo governo é voltado para unidades de armazenamento, de classificação de grãos de café, em utensílios para laboratório de provas e caminhão para escoamento da produção. “Os recursos são para expansão da cooperativa e para dar visibilidade aos cafés da agricultura familiar”, afirma a presidente da Cooperbio, Brígida Salgado.

Já em Barra da Choça, cidade do sudoeste da Bahia, também conhecida como a ‘Capital do Café’, recebeu recentemente mais de R$1,5 milhão, aplicado na Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça (Cooperbac), em investimentos para melhoria no cultivo dos grãos dos agricultores familiares, beneficiando a aquisição de equipamentos, por exemplo. Com isso o resultado foi a linha gourmet da cooperativa da região. A previsão é que nos próximos quatro anos, o faturamento, que é em torno de R$455 mil, com a linha gourmet, cheguem a mais de R$1 milhão e R$200 mil.

“A previsão é que, nos próximos quatro anos, o faturamento, que gira em torno de R$ 455 mil, com a linha gourmet chegue a mais de R$1,2 milhão”, afirmou a presidente da Cooperbac, Joahra Oliveira. O governo estadual informou que tem investido R$ 3,2 milhões na cadeia produtiva do café, que vem possibilitando agregar valor à produção e alavancar a comercialização do produto. As ações são realizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do projeto Bahia Produtiva, com recursos do Banco Mundial, e visam à qualificação do café, desde o plantio até o acesso ao mercado.

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